quarta-feira, 28 de maio de 2014

Baixa Funda no Pau da Bandeira



O Baixa Funda orgulhosamente participa deste polo multicultural, que vem contribuir para o engrandecimento desta maravilhosa Festa de Santo Antônio de Barbalha no dia do seu famigerado Pau da Bandeira.  Abaixo está o setlist para download.


Pólo São José leva multiculturalidade à
Festa de Santo Antônio em Barbalha (CE)

Programação, gratuita, inclui o ex-Cordel do Fogo Encantado Clayton Barros, a Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto e a pernambucana Santa Dose

Responsável por abrir os festejos juninos do Nordeste brasileiro, a Festa de Santo Antônio de Barbalha, no Ceará, ganha este ano um palco aberto para manifestações multiculturais. O Pólo São José promoverá três dias de apresentações gratuitas, no centro da Cidade.
A programação começa na noite da sexta-feira, 30. A partir das 20h, músicos locais promovem uma jam session de sanfonas no forró “de Graça”.
No sábado, 31, será o Dia das Solteironas, comandado por Socorro Luna, “a solteirona mais famosa do Brasil”. A partir das 15h, o folk-rock do pernambucano Fila abre os trabalhos para a Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, do Crato, uma das mais tradicionais do Brasil no gênero.
Até a noite, ainda passam pelo palco o forrozeiro Fábio Carneirinho, a dupla de pop-rock Suzane e Lucas e a banda pernambucana de forró Santa Dose, que se apresenta pela primeira vez no Ceará.
No domingo, dia oficial de abertura da Festa de Santo Antônio — com o tradicional cortejo do Pau da Bandeira — a programação abre espaço para as artes visuais, com a mostra fotográfica “Pau da Bandeira e sua história”, a partir das 8h.
Até as 14h, os DJs Lombardy e Baixa Funda esquentam o palco para a banda Bondxote, que faz a abertura para Clayton Barros. O ex-violonista da banda Cordel do Fogo Encantado apresenta show de sua carreira solo, em que mescla canções autorais do elogiado trabalho com a banda Os Sertões a covers de músicos como Zé Ramalho e Alceu Valença. O forró de Gideon do Acordeon encera a noite, com show a partir das 19h.
Sobre a festa – Realizada anualmente há mais de 100 anos, a Festa de Santo Antônio de Barbalha é uma das mais tradicionais manifestações da cultura popular do Brasil.
Primeira festa do ciclo junino do Nordeste, o evento se diferencia dos seus congêneres de Caruaru e Campina Grande, por exemplo, por manter ainda muito vivo o diálogo entras as dimensões do sagrado e do profano.
A mística do Santo Casamenteiro atrai à pequena Barbalha, no Cariri cearense, um público de cerca de 100 mil visitantes (ou o dobro da população local) para abertura oficial, com o cortejo do Pau da Bandeira.
Por 6 km, homens da cidade — os carregadores do Pau — levam no ombro um mastro em homenagem ao santo até a Igreja Matriz da cidade. Neste percurso, dita a lenda, a mulher que tocar no “Pau de Santo Antônio” terá casamento garantido no decorrer de um ano.
A Festa de Santo Antônio segue até o dia 13, quando é encerrada com uma procissão em homenagem ao padroeiro.
Sobre o pólo – O Pólo São José é uma realização da Casa São José, de Barbalha, com apoio do Banco do Nordeste (BNB), Skol, Donizete Distribuidora, IkNEt, Artely e Global.

SERVIÇO:
PÓLO SÃO JOSÉ, NA FESTA DE SANTO ANTÔNIO DE BARBALHA (CE)

Sexta-feira, 30 de maio, a partir das 20h
Forró de Graça, com Carlinhos de Deus (Barbalha) e Gideon do Forró (Brejo Santo)
Sábado, 31 de maio
Dia das Solteironas, com Fila (Recife), Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto (Crato), Fábio Carneirinho (Juazeiro do Norte), Suzane e Lucas (Barbalha) e Forró Santa Dose (Recife)
Domingo, 1º de junho
Dia do Pau da Bandeira, com DJs Lombardy e Baixa Funda, Bondxote (Cedro), Clayton Barros (Recife) e Gideon do Forró (Brejo Santo)
Mostra fotográfica “Pau da Bandeira e sua história”, a partir das 8h
Apresentação: Romão Ulisses e Michele Ferrúcio
Mais em: www.polosaojose.com.br e ww.facebook.com/polosaojose2014


Download:  Baixa Funda no Pau da Bandeira


Zé Vito - Já Carregou (2013)



