terça-feira, 27 de abril de 2010

Silvia Machete - Bomb of Love


A carioca Silvia Machete trocou o Rio de Janeiro pelo picadeiro e saiu mundo afora dependurada num trapézio, fazendo malabarismos, palhaçada e comendo muita banana. Já se apresentou em mais de 30 países, ganhando prêmio e colhendo louros (e alguns morenos também).
Há sete anos trocou a banana pela maçã e foi morar em Nova Iorque, onde reside e trabalha. É lá no East Village, bairro boêmio novaiorquino, que se pode ver Silvia, com seus bambolês, seu vestidinho vermelho e violão debaixo do braço (como ela consegue carregar isso tudo, ainda mais de salto alto??? ). My God! Ela é realmente talentosa.
Em suas apresentações ela consegue misturar o que mais gosta de fazer: divertir o público, bambolear seus 20 bambolês, e, claro, cantar composições próprias (e impróprias), sempre romântica, mas com um pé no humor.
No verão de 2006, Silvia Machete voltou ao Rio para apresentar o show "Cabaré Bamolê" (e pegar uma praia, claro) e pra gravar seu cd "Bomb of Love", reunindo um time de feras: Rubinho Jacobina (piano), Nelson Jacobina (guitarra), Domenico Lancellotti (bateria) Stephane San Juan(percussão), Rodrigo Bartolo (baixo) e Thiago Charbomez (trompete).
Bom, com o cd gravado, a cantora acrobata nao vai descansar, vai rodar o mundo, mas sempre voltando pra suas duas cidades preferidas: Rio de Janeiro e Nova Iorque.
Enquanto ela nao pinta por essas bandas tropicais, voce pode ir ouvindo o cd "Bomb of Love - música safada para corações românticos".
Aproveite!!

Download: Silvia Machete




terça-feira, 20 de abril de 2010

The Hot Hats - Turn Ons

O nome The Hot Rats é pouco conhecido por aí, mas por traz dele se encontram dois músicos já familiarizados com o sucesso: Gaz Coombes e Danny Goffey, integrantes do Supergrass. Na verdade esta nova banda é um projeto paralelo formado pelos músicos apenas para tocar composições de outras bandas, principalmente enquanto o baixista do Supergrass, Mick Quinn, se recuperava de uma operação na coluna.

O que era apenas um passatempo rendeu um disco muito interessante, “Turn Ons”. Este álbum traz um apanhado de músicas que artistas que influenciaram Coombes e Goffey em sua formação.

Em algumas das 12 faixas que compõem o disco a dupla manteve o mesmo clima da versão original e em outras a música foi praticamente reconstruída no estilo do The Hot Rats. Bons exemplos das que mantém muito da versão original é “The Lovecats”, um dos sucessos do The Cure. A versão continua dançante, mas ganhou um clima mais Rock n’ Roll e moderna.

Outra que não foi muito modificada é “The Cristal Ship”, uma das melhores músicas do The Doors. A versão do Hot Rats manteve o clima ‘viajante’ da original, mas também adicionou energia extra nas partes mais barulhentas. Ótima versão.

Uma música que esta bem diferente do original é “(You Gotta) Fight for Your Right (to Party)”. A nova roupagem deu uma cara sessentista ao clássico dos Beastie Boys.

O repertório passa pelos anos 60, 70 e 80 e consegue fazer músicas tão diferentes como “E.M.I.”, dos Sex Pistols, e “Bike”, do Pink Floyd, conviverem no álbum sem grandes problemas. E sem causar estranheza na audição. A despretensão do projeto ajudou a criar um disco gostoso de ouvir.



01. I Can't Stand It (The Velvet Undergroud)
02. Big Sky (The Kinks)
03. The Crystal Ship (The Doors)
04. (You Gotta) Fight For You Right (To Party!) (Beastie Boys)
05. Damaged Goods (Gang Of Four)
06. Love Is The Drug (Roxy Music)
07. Bike (Pink Floyd)
08. Pump It Up (Elvis Costello)
09. The Lovecats (The Cure)
10. Queen Bitch (David Bowie)
11. E.M.I. (Sex Pistols)
12. Up The Junction (Squeeze)


terça-feira, 6 de abril de 2010

Wado e Realismo Fantástico - A Farsa Do Samba Nublado


Wado estreou na cena musical brasileira com um disco que chamava a atenção já no título: Manisfesto da Arte Periférica. De cara, Wado procurava cutucar o público, tentando mostrar que se fazia música boa fora do eixão RJ/SP. "Eu tenho muita vontade de lutar pelo reconhecimento das outras regiões brasileiras, de criar mercados locais que sejam integrados a outros mercados locais e que permitam um intercâmbio maior entre os independentes", dizia o músico em entrevista ao S&Y, isso três anos atrás.



