terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Fitz And The Tamtrums - Pickin' Up The Pieces (2010)


A história começa assim: um dia, Fitz estava de bobeira quando o telefone tocou. Era sua ex dizendo que um vizinho estava de mudança e por isso vendia tudo, inclusive um velho órgão, desses de igreja. Ela não sabia detalhes sobre o instrumento, nem se funcionava. As única informações eram o preço e que ele precisaria ser retirado naquela mesma noite. “Treze telefonemas para que alguém pudesse fazer a mudança e 50 dólares depois, quatro caras estavam tentando passar essa coisa pela minha porta da frente. Esse foi o começo” diz Fitz em sua página no MySpace.
Mas a participação da ex namorada do cantor não acaba aí. Todas as letras das músicas do EP são em “homenagem” a ela. Breaking the Chains of Love foi composta na mesma noite em que o orgão chegou a casa de Fitz e foi o pontapé inicial para que as outras quatro faixas fossem escritas.

Songs for a Breakup vol. 01 foi inteiramente gravado na própria sala de estar do músico, com a ajuda de um microfone e claro, do velho órgão. As músicas transparecem suas influências: muita Motown e Stax, os primeiros discos de Hall and Oates e outros tantos cantores do final da década de 60 que preenchiam a programação das rádios AM americanas. Coisas que este francês ouvia na infância, quando foi morar nos Estados Unidos com a familia ainda criança.
Por enquanto não há previsão de um full leght e Fitz segue em turnê pela América acompanhado pelos seus amigos de banda, o The Tantrums. Aliás, os shows tem sido bem elogiados, o que fez com que os caras fossem convidados para abrir o show do Hepcat e do Flogging Molly dia desses. Atualmente, eles excursionam ao lado do Maroon 5, o que deve dar uma popularizada no som do grupo. O superprodutor Mark Ronson já virou fã da banda, um indicativo de que Fitz & The Tantrums possa não estar tão longe assim do mainstream. 



Download:  Fitz And The Tamtrums - Pickin' Up The Pieces (2010)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Queens Of The Stone Age - Ao Vivo - SWU (2010)


Josh Homme é um cara imponente e não está lá para brincadeira. Nada de firulas na apresentação do Queens Of The Stone Age. A banda compôs setlist de peso para o SWU, na noite desta segunda, 11. Se todos os artistas que tivessem 50 minutos de atraso em suas apresentações por problemas técnicos fizessem um show como o que a banda fez em Itu, certamente poucas pessoas se importariam de ficar um tempinho a mais em pé, no aperto da pista.


A idade do frontman (37 anos) tem sido revelada em sua barba, que, no lugar do ruivo natural, está cada vez mais branca. Porém, no caso de Homme, nada mais benéfico. O vocalista integra aquele time dos caras que com o tempo e com as experiências da vida ficam cada vez melhores. Gentil, agradeceu ao longo da noite a recepção do público brasileiro ao som da banda. "Eu queria poder conseguir demonstrar como nos sentimos por estar aqui, mas a única coisa que posso dizer é 'obrigado'", falou ele, arriscando o português no agradecimento. Na realidade, Homme sabe bem o que o que a plateia quer. "A melhor maneira de demonstrar é tocar para vocês."



Por mais estranho que isso possa soar, talvez uma das sensações mais prazerosas para quem comparece a um show de rock é aquela de ter os ouvidos agredidos pelo alto volume e pelas pauladas das caixas de som. É claro que ficar surdo não é bom, mas a questão aqui vai mais para o lado emocional, já que a empolgação de se sentir inevitavelmente como parte integrante da música acaba compensando qualquer grana gasta a mais nos abusivos valores de ingressos para apresentações ao vivo hoje em dia.



E o show do QOTSA no SWU foi bem por aí. Cada movimento de Joey Castillo na bateria deixava a impressão de uma voadora com dois pés no peito de quem estava mais próximo do palco, sobretudo na pista Premium. Com faixas como "Feel Good Hit of the Summer", "The Lost Art Of Keeping A Secret", "3's & 7's", "Sick Sick Sick", "In My Head", "Go With The Flow" e "No One Knows", a banda passou pelo elogiadíssimo disco Rated R (2000), além de Songs for the Deaf (2002), Lullabies to Paralyze (2005) e Eras Vulgaris (2007).


