segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Geraldo Junior - Warakidzã



Geraldo Junior - Warakidzã

Cantor, compositor, instrumentista e ator, Geraldo Junior apresenta um trabalho que pulsa ancestralidade. Seu show se confunde com um ritual, fundindo elementos tradicionais em urbanos. Força e delicadeza evidenciando as referências a sua terra natal, o Cariri Cearense. Sua obra parte do sertão, mas logo também se monstra fortemente urbana, assim, o poeta aglutina as artes populares através de uma leitura contemporânea, aliando suas várias influências da música do mundo e da própria música brasileira, servindo-se de elementos tradicionais como ferramenta para fundir e resignificar todas essas linguagens: Música de terreiro, reisado, banda de pífano, coco, cantoria, benditos, música virtual, eletrônica, digital, rave, drumbase, rock'n'roll... Expressão ilimitada de possibilidades. Tudo isso em um espetáculo de música, dança e performance.

Dane de Jade

Warakidzã

Afirma a tradição que o Cariri é o território mítico de Badzé – o deus do fumo e civilizador do mundo.
No princípio era a Trindade: Badzé o Grande - Pai, Poditã era o filho maior, que ensinou aos índios a reconhecer os frutos, a caçar animais, a fazer farinha de mandioca, a preparar utensílios de uso cotidiano, a dançar, a cantar e a fazer os rituais de pajelanças, e Warakidzã (senhor do sonho), o filho menor. Os dois irmãos habitavam a constelação de Órion.

Ficha Técnica

Álbum gravado no Estúdio Making OF Records - Rio de janeiro, por Fábio Mesquita, Ibbertson Estúdio - Crato CE e EtnoHaus - Rio de Janeiro.
Edição no Na Goma Estúdio São Paulo, e Mixagem e Masterização no Estúdio Zabumba no Cariri em Nova Olinda CE. Tudo com o grande André Magalhães.
Geraldo Junior: Direção, voz, vocal, flauta, trompete e percussão
Beto Lemos: Arranjos, violão, viola, rabeca, violoncelo e vocal
Gabriel Pontes: Sax tenor, soprano, flauta e vocal
Ranier Oliveira - Teclado, piano e sanfona
Eduardo Karranka: Guitarras e vocal
Cláudio Lima: Bateria e vocal
Filipe Müller: Vocal e baixo
Projeto Gráfico:
Luiz Eduardo Bonifácio
Fotos:
Joa Azria
Thailyta Feitosa
Participações especiais:
Kiko Horta - Sanfona
Joana Queiroz - Clarinete
Jonas Correa - Trombone
Eduardo Santana - Trompete
Marco Bz - Percussão Efeitos
Jefferson Gonçalves - Gaita
Fábio Mesquita - Baixo
Marcelo Müller - Baixo
Ranier Oliveira - Sanfona
Diogo Jobim - Sintetizador e Microkorg Kaospad



Produção Geraldo Junior

55 (21) 8250 8346 / 55 (21) 3546 6108

jbraiz@msn.com (Messenger)

producaogeraldojunior@gmail.com

www.geraldojunior.com.br

Rio de Janeiro - RJ – Brasil

Download: Warakidzã


domingo, 1 de janeiro de 2012

Siba - Avante (2012)




Pra dar o salto de Avante, foi necessário reunir um tanto de todos que já fui. Momentos distintos de vida. Recontar para mim mesmo minha história pessoal, essa que construímos dia a dia, reunindo, descartando, esquecendo, recriando e mesmo inventando.


Nenhum mapa, algum mapa. Mas qual?
Musical, poético, geográfico, literário, místico, racional? Qual o ponto de partida? A primeira audição do “Método Tufo”de Catatau, logo após a finalização de “Toda vez que eu dou um passo…”? Ali me vi pela primeira vez pensando que precisaria reaprender a escrever e cantar pra dar conta da complexidade de minha vida pessoal, antes que – Mute - perdesse a voz.


Muito antes, 20 anos antes, o rock havia morrido pra mim e eu iniciava uma peregrinação pela Mata Norte pernambucana - onde? - descobrindo aos poucos minha própria voz entre tantas obviedades invisíveis. Punk rock baque solto.


