segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Dani Carmesim - Tratamento de Choque [Desconstruindo a Imagem Ideal] EP (2012)



Seu segundo EP, intitulado como “Tratamento de Choque” [ Desconstruindo a imagem Ideal ] terá seis faixas autorais, e  foi gravado na Home Stúdio Área 51 com a produção de Fernando Soares e contou com a participação fundamental do André Williams (baixo), André Oliveira (guitarra) e Celso (bateria). Além dos músicos que acompanham a Dani, Tratamento de Choque também contou com a participação de convidados como o Gabriel Salam (percussão) e Balu (trompete e flugelhorne).

Sobre Tratamento de choque [ Descontruindo a imagem Ideal ]  Dani Carmesim explica; "Levei em consideração o sentimento de desconstrução, mas não quis levar muito pra um debate belo e feio, preferi trabalhar esse conceito pensando em personas, então tem dois perfis, um da desconstrução que mostra o lado sério da vida e da realidade cruel em que vivemos e que está expresso nas letras através de conselhos, recados e reflexões e outro mais doce, porém, com um travo de fel, que mostra nas MELODIAS a grandeza da simplicidade do cotidiano diante da velocidade do mundo moderno e que, associada a esse RITMO, une sentimentos, cores e sensações, construindo e desconstruindo através da HARMONIA, o equilíbrio entre o caos e beleza das coisas comuns”. 

Download: Dani Carmesim



sábado, 13 de outubro de 2012

Otto - The Moon 1111




A mistura de cinema francês com afrobeat, rock psicodélico, música paraense e batidas eletrônicas resultou em “The Moon 1111”, o novo disco de Otto que reúne muitas referências e apresenta uma orquestração única.
“Eu passei por Truffault, Fela Kuti e Pink Floyd”, disse. E ainda foi beber de fontes eletrônicas dos anos 80 como The Cure, The Smiths e Depeche Mode. Essa mistura é algo que Otto não fazia desde o emblemático “Samba Pra Burro”, lançado em 1998, o primeiro disco da carreira solo.
Com o apoio do Natura Musical, o artista revisitou seu repertório e criou músicas inéditas para “The Moon 1111”. A faixa que dá nome ao disco, uma das inéditas, foi escrita em homenagem ao rapper Sabotage. O número cabalístico 1111 traz uma referência a diversas experiências do músico pernambucano: “É a abertura dos portais, é cabalístico, e é uma hora que me perseguia muito. Já que eu via aqueles números, eu resolvi fazer um disco”.
“The Moon 1111” tem como inspiração os anos 60, 70 e 80, mas é um disco sobre o futuro. Otto abre o baú de experiências e expectativas com os olhos voltados para “um futuro palpável”, em sua definição.
Romântico, repleto de homenagens e experiências, “The Moon 1111” é também marcado por parcerias emblemáticas, como a participação do amigo e produtor Pupillo. “Pupillo é Pupillo porque ele era pupilo de Bruno, meu amigo”, revela Otto.
Além de celebrar a quinta parceria de Otto e Pupillo, o disco traz outros amigos nessa órbita caótica e criativa de Otto, como Fábio Trummer, da banda Eddie; o cantor e compositor Lirinha; a instrumentista e cantora paraense Luê; e a atriz Tainá Muller.
Sobre Luê, artista que vai lançar o primeiro álbum com o apoio do Natura Musical, Otto não poupa elogios. “Luê fez um lindo trabalho, deu o arremate final. Pra idade dela, com o timbre dela, ela vai ser uma grande cantora. Mais uma vez o Pará lançando gente nova”.
Em meio a tantas referências, amigos e parceiros, Otto respira fundo e toma fôlego. O futuro é agora e “The Moon 1111” é o primeiro passo. “O caos venceu, o meu caos é vencedor, eu posso criar um disco que ninguém faz”, completa o artista.


Download:  The Moon 1111

Fonte: http://www.lacumbuca.com/


domingo, 7 de outubro de 2012

Tim Maia - Nobody Can Live Forever (2012)




Nos anos 60, Tim Maia (1942 - 1998) partiu para os Estados Unidos para tentar ganhar a vida em terras norte-americanas. Voltou para o Brasil sem dinheiro e sem ilusões. Decorridos 50 anos, uma possibilidade de o cantor e compositor carioca ganhar alguma visibilidade nos EUA se torna enfim concreta. A gravadora do cantor e compositor norte-americano David Byrne, Luaka Bop, se prepara para lançar nos Estados Unidos em 2 de outubro de 2012 coletânea dupla, em vinil, do Síndico. Disco idealizado há 10 anos, The Existencial Soul of Tim Maia - Nobody Can Live Forever compila 15 gravações feitas por Tim Maia nos anos 70 e é o quarto volume da série World Psychedelic Classics. Com ênfase nas músicas gravadas em inglês e na produção autoral da fase mística em que o artista se envolveu com a Cultura Racional da seita Universo em Desencanto, a compilação de certa forma celebra os 70 anos que Tim poderia completar em 28 de setembro de 2012 se não tivesse saído de cena em 1998, deixando obra singular que deu sotaque brasileiro ao soul e ao funk norte-americanos. Eis as 15 gravações reunidas na coletânea dupla The Existencial Soul of Tim Maia - Nobody Can Live Forever:

1. Imunização Racional (Que Beleza) (Tim Maia) - 1975
2. Let's Have a Ball Tonight (Tim Maia e Reginaldo) - 1978
3. O Caminho do Bem (Beto, Sérgio e Paulo) - 1976
4. Ela Partiu (Tim Maia e Beto Cajueiro) - 1975
5. Quer Queira, Quer Não Queira (Tim Maia e Fábio) - 1976
6. Brother Father Mother Sister (Tim Maia) - 1976
7. Do Leme ao Pontal (Tim Maia) - 1981
8. Nobody Can Live Forever (Tim Maia) - 1976
9. I Don't Care (Tim Maia) - 1971
10. Bom Senso (Tim Maia) - 1975
11. Where Is My Other Half? (Tim Maia) - 1972
12. Over Gain (Tim Maia) - 1973
13. The Dance Is Over (Tim Maia, Hyldon e Reginaldo) - 1976
14. You Don't Know What I Know (Tim Maia) - 1975
15. Rational Cultura (Tim Maia) - 1975

Texto: Mauro Ferreira

Download:Nobody Can Live Forever


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Los Sebosos Postizos - Los Sebosos Postizos Interpretam Jorge Ben Jor (2012)




José Teles


Jorge Ben, antes de acrescentar o “Jor”, lançou álbuns de vasta influência na música brasileira, nenhum tão influente quando o Tábua de esmeraldas, de 1974. Pelo menos para a turma do manguebeat, poucos discos foram tão escutados quanto este, na predileção de todos, sobretudo de Fred Zeroquatro e Chico Science. Outros dois álbuns de Jorge Ben Jor que fazem parte da coleção básica do manguebeat são Samba esquema novo (1963), e Bidu – silêncio no Brooklin (1967). O primeiro é o álbum inaugural da obra de Babulina (apelido de Ben Jor), o segundo (pelo selo AU da Rozenblit) é sua resposta ao pessoal do Fino da Bossa, que o baniu do programa por ter se apresentado no Jovem Guarda.

Esta é a trinca de discos de Jorge Ben Jor de onde saiu a maioria das 14 faixas do álbum de estreia dos Los Sebosos Postizos, projeto paralelo de parte do Nação Zumbi (Jorge du Peixe, Dengue, Pupillo e Lúcio Maia). O disco está chegando às lojas pela Deck Disc, com produção de Mário Caldato, contrariando as previsões dos músicos do Nação Zumbi, que prometiam para este ano um CD de inéditas da banda.

“As músicas estão gravadas, mas o disco só em 2013. A gente não tem pressa. Continuamos tocando com Marisa Monte. A turnê dela deve ir até meados do ano que vem. Até lá, a gente vai ouvindo o que foi feito para saber se é isso mesmo o que a gente quer. Jorge talvez bote novas vozes”, comenta o baixista Dengue, de passagem pelo Recife.

Los Sebosos Postizos surgiu de uma homenagem ao ídolo Ben Jor em 1998, numa festa chamada A noite do Ben. Evoluiu para uma banda cover, que desaguou num álbum, que eles achavam que não seria feito: “A ideia do Los Sebosos estava evoluindo para um disco autoral. Mesmo nos covers de Ben Jor tinha, e tem, muito da banda. O repertório está gravado há uns dois anos, só agora foi que mandamos para Mario Caldato. A gente não tinha pressa, como está acontecendo agora com o disco do Nação”, continua Dengue, acrescentando que por enquanto não há vaga na agenda dos músicos para uma turnê dos Los Sebosos: “Acho que vai rolar uns três shows. Um no Rio, outro em São Paulo e no Recife, até porque a gente está se encontrando pouco. Jorge está em São Paulo, eu estou no Rio.

