segunda-feira, 25 de julho de 2011

Beirut - The Rip Tide (2011)



Ao lançar The Flying Club Cup (Ba Da Bing!, 4AD) em outubro de 2007, o já não mais tão jovem Zach Condon não apenas entregava ao público um dos mais belos trabalhos daquele ano ou o melhor registro de sua banda até então, o Beirut, mas deixava ali uma série de dúvidas e questionamentos que botavam em xeque o futuro do projeto que coordenava. Parecia que todas as possibilidades musicais estavam lançadas, com o norte-americano já tendo experimentado um colossal agrupado de referências, tornando as predisposições aos sons do leste europeu algo já não mais tão tão revolucionário e criativo quanto fora em outras épocas.
O hiato de quatro anos que separa o músico de Santa Fé, Novo México de seu mais recente álbum, The Rip Tide (2011, Ba Da Bing!) deu à Condon a possibilidade de repensar a musicalidade e a validade de suas fórmulas, partindo para a construção de um som que mantivesse os elementos que trouxeram destaque ao seu grupo, porém, acrescentando novas possibilidades rítmicas e instrumentais. Antes, porém, que o terceiro álbum viesse à tona, o músico partiu para as experimentações em 2009, através de dois EPs que posteriormente seriam agrupados e difundidos como um trabalho único: March of the Zapotec eHolland EP.
Para o primeiro álbum, Zach deu continuidade aos já tradicionais aspectos instrumentais de sua banda, encontrando em novas tendências e países um acréscimo ao pequeno registro. Enquanto em seus anteriores discos, o músico trazia dos povos Balcãs a fluência necessária para sua obra, com o EP, Condon partia em busca da cultura e das sonoridades lançadas pelo povo Zapoteca, do México. Para isso, o músico contratou uma banda fúnebre mexicana, responsável por auxiliá-lo na condução do registro e evitar que o mesmo desabasse em sons demasiado superficiais ou excessivamente técnicos. O resultado se compreende em seis curtas faixas em que o músico mostrava ser possível trazer inovação à sua obra pouco alterando suas bases.
É com o segundo EP, entretanto, que Condon trouxe ao Beirut uma dose ainda maior de inovação e ineditismo. Se em todos os anteriores álbuns – singles, EPs ou mesmo os discos oficiais – Zach se mantinha dentro de uma produção genuinamente orgânica, em Holland ele quebra essa lógica, trazendo para dentro de sua banda uma carga mais do que significativa de sintetizadores e experimentações eletrônicas suaves. O que poderia soar de forma estranha dentro da curta, porém bela obra de Condon acabou se revelando de maneira agradável, além de uma saída mais do que coerente ao trabalho da banda.

A partir do lançamento dos dois pequenos álbuns, Condon e seu Beirut abrandavam os medos lançados ao término The Flying Club Cup, mantendo o caminho livre para o que quer que fosse experimentado futuramente. Em The Rip Tide, o músico traz exatamente aquilo que já havia provado em seus dois últimos EPs, porém, condensando o dupla agrupado de novas referências de maneira sofisticada e melhor diluída. Os teclados, antes meros figurantes dentro da obra do grupo – em sua quase totalidade concentrada em instrumentos de sopro e arranjos de cordas -, agora crescem de forma mais do que perceptível, sendo eles os responsáveis por darem nova roupagem e boa condução ao disco.
Embora seja visível a presença da instrumentação eletrônica dentro do disco, o que mais torna agradável a apreciação deste terceiro álbum é a maneira natural com que Condon une todos os elementos musicais sem que haja uma mudança muito abrupta no formato. Na própria faixa de abertura, A Candle’s Fire, essa boa divisão entre o velho (a sonoridade regional) e o novo (os sintetizadores eletrônicos) já se torna algo bastante presente e bem diluído, como se fosse o bom e velho Beirut, sendo quase impossível perceber alguma mudança muito latente ou desconfortável ao longo da faixa ou do restante do álbum.
Mesmo que algumas faixas apresentem uma disposição maior ao uso de determinados aspectos sonoros – como a condução (quase) totalmente eletrônica em Santa Fe ou a musicalidade puramente orgânica em Goshen -, mostrando a dualidade instrumental do álbum, somente quando os dois caminhos que conduzem o disco se encontram é que The Rip Tide alcança seus melhores momentos. A própria faixa homônima traz exatamente isso, com Condon (e o corpo de instrumentistas que o acompanham) trançando uma atmosfera eletrônica com um apanhado de sons suavemente orquestrados.
Dentre todas as mudanças que edificam o álbum é provável que a condução mais “pop” e o vasto apanhado de singles acessíveis dentro do disco seja o aspecto que mais diferencie o Beirut de hoje daquele encontrado há quatro anos. Enquanto nos registros anteriores havia o esforço em produzir uma obra fechada, com todas as canções amarradas dentro de uma temática única, em The Rip Tide Condon quebra essa lógica, proporcionando um jogo de faixas avulsas, uma quase coletânea, algo que talvez cause estranhamento aos anteriores ouvintes do projeto, mas que apenas reforça o bom dinamismo do trabalho.
Release retirado do: http://miojoindie.com/2011/07/04/disco-the-rip-tide-beirut/


