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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dalva Suada - EP (2011)



“Mulher, de onde tu vens?”, perguntou o cara. Dalva, suada, respondeu: “Dum rock muito massa que tá rolando lá no Varadouro!”. O rock era tocado por ela mesma, uma banda com a fúria de todos os dedos, mãos e cabeças. Arrepiando instrumentos, sozinha, nas quebradas. Mas Dalva suada soa bem. Quer vê-la? Vai pra o Grito Rock Campina Grande, na próxima sexta-feira, 25, no Bronx Bar. A galera vai fazer um psicodélico latino rock inquieto.

A raça das guitarras e da batera da Dalva Suada são uma junção do frenesi das ruas com os experimentos humanos. Mostrar esse potencial de cordas e melodias provocativas é o desejo da Dalva. “Acreditamos que, por estarmos tão envolvidos com a música independente, é de extrema importância participar dos festivais e eventos que envolvam o tema. Procuramos participar do Grito Rock também pela divulgação”, explica o vocalista e guitarrista, Fea.
Ousados, os músicos desse novo trabalho paraibano resolveram apostar no StonerRock, um estilo que tem riffs de guitarra graves e lentos e traços psicodélicos. As influências setentistas e lisérgicas são tantas quanta a vontade de vibrar com o hard rock. Black Sabbath é um dos referenciais dos caras, entre outros. A Dalva é assim. Stoner e metal, com umas leves pitadas de blues. Como todo som brasileiro, fusionado na essência.
Há ainda uns toques bem pessoais no trabalho, como o calor, a “sensualidade-safadeza-cinismo” do jazz bass e a visceralidade do heavy funk. Além de títulos e letras enigmáticas, como “Leite de cabra” e “Sal de churrasco”. O som tem as características da música independente atual, jovem e livre, e cai bem num palco de um Grito Rock, numa serra.


“É incrível como o fluxo de bandas novas vem crescendo com os meses, sem contar com o aumento das oportunidades para uma boa divulgação e incentivo em festivais, editais etc.. O processo é lento e, às vezes, ilude. Não é fácil realizar a cultura de produção independente, mas tendo a cena como uma intensa fome de cultura que só diversifica as possibilidades, temos que continuar a trabalhar em prol das novas ideias”, disse o músico.