Duas músicas autorais de Los Sebosos Postizos foram gravadas antes. Uma está no primeiro, e único, álbum do coletivo Instituto – Solaris, instrumental – e outra está num disco do Mamelo Sound System. Nenhuma autoral está em Los Sebosos Postizos interpretam Jorge Ben Jor, o álbum. Para chegar às 14 músicas do CD bastou pinçar as preferidas de uma lista que eles selecionaram para tocar ao vivo: “Complicado foi tirar três dessas 14 para o vinil, onde só cabiam 11”, diz Dengue.

Embora tenha canções bem manjadas de Jorge Ben Jor, o CD consegue encaixar os hits em meio a canções, menos conhecidas, até mesmo do Tábua de esmeraldas, do qual pinçaram Cinco minutos. Do Samba esquema novo tem o quase sucesso Rosa, menina, rosa, e duas só conhecidas dos especialistas, Quero esquecer você e A tamba.

Um dos discos menos conhecidos de Ben Jor, Bidu – silêncio no Brooklin é um dos melhores e também o primeiro em que ele empunha uma guitarra e é acompanhado por uma banda de rock, no caso os Fevers. Segundo Dengue, ele é um dos preferidos dos integrantes da Los Sebosos Postizos: “É o mais diferente de Ben Jor, com uma pegada que só ele tem. De Bidu, o quarteto escolheu quatro faixas, todas absolutamente obscuras (a mais conhecida do álbum é Si manda).

De um dos discos menos conhecidos de Ben Jor, Ben é samba bom, de 1964, eles sacaram uma das mais peculiares composições do impagável Babulina, Descalços no parque (que não foi inspirado no filme homônimo, com Robert Redford e Jane Fonda, que é de 1967). Uma música que não é samba, não é bossa nova, tem a mesma levada de Ol’ man mose, hit de Louis Armstrong (cuja versão deu em A história de um homem mau, sucesso de Roberto Carlos, também em 1964).

“A música está no último disco de Marisa Monte, mas a gente gravou primeiro e deixou na gaveta até agora. Curioso é que tocamos o disco de Marisa quase todo. Esta foi um das músicas que não tem participação da gente”, comenta Dengue.

O que justifica a gravação de um disco com repertório de uma banda cover?

No caso do Los Sebosos Postizos, o fato de o grupo inovar no formato. Nem chega a ser um tributo, nem propriamente um grupo cover. Os arranjos e andamentos na maioria das faixas são bastante diferentes. Em outras o novo arranjo é feito em cima do original, só que com outros instrumentos. É isso o que eles fazem com a mais ou menos manjada O homem da gravata florida (esta é a terceira regravação da canção, além das duas feitas pelo autor).

Em Os alquimistas estão chegando, uma das poucas que preservam o mesmo ritmo da original, programações e a produção de Mario Caldato revestem a canção de outros tons, sonoridades: “Mario gosta muito de usar ecos, de ambiência. Ele fez um trabalho muito bom em cima das fitas que mandamos”, credita Dengue”. O quarteto do Nação tem o reforço de Guizado (trompete), Bactéria (teclado), Da Lua (percussão) e Bárbara Eugênia (backing vocal).

Download: Los Seboso Postizos Interpretam Jorge Ben



Wado (Discografia)



Site Oficial do Wado: http://www.wado.com.br/

O que esquenta o sangue de wado que agora vive no verão sem fim de Alagoas é a forma como as periferias do mundo têm construído a nova música através de quase nada de matéria prima. Transformando arte bruta em estúdios caseiros, com microfones baratos e pouco conhecimento técnico, mas com muita urgência, energia e gana.
A subversão não está mais na estética do punk, domesticado e adocicado em canções de amor. O que dá voz a quem não tem voz hoje são ritmos como o funk carioca, o reggaeton e os afoxés baianos. Wado foi beber nestas astúcias da periferia para construir a estética de seu novo álbum, Terceiro Mundo Festivo.

São os ritmos terceiro-mundistas que permeiam este novo disco que também traz referências mundiais como as batidas de Timbaland, Pharrel e M.I.A. O disco é um passeio por novas levadas, americanas e africanas e também, um retorno a concisão de discurso dos seus primeiros discos.


O Começo; No Brasil; Na Europa:

No ano de 2001 Wado lança o seu primeiro CD e chama a atenção dos brasileiros para a nova safra de compositores que fazem “música inteligente”, como bem afirma o jornalista Pedro Alexandre Sanches em matéria para o jornal Folha de São Paulo.
Foi a partir deste trabalho que Wado começou a ser reconhecido e respeitado em outros estados do Brasil, figurou em muitas listas de disco como o melhor do ano. Alexandre Matias, não só colocou o Cd de Wado no topo de sua lista com também escreveu uma crítica com declarações sobre tal escolha, “e agora vem Wado, com seu excelente O Manifesto da Arte Periférica, até agora o melhor disco de 2001. Sai Daft Punk, sai Vídeo Hits - o lugar é deste catarinense radicado em Maceió que conseguiu fazer um disco com sotaque, mas sem soar pós-mangue beat. Os dois discos que mais gostei no ano passado foram o do Mundo Livre S/A e o do Badly Drawn Boy. Wado converge os dois e cria um Damon Gough sambista, praiano.” – trecho do artigo publicado no Correio Popular (SP).

Aos 25 anos Wado começa a participar de projetos envolvendo o mercado internacional, na época do lançamento de seu segundo disco, “Cinema Auditivo”, quando foi convidado para participar do Tim Festival, oportunidade em que se apresentou ao lado de bandas como Los Hermanos, Lambchop, 2manyDJs e Public Enemy. Mostrando os timbres ousados, letras marcantes e a pegada firme nos grooves.

Depois de ter rodado quase todo o Brasil apresentando seu show, Wado grava “A Farsa do Samba Nublado” e com ele é selecionado pela FUNARTE para participar do Projeto Pixinguinha, antiga e lendária atividade do Ministério da Cultura que promove o intercâmbio de manifestações musicais entre as diversas regiões do país. Assim, em 2004, Wado excursionou pelo Sul e Sudeste do país ao lado de artistas como Rita Ribeiro, Totonho e Carlos Malta.

Em 2005 a França comemora um grande evento, “O ano do Brasil na França” e a caravana da qual Wado fez parte no Projeto Pixinguinha é escolhida para representar o Brasil. Este foi o primeiro show que Wado fez na Europa, na cidade de Paris. No ano seguinte é novamente selecionado para representar o Brasil, na cidade de Berlim – Alemanha no projeto Copa da Cultura / Música do Brasil, onde apresentou seu show dançante durante a Popkomm, Feira de Música Internacional. A música de Wado já circula pelo mercado europeu através da Coletânea Brazil Luaka Bop e da Coletânea da revista Tip Popkomm, com 80 mil cópias.

Wado já esteve em de festivais como Coquetel Molotov e Rec Beat (PE) Goiânia Noise (GO), Com: tradição (SP), FMI (BSB), Feira da Música (CE) além de vários outros eventos importantes do calendário nacional.

Discografia:
2001 - O Manifesto da Arte Periférica
2002 - Cinema Auditivo
2004 - A Farsa do Samba Nublado
2008 - Terceiro Mundo Festivo
2009 - Atlântico Negro
2011 - Samba 808


http://www2.uol.com.br/wado/
   

Download: O Manifesto da Arte Periférica


Download: Cinema Auditivo


Download: A Farsa do Samba Nublado


Download: Terceiro Mundo Festivo


Download: Atlântico Negro


Download: Samba 808

domingo, 16 de setembro de 2012

Abayomy Afrobeat Orquestra - Abayomy (2012)


O grupo foi criado especialmente para a primeira edição do FELA DAY - Evento internacional que celebra o nascimento do nigeriano criador do Afrobeat - no Rio de Janeiro. Do encontro feliz desses grandes amigos, músicos e admiradores da obra de Fela Kuti surgiu necessidade de continuar com o projeto para dar mais visibilidade a este gênero musical que está presente no trabalho de diversos artistas brasileiros e ao mesmo tempo é ainda pouco conhecido do grande público. A Abayomy é formada por 13 músicos que abusam de suas referências brasileiras e genialidade em arranjos vivos, calcados na força do afrobeat. No momento, a Orquestra se prepara para gravar seu primeiro disco com lançamento previsto para o segundo semestre de 2010 e traz em suas letras um discurso claro sobre as desigualdades sociais e raciais, e também o sincretismo religioso brasileiro através das versões para cânticos que há gerações estão vivos nos terreiros de candomblé e nas matas onde é feito o culto da Jurema. Também não falta em seu repertório covers de clássicos do afrobeat e versões para composições de artistas como Jorge Ben, Marku Ribas, Antônio Carlos & Jocafi e outros diretamente inspirados nas raízes rítmicas africanas. O Show é um verdadeiro passeio por essas sonoridades marcantes. Passeio em que tanto o público quanto os integrantes da ABAYOMY AFROBEAT ORQUESTRA criam, através da música, e com muita brasilidade, um caminho que os conduz diretamente à África.

