quarta-feira, 31 de julho de 2013

Saulo Duarte e a Unidade (2013)



Uma pitada de carimbó. Uma dose farta de guitarrada. Adicione um toque brega da música romântica brasileira dos anos 70. Misture com o romantismo de Roberto Carlos, o poderoso suingue do violão de Jorge Ben e o pop de Paul McCartney. O resultado é o primeiro disco de Saulo Duarte e a Unidade, que tem produção de Carlos Eduardo Miranda e acaba de ser lançado pela YBmusic.

Em fevereiro de 2010, Saulo Duarte (guitarra e voz), Klaus Sena (baixo), Beto Gibbs (bateria) e João Leão (teclados) se reuniram no estúdio Cambuci Roots para dar início às gravações do primeiro trabalho autoral da banda.

Do encontro casual com o produtor Carlos Miranda, o disco tomou outro rumo. “Conheci o Miranda em 2010 na Feira da Música de Fortaleza. Estava lá pra tocar com a Tita Lima e o Miranda viu o show. Depois apareceu no camarim e falei do trabalho que estava em produção. Mandei o que tinha gravado e ele curtiu bastante. Era algo ainda cru, precisando de alguns retoques e ele coordenou a gravação de uns overdubs e produziu o disco juntamente com o Mauricio Tagliari. Miranda é meu guru!”, comenta Saulo.

A maioria das composições tem assinatura de Saulo Duarte, com exceção de “Não vale a pena” (Saulo Duarte/Beto Gibbs), “Manda ela comprar um iglu” (Saulo Duarte/Klaus Sena/Beto Gibbs) e todos os arranjos são de autoria da banda.

De fora, vêm as participações especiais de Vitor Colares do Fóssil (“Onze horas” e “Não vale a pena”), João Eduardo(“Nada pra depois”, “Não vale a pena”, “Meu sonho e você”), Felipe Cazaux (“Amor e otras cositas más”), Diogo Soares do Los Porongas e Daniel Groove (“Que Massa”) que dividem também a autoria da canção e Tulipa Ruiz (“Onze Horas”).

“Moro em São Paulo há três anos e meio e a cidade talvez seja a principal influência do disco. As canções do disco são muito confessionais, de coisas que eu vivi e quase todas as canções foram compostas aqui. Há referência à ruas, bairros e até mesmo metrôs. A canção “Que Massa” foi feita pra São Paulo num hino de amor e ódio, reafirmação do sonho e certeza de que aqui cabe tudo isso”, complementa Saulo.

Download: Saulo Duarte e a Unidade

Café Tacvba - El Objeto Antes Llamado Disco (2012)



Café Tacvba (anteriormente chamado de Café Tacuba) é um grupo musical de rock alternativo radicado no México. Começaram a sua carreira musical em 1989. A banda teve de mudar seu nome para Café Tacvba devido a problemas legais com o Café de Tacuba, tradicional restaurante localizado no centro da Cidade do México.

Rubén Isaac Albarrán, também conhecido como "Juan", "Pinche Juan", "Cosme", "Anónimo", "Nrü", "Amparo Tonto Medardo In Lak’ech" (ou "At Medardo ILK"), "G3", "Gallo Gasss", "Élfego Buendía", "Rita Cantalagua", and "Sizu Yantra". (voz e guitarra)
Emmanuel "Meme" del Real (teclado, violão, piano, programador de música, voz, melotron)
Joselo "Oso" Rangel (guitarra e violão, voz)
Enrique "Quique" Rangel (baixo e contrabaixo, voz)
Alejandro Flores, intérprete de música folclórica, é considerado o quinto Tacvbo. Tocou violíno em quase todos os concertos do Café Tacvba desde 1994. Também, desde Turnê Del Vale Callampa Vale Callampa, Luis "El Children" Ledezma toca a bateria em todos os concertos mas não é considerado um membro oficial da banda.

Contribuíram para as trilhas sonoras de filmes como Amores perros, Y tu mamá también, Crónica de un Desayuno, Piedras Verdes e Vivir Mata; assim como para discos de tributo a José José e Los Tigres del Norte. Café Tacvba também colaboraram com artistas como Plastilina Mosh, Kronos Quartet, David Byrne, Celso Piña, Inspector, El Gran Silencio e Ofelia Medina, e recentemente com Incubus, Beck, Enanitos Verdes, Gustavo Cerati e Los Tres. Rubén também tem participação no disco Carnaval na Obra, do Mundo Livre S.A. Em 2008 a música Volver A Comenzar foi tema do jogo LittleBigPlanet.

A música do grupo, de acordo com alguns críticos, é eclética: "Chilanga banda" (composição de Jaime López) tem ritmos de rap e faz uso do jargão da capital mexicana; "El fin de la infancia" utiliza instrumentos metálicos de vento e ritmo ska e "Desperté" tem melodias parecidas com as das novelas. Sua música foi influenciada em grande parte pela música folclórica da população indígena do México, mas também por outras bandas mexicanas e do Estados Unidos.

Provavelmente a característica mais distintiva de sua música é a voz anasalada de Albarrán, que, combinada com sua grande capacidade pulmonar (demostrada na canção "La ingrata"), marca um som distintivo, que pode parecer estranho para as pessoas não familiarizadas com o grupo. Cantam em castelhano.

Download: El Objeto Antes Llamado Disco

Capiba - O Poeta do Frevo



Pernambuco, e o Brasil , comemoram o centenário de nascimento de Capiba (28 de outubro de 2004). A Revivendo, não poderia ficar ausente dessa efeméride. E traz um régio presente para todas as gerações: Os melhores carnavais do Poeta do Frevo, gravações originais de Almirante, Angela Maria, Aracy de Almeida, Breno Ferreira, Carlos Galhardo, Carmélia Alves, Claudionor Germano, Cyro Monteiro, Expedito Baracho, Francisco Alves, Francisco Carlos, Jô Gomes, Leda Baltar, Mario Reis, Nelson Gonçalves, Odete Amaral, Orlando Silva.

Faixas:
01. NAO QUERO MAIS - (Jose Pato - Joca da Belleza) - Francisco Alves - 3´19"
02. VAMOS PRO FREVO - (Lourenco Barbosa (Capiba) - Grupo da Fanfarra do 1º Regimento de Artilharia Montada - 3´01"
03. TENHO UMA COISA PARA LHE DIZER - (Lourenco Barbosa (Capiba) - Jazz Band Academica de Pernambuco - 3´07"
04. MANDA EMBORA ESSA TRISTEZA - (Lourenco Barbosa (Capiba) - Araci de Almeida - 2´37"
05. EH! UA! CALUNGA - (Lourenco Barbosa "Capiba") - Mara - 2´59"
06. QUEM TEM AMOR NAO DORME - (Capiba) - Coro RCA Victor - 2´34"
07. GOSTO DE TE VER CANTANDO - (Capiba) - Cyro Monteiro - 2´31"
08. LINDA FLOR DA MADRUGADA - (Capiba) - Ciro Monteiro - 3´04"
09. DANCE COMIGO - (Capiba) - Cyro Monteiro - 3´02"
10. TEUS OLHOS - (Capiba) - Carlos Galhardo - 2´50"
11. NAO AGUENTO MAIS - (Capiba) - Nelson Gonçalves - 2´42"
12. SEGURE NO MEU BRACO - (Capiba) - Nelson Gonçalves - 2´47"
13. QUE SERA DE NOS - (Capiba) - Nelson Goncalves - 2´51"
14. VOCE FAZ QUE NAO SABE - (Capiba) - Francisco Carlos - 2´30"
15. E FREVO MEU BEM - (Capiba) - Carmelia Alves - 2´55"
16. OS MELHORES DIAS DA MINHA VIDA - (Capiba) - Carlos Galhardo - 2´42"
17. MADEIRA QUE CUPIM NAO ROI - (Capiba) - Bloco Mocambinho da Folia - 2´32"
18. SE VOCE ME QUISESSE - (Capiba) - Angela Maria - 2´45"
19. A CANCAO DO RECIFE - (Capiba - Ariano) - Jo Gomes - 3´51"
20. FREVO DA FELICIDADE - (Capiba) - Orlando Silva - 2´36"
21. DE CHAPEU DE SOL ABERTO - (Capiba) - Orquestra e Coro RCA Victor - 2´49

