sábado, 25 de dezembro de 2010

Arnaldo Antunes - Ao Vivo Lá Em Casa





O cantor, compositor e poeta Arnaldo Antunes levou o conceito de “festa no apê” às últimas consequências. Juntou sua banda com cinco músicos, recebeu Jorge Ben Jor, Erasmo Carlos e Fernando Catatau e tocou para 150 convidados na casa em que vive com a família em São Paulo. A apresentação foi gravada no dia 9 de agosto, e o resultado é o CD e DVD Ao Vivo Lá em Casa.

– Sempre faço reuniões com música na minha casa, mas nunca nada desse porte – diz Antunes. – Eu tinha esse desejo há anos, desde que me mudei para esta casa. Aí, quando surgiu a oportunidade de registrar esse show (do disco Iê iê iê, de 2009), resolvi viabilizar isso.

Como os Rolling Stones fizeram no disco Exile on Main St. (1972), gravado na residência do guitarrista Keith Richards, Antunes precisou adaptar a disposição dos cômodos da sua casa para o registro.

– Foi uma loucura, tivemos de nos mudar por quatro ou cinco dias. Os quartos dos meus filhos viraram camarim e sala de comando. Precisaram tirar algumas telhas para passar os cabos, estacionaram um caminhão com gerador na porta de casa – relembra.

A laje da edícula, nos fundos, serviu de palco para os músicos. Além dos convidados especialíssimos – “Não é todo dia que você reúne Jorge Ben e Erasmo Carlos na sua casa”, gaba-se –, Antunes juntou uma banda de primeira, com talentos da nova geração, como Marcelo Jeneci (teclados) e Curumim (bateria), além do seu contemporâneo Edgard Scandurra (ex-Ira!), com quem faz parceria desde seu primeiro disco solo.

Fora do repertório de Iê iê iê, há Quando Você Decidir (de Odair José), As Árvores (parceria de Antunes com Jorge Ben) e Já Fui uma Brasa (dos Demônios da Garoa), entre outras pérolas.



1. Já Fui Uma Brasa
2. Iê Iê Iê
3. Vem Cá
4. Essa Mulher
5. Americana
6. A Casa é Sua
7. Invejoso (com Fernando Catatau)
8. Consumado
8. Um Quilo
10. Longe
11. Envelhecer
12. Pra Quietar
13. As Árvores (com Jorge Benjor)
14. Cabelo (com Jorge Benjor)
15. Meu Coração
16. Sua Menina
17. Sou Uma Criança e Não Entendo Nada (com Erasmo Carlos)
18. Jogo Sujo (com Erasmo Carlos)
19. Quando Você Decidir
20. Sim ou não
21. Vou Festejar
22. O Que Você Quiser
23. Cachimbo
24. Já Fui Uma Brasa





Download: Ao Vivo Lá em Casa





quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Palavra (En)cantada



Palavra (En)cantada, documentário dirigido por Helena Solberg, discute a relação entre música e poesia no Brasil

Em um país com uma forte cultura oral como o Brasil, a música popular pode ser a grande ponte para a poesia e a literatura. O interesse em promover o debate e a reflexão sobre esse tema foi o ponto de partida do novo filme de Helena Solberg: o documentário Palavra (En)cantada. Dois anos depois de muita pesquisa e a filmagem de entrevistas em maio e junho de 2007, o longa chega aos cinemas em março de 2009.

O filme conta com a participação de Adriana Calcanhotto, Antônio Cícero, Arnaldo Antunes, BNegão, Chico Buarque, Ferréz, Jorge Mautner, José Celso Martinez Correa, José Miguel Wisnik, Lirinha (Cordel do Fogo Encantado), Lenine, Luiz Tatit, Maria Bethânia, Martinho da Vila, Paulo César Pinheiro, Tom Zé e Zélia Duncan. A maioria das entrevistas foi feita em casa e alguns deles cantaram e tocaram canções especialmente para o documentário, fato que realça a atmosfera intimista do longa-metragem.

Depoimentos surpreendentes e belo repertório - O roteiro doPalavra (En)cantada tem sua narrativa construída na costura de depoimentos, performances musicais e bela trilha sonora. A abertura do filme é surpreendente, com Adriana Calcanhotto cantando, em franco-provençal, versos de Arnaut Daniel, poeta provençal do século XII, considerado um dos maiores da história, um artesão da integração entre palavra e som.

A partir da idéia sugerida por Lenine, de que os compositores brasileiros são descendentes diretos do trovador, o filme lança olhar sob diversos aspectos da formação cultural brasileira. Dos intérpretes que declamam poesia nos palcos aos cantadores nordestinos que improvisam diversos gêneros na viola, passando pelo Rap que, segundo o rapper Ferréz, "é uma mera continuação do cordel", Palavra (En)cantada é uma reflexão sobre a tradição oral e a diversidade cultural brasileira, resultado do cruzamento entre as culturas erudita e popular. 

