terça-feira, 30 de agosto de 2011

Selvagens À Procura de Lei - Aprendendo a Mentir (2011)




Por Rachel Queiroz
Encontrei os Selvagens à Procura de Lei para fazer uma entrevista e descobri quatro rapazes querendo mudar a mesmice da cena cearense. A banda, formada há cerca de dois anos, teve como primeiro desafio conquistar o público do Ceará.
Fortaleza oferece muitos shows-tributos, mas existe uma enorme dificuldade para bandas autorais. “Desde o início a gente bateu o pé que o nosso show seria 100% autoral” disse Gabriel Aragão, (vocal e guitarra) que desviou-se da tradição local de “espremer” canções autorais em shows covers. A coragem dos meninos deu certo. Eles são a primeira banda autoral a se fixar no Órbita Bar, em Fortaleza, e têm conquistado cada vez mais o público da cidade e a mídia local.
Os Selvagens à Procura de Lei exploram também outras terras, e vêm conquistando o seu espaço fora do próprio Estado. Nesse ano, eles estiveram entre os finalistas do concurso Bis pro Rock, que conduziria apenas uma banda para tocar no festival pernambucano Abril pro Rock. Não venceram, mas ganharam notoriedade para além de terras cearenses. No último dia 25 de agosto, retornaram a Pernambuco para mostrar sua música no bar Burburinho, ao lado da banda Bon Vivant.
No próximo mês, a banda vai retornar a São Paulo, onde fizeram um show em julho, aproveitando a viagem para divulgar o seu trabalho. Dessa vez, farão quatro shows na capital paulista.
Esse aumento na quantidade de apresentações soma-se à estréia do clipe “Amigos Libertinos”, do álbum “Aprendendo a Mentir” na MTV. O vídeo foi filmado no DA de Arquitetura da UFC, onde Caio estuda. “Foi um festão”, afirmam os rapazes com cara de calouros e histórias de veteranos, que continuam a ampliar o seu público pelos estados brasileiros seja pela Internet, seja pelas rádios.
As pontes construídas pela banda vão aumentando em tamanho e em quantidade, mas conciliar estudo e rock não é fácil. Os rapazes não trancaram a faculdade e terão que conciliar tudo nesse semestre. Alguns conseguiram apoio dos professores para seguir o sonho que tem dado certo. Justificou-se Caio para mim que isso é aquela “ansiedade da juventude”.
Já Rafael Martins, responsável pelas guitarras e vocais, filosofa em seu Twitter: “não entendo quem vive de passado. É tão melhor viver de futuro”. Nessa ansiedade de futuro, muito já foi trilhado. Abertos esses trilhos, mais coisa boa pode vir, seja dos doces Selvagens ou de outros que sigam o exemplo.



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Garotas Suecas - Escaldante Banda



De volta aos palcos brasileiros após sua quarta e celebrada turnê nos Estados Unidos, o sexteto Garotas Suecas apresenta as canções do primeiro disco completo, Escaldante Banda.
Gravado em São Paulo entre fevereiro e março de 2010, o álbum chegou às lojas dos Estados Unidos em setembro, mês em que o grupo deu início a uma extensa turnê no país (foram 28 shows). O novo trabalho é lançamento do selo American Dust, de Oakland, Califórnia, e está disponível nos formatos CD e vinil, bem como no site www.bandagarotassuecas.com.br.
Escaldante Banda (American Dust Records, 2010)
Preço sugerido: R$ 15,00 (CD) e R$ 40,00 (vinil)
Download gratuito: www.bandagarotassuecas.com.br


"Uma estreia pra lá de louvável."
– Leonardo Dias Pereira, Rolling Stone
"Garotas Suecas, bola da vez no novo pop nacional."
– Jotabê Medeiros, O Estado de S. Paulo
"Se os Mutantes tivessem ouvido menos Beatles e mais Seeds ou Otis Redding, provavelmente soariam como o Garotas Suecas."
– Richard Gehr, Spin Magazine