Download: Capiba - O Poeta do Frevo

100 Anos de Frevo - É de Perder o Sapato




A data de 9/02 é a data oficial do nascimento do frevo, tornando-se como referência a primeira vez que a palavra foi publicada na imprensa. Esse álbum duplo é composto de um CD instrumental, com a Spok Frevo Orquestra e o outro cantado por grandes artista da música popular brasileira como Alceu Valença, Elba Ramalho, M. Rita e muitos mais!


Volume 1
  1. Três Da Tarde
  2. Aninha No Frevo
  3. Frevo Da Meia-Noite
  4. Duas Épocas
  5. Luzia No Frevo
  6. Mordido
  7. Último Dia
  8. Nilinho No Passo
  9. Duda No Frevo
  10. Gostosão
  11. Passo De Anjo
  12. Freio A Óleo
  13. Cabelo De Fogo
  14. Fantasia Carnavalesca
• Volume 2
  1. Micróbio Do Frevo
  2. Frevo Nº 1
  3. Energia
  4. Valores Do Passado
  5. Homem De Meia Noite
  6. De Chapéu De Sol Aberto
  7. Tempo Folião
  8. Frevo Rasgado
  9. Me Segura Se Não Eu Caio
  10. Último Regresso
  11. Frevo Diabo
  12. Atrás Do Trio Elétrico
  13. Frevo Nº3
  14. Bom Danado
  15. Madeira Que Cupim Não Rói
  16. Evocação Nº1
  17. Aurora De Amor

Download: É de Perder o Sapato

Frevo do Mundo



Antologia renova o ritmo pernambucano unindo a tradição dos seus metais com novas texturas e interpretações de João Donato, Céu, Siba, Edu Lobo, Cordel do Fogo Encantado e maestro Spok, entre outros artistas
O frevo tem muitos amantes no carnaval. No cotidiano, nem tanto. Mas o disco Frevo do Mundo (Candeeiro Records), que chega às lojas em 28 de janeiro, busca justamente atrair ouvintes o ano inteiro. Com novas abordagens estéticas, esta antologia tem repertório incomum, apesar de formado por temas clássicos de Nelson Ferreira, Capiba, Luiz Bandeira e outros grandes compositores do gênero. Algumas melodias são pouco familiares até para os recifenses, numa mostra de que há muito mais do que Vassourinhas e Evocação No 1 para se escutar.
Aliás, das 14 faixas, talvez só Frevo No 1 do Recife, escrita por Antônio Maria em 1952, aqui presente na sólida interpretação de Edu Lobo, com arranjo de metais do maestro Clovis Pereira, seja facilmente conhecida em todo o país. As demais músicas, mesmo as que fizeram sucesso na Era do Rádio, hoje ficam restritas a Pernambuco.
Selecionado pelo Programa Petrobras Cultural, o disco impressiona pelos arranjos criativos, em que o frevo deixa de ser escravo da tradição e sofre modificações. Isso acontece logo na abertura do disco, com É de Fazer Chorar (clássico de Luiz Bandeira lançado originalmente em 1957), com a banda Eddie e a participação de maestro Spok utilizando os metais para fazer um frevo-canção com pitadas de ska.
João Donato - A surpresa sonora continua na faixa seguinte, Fogão, um frenético frevo-de-rua escrito por Sérgio Lisboa em 1953, que ficou bem mais suave nas mãos de João Donato, com acento caribenho e de bossa nova. "Parece de minha autoria. E o arranjo ficou em banho-maria porque não tenho a fervura do Recife e meu piano é lacônico", afirma Donato.
Mas o Frevo do Mundo não é daqueles tributos cujo tema homenageado passa por tantas mudanças que se descaracteriza completamente. Ao contrário, no disco está presente a essência das orquestras, do passo e da folia. O projeto inova exatamente por interagir com diferentes gerações da música brasileira e valorizar a escola de metais de Pernambuco. E contempla vários mestres da orquestração pernambucana. O brilho dos improvisos de Spok é dividido com os mestres Duda, Clovis Pereira e Ademir Araújo.
Céu e Orquestra Imperial - Os metais de Duda, por exemplo, ressalta tanto o piano de João Donato, como a batida eletrônica da cantora paulista Céu e o grupo 3 na Massa composto por Rica Amabis (Instituto) e Pupillo e Dengue (Nação Zumbi), no frevo-de-bloco Frevo de Saudade. O mesmo frescor e sobriedade na interpretação de Céu podem ser observados na voz de Rodrigo Amarante e sua Orquestra Imperial, em O Dia Vem Raiando. Esses dois temas são de Nelson Ferreira mas os arranjos diferem bastante do modelo tradicional de cantar frevo-de-bloco, geralmente feito em coro feminino, tendo apitos como introdução.
Já Siba e a Fuloresta renovam o frevo-canção Os Melhores Dias de Minha Vida, um antigo sucesso de Capiba de 1952, na voz de Carlos Galhardo. Embora produzida em estúdio, a faixa mais parece ter sido gravada nas ruas de Olinda, em pleno carnaval, quando os foliões descem as ladeiras ouvindo de longe as orquestras. Da mesma forma, esta faixa inicia com uma tuba isolada em som crescente, que ao poucos se soma a trompete, trombone, saxofone e bumbos.
Cordel - O disco regrava ainda Saudade, dos Irmãos Valença, que também é outro sucesso de 1952 e igualmente lançada por Carlos Galhardo, mas a versão do Cordel do Fogo Encantado, com o Maestro Duda, ressalta a voz teatral de Lirinha, recheada pelo diálogo melódico entre violão, fagote, clarinete, flauta e muita percussão.
Além da já citada faixa da banda Eddie, as versões com mais elementos da música pop ficaram por conta de Só Presta Quente, com Ortinho, e Oh! Bela, com o cantor China e o Sunga Trio. “Um frevo tão popular tinha que ter uma roupagem popularesca, numa mistura de Daftpunk, Kelly Key e Capiba”, brinca China.
A única música composta recentemente ficou para o Mundo Livre S/A, que faz uma bem humorada marcha de duplo sentido com Metendo Antraz, com direito a crítica ao imperialismo americano, típica do líder Fred 04. Já Isaar de França, mais conhecida como vocalista de DJ Dolores, mostra leveza em Paraquedista, de Roberto Bozan.
Frevo na flauta - O segundo tema instrumental do disco, ao lado de Fogão, é Isquenta Muié (Nelson Ferreira), com a banda recifense Flor de Cactus. “A viola faz o fraseado típico do sax e a flauta toma lugar dos metais na composição. O trabalho também tem o tom especial dado pelo Maestro Clóvis Pereira, que adicionou os instrumentos de sopro com a sonoridade de bandinha de interior, remetendo às antigas fanfarras”, comenta Caca Barreto, baixista e arranjador da banda.
A flauta também norteia o arranjo de Papel Crepom (Almira Castilho e Paulo Gracindo), num clima de andamento próprio dos anos 50. Gravada inicialmente por Jackson do Pandeiro, a nova versão é de Erasto Vasconcelos. E para concluir, a criativa Orquestra da Bomba do Hemetério encerra o disco com o contagiante frevo-de-rua Cabelo de Fogo (Maestro Nunes), intercalando a força dos metais, própria para sacolejar foliões do centro do Recife, com coral e percussão de boca.
Para Marcelo Soares, diretor da Candeeiro Records e produtor do disco em parceria com Pupilo (baterista da Nação Zumbi) e Caca Barreto, o resultado do trabalho é uma hibridização do ritmo pernambucano com novas texturas e interpretações, por meio da expressão de quem produz um novo estilo de música contemporânea no Brasil.
O maestro Spok, que tem se destacado com seu incrível trabalho de renovação do frevo, elogia a proposta. “Foi maravilhoso tocar com os músicos da nova geração. Na verdade, eu transito bem entre a tradição e a novidade. Gosto muito das duas tribos”, ressalta.


