sexta-feira, 17 de abril de 2015

Lucky Chops - EP (2015)



Nascido e criado na cidade de Nova York, o Lucky Chops têm vindo a fazer feito os EUA dançar com sua mistura de funk, gospel, jazz, rock e world music desde 2006.

Com energia contagiosa e a sua extrema musicalidade os tornou uma dos mais movimentados e mais procuradas bandas de música em Nova York. A versatilidade musical da banda já os levou a executar em uma variedade louca de configurações, incluindo casamentos indianos tradicionais, Oktoberfests, desfiles, festivais de jazz e até mesmo no metrô de Nova York sistema como parte do programa MTA's Make Music . Além de concertos públicos, a banda mantém uma rotina bastante ativa se apresentando em eventos particulares e festas em Nova York e no exterior.

Download: Lucky Chops


sábado, 11 de abril de 2015

Warsaw Afrobeat Orchestra – Wëndelu (2015)



Dando seguimento ao seu muito bem recebido single “Bosq”, a Warsaw Afrobeat Orchestra entrega seu álbum de estréia nocauteando com a essência Africana. 

O título do álbum ‘Wëndelu’ significa “Wanderer” na língua nativa africana Wolof e é um nome apropriado que explora a ampla gama de sons que surgiram da diáspora africana misturando com as suas influências musicais. Faixas como “No Such Thing”, “Let It Flow”e Usurpation” refletem a óbvia influência do Reggae e Dub, enquanto “Close to Far e “Which Direction” se voltam para o Afro-Disco e Funk.


Formada em 2012, a banda é composta por 10 músicos que se interagem em diferentes projetos na cena underground da Polônia. Inspirado pelos mestres do Afrobeat, world music, assim como da música tribal africana, que é evidente em suas letras e refrões que se repetem e tecem de dentro e fora a profundidade dos grooves hipnóticos infundindo-lo com uma qualidade transcendental.

Download: Wëndelu


terça-feira, 7 de abril de 2015

Bixiga 70 III (2015)




Cinco anos depois de sua formação em São Paulo, a big band dançante Bixiga 70 viaja mais longe para se encontrar mais em casa em seu terceiro disco. Mala adesivada, desenhando os próprios mapas, o tenteto explora, escuta, cria, se reinventa a cada disco, a cada música, a cada show, dentro da inconfundível linguagem própria desenvolvida e conquistada em sua história, carregados de energia e sinergia. Expressões individuais e o todo maior que a soma das partes.
Dez músicos em suas identidades pessoais, dentro de um coletivo que engloba jazz, funk e música afrobrasileira, a partir de uma gama de fortes influências que passa por dub e reggae, cumbia e carimbó, ethio-jazz e samba-jazz. Empolgante máquina de ritmo, construindo-se em frases e solos, harmonias e dinâmicas, claves e improvisos. Altamente dançante, entre senso de humor e pensamentos políticos, o som da unidade formada por dez elementos é música instrumental, mas profundamente eloquente.
No terceiro disco do Bixiga 70, novamente produzido pela própria banda (novamente com mixagem de Victor Rice), todas as composições surgem assinadas e arranjadas por todos. Não é mero detalhe de ficha técnica: o processo de criação é descentralizado e o entendimento é a importância de cada um presente. O nome do álbum, assim como nos dois anteriores, é simplesmente “Bixiga 70”. Não-título, senso de continuidade: não é uma criação a cada ponto, mas uma linha constante de criação e evolução – conceitual, artística, musical, espiritual, pessoal.
Um intenso laboratório conjunto gerou as músicas e a gravação ao vivo em estúdio do disco, criação coletiva filtrando as melhores possibilidades, equilibrando as referências mais recentes e mais antigas de cada um e vivendo cada uma das diversas influências e individualidades.
Não passaram impunes as apresentações em lugares como França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Dinamarca, Suécia, EUA, Marrocos, além de Pernambuco, Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, Paraíba, Minas Gerais, Rio Grande do Sul – pra não citar as próprias ruas do Bixiga. Ao longo das nove faixas do álbum, fundem-se estilos e nascem sincretismos autorais em forma de afrofunk moderno, cumbia marroquina, spiritual jazz, adaptações de pontos de terreiro, blaxploitation cubano, movimento Black Rio em SP, dub árabe, tambores malinké com guitarra angolana e banda de pífano.
Se hoje há uma cena nacional instrumental e dançante, autoral e criativa, múltipla de gêneros e autosuficiente, o Bixiga 70 é influência e influenciado, desbravando as rotas à sua frente. Sem se preocupar com os caminhos estabelecidos, a banda trilha os percursos em que naturalmente cabem, encontrando espaços vazios clamando por ser ocupados. Acompanhando tudo, uma legião, divertindo-se junto embaixo e em cima do palco.

