sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Playing For Change 2: Songs Around The World



Mais de 150 músicos de 25 países podem ser conferidos neste combo que reúne CD e DVD. Com esses impressionantes números, chega a continuação do projeto Playing for Change, que estreou em 2009 com o sucesso da versão de “Stand by Me”. Desta vez, outros clássicos são revisitados no mesmo esquema de trabalho: dezenas de músicos em cada faixa gravam suas partes em seus respectivos países e a mixagem se encarrega de juntar tudo. A obra de Bob Marley aparece duas vezes, com “Three Little Birds” e “Redemption Song”, esta com vocais de Stephen Marley e samplers da voz do próprio Bob. O Afroreggae fica encarregado de representar o Brasil na inédita “Satchita”, que tem vocais de Sandra de Sá e de Ilo Ferreira (músico de Cabo Verde). As versões de “Higher Ground” e “Gimme Shelter” merecem destaque, assim como a jam instrumental (e inédita) “Groove in G”. No DVD incluso no pacote, uma versão exclusiva de “(Sittin’ on) The Dock of the Bay” e um vídeo que conta a história da Playing for Change Foundation, administradora de escolas de música em cinco países africanos desde 2007.
MARCOS LAURO


1. Three Little Birds
2. Gimme Shelter
3. La Tierra del Olvido
4. Satchita
5. Music Is My Ammunition
6. Redemption Song
7. Higher Ground
8. Groove In G
9. Minuit
10. Imagine


Download: Playing For Change 2




segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Tulipa e Nação Zumbi (Rock In Rio 2011)


A troca se deu com lucros para ambas as partes. De um lado, a banda pernambucana Nação Zumbi injetou um bocado de testosterona nas músicas "de menina" de Tulipa Ruiz. E era divertido ouvir Jorge du Peixe, vocalista da Nação, cantando versos como "um bordado de renda, de xita, filó", de "Brocal Dourado".
Do outro lado, Tulipa revelou uma doçura inesperada no repertório pauleira da banda --formada 100% por homens-- que trouxe para o Brasil, com Chico Science, o último movimento que tivemos na MPB, o manguebeat.
Ela fazia vocais agudíssimos, adocicando sucessos da Nação, como "Blunt of Judah" e "Manguetown".

A fusão funcionou também no terreno instrumental, e isso ficava mais visível na junção das guitarras de Lucio Maia, da Nação, e de Gustavo Ruiz e Luiz Chagas (guitarristas, irmão e pai de Tulipa).
Quem ouviu "Ainda Bem", o primeiro single do próximo álbum de Marisa Monte, em que o power trio da Nação está envolvido, chega à conclusão que Tulipa soube aproveitar muito melhor do que a veterana a força fundamental da banda pernambucana.
O público já estava aquecido e, como hoje é sábado e ninguém trabalha, todo mundo chegou cedo. Tulipa e Nação tiveram plateia lotada, o que deu ainda mais clima ao show.

WebRip Faixa a Faixa

Download: Tulipa e Nação



sábado, 24 de setembro de 2011

Esquema Apê – O Círculo de Quases (2010)


O CÍRCULO DE QUASES (2010)

Produzido por Liga Leve (Fabio Pinczowski, Habacuque Lima e Mauro Motoki).
Gravado e editado em fevereiro, março e abril de 2010 no estúdio 12 dólares (São Paulo) por Liga Leve.
Mixado entre abril e julho de 2010 no estúdio 12 dólares por Fabio Pinczowski.
Masterizado em agosto de 2010 no estúdio Banzai (São Paulo) por Leonardo Nakabayashi.
Carlos Eduardo: voz, guitarras, teclados e programações.
Jefferson Pereira: guitarras, vocais, teclados e programações.
Participação de Ronaldo Gama (Nhocuné Soul) no contrabaixo.
Distribuição: Fonomatic (Tratore).

