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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Juvenil Silva - Super Qualquer no Meio de Lugar Nenhum (2014)



Após lançar Desapego, no ano passado, e receber uma repercussão superpositiva do público, o músico Juvenil Silva realiza nesta sexta-feira (3), às 20h, o lançamento de seu segundo álbum, Super qualquer no meio de lugar nenhum, no Teatro de Santa Isabel.

Assim como no disco, a apresentação conta com a participação de diversos convidados, como Juliano Holanda, Isaar, Cláudio N, Aninha Martins, Leo Vila Nova, Márcio Oliveira, Arthur Soares e Rachel Bourbon, além dos músicos Ênio Borba (guitarra), Manoel Otávio (contrabaixo), Hugo Coutinho (teclados) e Gilvandro Barros (bateria), que formam a banda de Juvenil.

O álbum, que já está disponível no SoundCloud de Juvenil, traz 12 faixas que passeiam por ritmos como ciranda, funk, udigrudi e folk sem deixar de lado a pegada rock’n’roll que caracteriza suas canções.

Além de uma ampliação no horizonte rítmico, Super qualquer no meio lugar nenhum representa um amadurecimento e maior refinação em seu processo de produção. Diferentemente do álbum de estreia, totalmente gravado de forma caseira, o segundo disco contou com o suporte do Estúdio Base e a produção do músico Arthur Soares, que o acompanhou de perto durante as gravações.

Após o lançamento, Juvenil se prepara para apresentar o disco em Fortaleza, Porto Alegre e Rio de Janeiro até o fim do ano.

Download: Super Qualquer no Meio de Lugar Nenhum


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Juvenil Silva - Desapego (2013)



Por Hugo Montarroyos

A vida é mesmo cheia de surpresas. Quem diria que aquele moleque mod meio chato dos Canivetes (banda que fez certo barulho no underground recifense da década passada)  fosse se transformar, anos mais tarde, em um artista completo? É o que atesta este “Desapego”, estreia solo de Juvenil Silva. Como quem brinca com o tempo, sua faixa de encerramento, “De Volta para o Futuro Em Recife”, sintetiza toda a concepção estética do álbum, que tem gosto, cheiro e cor de final dos anos 60, sem, no entanto, abrir mão de ser atual. Seja no rockabilly de “Mixturado”, na manhosa “Pomba Gira Violeta” (que parece fundir Mutantes com Jorge Ben Jor) ou na instrumental “Tire o Peixe da Gaiola” ( coisa de quem ouviu muito Santana), Juvenil não perde a mão em um segundo sequer. São todas canções que dão vontade de apertar “repeat” após a execução.

A banda é extremamente afiada, e soa como se estivesse se divertindo em qualquer quintal ou garagem da vida. É psicodélico sem ser chato. E, ao mesmo tempo, despretensioso sem soar simplista. As letras são um achado, como as de “Desapego” e “Se Ela Nunca…”. O que mais impressiona é a capacidade de Juvenil de percorrer por diversos territórios da música (tropicália, blues, rock rural, Novos Baianos, Raul Seixas, Bob Dylan) sem perder a coesão. Tudo está no seu devido lugar. É daqueles álbuns difíceis de citar um destaque. Deram até um nome para este tipo de trabalho: obra. Se “Desapego” não é uma obra-prima, é um disco que deve ser entendido pelo todo, e não apenas  pelas partes.

E é assim, juntando as partes de tudo que vê, ouve e respira, que Juvenil concebe um trabalho extremamente inspirado, verdadeira delicadeza bruta de quem deixou de ser apenas um roqueiro inquieto para se tornar um artista de alto calibre. Tom Zé ficaria orgulhoso.

Download: Desapego