terça-feira, 31 de agosto de 2010

Rosemberg Cariry























Filósofo de formação, Rosemberg Cariry começou sua carreira cinematográfica em 1975 com documentários de curta metragem sobre artistas populares e manifestações artísticas do Ceará e do Nordeste. Depois, já na década de 1980, realizou os seus primeiros filmes documentários profissionais.
Em 1986, realizou seu primeiro filme de longa metragem (documentário),
A Irmandade da Santa Cruz do Deserto, episódio de resistência camponesa que ocorreu em 1936 e que terminou tragicamente com a intervenção armada do governo e com milhares de camponeses mortos. Essa história era um tabu e foi abordada pela primeira vez, com grande repercussão. O filme foi premiado nacionalmente e recebeu convite para participar de festivais em Portugal e Cuba. A partir de 1987, Rosemberg Cariry foi contratado pela televisão Verdes Mares para produzir programas culturais e realizar documentários sobre a história e as artes do Nordeste do Brasil.
Em 1993, quando a produção de cinema no país havia entrado em completo colapso, ele filmou, ainda como cineasta independente, seu segundo longa-metragem (ficção)
A Saga do Guerreiro Alumioso. Esse filme foi finalizado com apoio da Cinequanon de Lisboa e do Instituto Português de Arte Cinematográfica (IPACA). A ação se desenrola em uma cidade imaginária dos sertões. Ele mostra o confronto tradicional entre os camponeses e os grandes proprietários de terra, que será resolvido por um Dom Quixote sertanejo que se identifica com o mito de Lampião. O filme ganhou o prêmio de “Melhor Filme do Júri Popular”, o prêmio de “Melhor Ator” e de “Melhor Ator Coadjuvante”, no XXVI Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 1993. A Saga do Guerreiro Alumioso marcou, de alguma forma, junto com três outros que foram produzidos na época, o movimento de resistência do cinema brasileiro. Esse filme foi selecionado para representar o Brasil no Festival dos Três Continentes de Nantes (França) e participou de muitos outros festivais internacionais: Portugal, Itália, Colômbia, Cuba, Canadá, Estados Unidos da América, Uruguai, Bélgica, etc.
Em 1995, Rosemberg Cariry obteve o Prêmio da Retomada do Cinema Brasileiro, em concurso realizado pelo Ministério da Cultura e pôde começar a produção do seu terceiro filme de longa metragem, ficção, que se chamou
Corisco e Dadá. O filme, baseado na história verídica de um casal de cangaceiros célebres nos anos 40, mostra em toda a sua dimensão trágica, a luta do homem pela sobrevivência nos sertões secos e miseráveis do Nordeste.Corisco e Dadá, um dos filmes do chamado “ Renascimento do Cinema Brasileiro ”, foi bem recebido pela crítica, teve lançamento comercial em muitas cidades brasileiras e obteve inúmeros prêmios no Brasil e no exterior, notadamente o Prêmio do Grande Coral ( 3º prêmio) em Havana (Cuba) e o Prêmio Cittá del Vasto (Adventure Film Festival), na Itália. Entre os muitos festivais internacionais de que participou, destacam-se :Toronto, Trieste, Toulouse, Nantes, Pal Springs, New Delhi, Chicago e Ankara.
Paralelamente à sua atividade, Rosemberg Cariry publicou também várias coletâneas de poesia, compôs canções com compositores regionais e exerceu atividade de jornalista cultural. Contribuiu notadamente para o reconhecimento e valorização da cultura popular tradicional nordestina. Por ter participado amplamente da preservação do patrimônio cultural do povo brasileiro, foi recompensado em 1996, pelo
Prêmio Rodrigo de Melo Franco / IPHAN, outorgado pelo Ministério da Cultura do Brasil.
Rosemberg Cariry é proprietário da
Cariri Filmes, empresa especializada em produções audiovisuais, sobretudo de filmes e vídeos artísticos e educativos. Na cidade de Fortaleza, onde reside, é membro do Conselho de Cultura do Estado do Ceará e participa de várias entidades culturais públicas.
Um traço marcante da obra de Rosemberg Cariry é a busca sempre renovada das fontes e dos encontros culturais: procura extrair o universal do particular, estabelecer ligações entre as diferenças culturais e, em particular, entre as formas eruditas e populares. Assim, o seu trabalho, profundamente imerso na cultura no Nordeste do Brasil, chega ao universal, através de uma dimensão essencialmente humanista.


