terça-feira, 27 de março de 2012

Volver - Próxima Estação (2012)



A banda pernambucana Volver, que a partir de 2009 passou a residir em São Paulo, lança seu terceiro disco, “Próxima Estação” em Álbum Virtual.
Formada por Bruno Souto (vocal e guitarras), Kleber Croccia (guitarra), Augusto Passos (baixo), Thiago Nistal (bateria) e Missionário José (teclados), a banda decidiu fixar residência no Sudeste para viabilizar melhor a carreira e conquistar um novo público.
O grupo, que lançou em 2008 o seu segundo disco "Acima da Chuva" (Senhor F Discos), consolidou sua carreira no Recife, tendo participado dos mais importantes festivais na cidade. Lançado primeiramente de forma virtual através do MySpace, o disco atingiu a marca de 30 mil downloads no período de 60 dias, em que ficou disponível integralmente.
Com onze canções que capturam a essência do rock'n'roll, aplicadas a ótimos refrões de música pop, o "Acima da Chuva" foi bastante elogiado por críticos de todo o país, chegando a integrar a lista de melhores discos de 2008, segundo o jornal Correio Braziliense. O novo disco da banda (“Próxima Estação”) teve todo o seu processo de gravação registrado no blog www.volverproximaestacao.blogspot.com. O primeiro single, “Mangue Beatle”, já se encontra disponível no site da banda.


Histórico - Com a intenção de fazer o que gosta, a Volver seguiu na contramão da cena local. Surgiu em 2003, com o hit "Você que Pediu", música de abertura de seu primeiro disco. Lançado em 2005, o "Canções Perdidas Num Canto Qualquer" projetou a banda no país e no exterior, chegando a liderar listas de melhores do ano na Espanha. Donos de um ótimo show, os recifenses também se destacaram nos palcos de festivais independentes e de várias cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte (MG), Angra dos Reis (RJ), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), São Leopoldo (RS), Campos do Jordão (SP), Campinas (SP), Bauru (SP), Atibaia (SP), Mauá (SP), Sorocaba (SP), Osasco (SP), Goiânia (GO), Brasília (DF), Curitiba (PR), Cuiabá (MT), Salvador (BA), João Pessoa (PB), Aracajú (SE), Natal (RN), entre outras.


Currículo – Festival SWU (SP), Porão do Rock (DF); MADA (RN); Goiana Noise (GO); Bananada (GO); Aumenta que é Rock (PB); Calango (MT); Abril Pro Rock 2005, 2006 e 2009 (PE); Rec Beat 2010 (PE); No Ar: Coquetel Molotov (PE); Festival GIG Rock (SP); Festival Do Sol (RN); Festival de Verão de Recife (PE); Festival de Inverno de Garanhuns (PE); Vencedora do concurso Microfonia (PE); Participação no disco/tributo a Odair José (“Vou Tirar Você Desse Lugar”); Destaque nas principais mídias do país; Mais de 60 mil downloads completos do disco “Acima da Chuva”.


www.volver.com.br
Facebook: http://www.facebook.com/volver.brasil
Twitter: @volverbrasil


Contato p/ shows:
            (11) 9627-8983       / ramalhetes22@gmail.com – Silvana Ramalhete (produção)


Download: Próxima Estação

sábado, 24 de março de 2012

Baiano e os Novos Caetanos (1974)



POLÍTICA DO ESCRACHO
Nos anos de chumbo, Chico Anísio e Arnauld Rodrigues cri­a­ram o Baiano & Os Novos Caetanos para tirar sarro dos tro­pi­ca­lis­tas e da dita­dura
Por Alan Luna


Vedete do pós-modernismo, o pas­ti­che foi uma das ban­dei­ras do movi­mento tro­pi­ca­lista. O debo­che e a iro­nia punham por terra as noções de bom e mau gosto, do brega e do chi­que. Como todo movi­mento que se torna canô­nico, porém, o tro­pi­ca­lismo foi tra­gado pelo mains­tream e pas­sou, ele pró­prio, a se pres­tar a estereotipizações.


A pedra virou vidraça. E um dos gol­pes mais cer­tei­ros des­fe­ri­dos con­tra ela foi a dupla Baiano & os Novos Caetanos, for­mada pelos humo­ris­tas Chico Anísio (hoje na gela­deira da Globo) e Arnauld Rodrigues (atu­al­mente no kitsch A Praça É Nossa). O nome da dupla, extraído de um qua­dro do Chico Anísio Show, é uma brin­ca­deira com dois totens tro­pi­ca­lis­tas: Caetano Veloso e o grupo Novos Baianos.


