segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Coutto Orchestra - Eletro Fun Farra (2013)



Formada em 2010, a micro-big-band faz a fusão da cultura dj com as diversas melodias mundo afora, levando para o mundo o maracatu de brejão, a taieira e o forró para executar um caldeirão sonoro de melodias cativantes e batidas fortes.
No palco, os instrumentistas linkam aparatos tecnológicos à sanfona, percussões, sopros e vozes entoando canções sem palavras envoltas por projeções e luzes provocando uma sensação festiva e imagética.
 Atualmente a Coutto Orchestra vem ganhando destaque em importantes espaços do cenário da música brasileira como  shows na Feira da Música (CE), Porto Musical (PE), Festival Quebramar (AP), BNB Instrumental (PB e PE), LAB Festival(AL), Festival de Inverno de Garanhuns (PE), Festival Quebramar (AM), Palco Giratório (SE), Verão Sergipe (SE) e participação em diversas coletâneas fisicas e virtuais como Bass Culture e Beyound e Viva Brasil (BM&A), Serigy All Stars (Disco de Barro), dentre outras.

O primeiro disco oficial da Coutto Orchestra reúne os elementos que abriram as portas do mundo para a alegria festiva da banda e apela para uma batida forte, fruto de uma pesquisa dedicada aos ritmos que marcam o pulso da aldeia global, para dar sentido à provocação imagética que orientou o processo de construção do álbum.
Lançado pelo selo Disco de Barro, Eletro Fun Farra é composto por dez faixas dedicadas à celebração, músicas que extrapolam notas e acordes para desaguar num caldeirão sonoro que transcende a geografia com o propósito de comunicar sensações imagéticas através da música.

Download: Eletro Fun Farra



sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Tuca - Curioso (2013)



TUCA, O CURIOSO


   "Curioso" são poesias, loops, rimas, beats, contos, samples, efeitos, imagens, sons, cinema brasileiro e a vontade de se expressar, de sonhar de olhos abertos. Falar de coisas absurdas, de si e do mundo. Um ponto de vista musicado. Do punk, do rock, da eletrônica, do rap, do pop, do experimental. Pedaço de cada um, um todo só. A unidade está na poética livre, marginal, do experimento visceral. O conceito é o cotidiano, mas aquele que permite o sonho, a liberdade de expressão, sem preconceitos, livre do ranço, da amargura, do tédio de nossos egoísmos repentinos. O sonho segue sua boca!

Sempre tive muita vontade de musicar meus poemas e contos escondidos. Ainda não sabia como. Até conhecer em 2000 o Lacerda JR, através do Alex Pix. De lá pra cá nós três, nesses doze anos, fizemos inúmeras experiências sonoras, experimentações híbridas (punk, garagem, eletrônico, rap, noise, frevo, entre outros gêneros), grupos musicais, canções cheias de poesia marginal, erros, improvisos e acasos, tudo sempre no espírito "faça você mesmo" e "lo-fi". Logo depois tivemos a maravilhosa Ana Mo em nossas façanhas. Foi quando realmente decidimos pelo caminho da canção. Em 2009, produzimos então a primeira banda com os quatro juntos: Madame Rrose Sélavy; com seis demos realizadas. Depois pela Internet, conheci Matt Love, do Canadá. Então veio o "Antitrusts", com uma demo e mais outra em processo. Até show e intervenções começaram a surgir, principalmente para a Rrose. Foram apresentações bem intensas. Dessas novas experiências, foram elaboradas novas canções e outro projeto: Felix Canidae, com uma demo lançada recentemente. Neste grupo e nas três últimas demos da Rrose, nós conseguimos entender mais o que queríamos, o nosso jeito, a maneira como fazemos, melhoramos as canções, os arranjos, as captações de áudio, as mixagens, toda a produção musical, mas totalmente independente ainda e em casa mesmo. Mas como sempre, a vida não é fácil, e podemos ser engasgados por sua aspereza. E cada vez mais ficou difícil de produzir coletivamente, nós quatro, e em outros projetos. Por inúmeras razões. Decidimos então concentrar mais na Madame Rrose, e compreender cada vez mais sua sonoridade, as letras e as composições como todo. Mas minha inquietação é grande. Quando tenho meus momentos de crise, desemprego e outras mazelas, eu faço algo contra essa inércia das coisas, enfrento meu ego ferido, minhas angústias, meus medos, meu egoísmo. Daí surgiu a trilha sonora para meus poemas e contos guardados: "Curioso", meu primeiro álbum com a produção musical toda minha. Um projeto de música pop experimental. Mas é claro, com a parceria nos vocais, e na força, da minha companheira de tantas aventuras, da vida, Ana Mo.

Download: Curioso 


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Leo Damasio - EP (2013)



Gravado em maio de 2013 por Weber Teixeira no Cadenza Estúdio, em Lavras/MG, o álbum apresenta cinco faixas escritas por Leo Damasio e com osarranjos de Adriano Carvalho no baixo, André Índio na percussão, B DoisSantana na bateria e Cristiano Magrão na guitarra. A Produção Musical doálbum é de GH Lage e a Direção Musical de Leo Damasio e Adriano Carvalho.Pedro P. assina a produção artística e a fotografia é de Adriano Bastos e Thiago Nascimento.

As cinco faixas do EP combinam elementos típicos da música brasileira com ritmos, melodias e timbres que não cabem em fronteira alguma. A riqueza musical do EP revela uma trama de referências que concentra as influências do compositor e as desdobra, multiplicadas pela singularidade dos músicos convidados. Sem perder o foco na simplicidade, pedra fundamental da beleza, a clareza dos arranjos enaltece a palavra cantada, abrindo espaço para que a voz se lance entre o som e o silêncio com a tranquilidade de quem está em boa companhia.