Corisco e Dadá (1996)
O capitão Corisco, cangaceiro famoso por sua crueldade, valentia e beleza, também chamado de Diabo Loiro, rapta a menina Dadá, aos 12 anos. Após estuprá-la, faz dela sua mulher e, também, integrante do bando do cangaço. Enquanto isso, Zé Rufino, o chefe da polícia volante, promete a si próprio tornar-se imortal, transformando-se no matador de Corisco, cuja cabeça fora colocada a prêmio pelo governo.

Elenco:

Chico Diaz
Dira Paes
Antonio Leite
Regina Dourado
Chico Chaves
Denise Milfont
Luiz Carlos Salatiel
Virginia Cavendish
Maira Cariry
B. de Paiva
Teta Maia

Ficha Técnica:

Gênero: Aventura
Duração: 103 min.
Lançamento (Brasil): 1996
Distribuição: riofilme
Direção: Rosemberg Cariry




Cine Tapuia (2006)


Informações do filme:

Gênero: Drama

Diretor: Rosemberg Cariry
Duração: 96 minutos

Ano de Lançamento: 2006
País de Origem: Brasil
Idioma do Áudio: português
Qualidade de Vídeo: DVD Rip
Tamanho: 1 Gb
Legendas: Sem Legenda


O cego Araquém, com a filha Iracema, vaga pelos sertões nordestinos projetando velhos filmes. Nessas andanças, Iracema conhece Martim, um velho camelô português que vende de DVD’S e CD’S piratas e tem planos mirabolantes como vender para ser colocada na estátua de Santo Antônio, ainda sem cabeça.
Martim está interessado nos lucros das romarias e na exploração turística do local que, segundo ele, se transformará na Nova Lisboa. Iracema, fascinada pelo exotismo da fala estrangeira, deixa-se seduzir por Martim.O filme traz, assim, uma reflexão sobre a cultura sobre a cultura e a história do povo cearense, retomando o mito fundador do povo brasileiro, proposto pelo engenho poético de José de Alencar, no romance Iracema, e fazendo uma homenagem ao famoso cantador Cego Aderaldo.



Download:








Patativa do Assaré - Ave Poesia (2007)


• Direção: Rosemberg Cariry
• Roteiro: Rosemberg Cariry
• Gênero: Documentário
• Origem: Brasil
• Duração: 84 minutos
• Tipo: Longa-metragem


O filme aborda a vida e a obra do poeta Patativa do Assaré, destacando a relevância dos seus poemas, o significado político dos seus atos e a sua imensa contribuição à cultura brasileira. Dono de um ritmo poético de musicalidade única, mestre maior da arte da versificação e com um vocabulário que vai do dialeto da língua nordestina aos clássicos da língua portuguesa, Patativa do Assaré é a síntese do saber popular versus saber erudito. Patativa do Assaré consegue, com arte e beleza, unir a denúncia social com o lirismo.





quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Black Drawing Chalks


BIG DEAL (2007)

Black Drawing Chalks é um quarteto stoner rock de Goiânia.
A ideia de formar a banda surgiu na faculdade de Design Gráfico. Victor Rocha e Douglas Castro fazem parte do estúdio Bicicleta sem Freio (responsável pela identidade visual de vários shows e festivais de Goiânia) e decidiram chamar Denis de Castro, irmão de Douglas e estudante de arquitetura, para fundar o Black Drawing Chalks. Na época, Victor dividia os acordes e vocais com Marco Bauer. No início de 2007, Marco decide sair da banda e Renato Cunha é convidado a integrar o quarteto. O nome da banda, que significa “carvões pretos para desenhar”, vem de uma marca alemã de material para desenho, influência constante na vida dos garotos.
Em 2007, lançaram o elogiado disco de estréia, Big Deal, pela gravadora Monstro Discos. Após o lançamento do álbum, a banda tocou pelo Brasil inteiro. No mesmo ano, abriram para os ídolos americanos do Nashville Pussy, tradição que se tornaria frequente. A banda já fez shows ao lado de nomes como The Datsuns, Motörhead e Eagles Of Death Metal.
Em 2009, com mais maturidade, o grupo lança seu segundo álbum, Life Is a Big Holiday for Us, também pela Monstro Discos, após uma turnê pelo Canadá, onde a banda se apresentou no festival Canadian Music Week.
Com frequente exposição na mídia, longas turnês e participação nos maiores festivais do Brasil, o grupo conquistou três indicações ao VMB 2009, nas categorias Aposta MTV, Rock Alternativo e Videoclipe do ano, com o vídeo da música My Favorite Way, feito em uma parceria do coletivo Bicicleta Sem Freio com o estúdio Nitrocorpz, responsável por diversas vinhetas da MTV.