A dupla estreou com um disco homô­nimo em 1974. E o mais sur­pre­en­dente é que a piada não per­deu a graça. Ainda hoje, a audi­ção do álbum é inte­res­sante. Primeiro, pelo motivo óbvio: é engra­ça­dís­simo ao tirar sarro dos tre­jei­tos, dos tiques e dos caco­e­tes dos tro­pi­ca­lis­tas. E aí entram a bai­a­ni­dade male­mo­lente, a fala mansa, o papo-cabeça.


Segundo por­que, sem ser chato, o disco tem um dis­curso polí­tico (não esque­cer que os tem­pos eram de chumbo). “Vô Bate Pa Tu”, ao mesmo tempo em que tira onda com as letras de viés estruturalista/concretista, lem­bra os cagüe­tes da dita­dura (Deduração / um cara louco / Que dan­çou com tudo / Entregação com dedo de veludo / Com quem não tenho gran­des liga­ções). Já “Urubu” tá com raiva do boi e uma esto­cada no “mila­gre econô­mico”, que, mui­tas vezes, estava mais no dis­curso ame-o-ou-deixe-o que pro­pri­a­mente na vida cotidiana.


Há ainda um ter­ceiro ele­mento que o torna inte­res­sante: a sono­ri­dade. Acredite: a dupla tinha uma banda azei­tada, que pra­ti­ca­mente não deixa nada a dever, por exem­plo, aos ori­gi­nais Novos Baianos (o que não é uma tarefa assim tão fácil). “Véio Zuza”, que versa sobre uma espé­cie de Mãe Menininha do Gantois da dupla, é tam­bem uma musica pop de levada interessante.


O nego­cio deu tão certo que Baiano e os Novos Caetanos lan­ça­ram outros dis­cos. Estes, embora tenham, aqui e acolá, bons momen­tos, seguem, na mai­o­ria das vezes, o cami­nho oposto ao da estréia: são dis­cos de come­di­an­tes – e só. Ainda assim, Baiano e os Novos Caetanos (o disco de estréia e a dupla) é um capi­tulo da nossa música que merece ser (re)descoberto. Dá pra rir. Dá para se diver­tir. Dá até pra pensar


BAIANO E OS NOVOS CAETANOS
Baiano e os Novos Caetanos
[1974]

Download: Baiano e os Novos Caetanos


segunda-feira, 19 de março de 2012

Nação Zumbi - Ao Vivo No Recife (2012)



Nação Zumbi no Recife é Beatles em Liverpool, Bob Marley em Kingston, Joy Division em Manchester e qualquer outra comparação entre natividade e punch musical possível. O show da banda pernambucana pesa uma tonelada em qualquer praça, mas é na Manguetown que o encontro com o público provoca faísca nos ares e a ciranda-pogo gira na velocidade psicodélica da luz. 


É o que testemunhamos neste concerto gravado no chão do Marco Zero, na ilha holandesa do Recife Velho ou Antigo, porta e farol da cidade para o mundo. Ouviram não só do Ipiranga, ouviram d´África, onde os tambores da Nação fazem reverberar o escambo de oferendas no terreiro afro-beat. 


Mais do que um show, o DVD mostra a liga orgânica entre a cidade e a banda. Rios, pontes, overdrives e impressionantes coreografias da massa vistas por câmeras aéreas. Os “extras” completam essa lição geográfica da fome afetiva com um rolê por alguns pontos como o Mercado de São José e o bairro de Peixinhos, Olinda, de onde veio a “cozinha” percussiva do grupo. 


No repertório, clássicos dos tempos de Chico Science são mesclados com a história da NZ até hoje. Fred 04, parceiro da origem do mangue beat; Siba com a loa-metal da sua Fuloresta; Arnaldo Antunes e Paralamas do Sucesso fazem participações especiais. 


Este DVD é um documento digno daquela que é, desde o nascedouro, nos anos 90, a melhor e mais expressiva banda brasileira. Não é fácil se manter com essa garantia e resistência do grupo formado por Jorge Du Peixe, Pupillo, Lúcio Maia, Dengue, Toca Ogan, Gilmar Bola 8, Da Lua e Marcos Matia. 


Talvez um verso de “Fome de tudo” consiga explicar o segredo: “A fome tem uma saúde de ferro”. Fastio é o que não falta aos meninos. Todos por uma Nação. 