De volta ao mapa, passado mais próximo - o verso preso: Reaprender a tocar um instrumento abandonado há tantos anos foi tarefa difícil e fatalmente inacabada, que me sacudiu ao chão duro e frio dividido entre a musa ou a música. A Poesia, dama ciumenta e exigente, se afastou silenciosamente deixando em seu lugar o vazio da falta de convicção para escrever da única forma que eu sabia. Reaprendizados sobrepostos, fui aos poucos reunindo os cacos, colando o espelho que devolve os fragmentos sobreviventes a meus tantos esquecimentos de mim mesmo-sem moldura, pedaços ainda podem ser colados, cair...


O mapa de Avante teria que ter pistas confusas embaralhando Hendrix, Lemmy, Ivanildo Vila Nova e Manoel Chudu, Zé Galdino, Barachinha, o Sundiata do Mali, Franco, o Congo, Poemas Suspensos, Canções de repentistas na voz de Antônio Alves, Voltando a Minha Terra de Severino Feitosa, Super Rail Band, Thelonious Monk, Robab Afegão, Star Number One de Dakar, Biu Roque, Bembeya Jazz National, Jimmy Page, Os Solitários de Nazaré da Mata, Michele Melo cantando “essa noite eu vou ser toda sua…”, O Incandescente de Serres, a viagem de Ulisses, Cancão, rock Touareg, Jack White, Kasai All Stars, Ryad Al Sumbati, Cream, Menelik Wesnatcheu, meu pai assobiando de manhã cedo.
Outra coisa: Se ao abandonar-me à musa, anos antes, havia me feito experimentar a completude numa pequena cidade de 30 mil habitantes, ceder à música me sacudiu novamente na fragmentação da estrada. Assim, Avante tem um pouco de Rio de Janeiro, Dakar, Recife, Nazaré, São Paulo, Curitiba, Praia dos Carneiros, Teresópolis, Campina Grande, além de sombras de lugares que nunca fui: Kinshasa, as montanhas do Hindu Kush…


Foi gravado e mixado no estúdio Totem/SP, entre o final de 2010 e meados de 2011 por Yuri Kalil e produzido por Fernando Catatau, comigo ajudando e, às vezes, atrapalhando também. Léo Gervázio toca a tuba, elo de ligação com a Fuloresta e a música de rua do Recife. Antônio Loureiro toca teclados e um vibrafone que muito me ajudou na aproximação com a música do Congo que tanto ouvi nesses anos de gestação desse trabalho. Samuel Fraga toca a bateria. Os visitantes são Teco Cardoso e Lira. Catatau faz o solo de guitarra em Qasida. Ao vivo, o baterista é Serginho Machado.


“Avante” tem o patrocínio da Petrobras, através da seleção pública do Programa Petrobras Cultural. Este projeto foi contemplado com o Prêmio de Apoio à Gravação de Música Popular – Funarte.



Download: Avante



SIBA - Ariana from DobleChapa on Vimeo.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Del Rey - Especial MTV Roberto Carlos (2011)