LIFE IS A BIG HOLIDAY FOR US (2009)







quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Rage Against The Machine - Live At The Grand Olympc Auditorium


A história da banda começou por volta de 1991. A primeira apresentação dos Rage Against The Machine foi em Orange County. De seguida o grupo gravou uma demo de 12 músicas, músicas estas que constituíram, majoritariamente, o primeiro CD da banda. Venderam 5.000 cópias da demo revertendo o lucro para o seu clube de fãs e também em vários concertos na região de Los Angeles. Deram dois concertos no segundo palco, Lollapalooza II em Irvine Meadows, Califórnia. Ali assinaram um contrato com a editora Epic.
No fim de 1992 os Rage Against the Machine fizeram uma turnê por toda a Europa realizando concertos para o Suicidal Tendencies. Terminada a turnê, lançaram o seu primeiro álbum, denominado "Rage Against the Machine", em 10 de Novembro de 1992. O disco vendeu mais de 3 milhões de cópias e esteve no Top 200 da Billboard durante 89 semanas. Inclui, entre outras músicas, Bullet In The Head, Bombtrack, Freedom, Wake Up (que entrou na banda sonora do filme Matrix, anos mais tarde), e também Killing In The Name, um protesto contra o militarismo norte-americano.
Devido às suas atitudes e letras, os Rage Against The Machine foram censurados e proibidos de realizar concertos em muitos estados norte-americanos. Ironicamente, a censura fez a banda crescer, o que a fez encara-la e lutar contra ela em grandes protestos. Em 1993, realizaram espectáculos em beneficência da Anti-Nazi League e da Rock for Choice.
No Lollapalooza III, desta vez no palco principal, os Rage Against The Machine subiram mas não tocaram. Fizeram apenas um protesto anticensura contra a PMRC (Parents Music Resource Center), no qual cada membro da banda ficou de pé, nu, durante cerca de 15 minutos, cada um com uma fita preta na boca e com as letras P (Tim), M (Zack), R (Brad), e C (Tom) escritas no peito. Eles afirmaram: "Se não agirmos contra a censura, não teremos direito a ver mais bandas como os Rage!"

Em 16 de Abril de 1996, foi lançado o esperado segundo disco. Evil Empire entrou directamente para o primeiro lugar do Top 200 da Billboard. O álbum crítica , entre outros, o governo de Ronald Reagan e a relação entre os EUA e a URSS e inclui faixas como Bulls On Parade, People of the Sun, Vietnow, Revolver, Roll Right e Tire Me (que ganhou o prémio de melhor performance de metal no Grammy Awards). Em Julho do mesmo ano a banda começou uma digressão pelos EUA que durou até Outubro.
No início de 1998 a banda gravou No Shelter, parte da banda sonora do filme Godzilla. Em meados do ano, a banda começava já a ensaiar para o álbum The Battle of Los Angeles. Em Setembro, a parte instrumental para as 14 músicas já estava pronta embora as letras estivessem ainda incompletas. Em Janeiro de 1999 a banda organizou um concerto em beneficência de Mumia Abu-Jamal. Apesar de alguns imprevistos, atraiu muita atenção. O mesmo concerto incluiu ainda as apresentações dos hoje bem conhecidos Black Star, Bad Religion e Beastie Boys. Em Genebra, Suíça, em 12 de Abril do mesmo ano, Zack de la Rocha manifestou-se contra as Nações Unidas referindo Mumia Abu-Jamal e a pena de morte nos EUA. Os Rage Against The Machine tocaram depois no Tibetan Freedom Concert e em Woodstock 99. Em Woodstock, queimaram a bandeira americana no palco enquanto tocavam Killing In The Name.
Um dos momentos mais marcantes dos Rage Against the Machine aconteceu durante a filmagem do vídeoclip “Sleep now in the fire”, em 26 de Janeiro de 2000. O vídeo dirigido por Michael Moore foi gravado à entrada da Bolsa de valores de New York, em pleno Wall Street. A banda causou um verdadeiro pandemónio, obrigando a Bolsa de New York a fechar uma hora antes. Os membros da banda acabaram por ser presos .