'Criou-se no Brasil uma situação que não existe em nenhum outro país: uma canção popular fortíssima, que ganhou uma capacidade de falar e cantar para auditórios imensos, e levar para esses auditórios poesia de densa qualidade, com a leveza que a canção tem', observa no filme o músico e professor de literatura da USP, José Miguel Wisnik.

Poetas-letristas, autores de livros que tornaram-se compositores, poetas que tentam usar a música para ganhar mais dinheiro, poetas do morro, tudo isso é assunto doPalavra (En)cantada. O filme é costurado por passagens instigantes, como a declarada rejeição de Chico Buarque ao título de poeta, e emocionantes, como as imagens captadas de Hilda Hilst pouco antes da sua morte, reclamando que os poetas não são valorizados no Brasil e contando que, para ganhar mais dinheiro, pediu para Zeca
Baleiro musicar seus poemas.

Filme é rico em imagens raras - Palavra Encantadaapresentará imagens inéditas no Brasil, como a encenação deMorte e Vida Severina, de João Cabral de Mello Neto, no Festival de Teatro Universitário de Nancy, na França, em 1966. Merecem destaque também imagens raras, que foram restauradas pela produção do filme, de Dorival Caymmi, nos anos 40, cantando e tocando O Mar ao violão. A canção, feita em Itapuã em 1937, foi escolhida pelo próprio compositor como a mais representativa do conjunto de sua obra.

O documentário também resgata um depoimento histórico de Caetano Veloso no Festival da Record, em 1967, logo após cantar Alegria, Alegria. Nele, Caetano fala de sua inspiração ao compor a música e ressalta a liberdade no uso da guitarra na música brasileira: “No Rio de Janeiro, disseram “Caetano vai usar guitarra numa música, quando chegar na Bahia vai tomar uma surra de berimbau”. O que eles não sabiam é que os baianos estão além!”.

Ponto de partida - A idéia do projeto surgiu há mais de três anos. No começo de 2005, Marcio Debellian, autor do argumento do filme, apresentou um projeto à Bienal do Livro para realizar pocket-shows de música e poesia durante o evento. O objetivo era mergulhar no universo particular de grandes compositores brasileiros, seus livros e autores preferidos, e como a relação de cada um com a poesia / literatura influenciava o seu processo criativo. O conceito do projeto era trazer música, leitura de poesia e bate-papo para espetáculos pequenos, de atmosfera intimista. Mas acabou crescendo e se transformando em um longa-metragem.

“O mergulho nesta pesquisa trouxe à tona assuntos que iam além do impulso criador de nossos artistas, e que falavam de aspectos significativos da formação cultural brasileira. Achei que o assunto merecia ser documentado”, diz Marcio. Ao final de 2005, Marcio Debellian e a Radiante Filmes, produtora de Helena Solberg e David Meyer, celebraram um acordo para a produção do filme. Um ano depois, haviam viabilizado os recursos para início das filmagens. 




Download:  Palavra (En)cantada Parte 01
                  Palavra (En)cantada Parte 02
                  Palavra (En)cantada Parte 03
                  Palavra (En)cantada Parte 04
                  Palavra (En)cantada Parte 05





terça-feira, 30 de novembro de 2010

Academia da Berlinda - Olindance (2011)




Com o intuito de trazer à tona os ritmos calientes das Américas do sul e Central misturando num só caldeirão, com a raiz das músicas do norte e nordeste do Brasil, a ACADEMIA DA BERLINDA lançou em 2007 seu primeiro CD autoral. O disco contou com as participações mais que especiais de Jorge Dupeixe(Nação Zumbi), Fred 04 e Júnior Areia(Mundo Livre S/A), China, Maria Laurentino(compositora de coco em olinda), além do DJ Bruno Pedrosa que remixou uma das faixas.Cumbia com coco, Merengue com carimbó e ciranda com maxixe essa essência é o resultado das inúmeras influências sonoras que cada integrante do grupo trouxe ao trabalho.

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Formada por músicos que também compõem outros importantes grupos da cena pernambucana, como Mundo Livre S/A, Eddie, DJ Dolores e Orquestra Contemporânea de Olinda, a Academia da Berlinda bebe da fertilidade musical de Arcoverde(PE), cidade natal do compositor Tiné; e Olinda, que é o berço dos outros seis integrantes do grupo. Cidades inspiradoras para as canções que em suma retratam do cotidiano desstas cidades e da paixão dos integrantes pela valorização do verdadeiro mundo romântico.