Download: Bixiga 70 III


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Cidadão Instigado - Fortaleza (2015)



“Nossas raízes são essas”, explica Fernando Catatau sobre o acento setentista impregnado no quinto disco de sua banda de rock, o Cidadão Instigado. “É o som que a gente sempre quis.”

Primeiro disco em seis anos, Fortaleza, trabalho mais pesado da banda, chega à internet e aos palcos no início de abril. A banda disponibiliza o disco para download gratuito ainda nesta semana em sua página do Facebook e se apresenta no palco do Sesc Pompeia nos dias 9 e 10 de abril. A banda se apresenta na capital cearense no próximo dia 30, abrindo a programação de aniversário do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. 

Fortaleza é o álbum mais ambicioso do Cidadão Instigado, cheio de riffs memoráveis, grooves de rock e coros de plateia. Saem os teclados do ensolarado disco Uhuuu! (2009) para a entrada de vocais e violões contemplativos. E, embora pesado em sua extensão, ele também traz momentos líricos.

O disco é o resultado de um processo que começou em janeiro de 2012, quando a banda passou 12 dias enfurnada em uma casa de praia de Icaraí de Amontada, próxima de Jericoacoara, no Ceará, fazendo arranjos em canções de Catatau.

Um ano depois, se reencontraram no estúdio paulistano El Rocha, onde gravaram as bases. As gravações prosseguiram nos estúdios caseiros da banda até o início deste ano.

“Foi um processo parecido com a mudança entre os discos Ciclo da Dê:Cadência (2002) e o Cidadão Instigado e o Método Túfo de Experiências (2005), de reinventar tudo”, conta o vocalista e guitarrista, ao ser lembrado pelos outros integrantes da época em que pensou até em mudar o nome da banda.

Mudanças
A mudança desta vez foi na formação: o guitarrista Régis Damasceno foi para o baixo, o baixista Rian Batista assumiu violões e teclados e o tecladista Dustan Gallas tomou conta da segunda guitarra.

Só Catatau, o técnico Kalil Alaia e o baterista Clayton Martin permaneceram nos mesmos lugares. A mudança traz novos ares ao grupo.

A banda cita Led Zeppelin, Black Sabbath, Raul Seixas e Thin Lizzy como influências. Além, claro, do Pink Floyd, já que as gravações ocorreram ao mesmo tempo em que a banda fazia apresentações tocando a íntegra do clássico The Dark Side of the Moon (1973).

“Começamos a reparar no desenho das músicas, como uma se encaixava na outra e como iam do estúdio para o palco”, explica Régis.

Clayton fala que o mapa de palco do grupo inglês --que toca alinhado horizontalmente-- ajudou o Cidadão a se reinventar ao vivo. O Pink Floyd também foi crucial para uma das marcas do novo disco: os arranjos vocais quase sempre naquele falsete de soft rock dos anos 1970, que ficaram a cargo de Rian.

Declaração de amor
O nome da capital cearense inevitavelmente levou à composição da faixa-título, uma declaração de amor à cidade natal da banda que ao mesmo tempo questiona os valores da sociedade atual.

“Não é uma música só sobre Fortaleza. Fala do que aconteceu com o mundo todo, essa cara de banheiro de shopping de Miami. Eu sou o único paulistano da banda e vi isso acontecer no meu bairro, a Mooca”, reforça o baterista Clayton sobre a música que ainda conta com a participação do guitarrista Dado Villa-Lobos, da Legião Urbana, nos violões.

A referência à capital cearense quase trouxe o arcano hotel Iracema Plaza para a capa do disco. Mas, como explica Régis, “o título não é um nome próprio, é um substantivo”, e eles optaram pela capa preta com o nome da banda escrito em letras pontiagudas para enfatizar sua raiz rock e exigir o trono do gênero no Brasil. As credenciais estão à mostra. (Alexandre Matias, da Folhapress)


Download: Fortaleza