sexta-feira, 24 de junho de 2011

Sepultura - Kairos (2011)


Há tempos que a banda, hoje formada por Derrick Green (vocais), Andreas Kisser (guitarra), Paulo Jr. (baixo) e Jean Dolabella (bateria), vem recebendo pesadas críticas por ter abandonado aquele estilo Death/Thrash Metal dos primórdios da carreira, que fez o grupo se transformar em um dos maiores orgulhos -quiçá o maior- do Metal nacional, e apostar em um som com ares mais modernos e até experimentais, influenciado pelo Hardcore. Mas "Kairos", lançado em junho desse ano, se mostra um album crucial na carreira do grupo, pois aqui, ao decorrer da audição, percebemos que o grupo volta a fazer um som mais cru, seco e visceral, remetendo ao Metal Extremo, com o peso e a velocidade de antigamente.
Medo das críticas? Presente aos f^as? Baixas vendagens? Difícil dizer, até porque a banda sempre disse que não voltaria mais a fazer um som 'raiz' e que aquela fase mais brutal já tinha passado. Mas o que realmente importa é que "Kairos" sintetiza boa parte de tudo que a banda já lançou. Logo nas primeiras faixas, o grupo faz um som mais moderno e com grandes pitadas de groove, com riffs abafados e andamento mais cadenciado. Algo muito semelhante do que é encontrado em discos como "A-lex" e "Dante XXI". O som é mais simples e tem riffs um tanto quanto comuns, repetitivos e diria que até atmosféricos, mas uma diferença gritante já é perceptível: Andreas Kisser solta a mão e sola de um jeito que há tempos não o víamos fazendo.
A audição vai prosseguindo e, com ela, vai aumentando o peso e a velocidade. A partir da metade da sexta faixa, o álbum ganha contornos mais extremos e, para alguns fãs, até nostálgicos, já que nossos ouvidos tornam-se alvos de uma sucessão de riffs mais velozes com palhetas alternadas, cozinha mais pesada e direta, além dos vocais demoníacos de Derrick Green. Não estranho, canções desembocam em um Death Metal ou em um Thrash, que trazem a tona às antigas características da banda, mas que também possuem marcas do som que o grupo desenvolveu com o passar dos anos.
E nessa onda mais "old school" é que "Kairos" termina. Com o Sepultura mostrando que ainda é um dos gigantes do Heavy Metal mundial. Esbanjando qualidade técnica e compondo músicas que não deixarão ninguém sem bater a cabeça. Destaques especiais para Derrick Green, que teve uma atuação praticamente impecável, e para Andreas Kisser, o mentor criativo do grupo, que, pelo menos ao meu ver, compôs o melhor álbum já lançado após a saída de Max Cavalera da banda.
Ps: será interessante ver essas músicas ao vivo, já que muitas vezes as guitarras são duplas e, como todos devem saber, Andreas é o único guitarrista. Bom, agora o negócio é esperar, já que música extrema e de qualidade a banda já mostrou que ainda sabe fazer.
Derrick Green (vocais)
Andreas Kisser (guitarra)
Paulo Jr. (baixo)
Jean Dolabella (bateria)
1. Spectrum 04:03
2. Kairos 03:37
3. Relentless 03:36
4. 2011 00:30
5. Just One Fix (Ministry cover) 03:33
6. Dialog 04:57
7. Mask 04:31
8. 1433 00:31
9. Seethe 02:27
10. Born Strong 04:40
11. Embrace the Storm 03:32
12. 5772 00:29
13. No One Will Stand 03:17
14. Structure Violence (Azzes) 05:39
15. 4648 08:22

Download: Sepultura

Marcelo Jeneci - Feito Pra Acabar (2010)