Se na programação de fim de ano da TV Globo não está previsto um novo especial de Roberto Carlos - já foi anunciado que será reprisado o show do Rei, gravado em Jerusalém -, na MTV o cantor ganhará uma bela homenagem. O VJ e cantor pernambucano China deu a sugestão e o canal topou. Na noite desta terça-feira, ele se reuniu com a banda Del Rey, da qual é vocalista, ao lado dos músicos do Mombojó, para gravar um show com aquelas canções antigas e românticas criadas por Roberto e Erasmo Carlos. E recebeu no palco as cantoras Wanderléa e Fafá de Belém. O resultado vai ao ar no próximo dia 18, às 23h, com uma hora de duração.
- O nosso grupo nasceu em 2003 quase por brincadeira. A ideia surgiu quando um amigo nosso queria contratar uma banda para tocar em uma festa de aniversário e nos perguntou se conhecíamos alguma. Em vez de procurar alguém, resolvemos nós mesmos topar a parada, mas com um repertório formado só por músicas gravadas pelo Roberto. A coisa deu tão certo que tivemos que fazer mais uns quatro shows na casa em que ocorreu a festa e, depois disso, não paramos mais - lembra China.
Wanderléa, que nos anos 60 dividiu com Roberto e Erasmo o comando do programa “Jovem Guarda”, pela Record, ficou impressionada com o respeito que China e seus companheiros de Del Rey - Felipe S (guitarra), Chiquinho (teclados), Marcelo Machado (guitarra) e Vicente Machado (bateria) - demonstraram à obra do Rei.
- Todos são excelentes músicos, mas fazem questão de não inventar nada nas canções, mantendo os arranjos bem próximos aos que foram gravados originalmente - conta ela, que interpretou “Além do horizonte”.
Já Fafá, ainda que tenha feito sucesso bem depois da onda do iê-iê-iê, também é tiete assumidíssima de Roberto Carlos. Na gravação, a cantora dividiu com China os vocais de “Você não serve pra mim” e também ficou admirada com o desprendimento musical do quinteto.
- Cantar Roberto é sempre maravilhoso. Ainda mais com essa garotada, que canta de tudo e tem um olhar generoso sobre todo tipo de música, sem preconceito - disse.
Ao final do show, reforçando o espírito de confraternização, China chamou os demais VJs da casa para engrossar o coro. Só que, em vez de encerrar a apresentação com “Jesus Cristo” - como Roberto vem fazendo há anos -, ele optou por “Quero que vá tudo pro inferno”.
- Ainda bem que vamos cantar todos juntos. O público não ia suportar me ouvir cantando solo. Sou muito desafinado - brincou Cazé Peçanha, que apareceu com um novo visual, de barba e cabelo.
China garante que a escolha da última canção não tem nada de provocação ou ironia:
- Temos o maior respeito pelo Roberto e por tudo o que ele fez em sua carreira. E cantar as músicas dele para nós não é trabalho, é puro prazer mesmo. Um jeito de nos desligarmos um pouco de nossas carreiras autorais e relaxar. Nós nos sentimos como jogadores de futebol que, na folga de seus times, vão bater uma pelada sem compromisso. Tanto que, embora o Del Rey tenha muitos fãs, não nos passa pela cabeça gravar CD. Só fazer shows mesmo.

Download (Faixa a Faixa):Del Rey



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A Curva da Cintura - Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra e Toumani Diabaté (2011)



Gal Rocha
Um trecho da canção "Kaira" diz: "a música muda você / você muda mais alguém / alguém muda outro alguém / que muda você também". Esse mesmo efeito, no qual uma coisa vai desencadeando outra, agiu para que Arnaldo Antunes e Edgard Scandurra encontrassem Toumani Diabaté - músico maliense que toca um instrumento chamado kora, uma espécie de harpa com 21 cordas, típica da África Ocidental. Toumani foi premiado em 2010 e 2011 no Grammy Awards na categoria melhor álbum de Traditional World Music.
Arnaldo e Edgard, parceiros há mais de vinte anos, já estavam apresentando uma série de shows juntos, com voz, violão, guitarra e um bumbo eletrônico, e compondo novas canções para um disco, quando foram convidados a dividir um concerto com o maliense em 2010, dentro do Festival Back2Black, no Rio de Janeiro. E, apesar de terem feito apenas um ensaio antes do show, a sintonia foi perfeita. O músico, então, os convidou para gravar em Bamako, capital do Mali, na África. Eles não só aceitaram como chamaram Toumani para participar do novo projeto.
O álbum foi gravado em Mali e São Paulo durante os meses de abril e maio deste ano. Em Bamako, os músicos ficaram duas semanas gravando com Toumani, seu filho, Sidiki Diabaté, e outros músicos do lugar. Lá compuseram mais alguns temas além dos que já haviam feito. O CD, produzido por Gustavo Lenza, tem 14 faixas, além de quatro bônus tracks. O lançamento do disco está previsto para este mês em parceria com a MTV, sob o selo Especial MTV, junto com o documentário, dirigido por Dora Jobim, com cenas das gravações em Mali.
Culinária, modo de vestir e costumes malienses - como assistir novelas brasileiras, por exemplo, também são mostrados no DVD. Uma parte especialmente bonita é o registro feito na casa de Toumani quando as crianças começam a cantar e a dançar. Interessante também quando o músico conta sobre a independência do Mali, na década de 1960, e sobre o movimento de resistência para enfrentar os colonizadores franceses, chamado de Kaira. A "arma" usada pelo movimento foi o canto - que falava sobre cultura, alegria, amor e paz.
"A Curva da Cintura" - Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra e Toumani Diabaté
1. A CURVA DA CINTURA (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
2. CARA (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
3. CORAÇÃO DE MÃE (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
4. MEU CABELO (Serge Gainsbourg / versão: Arnaldo Antunes)
5. GRÃO DE CHÃOS (Arnaldo Antunes / Liminha / Paulo Miklos)
6. CÊ NÃO VAI ME ACOMPANHAR (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
7. QUE ME CONTINUA (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
8. UM SENHOR (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
9. PSIU (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
10. SE VOCÊ (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
11. MUITO ALÉM (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
12. CÊ SABE COMO É (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
13. IR, MÃO (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
14. KAIRA (Toumani Diabaté / Arnaldo Antunes)
Bônus track
RIO SECO (Toumani Diabaté)
NEBLINA DE AREIA (Edgard Scandurra)
YACINE (Toumani Diabaté)
BAMAKO'S BLUES (Edgard Scandurra)





terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A Privataria Tucana - Amaury Ribeiro Jr. (2011)





Prepare-se, leitor, porque este, infelizmente, não é um livro qualquer. A "PRIVATARIA TUCANA" nos traz, de maneira chocante e até decepcionante, a dura realidade dos bastidores da política e do empresariado brasileiro, em conluio para roubar dinheiro público. Faz uma denúncia vigorosa do que foi a chamada Era das Privatizações, instaurada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso e por seu então Ministro do Planejamento, José Serra. Nomes imprevistos, até agora blindados pela aura da honestidade, surgirão manchados pela imprevista descoberta de seus malfeitos. 
Amaury Ribeiro Jr. faz um trabalho investigativo que começa de maneira assustadora, quando leva um tiro ao fazer reportagem sobre o narcotráfico e assassinato de adolescentes, na periferia de Brasília. Depois do trauma sofrido, refugia-se em Minas e começa a investigar uma rede de espionagem estimulada pelo ex-governador paulista José Serra, para desacreditar seu rival no PSDB, o ex-governador mineiro Aécio Neves. Ao puxar o fio da meada, mergulha num novelo de proporções espantosas. 


Download: A Privataria Tucana




sábado, 10 de dezembro de 2011

Turbowolf - Turbowolf (2011)




O auto intitulado álbum de estréia da banda de Bristol, UK, é nada menos do que surpreendente. É um registro comprometido de riffs, floreios selvagens, teclado e vocais erráticos.


Com muitas bandas modernas de rock clássico soando extravagantes e geralmente simplesmente chatas, Turbowolf está aqui para urinar no seu ensopado dos anos 70 e trazer,chutando e gritando, o som da "old school"  para os dias de hoje. Nada faz isso mais aparentes do que em "Seven Severed Heads", uma explosão de 2 minutos de apunhalados, rugindo versos com riffs frenéticos.


Os fãs de muito tempo vão reconhecer as faixas do seu EP 'Big Cut' aninhado juntamente com as novas adições. Enquanto estas canções mais antigas são exemplos surpreendentes do talento da banda em escrever, o material mais recente mostra explosivas excentricidades. 'Son (Sun)' abre com a guitarra escolhida a dedo, precedida por acordes tangidos no baixo, antes de desembocar no corpo principal da música, mostrando o talento vocal de Chris Georgiadis na frente de um cenário mais maduro.


Simplificando, este álbum é impecável; fãs de punk, psicodélico e rock podem todos juntos apreciarem o mamute que é Turbowolf.