Faixas:
01. Eddie - É de fazer chorar
02. João Donato - Fogão
03. Céu e 3 na Massa - Frevo da saudade
04. Mundo Livre S/A - Metendo antraz
05. Orquestra Imperial - O dia vem raiando
06. China e Sunga Trio - Oh, bela!
07. Ortinho - Só presta quente
08. Siba e a Fuloresta - Os melhores dias de minha vida
09. Cordel do Fogo Encantado - Saudade
10. Isaar de França - Paraquedista
11. Flor de cactus - Inquenta muié
12. Edu Lobo - Recife (frevo n.1)
13. Erasto Vasconcelos - Papel crepon
14. Orquestra Popular da Bomba do Hemetério - Cabelo de fogo

Download: Frevo do Mundo


 

Sonido Gallo Negro - Cumbia Salvaje (2011)


Sonido Gallo Negro é um projeto, de uma banda mexicana,  que leva a cumbia peruana o som psicodélico dos anos 70, a fusão com a atitude de garagem. Órgãos Farfisa, guitarras fuzz e inseparáveis guiros ​​são os principais elementos deste agrupamento de cumbia lisérgico.
Subgêneros como Chicha, Cumbia e Boogaloo amzônica estão presentes quando a banda sobe ao palco ...
Sem dúvida Gallo Negro é uma raridade exótica que gosta de vestir a sua música com ares esotéricos, alterando a percepção e obrigando a dançar até o esgotamento.

Download: Cumbia Salvaje



La Raiz - El Lado de los Rebeldes (2011)



La Raiz é uma banda multicultural residente em Gandia, Espanha,  que funde rock com estilos mais variados de música latina e Caribe. Assim, podemos encontrar entre suas canções do ska mais ousado ao rock mais forte , música latina, reggae e hip-hop. Um grupo de 11 músicos, de várias nacionalidades, que apostam na diversão, dança e um ao vivo eletrizante que não deixa ninguém indiferente. A encenação é um cuidado especial em suas quatro vozes, ambientes e mixagem de Dj. Após uma série de albuns auto-produzidos (Sumere 2005, El Aire Muerto 2007, Guerra al Silencio 2009) decidiram, com o apoio de Hoffmann/Dasousa e produção artística pelo selo Maldito Digital, mostram seu mais recente trabalho ”El Lado De Los Rebeldes”.

Download: El Lado de los Rebeldes




Os Ultraleves - Desde o Começo EP (2012)



Os Ultraleves surgem da ideia de que a música é universal, imprescindível à vida humana e que não precisa, necessariamente, ser tecnicista ou virtuosa, sendo também filha de um processo muitas vezes empírico, natural e despretensioso. A união dos integrantes: Daniel Gadelha (voz), Mario Jr. (guitarra), Luiz Alberto Zoo (Guitarra e Voz), Jolson Ximenes (Baixo e voz) e André Luiz (bateria) é uma tentativa de entender esse processo e vivenciá-lo. Tanto é que os membros do grupo situam-se muitas vezes sobre material criado a partir de power chords simples, melodias bucólicas e um texto com os dois pés na poesia popular. A música é tida aqui como um momento a ser vivido, experimentado e aprendido no tempo específico de cada um que a procura, na descoberta da voz, da fala, do texto e do instrumento. Pensamos a arte como um peso de equilíbrio na balança da existência. Um remédio para a alma que lamenta afogada no trânsito ou apertada pela gravata. Os Ultraleves se propõem, através da sua arte, a compreender a simplicidade e a leveza das coisas como fundamentais. Inventar, através da música, um tempo, um espaço, uma aventura capaz de frear a intensidade da roda viva que nos empurra dia a dia. As influências dos integrantes são distintas e nenhuma delas parece definir precisamente o caminho que o grupo percorre agora. É possível enxergar uma forte influência do que vem a ser a mais nova "vanguarda da MPB" (Cidadão Instigado, Otto, Céu, Curumin, Criolo, Lenine), como também a presença de uma poesia saudosista e serena dos velejadores mais antigos da música popular brasileira (Cartola, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola, Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira, Chico Buarque, Sergio Sampaio, Roberto Carlos, Belchior, Ednardo e tantos outros). Essa procura vive na tentativa da síntese, do encontro com a simplicidade, que também é leveza, brincadeira, mas também força. O rock está presente categoricamente no uso de distorções, na percepção dos arranjos, na concepção geral da mensagem. Outros estilos, como forró, baião, reggae e ska, também são consultados, sempre numa leitura "homeopática" de seus valores. O grupo não procura quebrar paradigmas, sejam técnicos ou estéticos. Na verdade, procura relê-los, misturá-los à sua maneira para inundar as cabeças. Preocupados com um mundo tão corrido e impaciente, com propósitos imprecisos e carente de serenidade, os Ultraleves acreditam que a música não é simplesmente uma refúgio, ou um paliativo, mas um instrumento de mudança e de perpetuação do divertimento, leveza e positividade.

Download: Desde o Começo

Doo Doo Doo - Casa das Macacas (2012)



Quarteto carioca que chamou atenção no início do ano com clipe surreal ‘Carnaval no Fogo’, cheio de zumbis desfilando pelo Centro do Rio, o Doo Doo Doo descreve seu som como um ‘rock com delay’. Pode ser também um 'zen pop experimental' ou um 'pop psicodélico desconexo', com loops e reverbs misturados com Radiohead, White Stripes, Nirvana e Mutantes. Mas o caldo engrossa mesmo quando entram chillwave, baile funk e até pagode. Só escutando para entender. Destaque na nova cena experimental do Rio, a banda que já tocou no Cep 20.000, Plano B e Audio Rebel acaba de disponibilizar para download seu primeiro disco, ‘Casa das Macacas’, com projeto gráfico diferente inspirado nos antigos cassetes. É só entrar, arrastar a fitinha e baixar o álbum.