Download: Abayomy Afrobeat Orquestra

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Antibalas - Antibalas (2012)


Poucas bandas foram tão ligadas com um antecessor estilístico e filosófico como Antibalas são com Fela Kuti. Menos ainda tem sido tão capaz de fazer justiça ao seu antecessor, afinal, essa é a banda que foi recrutada para dar alguma verossimilhança sônica para as produções originais do musical Fela!.
E, em pagamento da dívida estilística com o autor do Afrobeat, por mais de uma dúzia de anos a banda do Brooklyn passou um punhado de álbuns provando que é uma forma de arte que pode não só sobreviver, mas prosperar, artisticamente e politicamente, fora do contexto da década de 1970 na Nigéria. 

Em termos superficiais, os Antibalas poderiam ser atrelados a algum movimento específico agitado nas atuais questões sócio-política, onde a luta de classes e a privação de direitos são jogados fora, e movimentos contra o sistema são empurrados para o fundo, mesmo que nunca realmente possam ser aniquilados. Mas para muitas pessoas, a exploração financeira, aplicação da lei equivocada, e materialismo insatisfatório não são mais prevalentes do que eram quando Liberations Afor Beat vol. 1 saiu, eles são apenas mais visíveis para as pessoas que não se preocupam com isso. Antibalas tem usado estas incursões para um tipo peculiar de música de protesto: Eles trocam a especificidade didática pela alegoria sorrateira, cambiando as manchetes de jornal pela luta diária do cirdadão.

Download:  Antibalas



terça-feira, 4 de setembro de 2012

Macaco Bong - This Is Rolê (2012)



É um prazer anunciar , juntamente com os parceiros Fora do Eixo , A Construtora Música e Cultura , Popfuzz Records , Travolta Discos , Pedrone Amplificadores Valvulados e Compacto Rec que nosso disco This is rolê está disponivel para download no nosso site.

- http://macacobong.com.br/  

Leia um trecho da resenha de Alex Antunes sobre o disco:

"Um universo criativo muito próprio, que ignora os modismos; uma visão política de mundo; uma opção pela música instrumental. Esse é o tripé em que se assenta, mais do que a estética, o caráter do Macaco Bong.

Segundos álbuns costumam ser uma passagem essencial para a trajetória de uma banda. Porque já não há aquela explosão de repertório e energia acumulados, contra as dificuldades iniciais de produção. Para as bandas que importam, um segundo álbum traz em geral uma segurança maior (quanto ao domínio dos meios técnicos) e ao mesmo tempo um autoquestionamento de identidade: quem se é, como se faz e, provavelmente o mais importante, porque se faz.

Ainda mais se o primeiro álbum foi um sucesso (caso de Artista Igual Pedreiro, melhor disco nacional de 2008 pela Rolling Stone e presente em várias listas), e a pressão por resultados começa a aparecer. Mas desde o primeiro momento essa não era uma banda “normal”: um trio instrumental virtuose de Cuiabá, misturando referências locais ao rock pesado.

(...)

Com essa expansão de horizontes estéticos, uma mudança na formação – a saída do baixista Ney Hugo e a entrada de Gabriel Murilo –, e a mudança para Belo Horizonte como base de operações (depois da natal Cuiabá e de um período em São Paulo), a curiosidade sobre o segundo álbum foi ficando acirrada. O que viria por aí?"

Download: This Is Rolê


domingo, 19 de agosto de 2012

A Tribute to Caetano Veloso (2012)




Por: Cleber Facchi



Não há expressão que melhor defina a obra de Caetano Veloso do que “diversidade”. Em mais de quarenta anos de carreira, a extensa discografia do cantor e compositor baiano já mergulhou nas cores da psicodelia, provou dos temperos latinos, passeou pelo samba em suas muitas formas até se acomodar nos ruídos e distorções típicas do novo rock. Com uma trajetória pontuada por acertos e erros bem delimitados – A Foreign Sound (2004) e a parceira com Maria Gadú em 2011 ainda não fazem o menor sentido -, o cantor alcança os 70 anos de vida mantendo uma sobriedade e uma produção rara, recebendo pelas mãos de jovens (e alguns velhos) representantes da música mundial um bem elaborado presente de aniversário: A Tribute to Caetano Veloso (2012, Universal).

Com faixas que passeiam pelos mais distintos aspectos da obra de Caetano, o registro acumula ao longo de 16 composições a mesma diversidade que tanto define a trajetória do músico. Entre músicas que percorrem clássicos como Transa (1972), Araçá Azul (1972) e Cinema Transcedental (1979), artistas vindos de diferentes gerações, propostas e referências ampliam os experimentos e caminhos já percorridos pelo baiano, pintando com novidade clássicos e algumas canções que sustentam o Lado B do artista. Surgem assim criações memoráveis, como o acabamento assertivo dado por Céu e os parceiros de banda a Eclipse Oculto ou a belíssima transformação de Da maior importância (eternizada por Gal Costa) na voz agridoce de Tulipa Ruiz.

Há quem possa atestar que parte do acerto que define o registro tributo está no vasto (e riquíssimo) material deixado por Veloso ao longo dessas quatro décadas de interruptas produções. Entretanto, mais do que reviver clássicos incontestáveis da música nacional, parte fundamental do que engrandece o álbum está na maneira sutil como alguns artistas revivem porções esquecidas e algumas até não descobertas da obra do baiano. Borbulham assim faixas como Michelangelo Antonioni na interpretação doce de Beck, The Empty Boat em acabamento suntuoso na parceria de Chrissie Hynde e o trio +2, além de Quem Me Dera, que substitui o encontro de Gal e Caetano por Rodrigo Amarante e Devendra Banhart.



Ainda que concentre uma boa soma de acertos e reformulações que por vezes parecem maiores do que as versões originais, não há como fechar os olhos (e ouvidos) para alguns claros desarranjos que permeiam a coletânea. Seja pela inclusão desnecessária e deveras convencional de Peter Gast (na voz de Seu Jorge) ou pela reformulação pouco atrativa de Trilhos Urbanos (na voz de Luísa Maita), o tributo perde um pouco do valor quando deixa de lado a proposta experimental da obra de Veloso para incorporar trechos óbvios. Algo que a versão deveras dramática (e penosa) de Força estranha (nos vocais de Miguel Poveda) exemplifica como o ponto mais cansativo do registro.

A quantidade mais do que aceitável de acertos, entretanto, eleva a boa execução do trabalho, que transforma composições irretocáveis como You don’t know me e London London em músicas renovadas e naturalmente atrativas às novas gerações. Enquanto a primeira (assumida pelos britânicos do The Magic Numbers) traduz com guitarras leves e vocais dicotômicos uma das composições mais icônicas de toda a história de Veloso, a segunda encontra nas invenções dos veteranos dos Mutantes uma nova e ainda mais dolorosa interpretação. Sobra até para algumas surpresas, como a bem elaborada versão para Fora da ordem (por Jorge Drexler) e Araçá Azul (cantada por Mariana Aydar), que surge um pouco mais extensa do que na versão original

Curioso perceber que mesmo dentro de uma obra vasta como a de Caetano Veloso, a seleção de faixas que preenche o disco ecoa de forma satisfatória, como se o trabalho pontuasse todos os variados aspectos, tendências e etapas da extensa carreira do artista com primor e um resultado naturalmente atrativo. Concentrado nos momentos de maior relevância da trajetória do baiano (a década de 1970), o álbum tributo estabelece uma relação intensa entre o passado e presente, prova do resultado atemporal e da poesia (aqui bem escolhida) de Veloso, que ganha o melhor presente que um artista do porte dele poderia recebe

Download: A Tribute to Caetano Veloso

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Orquestra Contemporânea de Olinda - Pra Ficar (2012)




A Orquestra Contemporânea de Olinda é o símbolo da intensidade e inventividade que o Brasil e o Mundo aprenderam a admirar na música pernambucana. Idealizada pelo Gilú (percussionista) a Orquestra é a reunião de alguns dos melhores músicos pernambucanos, com trabalhos conhecidos em todo o Mundo, que não se contentam com a formação tradicional de uma banda, com baixo, guitarra e bateria, com a junção de músicos da Orquestra de frevo com mais de 50 anos de existência.

A primeira metade responde pela base criativa: Gilú, Hugo Gila, Tiné, Maciel Salú, Rapha B. e Juliano Holanda quem vem afinada de trabalhos anteriores como Bonsucesso Samba Clube, Academia da Berlinda, Variant, DJ Dolores e Orchestra Santa Massa e Terno do Terreiro entre outros vários projetos. A outra metade vem do Grêmio Musical Henrique Dias, comandado pelo Maestro Ivan do Espírito Santo (flauta, sax alto, barítono e tenor), Roque Netto (trompete), Adriano Ferreia (trombone) e Alex Santana (Tuba), músicos formados pela primeira escola profissionalizante de músicos de Olinda sem fins lucrativos que iniciou suas atividades em 1954 e realiza, até hoje, programas educacionais, culturais e de desenvolvimento comunitário na cidade Alta de Olinda/PE. Daí por diante, foi questão de poucos meses para a "big band" olindense se tornar conhecida do público e recomendada pela crítica mundial. Entre shows em todo o Brasil a banda preparou um repertório que faz parte do seu primeiro álbum, lançado em 2008 e distribuído pela Som Livre (Orquestra Contemporânea de Olinda - 2008, Som Livre.