Xico Sá



1. Fome De Tudo
2. Hoje, Amanhã E Depois
3. Bossa Nostra
4. Etnia
5. Inferno
6. Corpo De Lama
7. Trincheira Da Fuloresta Participação Especial: Siba E A Fuloresta
8. Cordão De Ouro
9. Infeste
10. Rios, Pontes E Overdrives Participação Especial: Fred 04
11. Salustiano Song
12. Antene-Se Participação Especial: Arnaldo Antunes
13. Maracatu Atômico
14. Jornal Da Morte (Uma Edição Extra)
15. Manguetown Participação Especial: Siba E A Fuloresta E Os Paralamas Do Sucesso


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Download: Ao Vivo No Recife

terça-feira, 13 de março de 2012

Trupe Chá de Boldo - Nave Manha (2012)


A trupe Chá de Boldo nasceu no início de 2005. Há variadas versões sobre sua emergência: uma festa de estudantes de arquitetura revolucionada pelos “muitos carnavais” de Caetano Veloso; o retorno, em um ônibus clandestino, de algum lugar ao sul; festa de ano novo realizada no dia 1º de janeiro. Difícil precisar. Em julho de 2007, a trupe gravou seu disco demo. Após o lançamento no Teatro Uranus recebeu o convite para se apresentar no Stúdio Sp, ainda localizado na Vila Madalena. E foi lá, depois no baixo Augusta, que a Trupe Chá de Boldo, afetada pelos neons e pequenos ladrões, guitarras, emos e pela convivência com Tatá Aeroplano, iniciou este bárbaro. O disco ganhou força com a presença de Alfredo Bello, que aceitou produzir o bando depois da temporada de um mês que o Boldo fez com Gero Camilo intitulada Love, Love, Love. Animada por este encontro, pelas festas organizadas com o Dj Tutú Moraes, shows no teatro Oficina e Sesc Pompéia, pelos pré-carnavais armados em parceria com Cérebro Eletrônico e Tulipa Ruiz, a Trupe desembarcou no terreiro Du passo, em agosto de 2009. Esta viagem contou com a companhia, entre outros tantos, de Alfredo Bello, Simone Sou, Gabriel Levy, Tatá Aeroplano, Gero Camilo e Leo Cavalcanti. ..


Download:Nave Manha 



Bárbaro (2010)



bárbaro, s. m. e adj. (Etim. Gr. barbar: eco de língua estranha). 1. música feita no encontro de doze jovens carnívoros; 2. (deriv.) se perder pela cidade com os ouvidos livres; 3. (Sex.) quebrar as paredes; 4. (v. Polít.) beijar a vida; 5. (sinôm.) exorcizar o emo dentro de nós; 6. estrangeiro; bruto 7. (pl.) não apostar na carreira solo; tudo que é solo desmancha no ar; 8. (pop.) bacana; 9. (Acúst.) noites de festa; 10. (Elétr.) tango rock n’roll carnaval; tudo em desperdício; 11. (Mitol.) 13 faixas, 13 ondas: a alegria é a prova dos 13; 12. disco gravado pela Trupe Chá de Boldo e produzido por Alfredo Bello no terreiro du passo; 13. É só o primeiro.


Download: Bárbaro


quinta-feira, 1 de março de 2012

Ska Maria Pastora - As Margens do Rio Doce (2012)


Formada em 2008, o Ska Maria Pastora é um projeto de música instrumental idealizado por amigos que têm em comum o gosto pelo ska, reggae e naturalmente pelo frevo. Aproveitando a semelhança entre esses estilos, a banda fez do principal ritmo de Olinda a base melódica para a composição do Ska, provando que musicalmente estamos muito mais pertos do que pensamos das outras culturas.Influenciada pelo The Skatalites, principal expoente do ska, que misturaram a música européia com a caribenha, os Pernambucanos do Ska Maria Pastora usam as harmonias de clássicos do frevo para "envenenar" a música jamaicana. O resultado é uma música efervescente que não deixa ninguém ficar parado.



“As margens do Rio Doce” é o nome do primeiro disco da banda pernambucana Ska Maria Pastora, que surge após o bem-recebido EP homônimo, lançado em 2008. Com produção musical de Yuri Queiroga, o álbum ganha lançamento virtual na próxima quinta-feira, dia 1º de março, sendo disponibilizado gratuitamente para download no site oficial da banda (www.skamariapastora.com), que também estreia neste dia.
Gravado no Fábrica Estúdios, o CD reúne 11 composições autorais, além de duas releituras para os clássicos do frevo pernambucano “Cabelo de Fogo” (Maestro Nunes) e “Elefante de Olinda” (Clidio Nigro e Clóvis Vieira). A Ska Maria Pastora, que realizou uma parceria inédita com Rogerman durante os shows de Carnaval, promete frevo e ska para o ano inteiro.
“As margens do Rio Doce” conta com a participação especial de alguns músicos convidados. São eles: Fabinho Costa (trompete) do grupo A Trombonada, Parrô Mello (sax) e Rafinha (sax soprano). O projeto gráfico de “As margens do Rio Doce” ficou a cargo do Estúdio Super Terra, que assinou também a identidade visual de discos da Caravana do Delírio, Caapora e Feiticeiro Julião, entre outros. Entre as composições autorais que marcam presença no disco, estão a faixa que dá título ao álbum de estreia da Ska Maria Pastora, além de “Fanfarra Dominicana”, “O Destino de Fidel” e “Skarnaval”.



Download: Ska Maria Pastora