Mesmo com o atraso e com problemas em dois dos quatro telões - que em um dos momentos do show pararam de funcionar -, Josh Homme e companhia, durante uma hora de apresentação, colocaram o peso de suas músicas em repertório coeso, que arrancou gritos de aprovação ao final de cada faixa e diálogos de entusiasmo quando a banda já não mais se encontrava no palco, às 22h50.




Download: Queens Of The Stone Age - Ao vivo - SWU (2010).rar


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Mamelungos - De Recife (2010)


Os Mamelungos nasceu da amizade entre músicos que tocam na noite recifense há vários anos. São seis jovens compositores que cantam, cada um no seu estilo, fazendo um show dinâmico, composto por vários ritmos.
O grupo se uniu há pouco mais de um ano pela necessidade desses jovens de mostrarem suas músicas para o mundo. Chico Science, Alceu Valença, Los Hermanos, Vinícius de Moraes, Novos Baianos, Lenine, Tim Maia, Lula Queiroga, Jorge Ben, The Beatles e Gilberto Gil são algumas influências.
Além do gosto pela música e a passagem pelo curso superior de Produção Fonográfica, os Mamelungos são instrumentistas, vocalistas, compositores e arranjadores, um diferencial que já virou identidade do grupo. Alguns são conhecidos pelo público local por tocarem em bandas que fizeram sucesso na noite de Recife.
O Primeiro álbum da banda entitulado “De Recife” é uma fusão das influências de cada um dos Mamelungos. Tendo em vista que as músicas são compostas, arranjadas e produzidas pelos próprios artistas, é difícil rotular a banda. A proximidade com o show ao vivo foi uma das preocupações na pré-produção do álbum; daí a escolha de gravar no estúdio Carranca (Recife-Pe) que proporcionou a captação de todos os instrumentos ao mesmo tempo.




quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Alceu Valença - Ao Vivo no Crato-Ce (2010)


Alceu Paiva Valença (São Bento do Una, 1 de julho de 1946) é um cantor e compositor brasileiro. Seu disco de estreia foi gravado em parceria com Geraldo Azevedo.
Nasceu no interior de Pernambuco, nos limites do sertão com o agreste. É considerado um artista que atingiu maior equilíbrio estético entre as bases musicais nordestinas com o universo dos sons elétricos da música pop. Influenciado pelos maracatus, cocos e repentes de viola, Alceu conseguiu utilizar a guitarra, - que chegou a galope montada nas costas do rock and roll de Elvis - com baixo elétrico e, mais tarde, com o sintetizador eletrônico nas suas canções.
Por conta disso, conseguiu dar nova vida a uma gama de ritmos regionais, como o baião, coco, toada, maracatu, frevo, caboclinhos e embolada e repentes cantados com bases rock'n'roll e blues. Sua música e seu universo temático são universais, mas a sua base estética está fincada na nordestinidade.

Áudio do show buscado direto da fonte pelo cidadão do mundo Thiago Luna.


domingo, 2 de janeiro de 2011

Móveis Coloniais de Acaju - Ao Vivo no Auditório Ibirapuera (Audio do DVD)



Com um nome baseado em um evento histórico inventado pelos próprios integrantes – um conflito entre índios e portugueses contra os ingleses na Ilha do Bananal –, Móveis Coloniais de Acaju surgiu em 1998, em Brasília. Já autodenominado, em termos gastronômicos, de “feijoada búlgara”, é uma banda de estilo singular, fundindo rock e ska com influências musicais de todo o mundo (especialmente do leste europeu) e de música brasileira.

Em seus primeiros anos, foram muitos e muitos shows por Brasília. Além do estado de origem, a banda chegou a se aventurar por Goiânia e São Paulo. Mas, em 2003, quando foram a única atração local selecionada para figurar o palco principal do Brasília Music Festival (abrindo para LiveUltraje a Rigor e Charlie Brown Jr.), viram que a coisa tinha que se profissionalizar.