01- A Candle-s Fire
02- Santa Fe
03- East Harlem
04- Goshen
05- Payne-s Bay
06- The Rip Tide
07- Vagabond
08- The Peacock
09- Cuixmala
Download:  The Hip Tide

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Carlos Malta e Pife Muderno



Iniciou a tocar profissionalmente com dezoito anos, tocando com músicos como Johnny Alf, Antônio Carlos & Jocafi e Maria Creuza. No ano de 1981 passou a acompanhar Hermeto Pascoal, tocando com ele até 1993, quando iniciou sua carreira solo.
Tocou também com Egberto Gismonti, Pat Metheny, Gil Evans, Marcus Miller, Charlie Haden, Wagner Tiso, Laércio de Freitas e Nico Assumpção.
Atua frequentemente como músico de estúdio, havendo participado de discos de Guinga, Lenine, Sérgio Ricardo, Leila Pinheiro, Marcus Suzano, Paralamas do Sucesso, Caetano Veloso, Gilberto Gil (no álbum São João Vivo, de 2001).
Em 1993 aliou-se ao violoncelista suíço Daniel Pezzotti para a gravação do disco "Rainbow", concorrendo ao Prêmio Sharp de 1995.
Participa, como professor, de festivais no Brasil e no exterior desde 1994. Nesse ano, fundou os grupos Coreto Urbano (formação variada) e Pife Muderno (Carlos Malta, Andréa Ernest Dias, Marcos Suzano, Oscar Bolão e Durval Pereira).
Em 1997 apresentou-se no Free Jazz Festival com o Coreto Urbano e o Pife Moderno, num show eleito pelo jornal O Globo como o melhor show do ano.
Lançou em 1998 o seu primeiro CD solo, chamado "O Escultor do Vento". No ano seguinte, saiu o disco "Carlos Malta e Pife Muderno" (1999).
Recebeu o troféu guarnicê de melhor trilha sonora no 26º Festival de Cinema, em 2003, no Maranhão.
Em 2003 participou do CD Os Bambas da Flauta, lançado pela Kuarup.


01. Tupyzinho
02. Pipoca Moderna
03. Ponteio
04. Lá no Suzano
05. Arrasta-pé Alagoano
06. Nítido e Obscuro
07. O canto da Ema
08. Assum Preto
09. Asa Branca
10. Carááá...caííí!!!
11. Barrigada



Download: Carlos Malta e Pife Muderno

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Hollie Cook (2011)




Ela é filha do ex-baterista dos Sex Pistols, Paul Cook, e tem passagem como backing vocal e tecladista pelo quarteto punk The Slits. Mas o seu contato com Ian Bown e Jamie T criaram a oportunidade do lançamento do seu primeiro album solo. 
A sua gravadora quis entitular seu estilo como "tropical pop", no entando o que vemos é um inspirado album de reggae. Apesar de sua adimiração por grupos dos anos 60 (expresso em um belissimo cover dos Shagri-Las "Walking In The Sand"), seu impulso muito maior é seguir a sua ligação com os astros do rocksteady como Phyllis Dillon, tornando o seu album tão forte e original.