Com talento para agradar a muitos, Marcelo Jeneci é um compositor que tem o trabalho calcado em sua própria vivência musical.  Instrumentista desde muito cedo, comemora com apenas 28 anos de idade seus mais de dez anos de estrada como músico acompanhante de diversos nomes da música popular brasileira. Agora, alça vôos mais longos através de suas próprias canções e de sua linguagem musical apurada em seu primeiro álbum “Feito pra Acabar”, lançado pela Som Livre em dezembro de 2010. 
“Feito Pra Acabar” traz treze faixas autorais, a maioria em parceria com nomes já conhecidos do público, que marcam a primeira safra de composições do paulistano. O disco foi quase todo registrado ao vivo, em fitas de 2  polegadas, por gravadores Studer A 827 com 24 canais, no estúdio COMEP (Comunicação Musical Editoras Paulinas), em São Paulo. Das treze músicas de “Feito Pra Acabar”, cinco contam com arranjos do também instrumentista (violonista) e compositor Arthur Verocai, responsável por arranjos e regências em discos de nomes como Marcos Valle, Gal Costa, Erasmo Carlos, Jorge Ben Jor, Ivan Lins e Elizeth Cardoso e autor do cultuado discoArthur Verocai (1972). Ficaram sob a batuta do carioca, de 65 anos, as músicas “Feito Pra Acabar” e “Quarto de Dormir”, ambas com arranjos de orquestra; e “Felicidade”, “Tempestade Emocional” e “Por Que Nós”, estas com arranjos de cordas. As gravações da orquestra, que contou com 20 músicos, foram realizadas no estúdio Mega, no Rio de Janeiro. O projeto de gravação do primeiro disco solo de Jeneci e show de lançamento foi selecionado entre mais de 730 inscritos no Edital Nacional 2009, na categoria Fomento à Música, do projeto Natura Musical. 
Nascido na Cohab Juscelino, em Guaianases, Zona Leste de São Paulo, Jeneci foi criado pela mãe paulista e pelo pai pernambucano, apaixonado por Roberto Carlos e instrumentos musicais. Cresceu embalado pelas estações de rádio populares e trilhas sonoras de novela. Mais de 25 anos depois, ele e a família se emocionavam cada vez que ouviam as canções do jovem compositor – “Amado” (parceria de Jeneci com Vanessa da Mata) e ”Longe” (assinada com Arnaldo Antunes) – nas novelas de uma das principais emissoras de televisão do país.
Jeneci lança seu disco de estréia mas já comemora mais de uma década de carreira musical como instrumentista. Em 2000, o pernambucano Manoel Jeneci – pai de Marcelo e autodidata que sempre ganhou a vida consertando aparelhos eletrônicos, eletrodomésticos e instrumentos musicais – soube pelos freqüentadores de sua oficina que Chico César procurava um músico para tocar sanfona e piano em sua turnê internacional. Marcelo tocava piano e treinava nas sanfonas que os clientes do pai deixavam para consertar mas não tinha seu próprio instrumento. O problema foi resolvido quando um dos habitués da oficina de seu Jeneci, Dominguinhos, resolveu presentear o menino com uma peça de sua coleção. Marcelo tirou passaporte e iniciou seu primeiro trabalho como músico profissional, com a sanfona do mestre, ao lado de Chico César, atualmente seu parceiro na faixa “Felicidade”, que, não por acaso, abre o primeiro disco do compositor, hoje com 28 anos.
A trajetória de Marcelo Jeneci até o lançamento de “Feito Pra Acabar” é marcada por parcerias e histórias com grandes nomes da música nacional. Além de compor canções com Chico César, Jeneci assina músicas com Vanessa da Mata – o hit “Amado”, que foi trilha de uma novela global e uma das músicas mais tocadas de 2009 –, Zé Miguel Wisnik e Paulo Neves (“Tempestade Emocional”), Luiz Tatit (“Por Que Nós?”) e Arnaldo Antunes (“Quarto de Dormir”). Também caiu nas graças do cantor Leonardo com a composição “Longe”, outra parceria do jovem paulistano com Arnaldo Antunes que também fez parte de trilha de novela da mesma emissora. Zélia Duncan, que gravou canções inéditas de Jeneci em seu último disco, engrossa o coro dos fãs e parceiros do também multiinstrumentista (Jeneci toca piano, acordeon e guitarra).


Download: Feito Pra Acabar


terça-feira, 21 de junho de 2011

The Moon Invaders - Moovin' n' Groovin'!


The Moon Invaders foi formado no início de 2001 na Bélgica pelo vocalista Matthew Hardison eo baterista Nicolas Leonard. Ao longo dos anos, a banda teve várias mudanças de membros da banda, mas o The Moon Invaders de hoje é composto por nove membros: vocalistas Matthew Hardison & Thomas Hardison, o saxofonista tenor David Loos, trombonista Manghi Murinni, o trompetista Rolf Langsjoen, o tecladista Sérgio Raimundo, o guitarrista Michael Bridoux, baixista Pemmers Arnaud, eo baterista Nicolas Leonard. Eles gravaram em vários estúdios e lançaram seu primeiro EP "Primeira Onda", em 2002. Depois de muitas reações de entusiasmo e constantes turnês, The Moon Invaders planejou seu primeiro album. O álbum de estúdio auto-intitulado foi produzido em Bruxelas por Victor Rice e Grover Records lançou essa estréia surpreendente em 2004. "Breakin 'Free", o segundo lançamento da Grover Records seguido em 2005: mais uma vez apoiado por Vic Rice, mas desta vez mixado no porão da loja Record well-known Jammyland em NYC. Desde o lançamento do seu primeiro álbum, The Moon Invaders excursionou por toda a Europa através da Bélgica, Alemanha, Holanda, Suíça, Itália, Espanha, Áustria, Hungria, República Checa, Eslovénia, França e Luxemburgo, e se tornou uma das melhores bandas da cena belga. Em maio de 2007, The Moon Invaders teve o prazer de ser a banda de apoio do Mr. Rocksteady Alton Ellis para um show especial em Bruxelas. 
Eles recentemente completaram seu terceiro álbum, devendo chegar em novembro deste ano pela Grover Records. Em Moovin '& Groovin', a banda teve o prazer de contar com Slacker Vic Ruggiero, que produziu e mixou este disco com uma marca nova e excitante.