RELEASE
Esquema Apê – O círculo de quases
por Mauro Motoki

Dizem que uma das questões mais pertinentes do nosso tempo é o quanto a ode à tecnologia nos distrai de um conteúdo real dos fatos e obras. Ao ser convidado para produzir este O círculo de quases em conjunto com Fabio Pinczwoski e Habacuque Lima, foi essa questão que me veio à mente. Uma dupla – ou uma banda de dois membros – fazia música pop, brasileira, misturando suportes acústicos e eletrônicos. Preocupou-me que todo esse papo de “analógico mais digital” já estivesse se esgotando. Então, fiquei mais atento às letras, às composições, e desde seu estado embrionário elas vieram, para minha surpresa, revestidas de uma aura de tranquila sinceridade, e de inteligência. Para meu alívio, vi em seguida que os recursos tecnológicos que os integrantes do Esquema Apê utilizavam serviam exclusivamente à sua vontade de viabilizar um único propósito: fazer a música que curtiam fazer.
Carlos Eduardo e Jefferson transparecem uma amizade segura, e nessas 13 canções, uma intimidade com os sentimentos que me fez reavaliar meus próprios trabalhos autorais, minha relação com a música que faço. Carlos Eduardo tem aquela ligação protetora, zelosa, com suas letras e melodias. Jefferson adora explorar os timbres e mapas de suas linhas e programações. Quanto valor vejo na dedicação de um músico para com sua obra!
Na parte instrumental, o disco finalizado me remete ao To record only water for ten days de John Frusciante, onde os timbres eletrônicos não têm a pretensão de soar como emulacões de sons reais. O uso da groovebox obedece assim a uma vontade estilística. E traz um saudável ar de brincadeira tecnológica, dessa nossa música contemporânea feita em pequenos quartos, com gadgets e softwares, no isolamento das metrópoles, nos inúmeros “apês” recheados de histórias.
Nas letras, ouço a herança de tantos compositores brasileiros, de Jards Macalé, de Adriana Calcanhoto (logo, também de Caetano), de Marcelo Camelo. E desde a troca de mensagens sms que resultaram em Tudo que te fizer feliz ao retrato (auto-retrato?) do personagem de Números atrasados, sinto ter me tornado um amigo que ouve as reflexões e comentários de quem canta. Ouça Ampulheta no trânsito parado da avenida 23 de maio em São Paulo, ou Triz num ônibus a caminho do interior da Bahia, e o resultado será o mesmo de um bom livro ou filme: os rapazes do
Esquema Apê acabaram de te transportar para um outro tempo e lugar. E desse modo, esse disco tem seu porquê assegurado, sua missão cumprida.

Mauro Motoki é músico, produtor e compositor (Ludov, Estúdio 12 Dólares, Peixoto & Maxado e Miranda Kassin).


ESQUEMA APÊ - www.esquema.mus.br

Download: Esquema Apê

domingo, 18 de setembro de 2011

Psychedelic Pernambuco (2011)


Psicodelia dos anos "70" de Pernambuco, Brasil - músicas incríveis que combinam sons percussivos, cruamente tropicais, com um mundo de criatividade psicodélica e possibilidades - uma das melhores compilações já reunidas por Mr Bongo! Lula Cortes era uma figura central na cena e ele está muito bem representada aqui, incluindo suas gravações influentes com Zé Remalho. Ainda mais emocionante, porém, é o material que nós nunca fomos afortunados o suficiente para ouvir antes de agora - e há um bom negócio dele! A fusão da psique global e sons populares em um som distintamente brasileiro é nada menos que incrível - percussão regional e tradicional debaixo cítaras, alaúdes, teclados e muito mais. Ele apresenta canções do grande Lula Cortes Ze Ramalho, Geraldo Azevedo, Alceu Valença, Notaro Marconi, Flaviola E O Bando Do Sol e The Gentleman.

