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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Orquestra Contemporânea de Olinda - Bonfim (2015)




Bomfim é um disco que poderia chamar-se Guadalupe, Amaro Branco, Bonsucesso, Maruim...Toda Olinda lá de baixo, periferia às margens do sítio histórico, descreveria bem a essência do terceiro álbum de carreira da Orquestra Contemporânea de Olinda (OCO). Neste trabalho, a banda que desde 2008 trilha um caminho crescente no cenário da música brasileira, volta confortável para casa. O bom fim de um ciclo criativo para um recomeço, com tudo de melhor que a palavra traz. Retorno ao que Olinda tem de mais rica: os moradores, os candomblés e seus afoxés, os cocos de umbigada, do Pneu e da Xambá. As loas de maracatu da Tabajara. As figuras fantásticas, como o Cariri, em um carnaval reconhecido no mundo todo. Os sete músicos pernambucanos, de performance sempre surpreendente no palco, vivem, se alimentam dessa Olinda transbordante de arte e autorreferências, ao mesmo tempo cosmopolita, transitando lado a lado com o que vem de fora.

Dessa mistura de tradições e influências, Gilú Amaral (percussão), Rapha B (bateria), Hugo Gila (baixo), Juliano Holanda (guitarra), Tiné e Maciel Salú (vocais), e ainda um dos mais expressivos saxofonistas do país, o Maestro Ivan do Espírito Santo, unem-se a um trio de metais (trompete, trombone e tuba) vindo do Grêmio Musical Henrique Dias, primeira escola profissionalizante de frevo de Olinda, em atividade ininterrupta desde 1954. Após oito anos de estrada, a Orquestra Contemporânea de Olinda nunca se sentiu tão ela, tão segura do seu lugar e da força da música que faz e carrega.

Os primeiros shows de lançamento de Bomfim já estão agendados para junho: começam no dia 18 e 20 no Rio (RJ), 19 em Niterói (RJ), 25 em Goiânia (GO) e 26 em Brasília (DF) . Além do show no Teatro Oscar Niemeyer, em Niterói, a banda ainda tem garantida pela Petrobras a circulação do espetáculo por várias capitais brasileiras, como Belém, Manaus, Fortaleza, Juazeiro do Norte, Salvador, Recife, Goiânia, Cuiabá, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e São Paulo. Além do lançamento em streaming, a banda projeta a venda das principais lojas do país de Bomfim em embalagem digipack e vinil.

Conceito - Bomfim é 100% autoral, gravado no Fábrica Estúdios (PE). O disco traz 11 faixas com produção e direção musical são assinadas por Juliano Holanda e Orquestra Contemporânea de Olinda. O designer gráfico é de Sebba Cavalcante sob conceito de Aline Feitosa e fotografias de Beto Figueiroa. Os grafismos são de Maria Morena e de Zelão, um dos últimos artistas populares da 'escola' de Bajado. Zelão morreu em Olinda logo após a conclusão deste trabalho para a Orquestra Contemporânea de Olinda, em dezembro de 2014. A máscara usada pelo menino da capa é de Julião das Máscaras, terceiro da geração de uma família que mantém viva a arte das fantasias com papel marchê no bairro do Guadalupe, Olinda. O show traz cenografia de Renata Gamelo e light design de Roberto Riegert. A Quatro Cantos Produções faz a produção executiva deste terceiro disco de carreira da OCO.
Trajetória - Com o primeiro disco, homônimo, lançado em 2008 (Som Livre), a Orquestra Contemporânea de Olinda conquistou indicações ao Prêmio da Música Brasileira (2009), Grammy latino (2010), teve o show considerado um dos melhores de 2009 pelo Jornal O Globo e ganhou meia página do The New York Times pela apresentação feita no Lincoln Center (NY), em 2010, na primeira turnê pelos EUA. Em 2012, a OCO lançou o elogiado disco "Pra ficar", que teve como produtor musical o conceituado Arto Lindsay.