Créditos: Dudu Jungmann


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Cérebro Eletrônico - Deus E O Diabo No Liquidificador (2010)



O Cérebro Eletrônico lança seu terceiro disco, “Deus e o Diabo no Liquidificador”. Com produção de Alfredo Bello (DJ Tudo) e Fernando Maranho, o álbum traz onze músicas, dez delas com letras assinadas por Tatá Aeroplano, sendo três em parcerias com Fernando Maranho, Isidoro Cobra e Marcelo Coutelo. Peri Pane colabora com “220V”, única canção do disco que não é de autoria da banda.
“Deus e o Diabo no Liquidificador” conta com participações especiais de Helio Flanders (Vanguart), Tulipa Ruiz, Leo Cavalcanti, Carlos Zimbher, Gustavo Galo (Trupe Chá de Boldo), Dudu Tsuda (teclado), Guilherme Calzavara (trompete), Maurício Fleury (teclado), Isidoro Cobra (voz), Alfredo Bello (moog e voz), Ana Elisa Colomar (violoncelo), Cíntia Zanco (violino) e Marcelo Monteiro (sax e flauta).
A banda chega ao seu terceiro registro depois de uma trajetória bem-sucedida com “Pareço Moderno”. O elogiado segundo álbum rendeu ao Cérebro Eletrônico indicações a prêmios, participações em grandes festivais ao lado de atrações internacionais e lugares privilegiados nas principais listas dos melhores lançamentos musicais do ano (2008) da imprensa especializada.
Em “Deus e o Diabo no Liquidificador”, o quinteto investe na sonoridade pós-tropicalista ora com acento pop – como nas faixas “O Fabuloso Destino do Chapeleiro Louco”, “Realejo em Dó” e “Os Dados Estão Lançados” –, ora com elementos da música brasileira, como as carnavalescas “Desquite” e “Desestabelecerei”. A primeira traz as vozes de Tatá, Tulipa Ruiz, Leo Cavalcanti, Gustavo Galo (Trupe Chá de Boldo), Carlos Zimbher e Isidoro Cobra e os teclados Dudu Tsuda em clima de baile no salão. Já “Desestabelecerei” emenda a marchinha em um breakbeat. O disco ainda conta com a balada “Cama”, o rock sessentista “Garota Esteriótipo”, com vocais de Hélio Flanders; e “220V”, do compositor Peri Pane


segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dalva Suada - EP (2011)



“Mulher, de onde tu vens?”, perguntou o cara. Dalva, suada, respondeu: “Dum rock muito massa que tá rolando lá no Varadouro!”. O rock era tocado por ela mesma, uma banda com a fúria de todos os dedos, mãos e cabeças. Arrepiando instrumentos, sozinha, nas quebradas. Mas Dalva suada soa bem. Quer vê-la? Vai pra o Grito Rock Campina Grande, na próxima sexta-feira, 25, no Bronx Bar. A galera vai fazer um psicodélico latino rock inquieto.

A raça das guitarras e da batera da Dalva Suada são uma junção do frenesi das ruas com os experimentos humanos. Mostrar esse potencial de cordas e melodias provocativas é o desejo da Dalva. “Acreditamos que, por estarmos tão envolvidos com a música independente, é de extrema importância participar dos festivais e eventos que envolvam o tema. Procuramos participar do Grito Rock também pela divulgação”, explica o vocalista e guitarrista, Fea.
Ousados, os músicos desse novo trabalho paraibano resolveram apostar no StonerRock, um estilo que tem riffs de guitarra graves e lentos e traços psicodélicos. As influências setentistas e lisérgicas são tantas quanta a vontade de vibrar com o hard rock. Black Sabbath é um dos referenciais dos caras, entre outros. A Dalva é assim. Stoner e metal, com umas leves pitadas de blues. Como todo som brasileiro, fusionado na essência.
Há ainda uns toques bem pessoais no trabalho, como o calor, a “sensualidade-safadeza-cinismo” do jazz bass e a visceralidade do heavy funk. Além de títulos e letras enigmáticas, como “Leite de cabra” e “Sal de churrasco”. O som tem as características da música independente atual, jovem e livre, e cai bem num palco de um Grito Rock, numa serra.