SorrisoSelvagem - The Gentlemen
O Tempo - Flaviolae O Bando Do Sol
8 Rotacoes - Geraldo Azevedo& AlceuValença
Antropologica - Marconi Notaro
Mister Misterio- Geraldo Azevedo& AlceuValença
NordesteOriental - Lula Côrtes
Novena - Geraldo Azevedo& AlceuValença
Bahjan/OraçãoPara Shiva - Lula Côrtes
Maracatu- Marconi Notaro
BailadoDas Muscarias- Lula Côrtes& ZéRamalho
Desespêro- Flaviolae O Bando Do Sol
NoitePrêta- Lula Côrtes
Fidelidade- Marconi Notaro
Planetario- Geraldo Azevedo& AlceuValença
Ah Vida Avida- Marconi Notaro
MarácasDe Fogo - Lula Côrtes& ZéRamalho
VirgemVirginia - Geraldo Azevedo& AlceuValença
AlegroPiradíssimo - Lula Côrtes
Beira Mar - Lula Côrtes& ZéRamalho


Para se aprofundar na Psicodelia Nordestina: http://euovo.blogspot.com/search/label/Z%C3%A9%20Ramalho

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Lira (2011)




A partir deste domingo, dia em que Arcoverde sua terra natal e cidade inspiradora completará 83 anos o mundo será testemunha da reinvenção de um artista. É quando José Paes de Lira, o Lirinha, disponibilizará para download as músicas de seu novo álbum. Mais pop que nunca, Lira fica melhor a cada audição e já chega como sério candidato a melhor álbum do ano. Suas doze faixas refletem a necessidade de demarcar um novo território, ao mesmo tempo em que revelam um eficiente trabalho de estúdio. É o trabalho mais pessoal de Lirinha, que, por inquietações estéticas, encerrou o Cordel do Fogo Encantado em fevereiro de 2010. 


A expectativa em torno do trabalho solo aumentou com o anúncio da banda, um power-trio formado por Pupillo (Nação Zumbi), Bactéria (ex-Mundo Livre) e Neilton (Devotos). Além de tocar uma bateria stand-up (com três tons), Pupillo assina a produção, mixada em Paris.  


As participações são mais que especiais: Otto e Ângela Rô Rô cantam em Valete; Fernando Catatau (Cidadão Instigado) e Miguel Marcondes (Vates e Violas) tocam violões em Sidarta; em sua última gravação em estúdio, Lula Côrtes toca tricórdio em Adebayor; outros convidados são Bozó, Maestro Forró, Sidclei e João Diniz Paes de Lira, filho de Lirinha. O álbum também demarca uma nova fase de Lirinha como cantor, mais contida e livre para experimentar novos timbres e texturas. “Tudo isso é muito novo pra mim. São canções melodiosas, tive que me reinventar como intérprete”. 


Por mais ostensivo que fosse o culto dos fãs do Cordel, Lirinha sempre foi maior que o grupo. Em seu processo de rompimento, o regionalismo deixou de ser central para ser um elemento a mais em sua música. O compromisso com a poesia, no entanto, continua visceral.


Lira parte de uma vontade urgente de soar diferente. Arrisca e acerta. Tem muito de viciante. Mas principalmente, aponta para a importância de mudar, para que continuemos a nos reconhecer.
Texto: http://www.darciorabelo.com.br