Boas para cantar e fáceis de entender, as canções de Leo Damasio desenham uma paisagem onde a vida segue lenta, rústica e naturalmente, alheia à complexidade efervescente das capitais. Abordando temas como o eterno duelo entre São Jorge e o dragão desenhados na Lua, o grito de Januário, o cangaceiro do Sul de Minas e um convite da morte para o “lado de lá”, suas letras tratam de ideias sensíveis e interessantes, daquele jeito natural e despretensioso que caracteriza o povo mineiro.

Nascido em Varginha, interior de Minas Gerais, Leo Damasio cresceu em um bairro simples, longe do centro da cidade, jogando bola, soltando pipa e vendendo doce e picolé rua afora, até se apaixonar pela música. Aos 21 anos mudou-se para São João del Rei para cursar psicologia na UFSJ. Integrou a primeira turma da Bituca - Universidade da Música Popular em Barbacena, onde estudou com grandes músicos como Gilvan de Oliveira, Ian Guest, Cleber Alves, Lincoln Cheib e o Grupo Ponto de Partida e se formou em Canto Popular com Babaya. Participou dos principais eventos artísticos de São João del Rei e Tiradentes com os grupos Metanoia, Señor Blues e com o trio O Parangolé de MPB. Afastou-se dos palcos em 2005 e retomou em 2012 para a realização de seu primeiro EP autoral lançado em Agosto de 2013.

Contato: leodamasio.music@hotmail.com
Mais sobre Leo Damasio nas redes sociais :
Facebook: https://www.facebook.com/leodamasio.musica
Youtube: http://www.youtube.com/channel/UC15usMsc5EM2Maf8EA3KRYg
Soundcloud: https://soundcloud.com/leodamasio

Download: Leo Damasio

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Bixiga 70 (2013)



A música é instrumental mas o discurso é claro. Bixiga 70 chega chegando ao segundo disco: o groove ficou mais pesado; guitarras e teclados agora estão na linha de frente junto com os metais; bateria, baixo e percussões impulsionam os arranjos sem massagem; a ira se espalha pelos timbres, pelas linhas melódicas, pelos riffs – a temperatura subiu geral. Terreiro, Jamaica, dinâmicas jazzísticas, Pará, Etiópia e um clima de “blaxploitation à brasileira” se misturam com equilíbrio. A influência do afrobeat – supracitada nas boas críticas do primeiro disco, de 2011 – agora se dilui num mar de referências e o som alcançado identifica a banda como uma impressão digital. A África, afinal, é o mundo inteiro.

O trompete que chora no solo de “Deixa a Gira Girá” (ponto de candomblé, já adaptado pelo trio baiano Os Tincoãs, em 1973); a bateria que demole qualquer tropa de choque em “Ocupaí”; a guitarra que insinua um certo mistério em “5 Esquinas”; o sintetizador que evoca o futurismo em “Kriptonita”; o lamento coletivo na saideira, “Isa”; tudo parece reverberar a frequência que tomou as ruas do Brasil em junho de 2013 – mês em que a banda finalizou este segundo disco, com produção de seus integrantes e mixagem de Victor Rice. O processo de composição coletivo no estúdio e o entrosamento afinado em turnês azeitou – ou melhor, “vinagrou” – a química.



Download: Bixiga 70


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Fro-u - EP (2013)



Fro-u é um projeto de música autoral/independente, criado pelos jovens músicos Fro-u(guitarra, violão e voz) e Amaral (baixo e voz) em junho de 2011. Nascidos em Recife, suas músicas exploram as influências de Lenine, Tim Maia, Zeca Baleiro, Djavan, Moraes Moreira, Seu Jorge, Los Hermanos e Raul Seixas, alguns, entre os muitos artistas nacionais que os inspiram, além de bandas e artistas internacionais, a exemplo de Pink Floyd, Eric Clapton, John Mayer e Clodplay. Com essa mistura entre artistas, bandas e estilos musicais, Fro-u começa seu projeto com a intenção de inovar a já inovadora música pernambucana e lançar em singles as músicas, "Daqui pra trás", "Lento", "Seja o mar" e "Cai na dança".

Integrantes:
Guitarra/Violão/Voz - Lucas Fro-u
Baixo/Voz - Endi Amaral

E-mail: frou.contato@gmail.com
Origem: Recife - pe (Brasil)
Residência: Recife - pe (Brasil)

Download: Fro-u EP





quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Porcas Borboletas (2013)



– Por Hélio Flanders –

Fui finalizar as gravações do terceiro álbum do Vanguart no Estúdio El Rocha, lá descobri que os Porcas Borboletas também haviam acabado de gravar seu terceiro álbum. Fui tomado por um acesso de ansiedade para saber o que viria daqueles caras, justamente por nunca saber o que esperar deles. Tomado por outro acesso, desta vez de corrupção artística, sempre perdoada pelos fins, menti a Fernando Sanches: “Acabei de falar com Danislau por telefone e ele disse que você poderia me passar uma cópia do disco pra eu ouvir”. Então recebi um CD-R com 12 canções fresquinhas e corri para casa como um ladrão de chocolate de supermercado.

Quando as músicas começaram a pular daquela playlist, tive certeza de que estava ouvindo o melhor álbum do Porcas Borboletas até hoje. Mais certeiros e espertos, mais maduros e fortes do que nunca, e com a personalidade de sempre.

Download: Porcas Borboletas