Durante 35 dias, os paulistanos exploraram desde pequenos bares e clubes até eventos gigantescos, a exemplo do festival Bumbershoot, cuja programação reuniu em Seattle Bob Dylan, Weezer, Solomon Burke, entre outras atrações.
Com passagens por Nova York, Los Angeles, São Francisco e Chicago, para citar algumas cidades, os paulistanos colecionaram críticas positivas tanto ao seu trabalho no estúdio quanto à ebulição de suas performances nos palcos.
Publicações como os jornais The New York Times e The Washington Post, e as revistas Spin e Time Out Chicago, comoveram-se com o blend musical harmonioso do disco, que passeia por música brasileira (da Jovem Guarda aos sambas dos anos 60 e 70, passando pela Tropicália), rock psicodélico, funk e soul.
Mas que ninguém pense em retrocesso. O que chama atenção no Garotas Suecas é o talento para festejar com os espíritos do groove em melodias que valorizam o legado da canção brasileira sem perder contato com referências atuais.
Escaldante Banda aprofunda o interesse destes jovens artistas na construção de algo inédito – e de aceitação imediata. Um “novo som das antigas” (definição astuta do jornalista Roberto Nascimento n’O Estado de S. Paulo), conduzido por Guilherme Saldanha (voz), Irina Bertolucci (teclado e voz), Tomaz Paoliello (guitarra e voz), Sérgio Sayeg (guitarra), Fernando “Perdido” Machado (baixo) e Nico Paoliello (bateria).


Download:  Garotas Suecas



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Nuda - Amarénenhuma (2011)


Do encontro da pedra com o mar, no litoral pernambucano, surge a Nuda. Sólida e fluída, a música do grupo, formado no Recife em 2006, seduz pelo modo com que recorre ao samba, ao tango, ao reggae, à bossa e, claro, à riquíssima tradição nordestina para criar algo que, ao fim e ao cabo, só pode ser traduzido como rock.
Mas o quarteto – Raphiro (voz e guitarra), Henrique Caçapa (baixo e voz), Arthur Dossa (guitarra e voz) e Antonio Marques (bateria) – passa longe dos clichês do gênero e mergulha em sua essência: libertária e vigorosa.  Na praia da Nuda, o cru e o delicado se enfrentam em duelos de guitarras e jogos de palavras e se transformam em canções que encantam pela coragem e beleza.
Foi com meia dúzia delas registradas em um EP – Menos Cor Mais Quem (2008) – que a banda começou a circular e participou de eventos como Festival de Inverno de Garanhuns (PE), Festival DoSol (RN), Festival Garimpo (MG), Festival Jambolada (MG), Festival Volume (MT), Festival Grito Rock (GO), Festival Usina da Cultura (RN), Festival Feira Noise (BA), Festival Big Bands (BA), Festival Pré-Amp (PE), dentre outros, em três turnês que passaram por mais de 20 cidades brasileiras.
O reconhecimento não tardou a vir. O EP foi parar na lista de melhores discos do ano da Trama Virtual, que depois abriu portas para a Nuda gravar o single Maruimstad (2009) no programa “10 horas no Estúdio” (produzido pela Trama e exibido no Radiola, da TV Cultura). A música, que retrata a cidade natal do grupo de forma nada idílica, foi incluída nas coletâneas +Soma Amplifica Vol. 2, Revista O Grito! – Ano 2, e ganhou as páginas de blogs de todo o mundo representando o Brasil na edição de abril de 2011 do Music Alliance Pact. A Nuda também foi convidada a gravar uma releitura de “Mother Nature’s Son” para do Tributo ao White Album – Indie Version, organizado pelo jornalista carioca Marcelo Fróes em comemoração aos 40 anos do disco dos Beatles.
Sua sonoridade universal e lirismo ímpar, também foi destaque em programas televisivos (Acesso MTV, Atitude.com, Radar, Alto Falante), rádios (Oi Novo Som, Coquetel Molotov, Rádio Levis, Independência ou Marte, Universitária, Reator, Radio Cultura), jornais como o Estado de S.Paulo, Estado de Minas e os principais cadernos de cultura de Pernambuco, revistas como +Soma, Vice e Rolling Stone, além de marcar presença em blogs como Movin’ Up, Bloody Pop, Pop Up!, Recife Rock, Hominis Canidaee, Miojo Indie, Music For The Pueblo, entre outros.
Em 2011, a Nuda lança seu álbum de estréia, AMARÉNENHUMA. Resultado de mais de um ano de dedicação, o disco foi gravado no Fábrica Estudios e mixado por Pablo Lopes e Arthur Dossa. A masterização coube ao norte-americano Don Grossinger, ganhador de um Grammy pelo disco Embryonic, do Flaming Lips, e que já trabalhou com gente como Brian Wilson, Rolling Stones e Pink Floyd.Com participações especiais de Bactéria, Cezzinha do Acordeon e Lucas dos Prazeres, AMARÉNENHUMA traz uma releitura corajosa para “Ode aos Ratos” (Chico Buarque e Edu Lobo) e 10 canções de autoria do grupo que falam do amor, questionam crenças e abordam a fragilidade do ser humano, além de conduzir o ouvinte à praia de Calhetas e outras cenas de Pernambuco – terra reconhecida por manifestações multiculturais e contrastes sociais, influência inegável na linguagem musical e poética da Nuda.