Entre grooves latinos, afro beats e ritmos pernambucanos, a Orquestra Contemporânea de Olinda construiu identidade própria, concisa, bem definida. Mérito compartilhado por um elenco de dez músicos com diferentes origens e a mesma intenção de fazer uma música nova, em todos os sentidos. Desde releituras de clássicos em ambientes vanguardistas até a doçura de linhas melódicas primorosas, pontuadas por arranjos de uma orquestra de sopro incrivelmente "encaixada" no som...
Idealizador da Orquestra, o percussionista olindense Gilú vem desenvolvendo um trabalho com identidade própria e bem definida, em palcos brasileiros e estrangeiros. Em pouco tempo de carreira, tocou com: Naná Vasconcelos, Erasto Vasconcelos, Mundo Livre, Otto, Silvério Pessoa, entre outros. Gravou CD com Chão e Chinelo, Bonsucesso Samba Clube e Renata Rosa, tendo viajado com esta última pela Europa. Na Europa, participou do projeto Trilogia do Carnaval, do pianista Marcelo Bratk, solista da sinfônica de Londres. Foi membro fundador dos grupos A Roda (com Gabriel Melo e Yuri Habib) e Academia da Berlinda

O cantor e compositor Tiné é natural de Arcoverde, terra do grupo Cordel do Fogo Encantado, e do Samba de Coco Raízes de Arcoverde, duas influências claramente assumidas em seu trabalho. No Recife, é conhecido por seu trabalho no grupo Academia da Berlinda. Com Maciel Salú, participou do projeto Terno do Terreiro. Além disso, em 2004 Tiné lançou o disco solo, Segura o Cordão, com composições próprias e de parceiros, e produção musical e arranjos do violeiro Caçapa. Uma das faixas, a canção Cobrinha, foi incluída na coletânea What's Happening in Pernambuco lançada nos Estados Unidos pelo selo Luaka Bop, de David Byrne. Algumas músicas estão no endereço www.myspace.com/seguraocordao

Tendo crescido em contato com mestres da cultura popular, o rabequeiro, cantor e compositor Maciel Salú tem uma herança poético-musical privilegiada. Sua infância foi enriquecida pelos ritmos do maracatu rural, cavalo marinho, ciranda e outros, cultivados em sua família por seu avô João Salú, e por seu pai, Mestre Salustiano. Há 10 anos, com o grupo Chão e Chinelo, participou de festivais nacionais e internacionais, como em Nantes, na França. Posteriormente, se integrou à Orquestra Santa Massa, liderada por DJ Dolores, e aplaudida no Free Jazz, Abril pro Rock, festival Lincoln Center, em Nova York e na European Tour em mais nove países. Em 2004, iniciou trabalho solo, com o disco A pisada sucesso de público e crítica. O segundo, Na Luz do Carbureto, foi lançado em 2006

Juliano Ferreira Holanda é um instrumentista, compositor e produtor musical bastante requisitado. Tem trabalhos com guitarra, baixo, violão, violão de sete cordas, viola, viola de 10 cordas, viola de cocho, bandolim e baixolão. Nos últimos anos, participou, compôs ou produziu em uma extensa série de projetos e bandas, como: Azabumba, Forró Rabecado, Maciel Salú e o Terno de Terreiro, Alessandra Leão, Erasto Vasconcelos, Zeh Rocha, Negroove, Dona Cila e seus Pupilos, Isidro, Tonino Arcoverde, Geraldo Maia, Treminhão, Amoenda, Folia de Santo, e Mio Mazda meets Deep Samba

Há muitos anos Hugo Gila tem sido baixista e tecladista na cena musical olindense. Tocou com Otto, Kaya Na Real, Songo, Variant TL, Zé Cafofinho e suas Correntes, Guardaloop, China (projeto solo), Erasto Vasconcelos e Seu Gaspar da Gaita. Atualmente, é um dos integrantes da banda Academia da Berlinda

Parceiro de longa data de Hugo Gila e Gilú, Raphael Beltrão já foi baterista da Songo, Variant TL e China. Entre outros, participou da gravação dos CDs dos grupos Bonsucesso Samba Clube, Geraldo Azevedo, Zé Cafofinho e suas Correntes e Variant (dividindo a bateria com Pupillo da Nação Zumbi) entre outras bandas. Com ele, se fecha o núcleo baixo-percussão-bateria-guitarra, ou seja, o "coração" da Orquestra Contemporânea de Olinda.

Maestro Ivan Do Espírito Santo é saxofonista profissional desde 1º de dezembro de 1982, trabalhando em diversos segmentos da profissão, tais como: Orquestra de Frevo do Maestro DUDA (de 1982 a 1990, quando em 1983, apresentou-se na Feira das Nações na cidade Miami-Flórida), Orquestra Sinfônica do Recife (convidado para solo), Banda Sinfônica da Cidade do Recife (convidado para solo), gravação de diversos trabalhos com artistas locais e nacionais, entre eles: CD Próprio Os Sons do Espírito Santo (Gravadora Manancial), Banda LA PAZ, Claudionor Germano (Homenagem a CAPIBA e Marchas Rancho), Isabel Gouveia (Fidelidade), Davi Wanderley (Livre de verdade), Maestro Nunes (Homenagem ao criador), Patrícia Solis (Camucais), Grêmio Musical Henrique Dias (O tema é FREVO), Banda de música da Base Aérea do Recife, Cauby Peixoto (20 Super Sucessos), Alceu Valença (Asas da América), Nação Zumbi (Nascedouro), Karina BHÜR, Orquestra Contemporânea de Olinda, Orquestra Popular do Recife (E o frevo continua), KATE BENTLEY (USA), Lia de Itamaracá (Ciranda de ritmos), etc..

Atuou em espetáculos com artistas de diversos estilos, tais como: FESTIVAL DE FREVO E MARACATU - FREVANÇA (REDE GLOBO), RECIFREVO, RECIFE BANDA SHOW, PETRÚCIO AMORIM, ALTEMAR DUTRA Jr, PERI RIBEIRO, FRANCIS HIME, RAUL DE SOUSA, CARLINHOS FÉLIX, HEBE CAMARGO, NELSON GONÇALVES, ÂNGELA MARIA, REGINALDO ROSSI, ALCEU VALENÇA, ANDRÉ RIO, GONZAGA LEAL (no show Pra Sempre Sonhar), CHORANDO EM PE (com apresentações em todo Nordeste do Brasil, bem como na cidade de Buenos Aires – ARGENTINA), MARIA CREUSA, etc. Atualmente é o Maestro da Banda de música do Grêmio Musical Henrique Dias, e ministra no Curso de Teoria Musical, Solfejo, Saxofone e Flauta-doce, e Flauta transversal; atua como solista na Orquestra Sinfônica Jovem e na Orquestra do Conservatório Pernambucano de Música; é arranjador e saxofonista da Orquestra Contemporânea de Olinda, da qual foi indicado ao Prêmio TIM FESTIVAL 2009 e ao LATIN GRAMMY 2009. E na Força Aérea, é saxofonista e arranjador da Banda de Música da Base Aérea do Recife.