“Um de nós é maestro, com formação acadêmica e escolado no heavy metal. Outro puxa para o popular e progressivo, e um terceiro descolou uma MPC”, explica o guitarrista Dudu Guedes.

A banda, sem bateria e baixo, é formada por Dudu Guedes (voz e guitarra), Pablo Lisboa (teclados), Alberto ‘Ludo’ Kury (voz e teclados) e Marcelo Renovato (MPC e amplers). Para quem gosta de indie-rock e experimentos eletrônicos. Segue a mesma onda de bandas como Dorgas, Sobre a Máquina e Labrador.

Download: Casa das Macacas

Sítio oficial: http://doodoodoo.com.br

Mulheres de Péricles - Canções de Péricles Cavalcanti (2012)



Por Arnaldo Antunes

Subvertendo o mito e a letra de Porto Alegre (Nos braços de Calipso), aqui ouvimos sim os cantos das sereias (Nina Céu Mallu Blubell Mairah Marietta Iara Anelis Tulipa Serena Karina Bárbara Laura Tiê Ava e Julianas), com os ouvidos bem abertos. E nos deixamos naufragar, num mar de maravilhas.

A iniciativa é do inquieto DJ, produtor e agitador cultural Zé Pedro, um apaixonado pelo canto feminino, que lança agora, pelo seu selo, Joia Moderna, esta antologia de canções de Péricles Cavalcanti, nas vozes de jovens cantoras.

Acho esse disco um acontecimento extraordinário.

Primeiramente por relevar a dimensão da diversificada mas concisa obra de Péricles, registrada anteriormente não apenas em seus discos, mas nos de vários intérpretes, desde a década de setenta.
O conjunto agora reunido confirma a força e a naturalidade do seu jeito de conectar verbo e som, trazendo à tona dos sentidos que canta a essência do ato de cantar.

O que soa e o que voa (O Céu e o Som).
Em segundo lugar, por nos oferecer um panorama generoso (em quantidade e qualidade) das vozes femininas do Brasil surgidas nessa primeira década de século-milênio; todas elas ligadas não só em cantar, mas também em conceber um som próprio (a formação instrumental, o andamento, a levada, a mixagem, o feeling), de personalidade tão marcante quanto seus timbres, inflexões, trejeitos e intenções vocais.
Não há um produtor ou arranjador comum, nem uma banda fixa de apoio. Cada cantora resolveu livremente sua versão, escolhendo músicos, produtor e processo de gravação.

Assim, a marca original de cada voz se estendeu aos arranjos, que renovam as canções, para reafirmá-las. Recriações, ou “transcriações”, para usar a expressão de Haroldo de Campos, que comparece aqui como parceiro em Ode Primitiva — um fragmento de suas Galáxias musicado por Péricles.
E, no entanto, a unidade se preserva, talvez pela aura tão singular das músicas de Péricles, e pelas combinações certeiras entre elas e as intérpretes.
Aqui se destaca o trabalho cuidadoso de Nina Cavalcanti, sua filha, na escolha das cantoras, nas sugestões das canções, nos encaixes entre elas. Sua curadoria íntima fez com que versões muito diferentes resultassem num disco fluente e bem amarrado, que deslumbra do início ao fim, longe do desnível que muitas vezes compromete esse tipo de projeto coletivo.
Essas gravações evidenciam o quanto as canções de Péricles Cavalcanti se prestam bem à delicadeza e ao mesmo tempo à experimentação, ao encanto e à surpresa, ao apelo emotivo mais direto e à profundidade de leituras (às vezes filosóficas, como em Musical ou em Canto Maneiro) que se desdobram a cada audição.

“Tudo é um, tudo é mil”. — o mesmo Péricles Cavalcanti multiplicado em vozes que o desvelam enquanto se revelam. “Em harmonia universal”.


1. Blues - Céu
2. O Céu e o Som - Nina Becker
3. Bossa Nova - Blubell
4. Elegia - Mallu Magalhães
5. Ode Primitiva Bárbara Eugênia
6. Clariô - Marietta Vital e Mairah Rocha
7. Porto Alegre - Tulipa Ruiz
8. Nossa Bagdá - Iara Rennó
9. Eva e Eu Anelis e Serena Assumpção
10. Quem Nasceu? - Laura Lavieri
11. Negro Amor - Karina Buhr
12. Será o Amor? - Juliana Kehl
13. Musical - Ava Rocha
14. Medo de Amar nº3 - Tiê
15. Canto Maneiro - Juliana Perdigão

Download: Mulheres de Péricles
Sítio oficial: www.mulheresdepericles.com/


Tiago Sá - Reação da Alquimia (2012)




TIAGOSAMUSIC.COM
Reação da alquimia é o álbum de estreia do músico, cantor e compositor brasiliense Tiago Sá, lançado independente pela Bolacha Discos em julho de 2012. Sem qualquer aviso, a primeira audição do disco traz a boa surpresa de uma seleção de pedras, canções sólidas com melodias suingadas em grooves mestiços e uma voz nova e marcante. Nas 10 faixas do trabalho, o autor apresenta um universo de personagens e paisagens urbanas, rurais e espaciais onde o índio, o negro, o branco e o extraterrestre surgem e se misturam, revisitando tradições através de um sincretismo musical e poético.
Gravado em quatro dias no estúdio Jimo no Rio de Janeiro em dezembro de 2011, abençoado com a produção musical de Lucas Santtana, que também tocou guitarra em todas as faixas do álbum juntamente com os músicos Marcelo Callado (bateria e percussão) e Ricardo Dias Gomes (baixo), integrantes da banda Do amor e Banda Cê de Caetano Veloso; o multi-instrumentista Lucas Vasconcellos (Letuce), o mestre percussionista Léo Leobons e o bruxo Buguinha Dub na gravação, mixagem “adubada” e masterização.
Nesses quatro dias de gravação, os músicos criaram coletivamente os arranjos, sob o olhar e a batuta do maestro Santtana, fazendo a fusão das influências em comum numa legítima alquimia musical para se chegar ao ouro metafísico do álbum. O dub, o rock, o afro, a psicodelia e principalmente a música brasileira em sua antropofagia, dão pistas da estrada de onde o compositor vem vindo. Indo mais além na busca do ouro transcendental, as letras sucintamente encantadas revelam a sublime alquimia da mente e do coração. Nas palavras de Lucas Santtana, as músicas de Tiago Sá “são mantras”.
O disco abre com a faixa REAÇÃO DA ALQUIMIA onde Tiago Sá pede licença literalmente e musicalmente, num groove espacial e pra frente ele revela a fórmula da sua condensação em metáforas garimpadas. A influência de Jorge Ben é totalmente atualizada ficando imperceptível aos ouvidos dos neófitos. Já em JORGE a sincera homenagem da modernidade ao mestre inspirador deixa mais clara a sua referência, que vem finalmente aparecer como um sambarock na brasileiríssima faixa SAMBA.
Em FILHA DE IEMANJÁ, o suingue do contratempo quebrando no começo da melodia de Tiago Sá encontra a guitarra dedilhada que Lucas Santtana foi buscar na jujumusic africana. A guitarra solo e o hammond psicodélico de Lucas Vasconcellos juntamente com a percussão de Léo Leobons trazem a influência afrobeat de uma forma revisitada e nordestina. A canção é mais um registro feliz do compositor em sua criatividade e concisão, captado telepaticamente na linha de baixo malandra de Ricardo Dias Gomes e no groove original e minimalista da bateria de Marcelo Callado.
Outra personagem inesquecível do disco é MOÇA, com uma roupagem moderna afro e rock ela se desfaz num final surpreendente a la Lucas Santtana onde Buguinha Dub mais uma vez brinca solto com os efeitos deixando a sua marca inconfundível de técnico interventor “adubador”. Surpreendente também é a introdução da extraterrestre CABOCLO DE AGODÔ, nas palavras do autor “essa é uma música que fala de uma coisa muito profunda para mim... tudo gira nessa música”. Em sintonia com essa energia mística, a letra veio desembocar num rock afro-brasileiro porrada do disco, onde a voz de Tiago Sá vai ecoar longe, em outras dimensões.
Mas a faixa mais pesada do álbum é CAMARÁ, feita toda em torno de um riff de guitarra criado pelo próprio Sá pesando num samba com misto de maracatu. Essa letra encerra precisamente toda a história que jaz por trás do disco e fecha a alquimia com “chave de ouro”, destacando novamente a voz do cantor, que surge com uma pegada mais gutural e intensa sem perder o suingue e a melodia.
Em seu trabalho de estreia Tiago Sá parece ter encontrado a proporção áurea entre simplicidade e criatividade. Com canções fortes e um time e produção da pesada, Reação da Alquimia é um disco dançante e ao mesmo tempo hermético onde cada palavra, cada imagem e cada som tem um significado particular no todo de cada canção e cada canção no todo da obra. À medida que se adentra o universo do álbum, surge a profundidade propositalmente oculta na sua síntese e a sua resposta vigorosa ao mesmismo e ao purismo, a estabelecer um diálogo original e contemporâneo entre estilos musicais diversos e entre o antigo e o moderno, fundindo tudo num novo amálgama musical e poético.
Alexandra Marília
Ficha Técnica:
Tiago Sá – músicas, letras, voz.
Lucas Santtana – guitarra, harmonio.
Marcelo Callado – bateria, percussão.
Ricardo Dias Gomes – baixo.
Lucas Vasconcellos – guitarra, charango, pianos, hammond, wurlitzer, synths.
Léo Leobons – percussão.
Buguinha Dub – gravação, mixagem, masterização.
Produção musical – Lucas Santtana.