Nascido em Ribeirão Preto, Zé Vito cresceu tocando guitarra nas bandas da sua cidade, e logo viu que o caminho a seguir seria bem longo e distante. Aos 19 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro em busca desse caminho, e lá conheceu muitos músicos e artistas da cena carioca.Junto com os amigos Matheus Silva e Leandro Joaquim, começou a compor no ano de 2006 e logo montou sua primeira banda na cidade, o Sobrado 112, banda que lançou três discos e abriu as portas para Zé Vito se aprimorar e continuar na busca do seu som.Em seguida veio a Abayomy Afrobeat Orquestra, que consolidou o trabalho que vinha sendo feito e deu mais força ainda para as suas ideias. Trabalhou com os produtores Bid, Buguinha Dub, André Abujamra, dividiu palco com BNegão, Otto, Marku Ribas, Tony Allen, Leitieres Leite, Chico Cesar, Rita Beneditto, acompanhou o lendário guitarrista nigeriano Oghene Kologbo, e hoje também acompanha o compositor Jards Macalé, que viaja pelo Brasil mostrando seus 40 anos de carreira.Zé Vito lança seu primeiro disco "Já Carregou", com produção assinada pelo próprio, Bruno Giorgi e Pedro Costa. O disco traz um som que vai do funk ao blues e foi gravado no Rio no ano de 2013.

Download:  Já Carregou


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Nação Zumbi - Nação Zumbi (2014)



Marcelo Pereira

Nação Zumbi é um disco de afirmação, positivo, solar, vibrante e profundo, reflexo da maturidade de uma banda que tem completo domínio sobre sua carreira. Sem dar ouvidos a disse-me-disse e sem medo de perder o timing, como se pudesse dominar o tempo – tema sempre presente em suas músicas e marcante nesse novo trabalho – Nação Zumbi voltou à estrada justamente no ano que comemora os 20 anos da estreia fonográfica com Da lama ao caos, álbum definitivo na música pop brasileira. 

“Voltamos com todo o gás”, avisa, por telefone, o vocalista Jorge du Peixe, em maratona para divulgação do disco, que começou a ser vendido na internet ontem e chega fisicamente às lojas no fim de semana. “Desde o início estava definido que o momento do lançamento seria esse, no primeiro semestre de 2014”, afirma. 

O disco-totem será lembrado nos shows, sem que para isso a banda fique refém da efeméride. “Da lama ao caos é um disco que estava a frente do seu tempo e ainda é muito atual”, diz Du Peixe. “Não estamos renegando passado. Não é isso. Já fizemos os shows dos dez anos e os 15 anos. Achamos meio over fazer agora. Tocamos sempre músicas do disco nos shows”, justifica o guitarrista Lúcio Maia.

É do caderno de anotações onde Du Peixe registra títulos, refrões, versos, rimas e ideias que saíram as letras das 11 músicas que compõe o novo disco Nação Zumbi. “Começamos elaborar o repertório em 2010, no estúdio na casa de Lúcio moldando as bases, escolhendo os temas e refrões. Depois fomos para o estúdio e fechamos o disco em 2012. De lá para cá, mexi em algumas letras, melhorei a voz em uma ou outra música”, diz Du Peixe. 

A participação da cantora Marisa Monte, por exemplo, não estava prevista. “Eu sempre admirei a voz de Marisa Monte, o jeito com que ela projeta seus trabalhos. Temos uma amizade antiga, mas o convite só foi feito no final da turnê dela. Apareceu uma oportunidade. Pupillo já tinha falado para ela que eu estava querendo mostrar uma ciranda – A melhor hora da praia. Ela falou que adorava ciranda e que amava Lia de Itamaracá, então topou na hora participar”, diz Du Peixe.

“Foi uma participação supernatural. A gente conhece Marisa desde a época que estávamos gravando Da lama ao caos e ela queria gravar com a gente”, lembra Lúcio, que gravou o disco O que você quer saber de verdade e participou de toda a turnê Verdade uma ilusão, com o baixista Alexandre Dengue e o baterista Pupillo.

“Eu vejo os discos da Nação Zumbi como um álbum de família. É uma sequência de retratos da vida. Tem alguns traços antigos, mas vê que tudo modificou com o tempo”, diz Lúcio. “Algumas letras refletem o momento difícil que Jorge passava na vida pessoal”, comenta, sem entrar em detalhes. “Cinema, quadrinhos, literatura, os amigos, as nossas experiências tudo acaba entrando nas músicas. Vamos revisitando ideias, acrescentando o que aprendemos”, explica Du Peixe.

Para o vocalista, Nação Zumbi “é um disco mais assobiável, mas é um disco para ouvir alto”. Lúcio Maia concorda: “Trabalhamos sem a pressão dos outros discos, podemos aprofundar mais na melodia e na harmonia”.

A primeira faixa lançada, Cicatriz, reflete esse momento de Du Peixe, numa melodia com a influência da surf music, do iê-iê-iê e da música brega. Um sonho fala de um sonho dentro de outro, com uma pegada romântica que aparece também em Foi de amor, na ciranda A melhor hora da praia e Novas auroras, com saudades do que nem foi e sua levada envolvente pelos timbre de Lúcio. Já Nunca te vi lembra Jorge Ben. A violência urbana está presente em canções viscerais como Bala perdida, Cuidado e Pegando fogo. “Nação Zumbi é como se fosse um complemento de Fome de tudo”, sintetiza Du Peixe. 

Download: Nação Zumbi