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Nos primeiros dias de dezembro de 2010, o grupo lançará em uma ação de marketing virtual, simultaneamente em mais de 200 blogs especializados em música de todo o mundo, o download do seu segundo CD intitulado de “OLINDANCE” (Independente), cada vez mais dançante, cada vez mais original e cada vez mais, buscando a popularização e a valorização de ritmos tradicionais cultuados nos diversos centros musicais das américas como a cumbia e o bugaloo colombiano e argentino, a jovem guarda, a guitarrada e o maxixe paraense, o frevo e o coco pernambucano, bem sintetizados em arranjos contemporâneos e com temáticas que invadem o nosso cotidiano e enaltece a adoração à mulher, como a ela deve ser...
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CD 2011 - "OLINDANCE"
O grupo veio concebendo seu segundo trabalho em estúdio próprio montado na cidade alta de Olinda desde o fim de 2009 .
Em Janeiro de 2010, o grupo lançou o single “Bem Melhor”, gravado nos Estúdios TRAMA para o programa '12h no estúdio"(canal multishow), o que já dava uma mostra do que viria por aí: Um disco dançante com temáticas que vão da valorização da mulher no cotidiano de uma família e das relações, bem como, sobre o cotidiano de trabalho de cada brasileiro, seja na classe artística ou em qualquer atividade que tem como principais objetivos a satisfação pessoal no Brasil afora.
“Olindance” contou com sessões de gravações também no Fábrica Estúdios e Das Cavernas em Recife, além da mixagem no Studio Mundo Novo sob o comando de Buguinha dub e masterização de Gustavo Lenza, nos Estúdios da YB!. 

1. Bem Melhor
2. Melo do Meninão
3. Cumbia da Praia
4. O Gole
5. Primeiro Plano
6. Lua
7. A Gringa
8. E então
9. Fui Humilhado
10. Berlinman
11. Filhinho
12. Lágrimas
13. Tapete Vermelho
14. Praia da L

DownloadOlidance (2010).rar
Link Alternativo (2011): Olindance (2011)




quarta-feira, 24 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Fela Kuti - Fela Fela Fela (1969)



O estilo musical de Fela Kuti é chamado Afrobeat, o que essencialmente é uma fusão de jazz, funk e cantos tradicionais africanos. Possui percussão de estilo africano, vocais e estrutura musical que passa por jazz e seções de metais funky. O "endless groove" também é usado, com um ritmo básico com baterias, muted guitar e baixo que são repetidos durante a música. Essa é uma técnica comum na África e em estilos musicais influenciados por ela, como o funk e o hip-hop. Alguns elementos presentes nas músicas de Fela são chamados de call-and-response (chamada e resposta) com o coro e alguns simples mas significativos rifes. A música de Fela quase sempre tem mais do que dez minutos, alguns atingindo a marca de vinte ou trinta minutos. Essa é uma das muitas razões que sua música nunca atingiu um grau de popularidade substancial fora da África. Sua música era mais tocada em línguas nigerianas, além de algumas músicas tocadas em ((Yoruba)). Os principais instrumentos de Fela, era o saxofone e o teclado, mas ele também tocava trompete, guitarra e ocasionalmente solos de bateria. Fela se recusava a tocar músicas novamente após já tê-la gravado, o que por sua vez retardos sua popularidade fora d África. Fela era conhecido por sua performance, e seus concertos eram tidos como bárbaros e selvagens. Ele referência sua atuação como um jogo espiritual underground.


1. My Lady Frustration
2. Viva Nigeria
3. Obe
4. Ako
5. Witchcraft
6. Wayo
7. Lover
8. Funky Horn
9. Eko
10. This is Sad



Download: Fela, Fela, Fela


sábado, 6 de novembro de 2010

Cohen e Marcela: Mim, Um Disco Romântico



Cohen e Marcela em: ‘Mim, um disco romântico’.
A dupla surgiu da parceria entre a baiana Marcela Bellas e o paulistano Daniel Cohen. Tendo o amor como tema principal, as músicas refletem a empatia imediata que fez nascer a amizade entre eles: “O disco narra o cotidiano de um casal, amando na cidade, nos parques, no metrô, em passeios de bicicleta…Dessa mistura inesperada de concreto e mar, surgiu uma música urbana e praieira”, diz a baiana.
Influenciados pela música dos anos 60, 70 e 80, pelo amor cantado por Marina Lima e Herbert Vianna, e inspirados em duplas como Jane e Herondy, Leno e Lilian e Caetano e Gal, surgiu a vontade de gravar algo paralelo a seus projetos individuais (Marcela, com o comentado disc‘Será que Caetano vai gostar?’, lançado há um ano, e Daniel liderando a banda mão de oito, também na estrada com o EP ‘Vim’).
O resultado é uma música enxuta, minimalista e essencialmente brasileira, com toques marcantes de rock, jazz e pop. Com vozes em sintonia, ele na guitarra e ela nos teclados, o som da dupla se completa com o baixo de Samuel Bueno e a bateria de Marcos Magaldi. Produzido por Filipe Tixaman, o disco facilmente faz lembrar encontros, como os que acontecem na praça que separa as casas de Cohen e Marcela no bairro da Lapa, em São Paulo.
Bia Barreto