“É incrível como o fluxo de bandas novas vem crescendo com os meses, sem contar com o aumento das oportunidades para uma boa divulgação e incentivo em festivais, editais etc.. O processo é lento e, às vezes, ilude. Não é fácil realizar a cultura de produção independente, mas tendo a cena como uma intensa fome de cultura que só diversifica as possibilidades, temos que continuar a trabalhar em prol das novas ideias”, disse o músico.



terça-feira, 7 de junho de 2011

Clutch - Blast Tyrant (2011)


Clutch é uma banda de Stoner Rock/Blues formada em Germantown, Maryland nos Estados Unidos no ano de 1990. A banda é conhecida por fazer letras engraçadas, irônicas e sarcásticas, fazendo referências a história, a mitologia e a cultura popular americana. Apesar de ter assinado com grandes gravadoras nos anos 90, a banda nunca fez um grande sucesso nas rádios americanas e nunca vendeu milhões de cópias. O grande trunfo do Clutch são os fãs devotos que a banda acumulou em seus shows, dando-lhe o status de cult. Mesmo não sendo uma banda muito famosa, o Clutch chega a fazer 100 apresentações por ano. Em 2005, a banda lançou o álbum Pitchfork & Lost Needles pela gravadora Megaforce Records (a primeira gravadora do Metallica) e segue fazendo turnês pelo mundo afora. Em 2007 a banda lançou “From Beale Street To Oblivion”, produzido por Joe Barresi (QOTSA) e aclamado como um dos melhores trabalhos do grupo.

TRACKLIST:
Disc 1
  1. Mercury
  2. Profits of Doom
  3. The Mob Goes Wild
  4. Cypress Grove
  5. Promoter (of Earthbound Causes)
  6. The Regulator
  7. Worm Drink
  8. Army of Bono
  9. Spleen Merchant
  10. (In the Wake of) The Swollen Goat
  11. Weather Maker
  12. Subtle Hustle
  13. Ghost
  14. (Notes from the Trial of) La Curandera
  15. Wysiwyg
Disc 2
Basket Of Eggs (bonus music project)

  1. Box Car Shorty's Confession (Acoustic)
  2. The Regulator (Acoustic)
  3. Basket Of Eggs (Acoustic)
  4. Tight Like That (Acoustic)
  5. Drink To The Dead (Live Acoustic)
  6. Cattle Car (Polar Bear Lair Demo)
  7. Walpole Man (Polar Bear Lair Demo)
  8. Promoter (Polar Bear Lair Demo)
  9. La Curandera (Polar Bear Lair Demo)
  10. Steve Doocy (Polar Bear Lair Demo)


Download: CD 01
                 CD 02

domingo, 5 de junho de 2011

A Caravana do Delírio

 Delirium Tremens EP (2011)

Glamurosa Comédia Pop (2009)

A Caravana do Delírio é uma banda recifense que nasceu de uma amizade de colégio em 2006. Na época, os integrantes estavam mais interessados em reviver décadas passadas tocando-as do que abrindo livros, e assim foi: Beatles, Raul Seixas, Cazuza e Ultraje a Rigor formam o coro de influências para que A Caravana do Delírio reproduza a beleza de uma época já passada, mas nunca esquecida.

A banda tem no currículo shows como banda de apoio do roqueiro gaúcho, Wander Wildner, com apresentações no Domingo no Campus, Burburinho e Quintal do Lima. A banda também foi selecionada entre as 16 melhores do festival Microfonia.

Matheus Torreão empresta a voz às composições e toca baixo, acompanhado de Danilo Gonçalves e Vinícius Barros nas guitarras, Thiago Baracho no teclado e Paulo Priori na bateria. Curiosamente, a força da banda vem de sua simplicidade: cada harmonia, cada nota e toda rima faz as canções terem os apelos universais do sentimento espontâneo. A Caravana do Delírio é uma banda singular entre tantas pela facilidade com que suas canções tocam
quem as escuta

Download (2 cds):  A Caravana do Delírio