Download: Amarénenhuma

terça-feira, 16 de agosto de 2011

CSS - La Liberación (2011)


O disco "La Liberación" revela uma tendência do CSS (Cansei de Ser Sexy) de utilizar cada vez mais os recursos eletrônicos em suas músicas, sem deixar de lado a atitude rock de sempre. 

‘La Liberación’ teve produção de Adriano Cintra, produtor da banda, também responsável pelos discos anteriores. O trabalho tem influências espanholas em sua sonoridade e pela primeira vez o CSS terá alguma participações especiais em suas músicas. 
O álbum terá participação da dupla novaiorquina de música eletrônica Ratatat, na música ‘Red Alert’ e de Bobby Gillespie, vocalista do Primal Scream, em ‘Hits Me Like A Rock’. A parceria entre as bandas vem de longa data, a vocalista do CSS, Lovefoxxx, participou de uma música do disco ‘Beautiful Future’, em 2008.

1. I Love You 
2. Hits me like A Rock 
3. City Grrrl 
4. Echo of love 
5. You Could Have It All 
6. La Liberación 
7. Partners In Crime 
8. Ruby Eyes 
9. Rhythm To The Rebels 
10. Red Alert 
11. Fuck Everything

Créditos: Comunidade RCD

Download: La Liberación



sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O Veneno Está Na Mesa (2011) - post replicado do "docverdade"

(Brasil, 2011, 50 min. - Direção: Silvio Tendler) 
Imperdível! 

Filme de um dos maiores documentaristas do Brasil, o premiadíssimo Silvio Tendler, que mostra o cenário assustador que se encontra o país em relação ao uso indiscriminado de agrotóxicos. 

Você sabia que o Brasil é o país que mais pulveriza agrotóxicos nos alimentos? Que é o recordista em consumo desses químicos? 
Que um brasileiro consome em média 5,2 litros de agrotóxicos anuais? 
Que os agrotóxicos provocam uma série de problemas de saúde, desde lapso de memória em crianças até má formação dos fetos? 
Que apesar do Governo tentar proibir uso de muitos químicos, a justiça concede liminares a favor das grandes corporações químicas? 
Que para conseguir crédito junto aos bancos o pequeno trabalhador é obrigado a usar transgênicos e pesticidas? Que as doenças provocadas por esses químicos nos trabalhadores do campo consomem 1,8% do PIB em tratamentos médicos? 

Se não sabia, talvez seja a hora de saber disso e muitas outras coisas mais. (docverdade)