Depois de 2003, passaram a ter mais cuidado com a equipe técnica, equipamentos e a qualidade dos shows. Perceberam também a necessidade em gravar um disco – até então, além de fitas e CDs demo, tinham lançado somente um EP homônimo à banda, em 2001. Procuraram produtores e fecharam com Rafael Ramos (que havia recém lançado a Pitty).

Idem, o primeiro disco, foi gravado em outubro de 2004 no Rio de Janeiro, no estúdio Tambor, sob o olhar de Ramos e os cuidados de Jorge Guerreiro. Foi a primeira grande experiência em estúdio. Reunia 12 das melhores composições da banda à época, que sintetizavam a “feijoada sonora” característica do grupo.

O lançamento do álbum aconteceu em 2005. Um marco para a banda – não somente por se tratar de um primeiro disco, mas por estimular a vontade do grupo em ampliar o alcance do seu trabalho. A partir daquele ano a banda começou a investir mais em shows fora de Brasília, percebeu que podia realizar seus próprios eventos (organizaram, em parceria com produtores amigos, a festa de lançamento doIdem em Brasília, para mais de três mil pessoas) e viu a importância de sua performance ao vivo.

Dentre seus empreendimentos próprios, a banda também desenvolveu o Móveis Convida, festival anual pelo qual já passaram mais de 20 bandas (de atrações renomadas como Los Hermanos e Pato Fu a internacionais como Black Drawing Chalks) e um público médio de quatro mil pessoas por edição.

Ainda em 2005 a banda viria a se destacar em sua apresentação no Curitiba Rock Festival. O mesmo aconteceu em Goiânia e São Paulo – praças já conhecidas da banda. Mas, a partir de 2006, que se intensificaram as viagens. Em pouco tempo a banda viria a fazer parte dos principais festivais brasileiros e logo o Móveis conquistou posição de destaque em todos eles. Era o desempenho ao vivo mostrando sua força. Isso se fez presente em apresentações de TV, como o especial homenageandoRaul Seixas no “Som Brasil” (Rede Globo).

Nesse meio tempo alternando entre show, a banda lançou, em 2007, um vinil de 33 rotações com músicas brasilienses dos anos 90, fazendo releituras de Câmbio Negro e Little Quail and the Mad Birds, com a colaboração de Gabriel Thomaz. Lançou, ainda, o single virtual “Sem Palavras” pelo portal TramaVirtual. Além disso, foi destaque em diversos meios de comunicação respeitados (tais como revista Rolling Stone Brasil) por conta de suas apresentações – inclusive tendo Sem Palavras incluída na 21ª posição dentre as 50 melhores canções do ano.

Participaram também do Festival Indie Rock (2007), onde se apresentaram ao lado de bandas estrangeiras como The Magic Numbers e The Rakes, e as brasileiras Moptop e Nação Zumbi.

A incansável vontade de tocar e expandir seus horizontes levou a banda para uma turnê de seis shows pela Europa – Bélgica, Suíça, República Tcheca e Alemanha –, em agosto de 2008. Sem exceção, o Móveis foi ovacionado em todas as apresentações. Os novos ares ajudaram a banda a fechar o repertório do segundo disco, que seria gravado a partir de outubro do mesmo ano – com o apoio da Trama, que forneceu todo o cuidado e a estrutura para sua gravação, mixagem e masterização.

De volta ao Brasil, e desta vez com o acompanhamento (quase fraternal) de Carlos Eduardo Miranda, a banda dedicou-se ao C_mpl_te. Também com 12 faixas, o aguardado segundo álbum destaca a união, o trabalho em grupo e a consolidação da identidade sonora. Os detalhes e as canções são bastante evidentes nesse disco. Nas palavras de Miranda, “sem dúvida, um dos melhores e mais importantes discos que eu fiz na vida”. O disco subsequentemente teve lançada uma versão virtual disponível gratuitamente.