Em 2007, os esperançosos fãs da banda receberam uma série de notícias que os fizeram acreditar novamente na reativação das atividades da banda.
Primeiro, receberam a notícia que tanto desejavam: o Rage Against The Machine se reunirá mais uma vez, como atração principal na edição 2007 do festival Coachella, em abril, na Califórnia.
Após, Chris Cornell, vocalista do Audioslave, anunciou sua saída da banda por "conflitos pessoais e diferenças musicais".


A banda, no final de concerto em 2007.
E por fim, em 25 de Fevereiro de 2007, foi anunciado que o RATM marcou mais três datas, como parte do festival de hip hop Rock The Bells, tocando ao lado do Wu-Tang Clan.[4] Após a apresentação no Coachella, Tom Morello disse que não há planos para novo material do RATM.[5]
Em 7 de Junho, entrou no ar a página www.ratm82407.com, um site do RATM que mostra duas contagens regressivas. Rumores dizem que se trataria do anúncio de uma turnê mundial, visto que o sítio foi registrado pela empresa Live Nation, responsável por agendar grandes turnês para bandas.[6]
Depois de se confirmar uma digressão pela Austrália na edição de 2008 do Big Day Out,os RATM anunciaram o regresso à Europa, para o Rock Am Ring e Rock Im Park na Alemanha e o Pinkpop Festival nos Países Baixos. A 13 de Dezembro de 2007, foi confirmado o regresso dos RATM a Portugal para um concerto no festival Optimus Alive!, em Algés, a 10 de Julho de 2008.Recentemente Brad Wilk disse em uma entrevista para o site Diabetes Forecast (http://forecast.diabetes.org/magazine/only-online/rage-against-machine-drummer-brad-wilk-talks-about-type-1) que a banda tem planos para uma turne na america do sul em 2010.Segundo ele "A proxima coisa no futuro do RATM é uma turne pela america do sul em 2010.Quem sabe um novo disco seja legal.Nós tambem devemos fazer uma turne pelos EUA".




Rage Against The Machine - Sleep Now In The Fire
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sábado, 14 de agosto de 2010

Tulipa - Efêmera (2010)


Talvez Tulipa Ruiz não saiba (deve saber), mas dentre os significados da palavra “efêmero”, há um, especificamente para os estudos botânicos, em que é chamada efêmera a flor que abre e fenece no mesmo dia.

Efêmera também é o nome do primeiro álbum de Tulipa, e talvez haja (deve haver) uma referência no nome do disco à miríade de cantoras na atual cena musical brasileira. São tantas e tantas cantoras surgindo que a música, em geral já bem descartável nesse início de década, fica ainda mais difícil de se manter por muito tempo nos ouvidos de todos. Se encararmos o nome por esse sentido, o de passageira, a decisão de chamar um primeiro disco de Efêmera é ao mesmo tempo bastante consciente e ousada. Uma espécie de desdém calmo da atual situação da música.

Mas esse sentido é (deve ser) mais uma viagem de blogueiro que quer ver coisa demais onde não tem. Em entrevista à TPM, Tulipa diz: “A palavra [Efêmera] em si é mais usada no sentido de momentosa, atual, do que de meramente passageira. Até lembra Vinícius, ‘infinita enquanto dura‘”. Pronto. A resenha pode acabar por aqui, porque é exatamente isso que Tulipa Ruiz entrega no seu primeiro disco: música pop com ótimos arranjos, com os olhos no presente, sem esquecer do passado e sem preocupação com o futuro. E, quando toca, o disco é aquilo mesmo: infinito enquanto dura.