Download: Reação da Alquimia

Roger Man - O Caminho do Lobo (2012)




Depois de lançar o EP solo, em 2010, "Pompéia Volume 1", Roger Man lança seu primeiro trabalho independente. O CAMINHO DO LOBO é o conceito que dá vida à obra e traz à tona um compositor, intérprete e cantor mais maduro, seguro e determinado com o trabalho.
Músico de destaque entre os nomes pernambucanos de sua geração, Roger Man usa a palavra amadurecimento para apresentar as 10 faixas do CD, cujas composições são todas próprias e falam sobre o amor.

Com passagem pelo grupo Eddie, onde tocou baixo por mais de sete anos, fundou também o grupo Bonsucesso Samba Clube, uma das mais representativas bandas do Estado dos últimos anos com dois discos lançados e diversas turnês dentro e fora do país, o músico, ficou refletindo sobre tudo o que viveu e ainda o que precisa viver. A conclusão, não podia ser diferente, surge determinadamente mais romântico, sem deixar de lado a elegância poética que lhe é inerente.

Revelando que o disco vem dedicado às mulheres, sempre personagens do caldeirão de experiências que a vida proporciona, Roger derrama em seu novo trabalho todos os altos e baixos, dessabores e amores, tropeços e vitórias, mancadas e sorrisos que fizeram parte da sua trajetória até os dias de hoje. Tudo isso lhe rendeu além dos fios de cabelo branco, conhecimento e experiência, é esse substantivo que dá o tom de "O CAMINHO DO LOBO".

Para o disco, Roger se preparou de forma específica, fez aulas de canto e violão, além de outros laboratórios orientados pelo diretor artístico e arranjador André Frank – que batizou "O CAMINHO DO LOBO" como tradução perfeita para este momento do artista. São 10 músicas que seguem a estética de um bom disco, com excelentes melodias, refrões fáceis, uma produção orquestrada e refinada, que deixa a voz em primeiro plano. Pura e viva.

O projeto gráfico do disco é do designer pernambucano Sérgio Pontes. Foto da capa de Marcelo Lyra. Produção artística de André Frank. O disco foi masterizado nos estúdios Kevorkian Mastering, de Nova Iorque, por Fred Kevorkian, engenheiro responsável por trabalhos premiados de The White Stripes, Dave Mathews Band, Iggy Pop, Willie Nelson entre outros grandes artistas da música pop.


O CAMINHO
por André Frank

Roger Man, nascido Rogério Homem de Siqueira Cavalcanti, inicia uma nova etapa em sua carreira e abre um horizonte infindável de belas possibilidades. Para este trabalho a busca pela leveza dos arranjos, que deixassem com que as melodias fluíssem com toda a clareza, e sobretudo, a busca pela interpretação perfeita para cada canção, foram os nortes buscados incansavelmente pela direção artística e produção deste álbum. Roger Man atingiu todos esses objetivos n'O CAMINHO DO LOBO com pleno êxito – basta escutar canções como "Triste, Feliz ou Feroz" e "Baú de Emoções", ambas realçadas pela dramaticidade que somente ao piano seria possível.
As inúmeras aulas de voz, os estudos de violão, a lapidação das canções, e a percepção musical foram exigidas e trabalhadas de forma criteriosa e, por que não dizer, religiosa. Sem o empenho do artista este resultado teria sido bem diferente.

Neste disco, recheado de belas canções, as boas referências de Neil Young, Johnny Cash, The Beach Boys, Elis Regina, Roberto Carlos, Hyldon, Scott Walker, e outros exímios cantores, foram a base para os estudos e o ponto de partida para a criação de um estilo próprio, particular, e que imprimem, de forma afirmativa, uma marca artística coesa e única.
Em "O CAMINHO DO LOBO" Roger Man caminha pela trilha artística que tanto buscou, repleta de verdade, poesia e melodia.

* André Frank é Diretor Artístico e Arranjador d'O CAMINHO DO LOBO.




O LOBO
por Roger Man

Assim que o lobo chega ao topo da colina, está ofegante e arisco. Olha para o caminho que deixou para trás, lentamente vai lembrando dos passos...dos atalhos, das histórias vividas, tantas lembranças, lutas ganhas e outras perdidas. Na pele cicatrizes e tatuagens que contam bons momentos, amores e guerras.
Quando o peso do corpo se faz presente, os pelos brancos não deixam mentir, faz tempo que se está na estrada. É nesse momento que se levanta com toda força e uiva, cantando as verdades, mentiras e dores do seu mundo particular.
Assim que o lobo chega no topo da colina, certo do percurso corrido, dos momentos vividos, descansa a alma e se põe a cantar...