Download: Pra Ficar

Clip do primeiro disco:

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Os Sertões - A Idade Dos Metais (2012)





Os caminhos da música podem ser traçados de diferentes maneiras.
Às vezes basta uma configuração diferente de elementos para que tudo ganhe um perfil novo: sonoridades, @mbres, e a par@r daí as próprias composições.
Formação instrumental determina caminhos mas também os limita.
Uma formação padrão parece induzir tudo para caminhos já abertos e desbravados, onde se pode avançar à vontade por lugares onde todo
mundo já passou. Já uma formação inusitada enfrenta pequenas dúvidas o tempo todo, e pede milhares de pequenas soluções, pequenas inven@vidades.
A banda Os Sertões parte de uma configuração básica de formato pouco comum. O nome remete ao sertão, de onde o ouvinte esperaria surgir uma sonoridade de viola e rabeca, ou de sanfona e pandeiro. Mas a formação tem violão+guitarra, baixo, bateria e trombone (+sopros). O som resulta num som urbano, alternadamente tenso e relaxado. Um som que evoca a febre urbana do trânsito, dos milhões de máquinas funcionando ao mesmo tempo. Ou então o silêncio da noite, quando a
energia se concentra nos lugares onde a vida noturna ferve.
O sertão é a origem remota desses músicos que trazem a memória cultural do Nordeste em seu DNA, por mais que sua sensibilidade musical tenha sido aprimorada através da variedade de recursos high-­ tech de hoje. O instrumento pode ser importado ou recém-­‐inventado, mas os dedos que o manipulam têm sangue sertanejo e mil anos de História.
O álbum
Clayton Barros, um dos fundadores da banda Cordel do Fogo Encantado (2001-­‐2010), fazia com seu violão a ponte harmônica entre a poesia de Lirinha e a base de percussão dos demais integrantes. O sertão pernambucano de onde vieram eles não era um sertão está@co, era um sertão plugado à cidade, pulsante de informação nova, uma poesia de cordel eletrificada pelo rock-­‐and-­‐roll.
Daí que o álbum A Idade dos Metais seja um entrelaçamento dessa energia primi@va com a tensão massacrante da cidade. Uma colagem em que os elementos de uma infância simples, junto à natureza (“Meu pé de manga adora banho de chuva / meu pé de uva se não chover se zanga”, em “Da infância”) convivem com a pressão frené@ca de uma civilização com pressa, em “Do Zero” ou “Alamedas”.
Trilhas sonoras de um passeio de uma câmara cinematográfica, de carro, às cegas, pela cidade – sen@ndo a pulsação de milhões de vidas por trás de cada fragmento de imagem captado através das lentes. Flashes de uma sensibilidade urbana capaz de chamar a mulher amada de“doida de pedra” e de conciliar a noite sem fim de “A Pedra” (insônia na boemia ounum  estúdio, com par@cipação do Ojo) com a sensualidade de “Vem cá meu bem”.
Sensibilidade lpica de músicos, de uma tribo que se sente à vontade na cidade e na madrugada, e para quem algumas das coisas mais importantes da vida acontecem entre a meia-­‐noite e os primeiros raios do sol.
Os Sertões é composta pelos músicos: Clayton Barros (vocal, violão,guitarra), Deco Trombone, da banda Ska Maria Pastora (sopro), Rafael Duarte, do grupo Rivotrill (vocal, baixo) e Perna, da banda Radistae (bateria). O repertório é baseado em composições próprias, além de interpretações de Zé Ramalho (“Galope Rasante”) e Les Baxter (“Wheels”).

Braulio Tavares



segunda-feira, 30 de julho de 2012

Tulipa Ruiz - Tudo Tanto (2012)




Por Mauro Ferreira, do Blog Notas Musicais 


Parafraseando a letra de "Ok" (Tulipa Ruiz e Gustavo Ruiz), delícia pop do segundo CD de Tulipa Ruiz, a cantora e compositora paulista  tem - enfim -  "tudo para ser aquilo tudo que todo mundo espera". Eleita a sensação musical de 2010 pela mídia robotizada por conta de superestimado primeiro álbum, Efêmera , a artista cumpre (e supera) as expectativas inevitáveis do segundo disco, Tudo Tanto, nas lojas a partir de 30 de julho de 2012 em edição independente.

A artista refina e encorpa  seu som - provável efeito do conforto financeiro proporcionado pelo patrocínio obtido dentro do projeto Natura Musical - sem quase nunca perder a leveza e o espírito lúdico de sua música, trunfos de seu som. Nos momentos em que endurece e perde a ternura, como na venenosa "Víbora" (Tulipa Ruiz, Criolo, Caio Lopes, Gustavo Ruiz e Luiz Chagas), faixa de tom bluesy em que sobressai a guitarra de Luiz Chagas, a cantora cresce e aponta outras direções musicais, ciente de que tudo está em movimento, como poetiza nos versos de "É" (Tulipa Ruiz), faixa eleita para iniciar os trabalhos promocionais do CD produzido pelo mano Gustavo Ruiz.

Ciente de que é preciso se movimentar para não virar clone de si mesmo, Tulipa abre parcerias, experimenta sonoridades e explora as várias possibilidades de sua voz neste disco gravado em abril nos estúdios Na Cena (SP), Cia. dos Técnicos (RJ) e YB (SP). Os arranjos de cordas e madeiras assinados por Jacques Mathias contribuem para a leveza de temas como "Quando Eu Achar" (Tulipa Ruiz e Gustavo Ruiz) - outro hit em potencial, arrematado com coro formado por 16 vozes masculinas - e se revelam inusitados, impedindo que Tudo Tanto soe igual aos zilhões de discos gravados com músicos requisitados para tocar em nove entre cada dez discos do universo indie pop nativo. Mas nem tudo são flores em Tudo Tanto. Em "Like This", primeira parceria de Tulipa com Ilhan Ersahin, integrante da banda norte-americana de trip-hop Wax Poetic, a artista discute a relação com certa contundência e certa impaciência em primoroso arranjo que flerta com a estética do universo indie. Na sequência, "Desinibida" - primeira parceria de Tulipa com Tomás Cunha Ferreira, músico do grupo português Os Quais - esboça clima bossa-novista que logo se dilui pelas experimentações orquestradas pelas cordas conduzidas pelo recorrente Jacques Mathias. Em sintonia com o início que remete ao clima suave da Bossa Nova, "Desinibida" é a faixa que concentra o núcleo dos músicos cariocas do disco - formado por Kassin (guitarra, lap e steel), Stephane San Juan (bateria), Alberto Continentino (baixo) e Donatinho (teclados). O quarteto fantástico também está reunido em "Script" (Tulipa Ruiz e Gustavo Ruiz), faixa de menor poder de sedução. A leveza dá novamente o ar da graça em "Dois Cafés" (Tulipa Ruiz e Gustavo Ruiz), outra faixa de grande teor pop, gravada por Tulipa com a voz e a guitarra slide de Lulu Santos.

A letra de "Dois Cafés" prega justamente a leveza como o tempero capaz de adoçar as adversidades cotidianas. De início, "Dois Cafés" dá a impressão de ser canção tribalista - pela harmonização das vozes, similar à do trio formado por Marisa Monte com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown - mas logo o suingue de Lulu dá o tom da faixa. Música dançante, "Expectativa" (Tulipa Ruiz e Gustavo Ruiz) reitera a veia pop de Tulipa, bastante aguçada neste álbum. Em contrapartida, "Bom" (Tulipa Ruiz e Gustavo Ruiz) cativa mais pelo criativo arranjo de cordas e madeiras - assinado pelo recorrente Jacques Mathias - do que pela música em si. No fim, com "Cada Voz" (Tulipa Ruiz), música já presente em alguns shows da turnê do álbum Efêmera, Tudo Tanto abre caminho para experimentações vocais que confirmam a segurança dessa cantora de voz aguda que cospe veneno na impactante "Víbora". Entre a flor e o espinho, Tulipa Ruiz desabrocha de vez com ótimo segundo disco que tem tudo aquilo que todo mundo espera.


Download: Tudo Tanto


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Zoufris Maracas - Prison Dorée (2012)



Inspirado nos cantores franceses e na cultura africana, Zoufris Maracas é um grupo eclético que chegou a fama com seu bom humor e poesia falando sobre uma gama de questões sociais e políticas. Os fundadores, Vin e Mich,o conheceram-se aos 15 anos e logo depois viajaram juntos para África Ocidental, tocando as canções de Jacques Brel e Georges Brassens em um violão. Depois de seguir os seus caminhos separados, eles se reagruparam em 2007 para começar a agitar nas ruas de Paris, onde foram descobertos pelo produtor François Causse (que mais tarde se juntou ao duo na bateria).
Após o recrutamento de trompetista  Brice e das guitarras ciganas de Mike, eles gravaram seu primeiro album: Prison Dorée



Download: Prison Dorée

terça-feira, 3 de julho de 2012

Easy Star All-Star's - Easy Star's Thrillah (2012)


No seguimento dos albúns tributo de reggae Dub Side of the Moon (2003), Radiodread (2006) and Easy Star's Lonely Hearts Dub Band (2009), vem a adaptação reggae da gravação de maior venda de todos os tempos - Thriller de Michael Jackson. O álbum, intitulado Thrillah Easy Star será lançado 28 de agosto de 2012 (um dia antes do aniversário de nascimento de Jackson). Easy Star'sThrillah traz de volta algumas das estrelas do reggae de álbuns anteriores, como os vocalistas Michael Rose (Black Uhuru), Steel Pulse, Luciano, Mojo Morgan (Morgan Heritage), ao lado dos instrumentistas convidados: Yossi Fine (David Bowie, Lou Reed , Stanley Jordan), Joe Tomino (Dub Trio / Matisyahu), Andy Farag (McGee Umphrey), e  ainda a cortesia de faixas da aclamada banda Israelence Hadag Nachash . 




sábado, 23 de junho de 2012

Humberto Teixeira - O Doutor do Baião




Um advogado apaixonado pela música, mais do que isso, um advogado fazedor de música. Ele se chamava Humberto Teixeira, nasceu em Iguatu e foi, junto com Lauro Maia, o cearense que mais divulgou a música do Ceará, que a levou para o mundo. Além de compor, ele tocava flauta e bandolim. Nos anos 30, já morando no Rio de Janeiro, ganhou um concurso de marchinhas de Carnaval, mas foi nos anos 40 que seu destino de compositor consagrado começava a se delinear. Apresentado ao grande Lua, Mestre Luiz Gonzaga , por intermédio de Lauro Maia, ele viria a compor a dupla mais conhecida da música nordestina de todos os tempos. Esse foi um daqueles encontros fundamentais que acontecem de vez em quando na história. Alguém consegue imaginar Lua sem Humberto Teixeira ou vice versa ? “Baião” foi a primeira música da dupla a ser gravada, também por um conjunto cearense – 4 azes e um coringa - e de lá pra cá, muitos sucessos vieram, sendo talvez, a mais conhecida a maravilhosa Asa Branca.