Download: Lira




segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Cláudia - Deixa Eu Dizer


Nasceu no Rio de Janeiro e foi criada em Juiz de Fora (MG). Começou a cantar aos oito anos de idade, participando de um programa de calouros na Rádio Sociedade de Juiz de Fora. Aos 13 anos, atuou como crooner do conjunto Meia-Noite, que se apresentava em festas e bailes daquela cidade. Iniciou sua carreira profissional na década de 60, participando do programa “O Fino da Bossa” (TV Record), de onde foi definitivamente banida por Elis Regina, preocupada com a competição de Cláudia, que foi considerada de cara uma cantora tão boa quanto ela. Recebeu, logo no primeiro ano de sua carreira, o troféu Roquete Pinto, como cantora revelação. Viajou para o Japão, onde se apresentou com o saxofonista Sado Watanabe. Ficou nesse país durante seis meses, apresentando-se em clubes, hotéis, boates e teatros. Gravou um LP em japonês, que atingiu a tiragem de 200 mil cópias. De volta ao Brasil, classificou em 1º lugar a canção “Razão de paz para não cantar” (Eduardo Lage e Alézio de Barros) no I Festival Fluminense da Canção, realizado em 1969, em Niterói (RJ). Ainda nesse ano, classificou a mesma música em 4º lugar no IV Festival Internacional da Canção (TV Globo), recebendo o prêmio de melhor intérprete. Em 1970, representou o Brasil no XI Festival da Canção, no México, tendo sido contemplada com quatro medalhas de ouro, inclusive a de melhor intérprete. Em 1971, gravou o LP “Jesus Cristo”, com destaque para a faixa-título, de Roberto e Erasmo Carlos, e “Com mais de 30” (Marcos e Paulo Sérgio Valle), esta também com grande êxito. Ainda nesse ano, participou da IV Olimpíada da Canção, na Grécia, defendendo a canção “Minha voz virá do sol da América” (Marcos e Paulo Sérgio Valle), ganhando os prêmios de melhor intérprete, melhor arranjo, melhor letra e melhor música. Em 1972, representou o Brasil no Festival de Hola Nueva, na Venezuela, tendo recebido o prêmio de melhor intérprete. No ano seguinte, lançou o LP “Deixa eu dizer”, que registrou canções de sua autoria como “Noite de verão” (c/ Raul Telles) e “Agora quem sorri sou eu” (c/ Cristiê), além de músicas de outros autores, como “Esse cara” (Caetano Veloso) e a faixa-título, de Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza. Em 1975, participou do Festival da Espanha, em que se destacou como a melhor cantora. Ainda nesse ano, apresentou-se com o violonista Baden Powell na França e na Itália. Em 1979, gravou o LP “Pássaro imigrante”, em que registrou composições próprias como “Morena de Uganda” e “Boiadeiro”, em parceria com Chico Medori. No ano seguinte, lançou o LP “Cláudia”, incluindo canções de sua autoria como “Baião agressivo” e “Brasileirinho multinacional”, ambas com Chico Medori, e músicas de outros autores, como “Canção de quem se espera” (Sivuca e Glorinha Gadelha) e “Me deixa em paz” (Monsueto e Airton Amorim), entre outras. Em 1982, foi convidada para estrelar o musical “Evita”, seu maior sucesso de público e crítica. O espetáculo ficou em cartaz durante seis meses em São Paulo e quase dois anos no Rio de Janeiro. Em 1986, gravou o LP “Sentimentos”, com destaque para a versão de Victor Berbara “Não chores por mim, Argentina” (A.L.Webber e T. Rice), seu maior sucesso, e “Quero que vá tudo pro inferno” (Roberto e Erasmo Carlos). Em 1992, lançou o CD “A estranha dama”, que incluiu as canções “Podres poderes” (Caetano Veloso), “O bem e o mal” (Danilo Caymmi e Dudu Falcão) e “É” (Gonzaguinha), entre outras. Dois anos depois, gravou, com o Zimbo Trio, o CD “Entre amigos”, interpretando músicas como “Beatriz” (Edu Lobo e Chico Buarque), “De frente pro crime” (João Bosco e Aldir Blanc), “Cantiga por Luciana” (Edmundo Souto e Paulinho Tapajós) e “Domingo no parque” (Gilberto Gil), entre outras. Em 1998, lançou o CD “Claudya canta Taiguara”, contendo as canções “Hoje”, “Universo no teu corpo” e “Teu sonho não acabou”, entre outras. Em 2005 gravou o CD “A Lua Luará”, onde canta músicas do compositor finlandês Heikki Sarmanto letradas por Fernando Brant.

Download:  Claudia-Deixa Eu Dizer.rar