Download: O Caminho do Lobo


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Dubioza Kolektiv - Wild Wild East (2011)


Cresceram nos anos 90, durante a guerra na Bósnia, adolescentes com a vida em suspenso pela bala de um sniper ou pelo rebentamento de uma bomba. A música foi a blindagem da alma contra a violência. Criavam e ensaiavam nos abrigos subterrâneos e quando a guerra acabou tinham o património de uma arte e não estavam loucos. Nascido em 2003, o grupo Dubioza Kolektiv funde folclore bósnio com hip hop, reggae, dub e rock. Nenhum destes géneros é, em si, culpado ou inocente, empenhado ou leviano, mas eles sabem de que lado estão: do lado dos que usam a música para melhorar o mundo. O lançamento do seu álbum “Firma Illegal” (2008), manifesto contra a corrupção, foi feito em frente ao parlamento bósnio, e, em 2010, trabalharam para aumentar a participação dos jovens nas eleições. Lutar pelo que acham justo não os tem tornado menos “cool”: são uma das bandas ao vivo mais populares do Leste da Europa, foram nomeados para um prémio IMPALA e venceram o melhor “act” do Adriático nos prémios MTV EMA 2011. Com “Wild Wild East”, o seu sexto álbum, de 2011, vão pôr Sines a dançar.

Download: Wild Wild East

Cabugá - Coração Alegórico EP (2012)


A CABUGÁ é um mix de SAMBA, FREVO e ROCK.
A banda surgiu em 2010, ano em que lançou o seu primeiro EP, intitulado “Porque Belém Demora!”.
O conceito do nome Cabugá, provém da primeira composição musical do grupo, evidenciando de forma lúdica a linha de ônibus “Jardim Brasil II/ Cruz Cabugá”, coletivo que alguns dos integrantes usavam para ir e vir do seu bairro para o centro da cidade.
A Cabugá é formada pelos músicos: Ally (Teclado e Samplers), Diego Calado (Contrabaixo), Felipe Soares (Guitarra e Violão), Rafa Souza (Bateria) e a frente do quinteto, a vocalista e passista de frevo Maria Flor. Com uma voz que exala suavidade ao mesmo tempo em que provoca sentimentos de diferentes aromas, Flor, é considerada uma das grandes revelações da música pernambucana, unindo a malemolência do samba à irreverência e efervescência do frevo e do rock.
As composições, melodias, arranjos e fusões de ritmos da banda, nascem do contexto urbano onde estão inseridos e do íntimo contato com o carnaval de suas cidades – Olinda e Recife.
“Coração Alegórico” é o título do novo EP do grupo, que traz uma magia poética em suas letras, onde a cada verso é possível sentir as ladeiras e o mar de Olinda, o Galo da Madruga no Recife, romances carnavalescos com uma sonoridade autenticamente pernambucana.
O EP conta com grandes participações como: Fábio Trummer (Banda Eddie), Daniel Ferraz (Maestro Spok e Orquestra Forrobodó), Léo Oroska e Deco do Trombone (Ska Maria Pastora). A produção musical é assinada pelo grupo em parceria com Léo D. (Mundo Livre S/A) e Sérgio Kyrillos (ambos do Estúdio Mr. Mouse).
A Cabugá possui influências de compositores desde Adoniran Barbosa, Cartola, Jorge Benjor, Capiba, à nomes atuais da música brasileira, como: Lenine, Junio Barreto, Marcelo Camelo, Vanessa da Mata e Antônio Nóbrega.
O grupo já participou dos festivais: Jardim Sonoro Olinda, Indie Rocks Burburinho e do Projeto Oficina Acústica. Um dos grandes reconhecimentos veio quando foram pré-selecionados a nível nacional pelo festival “Conexão Vivo 2011/2012”, que também reuniu nomes como Mombojó, Cidadão Instigado, Lúcio Maia e Silvério Pessoa.

Download: Coração Alegórico
Site oficial: www.cabuga.com.br


Belchior Blues (2012)


Um trovador urbano, com um pé na terra e outro na universalidade do pop. Pelo menos em parte, o rótulo serve às composições de Antônio Carlos Belchior, cearense de Sobral que figura entre os compositores mais criativos de sua geração. Distante do cenário musical e longe de casa (nas ilhas cheias de distâncias que cantava na música "Tudo Outra Vez"), o sobralense retorna, desta vez, na interpretação de artistas da cena blueseira nacional, reunidos no disco-homenagem "Belchior Blues", com versões de 14 de suas composições.

A homenagem, pensada para o ano de 2011, faz referência aos 65 anos do artista e 35 anos de "Alucinação" (1976), álbum que o consolidou no cenário nacional. O disco fecha com os pilares da música de Belchior - o blues, o rock e o Nordeste - agregando novas referências destes universos sonoros às versões. O projeto foi idealizado e coordenado pelos jornalistas Roberto Maciel e Luiz Carlos Carvalho, contando com direção artística de Jefferson Gonçalves. Ao todo, 57 músicos se revezaram nas gravações das faixas.

"Convidamos bandas de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio e Ceará. Bandas que representam a cena atual do blues", destaca Jefferson. Daqui, participam a banda Blues Label, Felipe Cazaux (paulista adotado por Fortaleza), Diogo Farias, Marcelo Justa e Artur Menezes.

O disco traz ainda artistas de uma geração anterior, consolidados nacionalmente, como a Blues Etílicos, o guitarrista Big Joe Manfra e o próprio Jefferson Gonçalves. Inclui ainda Taryn Szpilman, Rodrigo Nézio & Duocondé Blues, Adriano Grinemberg, Big Bat Blues Band, Vasco Faé e as bandas Ted & Blue Drop, Mr. Jack.

Desafio

Longe de engessar o repertório de Belchior em formatos tradicionais do blues, a ideia do disco é trazer o gênero como ponto de partida dos diversos arranjos, aproveitando-se para isso das referências de cada grupo participante. O interprete de cada faixa recebeu carta branca para dar sua interpretação. O resultado, é um Belchior untado em diversas variantes do blues, e da música pop em geral, com toque ainda da música brasileira.

"Convidamos artistas que já faziam blues com uma linguagem brasileira. Foram poucas músicas que tive que fazer alguma sugestão", pontua Jefferson. O repertório foi escolhido também a partir de sugestões dos convidados. O disco abre com "Paralelas" (Blues Label), passando clássicos como "Velha Roupa Colorida" (Big Joe Manfra), "Como Nossos Pais" (Taryn Szpilman) e "Apenas um Rapaz Latino-Americano" (Felipe Cazaux).

Download

Uma proposta chave do projeto, segundo Luiz Carlos Carvalho, é trazer novamente à tona a música do compositor cearense, relembrando e apresentando-as às novas gerações. Para isso, as faixas estão disponíveis para download gratuito (http://www.belchiorblues.com.br/ ) e as versões físicas do disco serão distribuídas. Outro ponto, explica, foi explorar a universalidade da música de Belchior e a influência marcante do blues em suas composições. "O disco expõe a força do blues, da música pop no trabalho de um letrista incrível que conseguia como ninguém mostrar essas intercessões culturais. Ele consegue misturar Beatles, Luiz Gonzaga e Edgar Alan Poe na mesma frase e com muita pertinência", ilustra.