"Um dos álbuns de reggae mais agradáveis em 2011."
BBC Londres


Download: Hollie Cook

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Red Hot + Rio 2 (2011)

A Organização Red Hot é uma organização sem fins lucrativos internacional dedicada à luta contra a AIDS através da cultura pop, e parte dessa missão veio na forma de algumas compilações musicais muito legais. Houveram 11 coleções " Red Hot..." até agora, cada um focando um género musical diferente. A próxima edição, no entanto, será o segundo em que aparentemente se tornar uma série Red Hot Rio, o pareamento de artistas "red hot" de uma variedade de estilos pop com artistas e canções de influência da Tropicália. A primeira edição, em 1996, incluiu covers de Stereolab, Money Mark, e Everything But The Girl, bem como colaborações entre Astrud Gilberto e George Michael, David Byrne e Marisa Monte, e Sting e Antonio Carlos Jobim, e outros. Red Hot Rio 2 expande a idéia em um conjunto de dois discos e vai ver alguns personagens originais retornando assim um monte de novos colaboradores, como Devendra Banhart, Beirut, Cults, John Legend, e muito mais.

Red Hot Rio 2, é um tributo moderno a Tropicália brasileira. Este álbum lança nova luz sobre as músicas desta época, influentes politicamente, que mudaram a cultura do Brasil para sempre. Red Hot Rio 2 é o mais recente lançamento na série de álbuns de tributo produzido pela Red Hot Organization para arrecadar dinheiro para HIV / AIDS conscientização e prevenção.

Cd 01
  1. Baby: Alice Smith + Aloe Blacc
  2. Tropicália (Mario C 2011 Remix): Beck + Seu Jorge
  3. Um Girassol da Cor do Seu Cabelo: Mia Doi Todd + José González
  4. Samba de Verão: QuadronT
  5. Boa Reza: Vanessa da Mata + Seu Jorge & Almaz
  6. Love I’ve Never Known: John Legend
  7. Nascimento (Rebirth) – Scene II: Aloe Blacc + Clara Moreno
  8. Ela (Ticklah Remix): Curumin
  9. Baby (Old Dirty Baby Dub Version): Aloe Blacc + Alice Smith
  10. Um Canto de Afoxé para o Bloco do Ilê: Superhuman Happiness + Cults
  11. Mistérios: Om’Mas Keith
  12. Aquele Abraço: Forró In The Dark + Brazilian Girls + Angelique Kidjo
  13. Canto de Iemanjá: Mia Doi Todd
  14. Terra (Prefuse 73 '3 Mellotrons In A Quiet Room' Version): Caetano Veloso
  15. Nú Com A Minha Música: Marisa Monte + Devendra Banhart + Rodrigo Amarante
  16. Acabou Chorare: Bebel Gilberto
  17. Dreamworld: Marco de Canaveses: David Byrne + Caetano Veloso


CD 02
  1. O Leãozinho: Beirut
  2. Panis et Circensis: Tha Boogie
  3. Bat Macumba: of Montreal + Os Mutantes
  4. Tudo o Que Você Podia Ser: Phenomenal Handclap Band + Marcos Valle
  5. Banana: Madlib + Joyce Moreno Feat. Generation Match
  6. Freak Le Boom Boom: Marina Gasolina + Secousse
  7. Tropical Affair: Money Mark + Thalma de Freitas + João Parahyba
  8. Soy Loco Por Ti, América: Los Van Van + Carlinhos Brown
  9. Roda: Orquestra Contemporânea de Olinda + Emicida
  10. Berimbau: Mayra Andrade + Trio Mocotó
  11. It's a Long Way: Apollo Nove + Céu + N.A.S.A.
  12. A Cidade: DJ Dolores + Eugene Hütz + Otto + Fred 04 + Isaar
  13. Ogodô, Ano 2000: Javelin + Tom Zé
  14. Águas de Março: Atom™ + Toshiyuki Yasuda Feat. Fernanda Takai + Moreno Veloso
  15. Show Me Love: Twin Danger
  16. Pistis Sophia: Rita Lee