Mais de mil dias se passaram, Wado lançou um segundo disco bastante elogiado, tocou na primeira edição do Tim Festival, no Rio de Janeiro, em 2003, e seguiu na difícil estrada dos jovens músicos no Brasil, fazendo música, tocando, trabalhando, tocando e fazendo música. E trabalhando, mas não deixando de tocar. "Ainda temos o sonho de viver de música", diz Wado, apresentando seu terceiro álbum. "É um disco estranho, que contém sambas estranhos e músicas de letras fortes e sonoridade de estúdio profissional".



A Farsa do Samba Nublado (Outros Discos) traz algumas mudanças, tanto em sonoridade quanto nas letras e em conceito. Primeiro de tudo: a banda agora assina Wado e Realismo Fantástico. "Acreditamos que assim seja mais justo". As letras: "Estão mais longas, o que é uma diferença de abordagem que eu queria tentar, passar longe da concisão que são as letras dos outros discos, tentar algo novo". O som: "Os arranjos estão mais bem resolvidos", garante.



Ok, é preciso dizer que isso tudo é teoria. Na prática, estender o nome da banda significa que o grupo está unido e, que tudo o que vier, de alegrias a tristezas, será dividido por quatro. As letras podem até estar mais longas, mas estão mais decifráveis (seja lá o que isso queira dizer). É possível ouvir o disco uma vez e sair cantarolando as canções em seguida, e isso é mérito. Quanto ao som, esse é o disco mais direto da banda. E o mais triste. Rock e samba se influenciam, se abraçam e saem de mãos dadas pelo salão. Alvinho dispensa a guitarra e aposta no som do violão, claro, atulhado de efeitos e de wah wah. O resultado é um som dançante, pop, inteligente e com um q de melancolia e de nuvens negras.

1. Tormenta
2. Grande poder
3. Vai querer?
4. Alguma coisa mais pra frente
5. Carteiro de favela
6. Gargalhada fatal
7. Fuso
8. Amor e restos humanos
9. Se vacilar o jacaré abraça
10. Ode à maldade
11. Deserto de sal
12. Pé de carambola (bonus track)


Download:Wado



terça-feira, 23 de março de 2010

Afrika Bambaataa & Soulsonic Force - Planet Rock: The Album




“Afrika Bambaataa é o pseudônimo de Kevin Donovan (Bronx, Nova York, 19 de abril de 1957) é um DJ estado-unidense e líder da Zulu Nation, reconhecido como fundador oficial do Hip Hop.
Nasceu e foi criado no Bronx e, quando jovem, fazia parte de uma gangue chamada Black Spades (Espadas Negras, em português), mas viu que as brigas entre as gangues não levariam a lugar nenhum. Muitos dos membros originais da Zulu Nation também faziam parte da Black Spades, que era uma das maiores e mais temidas gangues de Nova York. Bambaataa se utilizou de muitas gravações já existentes de diferentes tipos de música para criar Raps. Usando sons, que iam desde James Brown (o pai do Funk) até o som eletrônico da música “Trans-Europe Express” (da banda européia Kraftwerk), e misturando ao canto falado trazido pelo DJ jamaicano Kool Herc, Bambaataa criou a música “Planet Rock”, que hoje é um clássico. Bambaataa também foi um dos líderes do Movimento Libertem James Brown, criado quando o mestre da Soul Music estava preso e, anos depois, foi o primeiro ‘Hip-Hopper’ a trabalhar com James Brown, gravando “Peace, Love & Unity”. Bambaataa criou as bases para surgimento do Miami Bass, Freestyle (gênero musical), ritmos que infuênciaram o Funk Carioca.”