DISCO

Belchior Blues
Vários
Independente
2012, 14 faixas
Download gratuito

FÁBIO MARQUES
REPÓRTER




Download: Belchior Blues

Compacto Petrobras (2010-2011)


Compacto Petrobras - Lado A


01. AcabouChorare - Nina Becker e Moraes Moreira
02. Não Precisa Me Amar - Juliana R e Edgar Scandurra
03. Ele Leu - Tulipa Ruiz e Tomas Alves
04. Seis Vidas - Katia B e Charles Gavin
05. Ziriguidum - Lurdez de Luz e Kiko Denucci
06. Deus é Uma Viagem - Siba e Fernando Catatau
07. Cordeiro de Nana - Thalma de Freitas e Matheus Aleluia
08. Congênito - Luiz Melodia e DJ Tudo
09. Não Fosse o Bom Humor - Frank Jorge e Superguidis
10. Vagalume - Teresa Cristina e Karina Buhr
11. Simplismente - Pato Fu e Érika Martins
12. Kalakuta - Curumim e Léo Marinho
13. Quero Ver Quarta-Feira - Elza Soares e Emicida
14. Cão Guia - Móveis Coloniasi de Acaju e Letieres Leite
15. Beija-Flor - Luiz Caldas e Banda Uó
16. Garota do Tacaca - Pinduca e Bando do Amor
17. Tô Solteira - Gaby Amarantos e Catarina Dee Jah
18. Me Sinto Bem - Banda Black Rio e  Slim Rimografia

Download: Lado A


Compacto Petrobras - Lado B


01. Marco Zero - Nina Becker e Moraes Moreira
02. Fuga - Juliana R e Edgar Scandurra
03. Toma o Tempo Todo Para Você - Tulipa Ruiz e Tomas Alves
04. O Baile - Kátia B e Charles Gavin
05. Sambauba - Lurdez de Luz e Kiko Denucci
06. Alados - Siba e Fernando Catatau
07. Pelebe Nitobe - Thalma de Freitas e Matheus Aleluia
08. Na Avenida Forte - Luiz Melodia e DJ Tudo
09. Não Recebo em Dólar - Frank Jorge e Superguidis
10. Plático Bolha - Teresa Cristina e Karina Buhr
11. Tão Longe - Pato Fu e Érika Martins
12. Mal Estar Card - Curumim e Léo Marinho
13. Nega do Cabelo Duro - Elza Soares e Emicida
14. Grande Mãe/Adeus - Móveis Coloniais de Acaju e Letieres Leite
15. O Que Essa Nêga Quer - Luiz Caldas e Banda Uó
16. isso é Carimbó - Pinduca e Bando do Amor
17. Kay Fora - Gaby Amarantos e Catarina Dee Jah
18. Nova Guanabara - Banda Black Rio e Slim Rimografia

Download: Lado B


Metá Metá - MetaL MetaL (2012)



Em 2011 o trio Kiko Dinucci, Juçara Marçal e Thiago França lançava 'Metá Metá ', um disco intenso e delicado que se tornou um dos destaques do ano. O álbum mesclava momentos de minimalismo e sutileza com picos que revelavam o poderio vocal e instrumental de três dos principais músicos do Brasil na atualidade. Com o amadurecimento das apresentações ao vivo acabou surgindo o 'MetaL MetaL' - como chamavam a parte mais pesada do show, em que o trio recebia o apoio de bateria, percussão e baixo, soltava a improvisação e aumentava o volume, instaurando um estado hipnótico de transe rítmico-sonoro  entre banda e público. A partir disso, surgiu a idéia de assumir essa transformação e gravar o segundo álbum: 'MetaL MetaL', que traz em suas nove faixas uma banda afiada e uma sonoridade de 'ao vivo' que torna o clima ainda mais enérgico e celebratório.

Download: MetaL MetaL

Amplexos - A Música da Alma (2012)




Há seis anos na estrada, o Amplexos lança no dia 31 de Outubro seu segundo álbum, A Música da Alma, com produção de Buguinha Dub (Nação Zumbi, Mundo Livre) e Jorge Luiz Almeida.

O trabalho tem como principal influência a música negra, aquela que vem dos guetos e periferias do mundo. “A Música da Alma é uma música essencialmente espiritual, que surgiu a partir do nosso contato com a música jamaicana, com o afrobeat, com o funk, que são músicas feitas pelo povo, para mover as pessoas de seus lugares, seja através da dança, da transcendência ou mesmo pela busca de um auto-conhecimento”.



O disco foi todo gravado ao vivo no estúdio Caos & Vitrola, em Volta Redonda-RJ, cidade natal da banda, mixado por Buguinha Dub no estúdio Mundo Novo e masterizado por Gustavo Lenza no estúdio Yb em São Paulo. O projeto gráfico é da artista Ana Costa, com fotos de Marina Coni.

Desde Maio deste ano, o Amplexos tem feito alguns shows ao lado de Oghene Kologbo, guitarrista nigeriano que gravou mais de 30 álbuns com Fela Kuti e tem visitado o Brasil com frequência. “Ouvimos muito os discos do Fela Kuti e Africa 70 pra compor o álbum e, de repente, o Kologbo estava ensaiando com a gente em Volta Redonda! O cara nos estimulou a levar o equipamento pras ruas e a tocar pra todo tipo de gente, o que foi e tem sido fundamental pra gente perceber que a nossa música pode ser absorvida por qualquer pessoa”.

A banda já fez inúmeras apresentações nas ruas do Rio de Janeiro, São Paulo e Volta Redonda, e a ideia é espalhar a Música da Alma. “Nós ganhamos muita coisa com essa música, ela provocou na gente uma revolução interna sem tamanho, e a ideia agora é devolver ao mundo. É como uma missão para aproximar as pessoas de algo maior.”

Download: Amplexos


Circo Vivant - Afroaméricalatinidade (2012)


Afroaméricalatinidade é um neologismo criado para denominar uma concatenação de sentimentos e sonoridades presentes nas 10 faixas que compõem o primeiro disco da banda Circo Vivant. Trata-se não apenas de um título, mas sim de um termo que deve ser associado a todo o universo que permeia os retratos existentes em cada canção, em cada balanço. É música para dançar e sentir.

Nas letras, o grupo procura apresentar cenários que poderiam ser vividos por jovens senegaleses na periferia de Dakar, ou por garotos sedentos por diversão em algum lugar do Nordeste do Brasil, minuciosamente banhado pelo Oceano Atlântico. Neste caso, mais especificamente, na cidade de Olinda, nos bairros de Rio Doce, Casa Caiada e Jardim Atlântico. Separados por esse oceano, nossas veias não são tão distintas.

Com forte influência de escritores como Eduardo Galeano (As veias abertas da América Latina) e Carlos Castañeda (A erva do diabo), as melodias vocais sedem ao suingue do funk/soul americano, mas não perdem o gosto do tempero quente do tango e do bolero, como pode ser conferido em canções como “Lágrimas no Central” e “Bolero de Jardel”.

Para compor a sonoridade deste primeiro disco, a banda se debruçou sobre a relação nítida entre ritmos afro americanos, como na semelhança evidente Na cadência percussiva do forró e do ska, presente em músicas como “O Brilho” e “O Mesmo e o Novo”. Além de apostar na energia dos solos de cordas presentes no rock e no frevo, bem misturados para compor uma balada dançante chamada “Moda pra Zé Pereira”, uma homenagem ao espírito quase espartano que acomete o pernambucano durante os dias de Carnaval.