No dia 27 de agosto de 2002, no Teatro Rival, em plena Cinelândia carioca, se realizou a festa de entrega do 1º Premio Rival BR de Música e o homenageado da noite era justamente Humberto Teixeira. Grandes nomes da MPB se reuniram e cantaram as músicas inesquecíveis do Doutor do Baião. O show foi gravado e filmado por Denise Dummont, atriz e filha de Humberto Teixeira. Da gravação, foi feito o CD “O Doutor do Baião – Humberto Teixeira”, lançado pela gravadora carioca Biscoito Fino. Na época se anunciou que um DVD com a íntegra do show também seria lançado, mas infelizmente até hoje isso não aconteceu, o que é uma pena -tomara que pelo menos partes do show apareçam no filme “O homem que engarrafava nuvens”, de Lyrio Ferreira , que vem por aí - pois algumas músicas apresentadas na noite memorável do Rival ficaram de fora do CD, como por exemplo Fagner cantando “Kalu” , que aparece no disco em uma versão de estúdio feita por Chico Buarque. Aliás, além de Chico, Gal Costa, Caetano Veloso e Maria Bethânia também participam do CD, porém em versões de estúdio, separadamente e não participando do show.

“O Doutor do Baião” é um CD fundamental, pois mostra às novas gerações uma excelente seleção de algumas das composições mais importantes de Humberto Teixeira, com intérpretes de estilos completamente diferentes como é o caso de Lenine e Zeca Pagodinho. Rita Ribeiro, Fagner e Elba Ramalho estão completamente à vontade, praticamente “em casa” e dão um show de interpretação. Um disco muito oportuno e com um encarte bem interessante, mostrando fotos de arquivo da família Teixeira . A direção musical do disco/show foi de Wagner Tiso, a direção e o roteiro de Túlio Feliciano e o projeto foi idealizado por Denise Dummont e Ana Lontra Jobim.

Os músicos que participaram do show foram os seguintes:
Jorge Helder (baixo), Lula Galvão (violão e guitarra), André “Bochecha” (bateria), Robertinho Silva (percussão), Mingo Araújo (percussão), Zé Américo (acordeon), Márcio Malard (violoncelo), Cristiano Alves (clarinete/carone), Marcos Nimihister (teclados e acordeon) e Wagner Tiso (arranjos, direção musical, piano e acordeon).


O DOUTOR DO BAIÃO – HUMBERTO TEIXEIRA
Biscoito Fino –BF-533

1 - Asa Branca (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira) – voz: Maria Bethânia (estúdio)
2 – Baião de dois (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira) – voz: Caetano Veloso (estúdio)
3 – Adeus Maria Fulo (Sivuca/Humberto Teixeira) – voz: Gal Costa c/ Sivuca (estúdio)
4 – Kalu (Humberto Teixeira) – voz: Chico Buarque (estúdio)
5 – Baião (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira) – voz: Carmélia Alves
6 – Mangaratiba (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira) – voz: Cordel do Fogo Encantado
7 – Sinfonia do Café (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira) – voz: Rita Ribeiro
8 – No meu pé de serra (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira) – voz: Gilberto Gil
9 – Juazeiro (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira) – voz: Gilberto Gil
10 – Respeita Januário (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira) – voz: Lenine
11 – Qui nem jiló (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira) – voz: Lenine
12 – Deus me perdoe (Lauro Maia/Humberto Teixeira) – voz: Zeca Pagodinho
13 – Dono dos teus olhos (Humberto Teixeira) – voz: Fagner
14 – Xanduzinha (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira) – voz: Fagner
15 – Légua Tirana (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira) – voz: Fagner e Elba Ramalho
16 – Paraíba (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira) – voz: Elba Ramalho
17 – Assum preto (Humberto Teixeira) – voz: Elba Ramalho
18 – Asa Branca (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira) – voz: Sivuca, Rita Ribeiro, Carmélia Alves, Elba Ramalho, Lenine, Fagner e Gilberto Gil.

Download: Doutor do Baião


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Baião de Viramundo - Tributo a Luiz Gonzaga




Gláuber Rocha profetizou e Conselheiro abriu os canais: o Sertão vai virar um mar de criatividade que inundará o mundo, contra a secura dos impostos pela indústria cultural.
O inglês de Ariano Suassuna é tão pobre quanto o be-bop no samba de Jackson do Pandeiro. Mas quem precisa de inglês e be-bop, quando se tem Jacinto Silva e Cascabulho?
Fato é que a Bossa Nova não nasceu com João Gilberto, mas a partir dele. E por isso a Bahia colaborou com a preguiça, e a genialidade, da batida. A Tropicália nasceu com a Bahia, e Caetano e Gil; mas foi o tempero de Luiz Gonzaga e Capiba que estabeleceu sua posição de poesia na música, de ritmo na prosa de nossos brasis, tão unos e tão variados, tão puros e tão diversos.
O Sertão é um punhado de casos e uma só história. Torquato Neto desconcertou o Sul, mas, já sem gás, abriu a torneira pra que o gás não deixasse o oxigênio respirar. Morremos todos juntos e renascemos em sua poesia, concreta em meio à subjetividade nacional.
Nesse Viramundo eletrônico, Luiz Gonzaga sampleia o baião, urbaniza a caatinga, e os caranguejos fazem vaquejadas no terreno onde antes só havia canavial.
E quanto a nós? Vamos edificando a saga do caboclo de lança cibernético, nos versos de Bráulio Tavares, na cantoria austera de Pinto de Monteiro. Pois Zé da Luz não desconhece o Cordel do Fogo Encantado, nem estranha Silvério Pessoa, mas os recria quando Zé Limeira inventa Orlando Tejo e nos faz crer na impossibilidade de Cego Aderaldo ter sido obra, e arte, de um certo Jessiê Quirino...
O Nordeste é o que dele temos feito, e o que ele nos faz, dia-a-dia.

Esse texto é uma homenagem ao Projeto Baião de Viramundo, disco que reuniu os bons novos nomes da música pernambucana, numa releitura genaial da obra de Luíz Gonzaga.

Stellio Mendes

Vozes da Seca (Black Alien, Speed Freaks & Rica Amabis)
Cacimba Nova (Mestre Ambrósio)
A Dança da Moda (DJ Dolores)
Orélia (Otto)
O Fole Roncou (Nação Zumbi)
Dezessete e Setecentos (Mundo Livre S/A)
Assum Preto (Sheik Tosado)
Retrado de um Forró (Eddie)
De Juazeiro a Crato (Cascabulho)
Minha Fulô (Comadre Fulorzinha)
Juazeiro (Naná Vasconcelos & João Carlos)
Sabiá (Stela Campos)
Marimbondo (Chão e Chinelo)
Qui Nem Jiló (Andrea Marquee)
Acauã (Nouvelle Cuisine)
LG - Tu'Alma Sertaneja (Anvil FX & Lex Lilith)

Download: Baião de Viramundo


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Abidoral Jamacaru - Avallon



Abidoral Jamacaru é um músico poeta com inúmeras canções gravadas ao longo de mais de 20 anos de carreira. Sua discografia é composta de três álbuns: Avalon (1986) originalmente gravado em  LP  foi considerado pela crítica umas das obras- primas da música cearense na década de 80;  Peixe  (1997) lançado já em CD, que teve sua canção-título baseada em uma obra homônima de Patativa do Assaré e Bárbara (2007-2008) em que se refere à avó republicana de José de Alencar e passeia por estilos diversos, do blues ao coco, do rock ao forró. Em geral, as temáticas de suas canções abordam elementos que descrevem situações políticas, sociais, referentes também à cultura popular tradicional, mas que, paralelamente, também lança olhares para realidades diversas, aberturas de novos campos de significação onde  possam coabitar em um mesmo contexto o moderno e o antigo, o que é considerado vanguarda e as diversas manifestações de  tradição. Este artista teve participação fundamental no conjunto de movimentos artísticos da década de 70, no Ceará, denominados de Contra-cultura, que buscava uma nova lógica artística baseada em rupturas e descontinuidades, assentada no esforço de mover as fronteiras e aproximar o regional do universal, a musica erudita e popular, hibridizando distintos elementos, sempre em busca da construção de uma ou algumas identidades musicais brasileiras

Download: Avallon


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Aíla - Trelêlê (2012)



Música pop com sotaque amazônico. Essa é a proposta sonora da cantora Aíla e do seu primeiro CD, “Trelêlê”, produzido por Felipe Codeiro e co-produzido por ela mesma.