Exagero? Talvez um pouco, mas me parece claro que a sensacional voz de Tulipa se eleva como a vaca profana de Caetano, um pouco acima da manada de cantoras que avança anualmente sobre a música brasileira. Cheia de barulhinhos bons, cantando o cotidiano paulistano, Tulipa é ousada quando usa a sua voz, causando um estranhamento gostoso de ouvir, mais perceptível na faixa-título, em Pedrinho e em Sushi. Mas, ao mesmo tempo, lado a lado com esse certo estranhamento, a voz de Tulipa é o de mais agradável que aconteceu na música nacional este ano, e a cada canção o ouvinte não tem dúvida: essa sabe o que faz com a voz.

Com participações especiais como as de Negresko Sis (na faixa título), Kassin (no ótimo baixo de Brocal Dourado), o irmão Rodrigo e o pai Luiz Chagas, além de Maryana Aydar, Tiê, Stéphane San Juan, entre vários outros (inclusive na arte gráfica do encarte), Efêmera não é um disco definitivo, mas um formidável começo. Com canções ótimas como Efêmera, Pontual, Sushi, Às Vezes e a imbatível Brocal Dourado, resta esperar e ver o que vai se tornar Tulipa Ruiz.

Mas fica a dica: tulipas não são dessas flores efêmeras.

Download: Efêmera


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Across The Universe (Trilha Sonora)


Across the Universe (Através do universo ou em todo universo) é uma produção estado-unidense de 2007 dirigida por Julie Taymor, de Frida. O filme retrata os anos 1960, com suas lutas, guerras e paixões, ambientando toda uma época através da obra dos Beatles. O elenco tem jovens talentos que interpretam e cantam, como o do inglês Jim Sturgess, a americana Evan Rachel Wood e o também inglês Joe Anderson. O filme também conta com algumas participações especiais de Bono do U2 e Joe Cocker, Salma Hayek.

O filme começa em Liverpool, de onde o inglês Jude (Jim Sturgess) decide partir para os EUA em busca de seu pai. Lá ele conhece Max (Joe Anderson), um estudante rebelde. Torna-se seu amigo e se apaixona por sua irma (Evan Rachel Wood). Esta por sua vez, acaba envolvendo com emergentes movimentos de contra-cultura, da psicodelia aos protestos contra a Guerra do Vietnã. Em meio às turbulências da época, Jude e Lucy vão passar por situações que colocam sua paixão em choque.
DISCO 1:
1. Girl - Jim Sturgess
2. Hold Me Tight - Evan Rachel Wood
3. All My Loving - Jim Sturgess
4. I Want To Hold Your Hand - T.V. Carpio
5. With A Little Help From My Friends - Jim Sturgess/Joe Anderson
6. It Won't Be Long - Evan Rachel Wood
7. I've Just Seen A Face - Jim Sturgess
8. Let It Be - Carol Woods/Timothy T. Mitchum
9. Come Together - Joe Cocker
10. If I Fell - Evan Rachel Wood
11. Dear Prudence - Evan Rachel Wood/Dana Fuchs
12. Flying - Secret Machines
13. Blue Jay Way - Secret Machines

DISCO 2:
1. I Am The Walrus - Bono/Secret Machines
2. Being For The Benefit Of Mr. Kite - Eddie Izzard
3. Because - Evan Rachel Wood/Dana Fuchs
4. Something - Jim Sturgess
5. Oh! Darling - Dana Fuchs/Martin Luther McCoy
6. Strawberry Fields Forever - Jim Sturgess/Joe Anderson
7. Revolution - Jim Sturgess
8. While My Guitar Gently Weeps - Martin Luther McCoy
9. Across The Universe - Jim Sturgess
10. Helter Skelter - Dana Fuchs
11. Happiness Is A Warm Gun - Salma Hayek/Joe Anderson
12. Black Bird - Evan Rachel Wood
13. Hey Jude - Dana Fuchs
14. Don't Let Me Down - Dana Fuchs
15. All You Need Is Love - Dana Fuchs/Jim Sturgess
16. Lucy In The Sky With Diamonds - Bono

Download: Across The Universe Soundtrack.rar





segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Wander Wildner - 10 Anos Bebendo Vinho