 Para comprar o CD: http://www.redhot.org/rio2-offer/#album

Download: Red Hot Rio 2


terça-feira, 5 de julho de 2011

Copacabana Club - Tropical Splash (2011)



Copacabana Club é uma banda alternativa formada em junho de 2007 na cidade de Curitiba, Paraná. A banda mistura o indie rock, música eletrônica e new wave com toques de punk e bossa nova. Todas as canções da banda são em inglês.
A banda possui vinhetas e um blog na MTV Brasil, e a canção "Just Do It" foi trilha sonora de um comercial da Fox, além de também fazer parte da abertura do reality show Nós 3, do Multishow. A banda foi indicada ao prêmio de "Artista Revelação" no Video Music Brasil 2009.
Em 2010, a banda se apresentou no South by Southwest, festival realizado no Texas, Estados Unidos. Em 23 de abril, abriu o show de Moby no Credicard Hall, em São Paulo.


O guitarrista Alec Ventura voltou de uma temporada de cinco anos em Londres e resolveu fundar a banda ao lado dos amigos Lulli Frank, Tile Douglas, Caca V e Claudinha Bukowski. Após realizarem o primeiro show em São Paulo, a banda viu seus acessos no MySpace triplicarem e acabaram sendo convidados para participar do projeto Levi's Music, que aposta em novos talentos musicais.


Download: Tropical Splash

domingo, 3 de julho de 2011

Zabumbeiros Cariris



O Cariri tem na cultura sua maior fortaleza, fonte de indiscutíveis riquezas e que constituem um grande patrimônio tanto para o estado do Ceará quanto para o Nordeste. Terra de grandes mestres da cultura popular, a região apresenta uma musicalidade bastante marcada por elementos de tradição oral, que influenciam cada vez mais novas gerações de músicos e artistas, que buscam no universo da tradição nordestina a matéria-prima para seus trabalhos artísticos.

Com músicas autorais e inéditas, a banda caririense apresenta no CD “Zabumbeiros Cariris”, uma música simples e vigorosa, baseada na sonoridade de instrumentos típicos da região, como o zabumba, o pífano e a rabeca, canções e temas que nos remetem a fatos e mitos do cariri, como o beato Zé Lourenço em “Santa Cruz do Deserto”, o lamento de corisco em “louro de fogo”, a força nativa dos deuses carirenses em “casa de Badzé”, a simplicidade do forró rabecado “zé gangaia”, a pura e singela marcha de reisado “Pecinha Pra Meu Amor” e o intenso baião “São José”.

A alegria das marchinhas e o toque pesado do baião cabaçal, as levadas de xote e de côco, mescladas ao sotaque do samba matuto e do maxixe, traduzem a forte musicalidade e o espírito vigoroso desse trabalho que nos leva a uma viagem, onde a melodia dos pífanos, viola e rabeca, com pandeiro, zabumba e ganzás, nos transportam ao mundo das quermeces, dos reisados, e das bandas cabaçais.

Lista das Músicas:
01 pecinha pra meu amor
02 nun trovejo de vontade
03 santa cruz do deserto
04 culé de mexê dôce
05 prá agoar meu coração
06 mistério vento
07 jangada aérea
08 a pisada de ana
09 são josé
10 aurora
11 louro de fogo
12 sina de tocador
13 casa de badzé
14 zé cangaia
15 amado rei

Ficha Técnica:
Produção executiva: Carlos Rafael Dias
Direção Musical: Zabumbeiros Cariris
Projeto Gráfico: George Belisário

Gravado, Mixado e Masterizado por
Ibbertson Nobre no IbbertSom studio, Crato - Ceará

Participações Especias:
Genival do Cedro, Ermano Morais, João Neto, Carol Barros, Antônio Queiroz, Geraldo Junior, Fracisco Di Freitas e Beto Lemos

Zabumbeiros Cariris:
Amélia Coelho
Luciano Brayner
Haarllem Resende
Michel Leocaldino
Evânio Soares
Flauberto Gomes
Fabiano Félix


Download: Zabumbeiros Cariris