Em 2013, a OCO apresentou showcase na WOMEX, maior feira de música do mundo, o que garantiu a 4ª turnê internacional do grupo, que ocorreu o fim de 2013. Nos dois anos seguintes, a Orquestra circulou por todas as regiões brasileiras. Apresentaram-se em grandes festivais, como o Se Rasgum (PA) e o Psicodália (SC); levou o público para ferver em praças públicas, como na acolhedora Pirenópolis, no Centro-Oeste, e na capital federal. Fez shows históricos em Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, São Paulo e Florianópolis. Encerrou a turnê do álbum "Pra Ficar" numa emocionante apresentação com lotação máxima no Teatro Santa Isabel, no Recife.







sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Orquestra Contemporânea de Olinda - Pra Ficar (2012)




A Orquestra Contemporânea de Olinda é o símbolo da intensidade e inventividade que o Brasil e o Mundo aprenderam a admirar na música pernambucana. Idealizada pelo Gilú (percussionista) a Orquestra é a reunião de alguns dos melhores músicos pernambucanos, com trabalhos conhecidos em todo o Mundo, que não se contentam com a formação tradicional de uma banda, com baixo, guitarra e bateria, com a junção de músicos da Orquestra de frevo com mais de 50 anos de existência.

A primeira metade responde pela base criativa: Gilú, Hugo Gila, Tiné, Maciel Salú, Rapha B. e Juliano Holanda quem vem afinada de trabalhos anteriores como Bonsucesso Samba Clube, Academia da Berlinda, Variant, DJ Dolores e Orchestra Santa Massa e Terno do Terreiro entre outros vários projetos. A outra metade vem do Grêmio Musical Henrique Dias, comandado pelo Maestro Ivan do Espírito Santo (flauta, sax alto, barítono e tenor), Roque Netto (trompete), Adriano Ferreia (trombone) e Alex Santana (Tuba), músicos formados pela primeira escola profissionalizante de músicos de Olinda sem fins lucrativos que iniciou suas atividades em 1954 e realiza, até hoje, programas educacionais, culturais e de desenvolvimento comunitário na cidade Alta de Olinda/PE. Daí por diante, foi questão de poucos meses para a "big band" olindense se tornar conhecida do público e recomendada pela crítica mundial. Entre shows em todo o Brasil a banda preparou um repertório que faz parte do seu primeiro álbum, lançado em 2008 e distribuído pela Som Livre (Orquestra Contemporânea de Olinda - 2008, Som Livre.

Entre grooves latinos, afro beats e ritmos pernambucanos, a Orquestra Contemporânea de Olinda construiu identidade própria, concisa, bem definida. Mérito compartilhado por um elenco de dez músicos com diferentes origens e a mesma intenção de fazer uma música nova, em todos os sentidos. Desde releituras de clássicos em ambientes vanguardistas até a doçura de linhas melódicas primorosas, pontuadas por arranjos de uma orquestra de sopro incrivelmente "encaixada" no som...
Idealizador da Orquestra, o percussionista olindense Gilú vem desenvolvendo um trabalho com identidade própria e bem definida, em palcos brasileiros e estrangeiros. Em pouco tempo de carreira, tocou com: Naná Vasconcelos, Erasto Vasconcelos, Mundo Livre, Otto, Silvério Pessoa, entre outros. Gravou CD com Chão e Chinelo, Bonsucesso Samba Clube e Renata Rosa, tendo viajado com esta última pela Europa. Na Europa, participou do projeto Trilogia do Carnaval, do pianista Marcelo Bratk, solista da sinfônica de Londres. Foi membro fundador dos grupos A Roda (com Gabriel Melo e Yuri Habib) e Academia da Berlinda

O cantor e compositor Tiné é natural de Arcoverde, terra do grupo Cordel do Fogo Encantado, e do Samba de Coco Raízes de Arcoverde, duas influências claramente assumidas em seu trabalho. No Recife, é conhecido por seu trabalho no grupo Academia da Berlinda. Com Maciel Salú, participou do projeto Terno do Terreiro. Além disso, em 2004 Tiné lançou o disco solo, Segura o Cordão, com composições próprias e de parceiros, e produção musical e arranjos do violeiro Caçapa. Uma das faixas, a canção Cobrinha, foi incluída na coletânea What's Happening in Pernambuco lançada nos Estados Unidos pelo selo Luaka Bop, de David Byrne. Algumas músicas estão no endereço www.myspace.com/seguraocordao

Tendo crescido em contato com mestres da cultura popular, o rabequeiro, cantor e compositor Maciel Salú tem uma herança poético-musical privilegiada. Sua infância foi enriquecida pelos ritmos do maracatu rural, cavalo marinho, ciranda e outros, cultivados em sua família por seu avô João Salú, e por seu pai, Mestre Salustiano. Há 10 anos, com o grupo Chão e Chinelo, participou de festivais nacionais e internacionais, como em Nantes, na França. Posteriormente, se integrou à Orquestra Santa Massa, liderada por DJ Dolores, e aplaudida no Free Jazz, Abril pro Rock, festival Lincoln Center, em Nova York e na European Tour em mais nove países. Em 2004, iniciou trabalho solo, com o disco A pisada sucesso de público e crítica. O segundo, Na Luz do Carbureto, foi lançado em 2006