Aíla Iniciou a carreira artística em 2008, no Pará, estado onde mora e já é considerada um dos principais nomes da nova safra de artistas da região norte.

Seu timbre exótico e interpretação marcante se entrelaçam a uma estética sonora influenciada pela música pop mundial e sotaques da floresta urbana amazônica, como o brega, a lambada, a guitarrada e o carimbó, que se misturam a sonoridade caribenha da cúmbia, salsa, zouk e cacicó, resultando em um trabalho vibrante, híbrido e cheio de cor, que busca reinvenções no cenário da música pop produzida no Brasil.

Em 2011, Aíla foi uma das artistas selecionadas pelo Projeto CONEXÃO VIVO, e iniciou a produção do seu primeiro CD, o "Trelêlê". Ainda no mesmo ano, participou de grandes festivais pelo Brasil, como Conexão Vivo Belém (PA), Festival “Até o tucupi” (AM), Festival Contato (SP) e Festival Quebramar (AP), tendo recebido, mesmo antes do lançamento do primeiro disco, críticas positivas e citações em Jornais de destaque no cenário nacional, como a Folha de São Paulo (SP) e Jornal O Dia (RJ). Atualmente, se dedica à divulgação do CD e difusão do seu trabalho aos quatro cantos do país, levando na bagagem a efervescente produção musical do Pará, rica em sotaques e ritmos, aclamada, curiosa e instigante.

Download: Trelêlê


segunda-feira, 21 de maio de 2012

The Slackers – The Radio




The Slackers é uma das melhores e mais conhecidas bandas da nova cena de ska de Nova Iorque.
Formada no Brooklyn em 1991, a banda toca uma mistura de ska, rocksteady, reggae, soul, swing, garage rock, e jazz. Faz parte do selo punk "HellCat Records".
Vários projetos paralelos surgiram da banda, entre eles: Dave Hillyard Rocksteady 7, Da Whole Thing e SKAndalous All Stars, além do projeto acústico do vocalista Vic Ruggiero.


Attitude (original by THE MISFITS)
Like a Virgin (original by MADONNA)
Strychnine (original by THE SONICS)
I’m Still Standing (original by ELTON JOHN)
Jeepster (original by T. REX)
The Letter (original by THE BOX TOPS)
Game of Love (original by WAYNE FONTANA)
Reach Out (I’ll Be There) (original by THE FOUR TOPS)
Bitch (original by THE ROLLING STONES)
Ganbare (original by THE BLUE HEARTS)
Volunteers (original by JEFFERSON AIRPLANE)

Dica do Babilônico: Eliezer Feitosa

Download: The Radio

terça-feira, 15 de maio de 2012

La Tribu FM - A Bush No Le Va A Gustar (2005)



La Tribu FM é uma rádio independente da Argentina que sempre se caracterizou por uma postura social. Este álbum é uma compilação de vários artistas argentinos e "latinos" que se unem contra visita de Bush em 2005. O disco é rechedo de críticas que continuam atuais e relevantes no cenário mundial. E viva o povo Latino!!


Compilación internacional producida por FM La Tribu 88.7 Mhz y Doble F Alterlatino.

Tienes que decidir LILIANA FELIPE (Argentina/México)
Piedras Remix DJ PANKO-OJOS DE BRUJO (España)
No te quiero acá NO TE VA A GUSTAR (Uruguay)
Sin dudas y con firmeza ORQ. TIPICA FERNANDEZ FIERRO (Argentina)
La primavera MANU CHAO (Francia/España)
La pira TUMBATÚ CUMBÁ (Argentina)
No podrás matarme PABLO DACAL (Argentina)
Libres seremos LA CANDELA RUMBA SAMPLER (Argentina)
In Komunikazioa FERMIN MUGURUZA Kontrabanda (País Vasco)
Sonrisa macabra ACTITUD MARIA MARTA (Argentina)
Herirlos PROYECTO ESQUIZODELIA (Argentina)
Los muchachos EL PORTON (Argentina)
Seria miseria ARBOLITO (Argentina)
Mecha flan DICK EL DEMASIADO (Holanda)
Chico bomba DANI UMPI (Uruguay)
Donde habita el corazón VICENTE FELIÚ (Cuba)
Redemption song AMPARANOIA (España)
Ruiseñores de nuevo JUAN GELMAN y CESAR STROSCIO (Uruguay/México)

Download: A Bush No Le Va A Gustar




domingo, 6 de maio de 2012

Rodrigo Campos - Bahia Fantástica (2012)



por Tárik de Souza


Bahia Fantástica
Rodrigo Campos 
ybmusic


Do mineiro Ary Barroso (Na Baixa do Sapateiro, No Tabuleiro da Baiana) ao campineiro Denis Brean (Bahia com H) e, óbvio, os soteropolitanos Dorival Caymmi (O Que É Que a Baiana Tem?, Lagoa do Abaeté, Coqueiro de Itapoã) e Gilberto Gil (Eu Vim da Bahia) e o santamarense Caetano Veloso (Quem me Dera), muitos compositores louvaram a chamada Boa Terra.


Nascido em Conchas, interior paulista, e criado na periferia da capital, aludida no disco de estreia (São Mateus Não É um Lugar tão Longe Assim), Rodrigo Campos, no segundo álbum, literalmente inventa sua Bahia Fantástica. Descarta qualquer ilusão documental em Sou de Salvador (Cheguei na Bahia de Manhã). E dribla o turismo paisagístico a golpes de versos curtos, como um Dalton Trevisan musicado (Ana vai morrer/ não tem problema/ todo fim de tarde Aninha morre). O disco tem Rômulo Fróes entre seus diretores musicais.


Não é ensolarada, mas sombria, com pulsões de morte, a fabular Bahia de Capitão (Não crê em Deus, Ogum, nem nada/ vai deixar de ser), Elias (Vem/ vai nascer de novo/ sem memória da maloqueragem da 18) e Sete Vela (Mano rodou geral/ dezoito carnaval). Sim, há uma Princesa do mar, mas a pequena Iemanjá (…) entrou na maré brusca/ virá na maré mansa.


Esses contos fragmentados vêm embalados em ricos timbres, sopros percussivos e climáticos, banhados por influencias de Moacir Santos ao funk e afro beat. Com Rodrigo, a nata da nova música de São Paulo, sob direção de Fróes e participações de Kiko Dinucci, Marcelo Cabral (o núcleo do projeto anterior, Passo Torto) e mais os vocais de Criolo, Juçara Marçal e Luíza Maita. Daqui pra lá/ não vá dizer que a Bahia não lhe achou, sentencia Cinco Doces.



01. Cinco doces
02. Princesa do mar
03. Ribeirão (com Criolo)
04. Beco
05. Morte na Bahia (com Luisa Maita)
06. Sete vela
07. Aninha
08. Jardim Japão (com Juçara Marçal)
09. General geral
10. Elias
11. Capitão
12. Sou de Salvador


Produzido por:
Gustavo Lenza – gravação e mixagem
Kiko Dinucci – guitarra
Marcelo Cabral – baixo elétrico, baixo acústico e arranjos de cordas
Mauricio Fleury – wurlitzer, hammond, piano, metalofone e sintetizador pro-one
M. Takara – bateria
Rodrigo Campos – voz e violão
Romulo Fróes – direção artístico-musical
Thiago França – sax tenor, flauta e EWI



Download: Bahia Fantástica


domingo, 29 de abril de 2012

Som Brasil Nordeste 70 (27/04/1012)



Elba Ramalho canta “Mucuripe” (Fagner e Belchior), “Avôhai” (Zé Ramalho), “Táxi Lunar” (Geraldo Azevedo, Zé Ramalho e Alceu Valença), “Paralelas” (Belchior) e “Pavão Misterioso” (Ednardo). Nuria Mallena apresenta “Velha Roupa Colorida” (Belchior), “Dona da Minha Cabeça” (Geraldo Azevedo e Fausto Nilo) e “Noturno” (Graco/Caio Silvio, sucesso de Fagner em 1979). Karina Buhr interpreta “Revelação” (Clodo Ferreira e Clésio, sucesso de Fagner em 1978), “Apenas um Rapaz Latino Americano” (Belchior) e “Cavalo Ferro” (Fagner e Ricardo Bezerra). “A Palo Seco” (Belchior), “Frevo Mulher” (Zé Ramalho) e “Admirável Gado Novo” (Zé Ramalho) ficam com Zé Cafofinho e Suas Correntes.