Verbete obrigatório da enciclopédia virtual do rock gaúcho desde que era cantor dos Replicantes, nos anos 80, Wander Wildner tem na estrada seis discos lançados. Estreou sua carreira em 1996, com o delicioso "Baladas Sangrentas", criando ali o punkbrega, estilo em que canta algumas musicas em "español selvagem". Em "Buenos Dias!", o segundo álbum (1999), a crueza punk predomina. Na terceira vinda, com o inacreditável título "Eu Sou Feio...mas Sou Bonito" (2001), o punk brega está ainda mais diluído e o resultado é um disco de cançoes simples. Em 2004 lançou "Paraquedas do Coração", que assim como o primeiro foi produzido por Tom Capone. Em 2005 participou do DVD/CD Acustico MTV Bandas Gauchas (Wander Wildner, Ultramen, Cachorro Grande e Bidê ou Balde). No final do mesmo ano, Wander lançou a coletânea "10 anos Bebendo Vinho". Em 2008 lança "La Cancion Inesperada" com produção de Kassin e Berna Ceppas, o disco teve participação de Rodrigo Barba (Los Hermanos) Flu (De Falla), Moreno Veloso, Jorge Mautner, Jimi Joe, João Vicenti (Nenhum de Nós) e Gabriel Musak.


  1. "Fora da Lei" – 3:52
  2. "Bebendo Vinho" – 4:28
  3. "Eu Tenho uma Camiseta Escrita Eu Te Amo" – 3:20
  4. "Mantra das Possibilidades" – 3:51
  5. "Eu Não Consigo Ser Alegre o Tempo Inteiro" – 4:03
  6. "Empregada" – 4:05
  7. "Hippie-Punk-Rajneesh" – 3:33
  8. "Damas da Noite" – 4:39
  9. "Rodando el Mundo" – 5:42
  10. "Pablo, Adonde Estás?" – 3:52
  11. "Ustê" – 2:41
  12. "Anjos & Demônios" – 3:30
  13. "Narciso Invertido" – 4:32
  14. "On the Road" – 3:35









domingo, 1 de agosto de 2010

Pato Fu - Música de Brinquedo (2010)