De fato, após oito anos de casulo, com o lançamento do seu primeiro disco, a borboleta Circo Vivant alça voo com energia de sobra. Dispostos e com qualidades bem vistas pelo mercado da música alternativa, como desapego a rótulos e uma sonoridade simples e original, o banda busca deixar de forma clara e despretensiosa sua mensagem: Discutir o nosso conceito de latinidade e revisitar a nossa formação afroamericalatina.

Saravá.


*Fan Page do facebook: https://www.facebook.com/circovivantpe
*SoundCloud: http://soundcloud.com/circovivant
*Site Oficial: www.circovivant.com 
Email de contato: circovivantpe@gmail.com

Download: Afroaméricalatinidade

Baixa Funda Especial - Nasceu Clarinha



Esta postagem tem a roupagem de especial por não termos adjetivos em nosso idioma que sublimem o sentimento, a loucura, o turbilhão do bem que se é sugado quando um choro forte te traz de volta a inocência em uma manhã mágica.
Nasceu Clara, nasce o ser humano dentro de mim.

Ass: Pai de Clarinha, vulgo Thiago Leal

"Perdão, Vinicius, mas esse negócio de crianças mudas, telepáticas, cegas, inexatas, tá com nada não, cara. Vou logo escrevendo isso aqui antes que tu as sonegue também, coitadas, a audição. Pelamordedeus: tudo, menos isso. Acho que é de som, primeiramente, que somos feitos - e não só de sonhos, como acreditava Shakespeare, teu colega de sonetos. Tudo bem: somos som e fúria, vá lá. Não é com choro que a gente vem ao mundo, trombeteando aos quatro cantos que tamo na área? Um choro agudo, profundo, como se não houvesse amanhã? Pois é. Mas os amanhãs felizmente vêm. E, com eles, o ninar. Tu mesmo não nos deixa esquecer disso: quantas gerações foram acalantadas pela tua Arca Noé? Eu respondo, poetinha: foram muitas. E com tal zelo, e tantas, que geraram crias: a musica de brinquedo do Pato Fu, a criancice-cabeça do Palavra Cantada, Partimpim, a Adriana Calcanhotto mirim, e até Saulo e Ivete Sangalo, que no mundo infantil não tem espaço pra fronteira de gêneros. Isso é coisa pra gerente de mega store. Pois eu quero mais é que a prole cresça, que surjam outros pequenos cidadãos. E assim a gente vai levando essa vida, atualizando o conselho de Seu Nelson: jovens, envelheçam. Mas, antes, ouçam essa coletânea".

Alan Luna - O Delírio do Verbo







01 - A Arca de Noé ( Toquinho-Vinicius de Moraes) - Abertura, com Chico Buarque e Milton Nascimento
02 - O Pato (Toquinho-Vinicius de Moraes)
03 - A Corujinha (Toquinho-Vinicius de Moraes), com Elis Regina
04 - A Foca (Toquinho-Vinicius de Moraes), com Alceu Valença
05 - As Abelhas (Bacalov-Vinicius de Moraes), com Moraes Moreira
06 - A Pulga (Vinicius de Moraes), com Bebel
07 - Aula de Piano (Toquinho-Vinicius de Moraes), com As Frenéticas
08 - A Porta (Toquinho-Vinicius de Moraes), com Fábio Jr.
09 - A Casa (Vinicius de Moraes), com Boca Livre
10 - São Francisco (Paulo Soledade-Vinicius de Moraes), com Ney Matogrosso
11 - O Gato (Toquinho-Bacalov-Vinicius de Moraes), com Marina
12 - O Relógio (Paulo Soledade-Vinicius de Moraes), com Walter Franco
13 - Menininha (Toquinho-Vinicius de Moraes), com Toquinh0 14 - Final - Instrumental - Orquestrado

Download:  Arca de Noé







 1. Pequeno Cidadao
  2. O Sol E A Lua
  3. Meu Anjinho
  4. Futezinho Na Escola
  5. O 'x'
  6. Tchau Chupeta
  7. Sapo-Boi
  8. Leitinho
  9. Larga A Lagartixa
  10. O Uirapuru
  11. Sobe Desce
  12. Bonequinha Do Papai
  13. Carrinho Por Trás
  14. Perere


Download: Pequeno Cidadão

 




  1. Liçao De Baiao
  2. Oito Anos
  3. Lig-Lig-Lig-Le
  4. Fico Assim Sem Voce
  5. Cançao Da Falsa Tartaruga -The Mock Turtle´s Sto
  6. Formiga Bossa Nova
  7. Ciranda Da Bailarina
  8. Sar De Sagitario
  9. Borboleta
  10. Saiba

Download: Adriana Partimpim







  1. Piruetas
  2. Hollywood
  3. Alô , Liberdade
  4. A Cidade Dos Artistas
  5. História De Uma Gata
  6. Rebichada
  7. Minha Canção
  8. Meu Caro Barão
  9. Todos Juntos

Download: Os Saltimbancos Trapalhões






  1. Pindorama
  2. Erê
  3. Criança Não Trabalha
  4. Cultura
  5. Rato
  6. Trilhares
  7. Fome Come
  8. Antigamente
  9. Tente Entender
  10. Pele
  11. Eu
  12. Gramática
 
Download: Canções Curiosas





  1. Aquarela (acquerello)
  2. O Caderno
  3. O Pingüim
  4. Herdeiros Do Futuro
  5. O Pato
  6. Era Uma Vez...
  7. A Pulga
  8. A Casa
  9. Errar É Humano
  10. Valsa Para Uma Menininha
  11. A Bicicleta
  12. Mundo Da Criança

Download:  Toquinho no Mundo da Criança






1. Primavera (vai Chuva)
  2. Sonifera Ilha
  3. Rock And Roll Lullaby
  4. Frevo Mulher
  5. Ovelha Negra
  6. Todos Sao Surdos
  7. Live And Let Die
  8. Pelo Interfone
  9. Twiggy Twiggy
  10. My Girl
  11. Ska
  12. Love Me Tender

Download: Música de Brinquedo

Abidoral Jamacaru (Discografia)



Abidoral Jamacaru é um músico poeta com inúmeras canções gravadas ao longo de mais de 20 anos de carreira. Sua discografia é composta de três álbuns: Avallon (1986) originalmente gravado em  LP  foi considerado pela crítica umas das obras- primas da música cearense na década de 80;  O Peixe  (1997) lançado já em CD, que teve sua canção-título baseada em uma obra homônima de Patativa do Assaré e Bárbara (2007-2008) em que se refere à avó republicana de José de Alencar e passeia por estilos diversos, do blues ao coco, do rock ao forró. Em geral, as temáticas de suas canções abordam elementos que descrevem situações políticas, sociais, referentes também à cultura popular tradicional, mas que, paralelamente, também lança olhares para realidades diversas, aberturas de novos campos de significação onde  possam coabitar em um mesmo contexto o moderno e o antigo, o que é considerado vanguarda e as diversas manifestações de  tradição. Este artista teve participação fundamental no conjunto de movimentos artísticos da década de 70, no Ceará, denominados de Contra-cultura, que buscava uma nova lógica artística baseada em rupturas e descontinuidades, assentada no esforço de mover as fronteiras e aproximar o regional do universal, a musica erudita e popular, hibridizando distintos elementos, sempre em busca da construção de uma ou algumas identidades musicais brasileiras


Bárbara (2008)


Download: Bárbara




O Peixe (1997)

Download: O Peixe



Avallon (1986)


Download: Avallon