Download: Nordeste 70

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Curumin - Arrocha (2012)



"Arrocha" vem "mais pesado" que seus discos anteriores --"Achados e Perdidos" (2003) e "JapanPopShow" (2008)--, explica Curumin, que assina a produção com Lucas Martins e Zé Nigro.

"Ele é diferente dos outros, é um pouco mais eletrônico, foi mais feito dentro do computador, dentro das máquinas, é mais pesado", explica.

O hip-hop à moda Curumin também está de volta, e deve ser o fio condutor do novo trabalho. "[O disco] volta um pouco mais para as batidas de hip-hop. É mais nessa onda".

O apreço do músico pelo estilo e pelo experimentalismo com ritmos brasileiros também se refletiu na escolha de um dos convidados: Russo Passapusso, MC e compositor de Salvador. "Eu fiquei muito impressionado com a qualidade das composições dele. Ele é MC, mas também tem um lado mais tradicional, de composição baiana. Você vê ali coisa do Gil, do Riachão, de Dorival... é muito intuitivo", conta Curumin.

Eles se conheceram durante um show do trompetista Guizado, em São Paulo, do qual participaram. "Foi uma coincidência", conta. "O BNegão já tinha me dado um toque [sobre ele] antes".

Curumin gravou uma música do MC chamada "Passarinho", e Passapusso empresta a voz a uma canção de Curumin, "Afoxoque".

Céu, Gui Amabis e Edy Trombone também dão suas contribuições ao disco.


Download: Arrocha

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Café Preto (2012)



E aí, galera. Tudo beleza? Então…

Estou com um projeto totalmente diferente da DEVOTOS, se chama Café Preto, e é um disco realizado por mim em parceria com o DJ e produtor Bruno Pedrosa e o também músico PI-R. As letras são de minha autoria e as programações e samples feitas por Pedrosa. A produção musical é assinada por Pedrosa e PI-R.

Sempre fui eclético em relação a ouvir música, gosto de vários estilos, e claro, o Punk Rock e o Hardcore estão no sangue. Mas o Reggae tem uma parada, que eu sempre quis cantar, por favor, não me peçam para explicar pois não vou conseguir. Só sei que é uma energia muito boa.

Neste trabalho as influências sonoras escolhidas por mim foram o dub e o ragga, ritmos derivados do reggae roots jamaicano. CAFÉ PRETO tem como convidados especiais alguns dos mais talentosos músicos da manguetown. Fred Zeroquatro e Areia (mundo livre s/a), Chico Tchê, Publius, Ori, Marcelo Campello, Berna Vieira e Zé Brown, além do carioca Ras Bernardo, fazem parte da nossa história com muito prazer.

A minha voz aparece com delays e reverbs característicos do dub. Para quem sempre me viu na Devotos, minha banda com os parceiros Neilton e Celo, me ver agora cantando influenciado por ritmos jamaicanos chega a ser uma experiência inusitada. Em tempo: DEVOTOS continua firme e forte!

O disco foi todo concebido no Estúdio do Poço, em Recife, entre os meses de março e agosto de 2007. A mixagem ficou por conta do nova-iorquino Victor Rice e do paulistano Mau no estúdio COPAN, em São Paulo. Amasterização foi feita pelo engenheiro de som Fernando Sanches no estúdio EL ROCHA, em São Paulo, em setembro de 2011.

A arte da capa tem a assinatura de Jorge Dü Peixe, h.d. Mabuse e Haidée Lima (autom.ato), e o lançamento do disco acontece em 2012. Estamos ensaiando e as músicas já estão todas prontas para o show.

Café Preto é: Eric Gabino (baixo), PI-R (teclados e programações), Marcus Antonio (guitarra), Bruno Pedrosa (programações, samples e efeitos), Pernalonga (bateria) e Cannibal (voz).

Logo mais vamos colocar aqui a pré-venda do VINIL e CD, mas enquanto o disco não sai, fiquem a vontade para baixar!!!  Jah Bless!

Cannibal.

Alto José do Pinho – Recife.

23.04.2012

Download: Café Preto

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Cabruêra - Nordeste Oculto (2012)


NOVO CD DA CABRUÊRA FAZ PARTE DE PROJETO DE ARTES INTEGRADAS QUE UNE A MÚSICA DO GRUPO PARAIBANO, O TRABALHO FOTOGRÁFICO DE AUGUSTO PESSOA E TEXTOS DO CITARISTA ALBERTO MARSICANO "Nordeste, vórtex magnético, chakra terrestre onde várias tradições magísticas se entrelaçam. O Nordeste oculto, o Nordeste abissal, o Nordeste secreto, o Nordeste não mapeado pelo ardil cultural colonizador. Esse trabalho resgata uma tradição iniciática que resistindo séculos de inquisição, colonialismo, intolerância religiosa e demais tentativas de "demonizar" a civilização nordestina, mantém-se solene e incólume geração pós geração". O texto - intenso e ao mesmo tempo poético - de Alberto Marsicano, prefacia o projeto Visagens Nordestinas e introduz o leitor-ouvinte numa intrigante fusão de música e imagem. Reunindo num só produto o trabalho do fotógrafo Augusto Pessoa e o som da banda Cabruêra, Visagens Nordestinas mergulha na vasta e pouca conhecida dimensão metafísica do Nordeste brasileiro


Download: Nordeste Oculto


domingo, 8 de abril de 2012

Dudé Casado - Antes que Escureça (2012)


Natural de Juazeiro do Norte - CE, Dudé Casado toca desde adolescente e desenvolveu-se musicalmente de forma autodidata, já participa da cena musical a mais de 10 anos, como guitarrista e violonista. Começando a tocar em bandas de rock na cena underground caririense em meados dos anos 90, passando por vários grupos de estilos diferentes dentro desse gênero.
Em 1998 foi um dos fundadores do grupo Dr. Raiz que teve mais de 10 anos de estrada, tendo fim em 2010, sendo pelo tempo de existência da banda um de seus membros mais ativos. Com o Dr. Raíz ganhou vários festivais, como o Festival Regional de Missão Velha - CE e o Festival SESC da Música Cearense, promovido pelo SESC Ceará. Representou o estado no FEMUSIC - PR. É integrante do Movimento Cabaçal. Divulgou seu trabalho em rede local (TV Verdes Mares, TV Jangadeiro, TV Diário e TV Ceará) e em rede nacional, no quadro \"Novos Sons do Brasil\" do Jornal Hoje (Rede Globo). Já fez apresentações em vários espaços importantes do interior cearense, na capital e em outros estados: Ceará - SESCs - Juazeiro do Norte, Crato, Sobral, Aquiraz e Fortaleza (emiliano Queiroz); I, II, II,IV, V e VI Mostra SESC Cariri de Teatro; Mostra Cariri das Artes; Bienal de Artes do Cariri; Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura; Teatro José de Alencar; V bienal Internacional do Livro; V Acampamento Latino Americano da Juventude (Icapuí); UFC (Universidade Federal do Ceará); URCA (Universidade Regional do Cariri); Festa de Santo Antônio de Barbalha; Expocrato; Festival Vida e Arte; Ceará Music 2002 e 2003; Circuito Cultural Banco do Brasil; XV Cine Ceará; SBPC Cultural (UECE); Circuito Ceará de Cultura; I Encontro Mestres do Mundo; I Festival Internacional de Travadores e Repentistas; Festival de Teatro de Guaramiranga e Festival da Diversidade Cultural 2007 (Tangolomango Fortaleza - Dragão do Mar). Alagoas - Maceió - FEMUSESC (Mostra de Música do SESC Alagoas. Paraíba - Cajazeiras - UFPB (Universidade Federal da Paraíba) e Campina Grande ? UEPB (Universidade Estadual da Paraíba). Pernambuco - Recife - Carnaval Multicultural 2006 e Bodocó - Festa de São José. Piauí - Teresina - \"O Setão Vai Virar Mar\" e Festival T.H.E. Music. São Paulo - São Paulo ? SESC Ipiranga e SESC Pompéia (Prata da Casa). Paraná - Maringá - FEMUCIC - Festival Musical da Cidade Canção. Mato Grosso ? Cuiabá - ENEL (Encontro Nacional dos Estudantes de Letras) na UFMT (Universidade Federal do Mato Grasso). Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - (Circo Voador) Festival da Diversidade Cultural 2007 (Tangolomango).
Hoje com seu trabalho solo, além de tocar os instrumentos, canta também suas próprias canções. Com um gosto eclético, Dudé sempre absorveu naturalmente várias influências de universos musicais distintos, desde a música de raiz, provinda dos grupos de cultura popular da região, reisados, bandas de pífano, repentes, emboladas... até bandas como The Beatles, The Doors, Pink Floyd, Black Sabbath, Sepultura... Trata-se de um show de rock ora vibrante e ora progressivo, junto com a bateria, o baixo, o teclado e o violão, as canções em si ainda tratam do seu estilo que perdurou, adicionando ao peso de sua guitarra, a melancolia e aos presságios que as letras impõem.


Download: Dudé Casado