quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Mato Seco - Seco e Ainda Vivo (2014)



A Banda Mato Seco formou-se em meados de 2002, na cidade de São Caetano do Sul, grande ABC Paulista. Objetivando disseminar a filosofia do Bem e da Justiça de forma limpa, passaram a compor letras com conotações políticas e sociais. Mas, sempre pregando na sua música Reggae Ortodoxa cantada com verdade e sentimento libertador que a Paz é a única forma de combater a todo o mal.

Nascida de forma inusitada, a Mato Seco se fez do encontro de grandes amigos de infância que não sabiam nada sobre a teoria da música, mas, tinham a certeza que pretendiam desenvolver um trabalho voltado para a verdade do Reggae. Autodidatas com os seus respectivos instrumentos, há 12 anos deram início a esse processo de evolução/revolução, tendo alguns dos maiores dons dado por Deus, Resistência, Força e Purificação como símbolos da banda e palavras de ordem que regem essa família.

Hoje, portando-se como grandes guerreiros em cima do palco, lutam para que o seu povo reflita e se conscientize de que “o grande guerreiro sai da guerra com a sua espada limpa”, e a verdade que prevalece é dos dias melhores que virão, renovando a fé e a esperança no coração de todos aqueles que praticam o bem. O Bem sobre todo o Mal.. E Paz e Bem! 

Download: Seco e Ainda Vivo


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Juvenil Silva - Super Qualquer no Meio de Lugar Nenhum (2014)



Após lançar Desapego, no ano passado, e receber uma repercussão superpositiva do público, o músico Juvenil Silva realiza nesta sexta-feira (3), às 20h, o lançamento de seu segundo álbum, Super qualquer no meio de lugar nenhum, no Teatro de Santa Isabel.

Assim como no disco, a apresentação conta com a participação de diversos convidados, como Juliano Holanda, Isaar, Cláudio N, Aninha Martins, Leo Vila Nova, Márcio Oliveira, Arthur Soares e Rachel Bourbon, além dos músicos Ênio Borba (guitarra), Manoel Otávio (contrabaixo), Hugo Coutinho (teclados) e Gilvandro Barros (bateria), que formam a banda de Juvenil.

O álbum, que já está disponível no SoundCloud de Juvenil, traz 12 faixas que passeiam por ritmos como ciranda, funk, udigrudi e folk sem deixar de lado a pegada rock’n’roll que caracteriza suas canções.

Além de uma ampliação no horizonte rítmico, Super qualquer no meio lugar nenhum representa um amadurecimento e maior refinação em seu processo de produção. Diferentemente do álbum de estreia, totalmente gravado de forma caseira, o segundo disco contou com o suporte do Estúdio Base e a produção do músico Arthur Soares, que o acompanhou de perto durante as gravações.

Após o lançamento, Juvenil se prepara para apresentar o disco em Fortaleza, Porto Alegre e Rio de Janeiro até o fim do ano.

Download: Super Qualquer no Meio de Lugar Nenhum


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Superlage (2014)




Superlage é global beat, respira música dos subúrbios e transpira latinidade. Junta músicos do Amazonas, Pará e Pernambuco, num caldo bem temperado de sons tropicais, misturado à bases eletrônicas preparadas com sabor bem brasileiro. Não é difícil identificar no som da banda o desejo de um baile onde pernas, braços, ventres, cinturas e sorrisos se confundam alegremente na pista de dança ou na rua, colorida e solar como os carnavais.

Nascida em Olinda, Pernambuco, Superlage é uma dupla que compõe, arranja, toca, mixa e produz canções baseadas na cumbia, miscigenada com reggae dancehall, baião e carimbó.

Formada pelo beatmaker DJ Incidental, pernambucano da gema, neto de mestre de brinquedo popular, uma biblioteca humana de cumbias de todos os estilos possíveis e Raimundo Alfaia, amazonense, baixista, cantor e produtor.

Para interpretar este primeiro leque de canções produzidas pela dupla, foi convidada Jana Figarella, cantora paraense com o sotaque do carimbó e da cultura ribeirinha amazônica, o que redefiniu e alargou a geografia emocional das canções, já tão miscigenadas nos ritmos latinos e nordestinos presentes nos beats eletrônicos da dupla.

Superlage mostra a cultura de festa de um Brasil afro-latino, integrado a um sentimento de revalorização da cumbia com modernizantes timbres eletrônicos, que inspiram jovens músicos e platéias por todo o mundo.

As canções têm sua poesia inspirada em cordéis, passagens urbanas de praias e coqueiros, o vento nos cabelos, estouro de fogos, carnavais…. Um convite ao mergulho num mar sonoro de alegria e cores vibrantes, produzidas cuidadosamente num ambiente de doce balanço tropical.

Superlage é um baile caliente!


Criado em 2012, o “Daft Punk da Cumbia” se prepara para sua estréia. Com as participações especialíssimas de Jana Figarella, em oito das 12 canções, e de Alessandra Leão na contagiante “Se O Teu Desejo É Amar”, o grupo chega botando quente. Imagine essa situação hipotética: a Margareth Menezes foi pro Pará, encheu a bagagem com licor da Jumburana e foi beber lá na Bodega de Véio. O som é cumbia, é tecnobrega, tem uma pitadinha de carimbó, de axé e é pop demais. Serve pro headphone, pro sistema de som, pra equipe de som, pro carro e pro sonzinho da cozinha, mas acima de tudo é pra dançar. Duvido você ouvir qualquer uma das músicas abaixo e não mexer pelo menos o ombrinho, companheiro(a).

A canção que abre os trabalhos é “O Teu Calor”, que recebe também um remix de Lúcio K no final. Na sequência “De Tanto Esperar” vem com um refrão que casaria perfeitamente na voz de Ivete Sangalo (produção, fica a dica). Com certeza você vai se pegar cantarolando De tanto esperar perdeu a vez. De tanto esperar ficou pra depois. “La Cicimila” traz uma cumbia mais crua, com areia nas chinelas. Bem da beira da praia. “Cumbia das Flores” tem um quê de reggae, ouça bem, lá no fundinho aquele teclado em looping. Coisa phyna mesmo.
A safadeza volta pesada em “Quero Brincar de Sol”. Na beira da praia, cabelo ao vento…

”Dia de Rei” vem com a voz de Raimundo Alfaia e com overdubs bem interessantes e mais referências jamaicanas. Um recorte de “A Message To You Rudy” do The Specials começa a ganhar força em “Baila Perfumada” e se encontra com uma batida pop da pesada. A instrumental “Uh La Lai” é dessas que nasceram com o DNA paraense regada a açaí e cupuaçu. “Se O Teu Desejo É Amar” tem um pezinho no forró e ganha brilho com a bela voz de Alessandra Leão. O quase axé “Trança de Raiz” tem um dos refrões mais legais do disco. É bom fazer trança de raiz pra não ver o vento desmanchar o penteado. E a cereja do bolo “Para de Chover” poderia ser da Gaby Amarantos, Gang do Eletro, mas nasceu em Olinda e tem potencial para ser hit no Brasil todo.

Um disco sólido, bem amarrado do começo ao fim e que em momento algum, repito, em momento algum, foge da proposta de te fazer dançar. Se permita, ouça o Superlage e se joga que vale a pena demais.

Peu Araújo


Download: Superlage