  1. "Planet Rock" (Original Twelve-Inch Version) - 7:31
  2. "Looking for the Perfect Beat" (Original Twelve-Inch Version) - 6:51
  3. "Renegades of Funk" (Original Twelve-Inch Version) - 6:45
  4. "Frantic Situation" (Frantic Mix) - 5:07
  5. "Who You Funkin 'With?" - 6:23
  6. "Go-Go Pop" - 6:00
  7. "They Made a Mistake" - 5:30


sábado, 20 de março de 2010

Maquinado - Mundialmente Anônimo "O Magnético Sangramento da Existência"




É notável a evolução de Homem Binário (2007) para esse segundo trabalho, em grande parte influenciado pelo papa do suingue, Jorge Ben Jor. Se o primeiro era mais "eletrônico", mais disco de produtor, neste o som é mais "orgânico", e o guitarrista dá mais vazão ao instrumento no qual é um dos melhores de sua geração. "No outro, a guitarra era só mais um elemento. Este é superorgânico, apesar de ter as bases montadas de forma eletrônica, no caso da bateria, mas não significa que o som seja artificial", diz Maia. "Fora isso o resto foi tudo gravado de maneira tradicional."
Com maior liberdade de criação, ele também tomou conta de tudo desta vez. "No primeiro, fiz questão que as participações especiais fizessem parte da autoria da música. Aqui não: fiz tudo sozinho e a maior parte fiz com a guitarra." Maia está mais solto até nos vocais, embora reafirme que não é nem pretende ser cantor, usa a voz apenas como um complemento na maior parte das faixas. Em Tropeços Tropicais ele deixa a função para Lourdez da Luz, do Mamelo Sound System.
Maquinado vai além da colagem rock-samba/samba-rock, entrelaçando o que já era misturado com hip hop, dub e outras batidas, nitidamente influenciado por Jorge Ben Jor. "Ele é o nosso Jimi Hendrix. É o monolito principal pra mim", diz Maia, que colocou como faixa inicial a clássica Zumbi e usou sample de Charles, Anjo 45 em Girando com o Sol. Zumbi seguida de Dandara (dele) é homenagem dupla ao casal-símbolo da negritude brasileira, menos valorizado do que merece.


quarta-feira, 17 de março de 2010

Roberto Carlos - Coletânea Baixa Funda



Você Não Serve Pra Mim
Todos Estão Surdos
Detalhes
Como É Grande O Meu Amor Por Você
Debaixo Dos Caracois Dos Seus Cabelos
Quando
Quero Que Vá Tudo Pro Inferno
É Preciso Saber Viver
Não Vou Ficar
Ciúme De Você
É Proibido Fumar
Na Paz Do Teu Sorriso
As Curvas Da Estrada de Santos
Pra Ser Só Minha Mulher
Se Você Pensa
Eu Quero Apenas
Não Há Dinheiro Que Pague
Jesus Cristo
Amigo
Ilegal, Imoral ou Engorda
Além Do Horizonte



segunda-feira, 15 de março de 2010

The Tarantino Experience



Os filmes de Quentin Tarantino são muito mais do que apenas bons filmes. O diretor do recente “Bastardos Inglórios” é fanático por músicas da década de 70 e trilhas sonoras de faroestes antigos, principalmente as composições do mestre italiano Ennio Morriconne.

Isso explica o primor da trilha sonora de cada uma de suas crias . “Tarantino Experience” é uma verdadeira salada: o primeiro CD tem as pérolas dos dois “Kill Bill”, “Pulp Fiction” e até “Paint it Black”, do Rolling Stones. O segundo é mais lado B, com músicas poucos conhecidas e que às vezes passam batido na experiência tarantinesca.

01 Nancy Sinatra – Bang Bang (My Baby Shot Me Down) 02:41
02 Urge Overkill – Girl Youll Be A Woman Soon 03:11
03 Ladybug Transistor – Always On The Telephone 03:55
04 The Hurricanes – Out Of Limits 02:06
05 Geater Davies – Sad Shades Of Blue 04:13
06 Joe Cocker – Woman To Woman 04:26
07 Screamin Jay Hawkins – I Put A Spell On You 02:25
08 The Surf Coronados – Pipeline 02:12
09 Bilie Jo Spears – Fever 02:55
10 Chris Farlowe – Paint It Black 03:29
11 Scremin Lord Such – Murder In The Graveyard 02:57
12 Duane Eddy – Rebel Rouser 02:16

01 Dick Dale & The Del-Tones – Misirlou 02:16
02 Fendermen – Ghost Riders In The Sky 04:40
03 Dennis Yost & Classic IV – Spooky 02:48
04 The Meters – Look-Ka-Py-Py 03:13
05 Wilson Pickett – Something You Got 02:54
06 1910 Fruitgum Co. – Indian Giver 02:35
07 Lobo – You Me And A Dog Named Boo 03:07
08 The Grass Roots – Midnight Confessions 02:47
09 John Fred & His Playboy Band – Judy In Disguise 02:54
10 Nino Tempo & April Stevens – Deep Purple 02:43
11 Richard Twang & His Cadilacs – Apache 02:48
12 Johnny Cash – I Walk The Line 02:41

Download:Tarantino