Juliano Ferreira Holanda é um instrumentista, compositor e produtor musical bastante requisitado. Tem trabalhos com guitarra, baixo, violão, violão de sete cordas, viola, viola de 10 cordas, viola de cocho, bandolim e baixolão. Nos últimos anos, participou, compôs ou produziu em uma extensa série de projetos e bandas, como: Azabumba, Forró Rabecado, Maciel Salú e o Terno de Terreiro, Alessandra Leão, Erasto Vasconcelos, Zeh Rocha, Negroove, Dona Cila e seus Pupilos, Isidro, Tonino Arcoverde, Geraldo Maia, Treminhão, Amoenda, Folia de Santo, e Mio Mazda meets Deep Samba

Há muitos anos Hugo Gila tem sido baixista e tecladista na cena musical olindense. Tocou com Otto, Kaya Na Real, Songo, Variant TL, Zé Cafofinho e suas Correntes, Guardaloop, China (projeto solo), Erasto Vasconcelos e Seu Gaspar da Gaita. Atualmente, é um dos integrantes da banda Academia da Berlinda

Parceiro de longa data de Hugo Gila e Gilú, Raphael Beltrão já foi baterista da Songo, Variant TL e China. Entre outros, participou da gravação dos CDs dos grupos Bonsucesso Samba Clube, Geraldo Azevedo, Zé Cafofinho e suas Correntes e Variant (dividindo a bateria com Pupillo da Nação Zumbi) entre outras bandas. Com ele, se fecha o núcleo baixo-percussão-bateria-guitarra, ou seja, o "coração" da Orquestra Contemporânea de Olinda.

Maestro Ivan Do Espírito Santo é saxofonista profissional desde 1º de dezembro de 1982, trabalhando em diversos segmentos da profissão, tais como: Orquestra de Frevo do Maestro DUDA (de 1982 a 1990, quando em 1983, apresentou-se na Feira das Nações na cidade Miami-Flórida), Orquestra Sinfônica do Recife (convidado para solo), Banda Sinfônica da Cidade do Recife (convidado para solo), gravação de diversos trabalhos com artistas locais e nacionais, entre eles: CD Próprio Os Sons do Espírito Santo (Gravadora Manancial), Banda LA PAZ, Claudionor Germano (Homenagem a CAPIBA e Marchas Rancho), Isabel Gouveia (Fidelidade), Davi Wanderley (Livre de verdade), Maestro Nunes (Homenagem ao criador), Patrícia Solis (Camucais), Grêmio Musical Henrique Dias (O tema é FREVO), Banda de música da Base Aérea do Recife, Cauby Peixoto (20 Super Sucessos), Alceu Valença (Asas da América), Nação Zumbi (Nascedouro), Karina BHÜR, Orquestra Contemporânea de Olinda, Orquestra Popular do Recife (E o frevo continua), KATE BENTLEY (USA), Lia de Itamaracá (Ciranda de ritmos), etc..

Atuou em espetáculos com artistas de diversos estilos, tais como: FESTIVAL DE FREVO E MARACATU - FREVANÇA (REDE GLOBO), RECIFREVO, RECIFE BANDA SHOW, PETRÚCIO AMORIM, ALTEMAR DUTRA Jr, PERI RIBEIRO, FRANCIS HIME, RAUL DE SOUSA, CARLINHOS FÉLIX, HEBE CAMARGO, NELSON GONÇALVES, ÂNGELA MARIA, REGINALDO ROSSI, ALCEU VALENÇA, ANDRÉ RIO, GONZAGA LEAL (no show Pra Sempre Sonhar), CHORANDO EM PE (com apresentações em todo Nordeste do Brasil, bem como na cidade de Buenos Aires – ARGENTINA), MARIA CREUSA, etc. Atualmente é o Maestro da Banda de música do Grêmio Musical Henrique Dias, e ministra no Curso de Teoria Musical, Solfejo, Saxofone e Flauta-doce, e Flauta transversal; atua como solista na Orquestra Sinfônica Jovem e na Orquestra do Conservatório Pernambucano de Música; é arranjador e saxofonista da Orquestra Contemporânea de Olinda, da qual foi indicado ao Prêmio TIM FESTIVAL 2009 e ao LATIN GRAMMY 2009. E na Força Aérea, é saxofonista e arranjador da Banda de Música da Base Aérea do Recife.




Download: Pra Ficar

Clip do primeiro disco: