quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Del Rey - Especial MTV Roberto Carlos (2011)




Se na programação de fim de ano da TV Globo não está previsto um novo especial de Roberto Carlos - já foi anunciado que será reprisado o show do Rei, gravado em Jerusalém -, na MTV o cantor ganhará uma bela homenagem. O VJ e cantor pernambucano China deu a sugestão e o canal topou. Na noite desta terça-feira, ele se reuniu com a banda Del Rey, da qual é vocalista, ao lado dos músicos do Mombojó, para gravar um show com aquelas canções antigas e românticas criadas por Roberto e Erasmo Carlos. E recebeu no palco as cantoras Wanderléa e Fafá de Belém. O resultado vai ao ar no próximo dia 18, às 23h, com uma hora de duração.
- O nosso grupo nasceu em 2003 quase por brincadeira. A ideia surgiu quando um amigo nosso queria contratar uma banda para tocar em uma festa de aniversário e nos perguntou se conhecíamos alguma. Em vez de procurar alguém, resolvemos nós mesmos topar a parada, mas com um repertório formado só por músicas gravadas pelo Roberto. A coisa deu tão certo que tivemos que fazer mais uns quatro shows na casa em que ocorreu a festa e, depois disso, não paramos mais - lembra China.
Wanderléa, que nos anos 60 dividiu com Roberto e Erasmo o comando do programa “Jovem Guarda”, pela Record, ficou impressionada com o respeito que China e seus companheiros de Del Rey - Felipe S (guitarra), Chiquinho (teclados), Marcelo Machado (guitarra) e Vicente Machado (bateria) - demonstraram à obra do Rei.
- Todos são excelentes músicos, mas fazem questão de não inventar nada nas canções, mantendo os arranjos bem próximos aos que foram gravados originalmente - conta ela, que interpretou “Além do horizonte”.
Já Fafá, ainda que tenha feito sucesso bem depois da onda do iê-iê-iê, também é tiete assumidíssima de Roberto Carlos. Na gravação, a cantora dividiu com China os vocais de “Você não serve pra mim” e também ficou admirada com o desprendimento musical do quinteto.
- Cantar Roberto é sempre maravilhoso. Ainda mais com essa garotada, que canta de tudo e tem um olhar generoso sobre todo tipo de música, sem preconceito - disse.
Ao final do show, reforçando o espírito de confraternização, China chamou os demais VJs da casa para engrossar o coro. Só que, em vez de encerrar a apresentação com “Jesus Cristo” - como Roberto vem fazendo há anos -, ele optou por “Quero que vá tudo pro inferno”.
- Ainda bem que vamos cantar todos juntos. O público não ia suportar me ouvir cantando solo. Sou muito desafinado - brincou Cazé Peçanha, que apareceu com um novo visual, de barba e cabelo.
China garante que a escolha da última canção não tem nada de provocação ou ironia:
- Temos o maior respeito pelo Roberto e por tudo o que ele fez em sua carreira. E cantar as músicas dele para nós não é trabalho, é puro prazer mesmo. Um jeito de nos desligarmos um pouco de nossas carreiras autorais e relaxar. Nós nos sentimos como jogadores de futebol que, na folga de seus times, vão bater uma pelada sem compromisso. Tanto que, embora o Del Rey tenha muitos fãs, não nos passa pela cabeça gravar CD. Só fazer shows mesmo.

Download (Faixa a Faixa):Del Rey



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A Curva da Cintura - Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra e Toumani Diabaté (2011)



Gal Rocha
Um trecho da canção "Kaira" diz: "a música muda você / você muda mais alguém / alguém muda outro alguém / que muda você também". Esse mesmo efeito, no qual uma coisa vai desencadeando outra, agiu para que Arnaldo Antunes e Edgard Scandurra encontrassem Toumani Diabaté - músico maliense que toca um instrumento chamado kora, uma espécie de harpa com 21 cordas, típica da África Ocidental. Toumani foi premiado em 2010 e 2011 no Grammy Awards na categoria melhor álbum de Traditional World Music.
Arnaldo e Edgard, parceiros há mais de vinte anos, já estavam apresentando uma série de shows juntos, com voz, violão, guitarra e um bumbo eletrônico, e compondo novas canções para um disco, quando foram convidados a dividir um concerto com o maliense em 2010, dentro do Festival Back2Black, no Rio de Janeiro. E, apesar de terem feito apenas um ensaio antes do show, a sintonia foi perfeita. O músico, então, os convidou para gravar em Bamako, capital do Mali, na África. Eles não só aceitaram como chamaram Toumani para participar do novo projeto.
O álbum foi gravado em Mali e São Paulo durante os meses de abril e maio deste ano. Em Bamako, os músicos ficaram duas semanas gravando com Toumani, seu filho, Sidiki Diabaté, e outros músicos do lugar. Lá compuseram mais alguns temas além dos que já haviam feito. O CD, produzido por Gustavo Lenza, tem 14 faixas, além de quatro bônus tracks. O lançamento do disco está previsto para este mês em parceria com a MTV, sob o selo Especial MTV, junto com o documentário, dirigido por Dora Jobim, com cenas das gravações em Mali.
Culinária, modo de vestir e costumes malienses - como assistir novelas brasileiras, por exemplo, também são mostrados no DVD. Uma parte especialmente bonita é o registro feito na casa de Toumani quando as crianças começam a cantar e a dançar. Interessante também quando o músico conta sobre a independência do Mali, na década de 1960, e sobre o movimento de resistência para enfrentar os colonizadores franceses, chamado de Kaira. A "arma" usada pelo movimento foi o canto - que falava sobre cultura, alegria, amor e paz.
"A Curva da Cintura" - Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra e Toumani Diabaté
1. A CURVA DA CINTURA (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
2. CARA (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
3. CORAÇÃO DE MÃE (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
4. MEU CABELO (Serge Gainsbourg / versão: Arnaldo Antunes)
5. GRÃO DE CHÃOS (Arnaldo Antunes / Liminha / Paulo Miklos)
6. CÊ NÃO VAI ME ACOMPANHAR (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
7. QUE ME CONTINUA (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
8. UM SENHOR (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
9. PSIU (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
10. SE VOCÊ (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
11. MUITO ALÉM (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
12. CÊ SABE COMO É (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
13. IR, MÃO (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
14. KAIRA (Toumani Diabaté / Arnaldo Antunes)
Bônus track
RIO SECO (Toumani Diabaté)
NEBLINA DE AREIA (Edgard Scandurra)
YACINE (Toumani Diabaté)
BAMAKO'S BLUES (Edgard Scandurra)





terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A Privataria Tucana - Amaury Ribeiro Jr. (2011)





Prepare-se, leitor, porque este, infelizmente, não é um livro qualquer. A "PRIVATARIA TUCANA" nos traz, de maneira chocante e até decepcionante, a dura realidade dos bastidores da política e do empresariado brasileiro, em conluio para roubar dinheiro público. Faz uma denúncia vigorosa do que foi a chamada Era das Privatizações, instaurada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso e por seu então Ministro do Planejamento, José Serra. Nomes imprevistos, até agora blindados pela aura da honestidade, surgirão manchados pela imprevista descoberta de seus malfeitos. 
Amaury Ribeiro Jr. faz um trabalho investigativo que começa de maneira assustadora, quando leva um tiro ao fazer reportagem sobre o narcotráfico e assassinato de adolescentes, na periferia de Brasília. Depois do trauma sofrido, refugia-se em Minas e começa a investigar uma rede de espionagem estimulada pelo ex-governador paulista José Serra, para desacreditar seu rival no PSDB, o ex-governador mineiro Aécio Neves. Ao puxar o fio da meada, mergulha num novelo de proporções espantosas. 


Download: A Privataria Tucana




sábado, 10 de dezembro de 2011

Turbowolf - Turbowolf (2011)




O auto intitulado álbum de estréia da banda de Bristol, UK, é nada menos do que surpreendente. É um registro comprometido de riffs, floreios selvagens, teclado e vocais erráticos.


Com muitas bandas modernas de rock clássico soando extravagantes e geralmente simplesmente chatas, Turbowolf está aqui para urinar no seu ensopado dos anos 70 e trazer,chutando e gritando, o som da "old school"  para os dias de hoje. Nada faz isso mais aparentes do que em "Seven Severed Heads", uma explosão de 2 minutos de apunhalados, rugindo versos com riffs frenéticos.


Os fãs de muito tempo vão reconhecer as faixas do seu EP 'Big Cut' aninhado juntamente com as novas adições. Enquanto estas canções mais antigas são exemplos surpreendentes do talento da banda em escrever, o material mais recente mostra explosivas excentricidades. 'Son (Sun)' abre com a guitarra escolhida a dedo, precedida por acordes tangidos no baixo, antes de desembocar no corpo principal da música, mostrando o talento vocal de Chris Georgiadis na frente de um cenário mais maduro.


Simplificando, este álbum é impecável; fãs de punk, psicodélico e rock podem todos juntos apreciarem o mamute que é Turbowolf.


Download: Turbowolf


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Hipnotic Brass Ensemble - Bulletproof Brass (2011)


Ex-trompetista da Sun Ra Arkestra durante 1959 e 1965, Phil Cohran era membro de destaque no cenário de jazz em Chicago nos anos 50 e 60 por ter participado também de outros projetos de importância no meio. Pai de “apenas” 23 filhos com mães diferentes, Cohran acreditava que cada filho seu tinha de aprender a tocar algum instrumento, assim os faziam acordar ainda muito pequenos às 6 da manhã para aulas de música antes de irem para a escola entre o fim dos anos 70 e ínicio dos 80.
Em 1986 Cohran fundou a Phil Cohran and the Youth Ensemble, um projeto musical em que toda a família participava, inclusive as mães que eram cantoras. Os filhos que na época escutavam bandas de rap como Public Enemy e NWAaprimoraram suas técnicas em palco até que os mais velhos partiram para faculdades de música espalhadas pelos EUA. O projeto se dissolveu e os mais jovens foram às ruas de Chicago em busca de ganhar algum dinheiro tocando suas próprias canções. Anthony, um dos irmãos, foi assassinado no ínicio de 1996, isso acabou reunindo a família Cohran novamente. Os demais que estavam espalhados pelo país resolveram voltar para casa e compor músicas juntos, assim nasceu o Gangsters With A Curfew, grupo de nove homens formado pelos irmãos mais velhos da família que mais tarde virou o Wolf Park.
Tocar nas ruas já não era uma dificuldade. Sem precisar de qualquer aparelho eletrônico, oito dos irmãos Cohran se juntaram ao baterista Gabriel Wallace, que não tem ligação sanguínea alguma com eles, para tocar nas ruas de Chicago sob o nome de Hypnotic Brass Ensemble. A proposta era levar a sua música basicamente instrumental, cheia de alma com raízes fortes do jazz de Chicago e das bandas de metais de New Orleans, ao homem comum das ruas em um estilo peculiar que eles batizaram de “Hypnotic”. Misturando sua audaciosa linha de metais com funk e hip hop, fazendo nascer a partir daí canções de harmonias maravilhosas, melodias e arranjos primorosos com os instrumentos variando o tempo todo no ritmo frenético dos metais.
O primeiro álbum do Hypnotic Brass Ensemble veio em 2004 e se chama Flipside, foi gravado de forma independente assim como Jupiter, lançado em 2005 que vendeu 325 mil cópias através da autopromoção. Isso chamou a atenção de grandes gravadoras que enxergaram o potencial da banda e assim ofereceram diversas propostas. Acabaram recusadas pela banda que na época tinha se mudado para Nova Iorque e lançava mais uma vez de forma independente seu terceiro disco que leva o nome da banda. Da mesma forma foram lançados outros discos como apresentações ao vivo e o disco The Brothas, distribuído pela Pheelco Entertainment. O ritmo e balanço contagiante de suas músicas rendiam convites de festivais importantes de música por todo o mundo, mas foi tocando mais uma vez nas ruas que a história do grupo tomou novos rumos. Durante show em uma esquina próxima ao escritório da gravadora Honest Jon’s a banda acabou chamando atenção do selo onde um dos diretores é o Damon Albarn. Acabaram assinando contrato para lançar um disco. O trabalho mais uma vez levou o nome da banda e mostra o Hypnotic Brass Ensemble em um patamar mais alto em sua carreira, mesmo trazendo no disco faixas que já apareceram em outros lançamentos, mas com algumas mudanças. O lançamento rendeu outros projetos com músicos renomados como Erykah Badu, Mos Def e o “patrão” Damon Albarn, que levou o Hypnotic Brass Ensemble para tocar com o Gorillaz.
Mesmo de contrato assinado com a Honest Jon’s, por onde lançou em 2010 o EPHeritage, um trabalho de versões para músicas de outros artistas, o Hypnotic Brass Ensemble não abandonou suas raízes. É possível vez por outra encontrar a banda pelas ruas de Chicago ou de Nova Iorque tocando como sempre fez, seja em metrôs ou também  pequenos bares para recolher algum dinheiro e mostrar seu trabalho. Algo um tanto inusitado e que beira despretensão para uma banda tão promissora e capaz que tem em seus admiradores gente como David Byrne,Jay-Z e até o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Este inclusive chegou a convidar a banda para participar de comícios quando ainda fazia campanha para se eleger presidente, tamanha a admiração. Em outubro de 2010 o Hypnotic Brass Ensemble esteve no Brasil tocando em Salvador e Rio de Janeiro pelo festival de percussão Percpan. Mas este foi mais um dos frutos que Phil Cohran colheu pelos tempos de quando fazia suas crianças se dedicarem à música antes de irem à escola.


ChoiceCuts Live: Kryptonite (Hypnotic Brass Ensemble) from ChoiceCuts on Vimeo.

domingo, 27 de novembro de 2011

Chico Buarque - Coletânea do Setlist da Turnê "Chico" 2011/2012


Cinco anos após a sua última turnê, Chico Buarque volta com o show de lançamento de seu mais novo CD, ‘Chico’, que já vendeu mais de 80 mil cópias. Embora dono de uma das carreiras mais sólidas e prolíficas da MPB – em 45 anos lançou mais de 40 discos, entre trabalhos solo e projetos –, o compositor é figura bissexta nos palcos brasileiros. Este será apenas o sexto espetáculo apresentado por ele nos últimos 36 anos. Com duração de aproximadamente 1h30, o roteiro é todo construído ao redor das dez canções que compõem o disco novo. Além delas, o artista vasculhou os mais de 400 títulos de sua obra, tão vasta em gêneros quanto em assuntos, para chegar à lista final de 28 músicas. O resultado é um show pautado por canções de todas as fases de sua carreira, do início dos anos 60 até hoje, amarradas entre si por afinidades musicais ou temáticas.

A turnê “Chico” tem estréia nacional em Belo Horizonte, no teatro Palácio das Artes, de 5 a 8 de novembro de 2011.

O velho Francisco 
De volta ao samba 
Desalento 
Injuriado 
Querido Diário 
Rubato 
Choro bandido 
Essa Pequena 
Tipo Um Baião 
Se Eu Soubesse 
Sem Você 2 
Bastidores 
Todo o sentimento 
O meu amor 
Teresinha 
Ana de Amsterdam 
Anos Dourados 
Sob medida 
Nina 
Valsa brasileira 
Geni e o Zepelim 
Barafunda 
Sou Eu 
Tereza da Praia 
A Violeira 
Baioque 
Cálice 
Sinhá 
Sonho de um Carnaval/A felicidade 
Futuros amantes 
Na carreira 

*Setlist do show de estréia da turnê em Belo Horizonte




sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Tagore - Aldeia (2010)




Se nos idos dos anos 70, entre um protesto e outro, John Lennon desembarcasse em Recife, aprendesse a gostar de cana com mel e caranguejo com sabor de maresia, e fizesse um esforço pra pensar que o Capibaribe era o Tâmisa, talvez sua história tivesse outro desfecho. E num exercício de futuro-do-pretéritologia, diríamos que ele teria feito algumas jam sessions com Alceu Valença, Lula Côrtes e a turma do Ave Sangria, e quiçá participado do legendário Woodstock nordestino, realizado em Fazenda Nova, em 1974. Mas a história não foi essa e o ex-beatle, todos sabem, levou quatro tiros quando entrava em seu prédio, em Nova York, em dezembro de 1980.


Mais de três décadas depois, Tagore lança seu disco de estreia, Aldeia, e oferece uma resposta – de várias, certamente – para como pode ser consonante a combinação do pop inglês com o regionalismo nordestino.


O melhor no álbum de estreia de Tagore é o talento para a composição: são canções com melodias assobiáveis, de fácil digestão, pop no melhor dos sentidos – o que os coloca na escola dos que não perdem a mão na dosagem de simplicidade e elaboração. A composição encontrou par no amigo e músico multinstrumentista João Cavalcanti, sob cujos cuidados ficaram os arranjos e a mixagem de todas as músicas do álbum – além da composição das faixas instrumentais.


As gravações foram realizadas em um estúdio montado num sítio em Aldeia, bairro serrano na região metropolitana do Recife, ao longo de duas semanas – durante as quais os músicos receberam visitas de amigos que colaboraram na gravação de alguns instrumentos. São, ao todo, nove faixas que passeiam por influências como Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Gilberto Gil, Raul Seixas, Moacir Santos, The Kinks, Beatles e as guitarras fuzz do Udigrudi, cena musical pernambucana dos anos 70.


A banda foi a primeira colocada na votação popular do Bis Pro Rock e tem despontado como uma das mais promissoras da nova safra independente de Recife, identificada com o resgate do movimento musical da cidade dos anos 70.


Tagore Suassuna – Voz e Violão
João Felipe Cavalcanti – Guitarra, baixo, piano elétrico e moog
Diego Dornelles – Guitarra, baixo, piano elétrico e moog
Caramurú Baumgartner – Percussão e voz
Gustavo Perylo – Bateria

Download: Tagore




Poliglota/Saga dos Carneiros - Tagore no Café Porteño from brunavalenca on Vimeo.
Tagore, Aldeia by PilhaSonora Records