E se…?
O Pato Fu sempre levou a sério essa pergunta e sempre pagou pra ver. Dessa vez a pergunta foi: e se gravássemos um disco inteiro só usando instrumentos de brinquedo? Não um disco de música infantil, mas um disco de música “normal” filtrada por essa sonoridade.
A ideia pareceria absurda há poucos anos. No entanto, desde o CD Daqui Pro Futuro (2007) começamos a flertar com sons de caixinhas de música, realejos, pianos de brinquedo… Em algumas de minhas produções recentes usei muitos desses instrumentos, muitos comprados como presente à nossa (minha e de Fernanda) filha de 6 anos, mas que acabavam invariavelmente na frente de um microfone na sala de gravação do estúdio que temos em casa.
E tinha mais. Quase todos nós – e os amigos próximos – viramos papais e mamães nos últimos anos. A temática infantil passou a nos comover. Ao mesmo tempo, sentimos que seríamos capazes de fazer algo para pais e filhos que tivesse uma das características que mais gostamos na música: terem duas (ou mais) camadas de entendimento, um “Muppet Show” de carne, osso e música, diversão para os adultos, sem aborrecimento pros pequenos, e vice-versa.
Decidimos então gravar uma primeira música como um teste. Essa foi “Primavera”. Ficamos muito empolgados, parecia algo do tipo “por que não pensamos nisso antes!?”. Registramos em vídeo o processo, fizemos uma rápida edição pra mostrar pra alguns amigos. O efeito “sorriso estampado” que tínhamos na nossa cara apareceu instantaneamente na face das outras pessoas também. Chegamos à conclusão que não estávamos ficandos loucos.
Isso faz mais de um ano, foi no começo de 2009. De lá pra cá, muito trabalho – e diversão. Um projeto como esse é mais complicado que um disco comum. A começar pelos próprios instrumentos. Não só são mais difíceis de se tocar, mas também de se encontrar. Nem todos os instrumentos de brinquedo são “tocáveis” e separar as tranqueiras das verdadeiras jóias é uma empreitada e tanto. Bastante pesquisa foi feita em lojas, oficinas artesanais e sites. Eu, por exemplo, em qualquer viagem que fiz nesse período, voltava com a mala cheia de cornetas de plástico, tecladinhos eletrônicos baratos e qualquer tipo de traquitana que pudesse fazer um som e tivesse um apelo infantil.
Outro fator estranho ao nosso método habitual de fazer discos foi o repertório. Estamos acostumados a ir juntando material inédito, novas composições, letras, melodias soltas ao longo de uma turnê, pra gerar um disco novo ao final. Isso nunca parou, e de fato temos um tanto de material que poderia ser justamente o ponto de partida para um novo álbum de inéditas (não, não estamos em crise criativa, antes que alguém pergunte…). Mas esses arranjos de brinquedo teriam um efeito muito mais potente se aplicados a canções conhecidas. Aí é que estava a graça, que ficou muito clara quando fizemos “Primavera”: colar essa sonoridade em clássicos do pop, recriar todas as frases melódicas de músicas que não fossem só conhecidas, mas que tivessem arranjos emblemáticos. O que procuramos é o prazer de ouvir velhas canções adultas em seus arranjos originais, tirados praticamente nota por nota, só que com instrumentos de brinquedo. E assim fizemos. Descobrimos quais seriam estas canções. Foi mais difícil do que a gente pensava. Eram muitos os pré-requisitos que as candidatas tinham que trazer. Mas estão aí, e estamos muito orgulhosos de como ficaram ao final.
Por último, o elemento surpresa: a participação das crianças cantando. Bem, nunca se sabe o que uma criança vai fazer. Às vezes ela não faz o que você quer. E às vezes o que ela faz é muito melhor do que o que você queria. Não queríamos aquela sonoridade “coral de crianças”, e sim pequenas participações, marcantes e carregadas da inocência e desafinação pura de espírito que só as crianças conseguem. Acho que conseguimos, e foi um aprendizado e tanto.
E sim, o disco foi todo gravado com instrumentos de brinquedo ou miniaturas. Também foram utilizados instrumentos ligados à musicalização infantil como flauta, xilofone, kalimba e escaleta. Um cavaquinho foi usado como violão folk e também como baixo. O piano de brinquedo, o glockenspiel de latão e o kazoo de plástico foram os reis do pedaço. Um tecladinho-calculadora Casio VL1 fez a alegria das crianças na faixa dos 40 aqui. Qualquer brinquedo valeu, seja de madeira, pelúcia ou eletrônico. Em uma outra ou outra raríssima ocasião, sampleamos o brinquedo para que fosse mais fácil (na verdade o certo seria dizer “possivel”) tocá-lo com alguma eficiência. E chegamos ao ponto de usar um reverb de mola de brinquedo para processar alguns sons. Tudo está gravado com suas imperfeições, afinação duvidosa e barulho de articulação de peças móveis. Se você prestar atenção – como um adulto – vai perceber. Ou apenas se divirta – como uma criança.
Foi um prazer fazer esse disco, esperamos que sintam o mesmo ao ouví-lo.
Belo Horizonte, maio de 2010
*Texto extraido do: www.patofu.com.br
01 – Primavera (Vai Chuva) (Cassiano / Sílvio Rochael)
02 – Sonífera Ilha (Branco Mello / Marcelo Fromer / Toni Bellotto / Ciro Pessoa / Carlos Barmak)
03 – Rock And Roll Lullaby (Cynthia Weil / Barry Mann)
04 – Frevo Mulher (Zé Ramalho)
05 – Ovelha Negra (Rita Lee)
06 – Todos Estão Surdos (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
07 - Live And Let Die (Paul McCartney / Linda McCartney)
08 – Pelo Interfone (Ritchie / Bernardo Vilhena)
09 – Twiggy Twiggy (Lalo Schifrin / Hal David / Burt Bacharach / Morton Stevens / Nanako Sato)
10 – My Girl (Smokey Robinson / Ronald White)
11 – Ska (Herbert Vianna)
12 – Love Me Tender (Elvis Presley / Vera Matson)

Post dedicado ao meu "sobrinho": Dudu
"Eita!"