Download: Turbowolf


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Hipnotic Brass Ensemble - Bulletproof Brass (2011)


Ex-trompetista da Sun Ra Arkestra durante 1959 e 1965, Phil Cohran era membro de destaque no cenário de jazz em Chicago nos anos 50 e 60 por ter participado também de outros projetos de importância no meio. Pai de “apenas” 23 filhos com mães diferentes, Cohran acreditava que cada filho seu tinha de aprender a tocar algum instrumento, assim os faziam acordar ainda muito pequenos às 6 da manhã para aulas de música antes de irem para a escola entre o fim dos anos 70 e ínicio dos 80.
Em 1986 Cohran fundou a Phil Cohran and the Youth Ensemble, um projeto musical em que toda a família participava, inclusive as mães que eram cantoras. Os filhos que na época escutavam bandas de rap como Public Enemy e NWAaprimoraram suas técnicas em palco até que os mais velhos partiram para faculdades de música espalhadas pelos EUA. O projeto se dissolveu e os mais jovens foram às ruas de Chicago em busca de ganhar algum dinheiro tocando suas próprias canções. Anthony, um dos irmãos, foi assassinado no ínicio de 1996, isso acabou reunindo a família Cohran novamente. Os demais que estavam espalhados pelo país resolveram voltar para casa e compor músicas juntos, assim nasceu o Gangsters With A Curfew, grupo de nove homens formado pelos irmãos mais velhos da família que mais tarde virou o Wolf Park.
Tocar nas ruas já não era uma dificuldade. Sem precisar de qualquer aparelho eletrônico, oito dos irmãos Cohran se juntaram ao baterista Gabriel Wallace, que não tem ligação sanguínea alguma com eles, para tocar nas ruas de Chicago sob o nome de Hypnotic Brass Ensemble. A proposta era levar a sua música basicamente instrumental, cheia de alma com raízes fortes do jazz de Chicago e das bandas de metais de New Orleans, ao homem comum das ruas em um estilo peculiar que eles batizaram de “Hypnotic”. Misturando sua audaciosa linha de metais com funk e hip hop, fazendo nascer a partir daí canções de harmonias maravilhosas, melodias e arranjos primorosos com os instrumentos variando o tempo todo no ritmo frenético dos metais.
O primeiro álbum do Hypnotic Brass Ensemble veio em 2004 e se chama Flipside, foi gravado de forma independente assim como Jupiter, lançado em 2005 que vendeu 325 mil cópias através da autopromoção. Isso chamou a atenção de grandes gravadoras que enxergaram o potencial da banda e assim ofereceram diversas propostas. Acabaram recusadas pela banda que na época tinha se mudado para Nova Iorque e lançava mais uma vez de forma independente seu terceiro disco que leva o nome da banda. Da mesma forma foram lançados outros discos como apresentações ao vivo e o disco The Brothas, distribuído pela Pheelco Entertainment. O ritmo e balanço contagiante de suas músicas rendiam convites de festivais importantes de música por todo o mundo, mas foi tocando mais uma vez nas ruas que a história do grupo tomou novos rumos. Durante show em uma esquina próxima ao escritório da gravadora Honest Jon’s a banda acabou chamando atenção do selo onde um dos diretores é o Damon Albarn. Acabaram assinando contrato para lançar um disco. O trabalho mais uma vez levou o nome da banda e mostra o Hypnotic Brass Ensemble em um patamar mais alto em sua carreira, mesmo trazendo no disco faixas que já apareceram em outros lançamentos, mas com algumas mudanças. O lançamento rendeu outros projetos com músicos renomados como Erykah Badu, Mos Def e o “patrão” Damon Albarn, que levou o Hypnotic Brass Ensemble para tocar com o Gorillaz.
Mesmo de contrato assinado com a Honest Jon’s, por onde lançou em 2010 o EPHeritage, um trabalho de versões para músicas de outros artistas, o Hypnotic Brass Ensemble não abandonou suas raízes. É possível vez por outra encontrar a banda pelas ruas de Chicago ou de Nova Iorque tocando como sempre fez, seja em metrôs ou também  pequenos bares para recolher algum dinheiro e mostrar seu trabalho. Algo um tanto inusitado e que beira despretensão para uma banda tão promissora e capaz que tem em seus admiradores gente como David Byrne,Jay-Z e até o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Este inclusive chegou a convidar a banda para participar de comícios quando ainda fazia campanha para se eleger presidente, tamanha a admiração. Em outubro de 2010 o Hypnotic Brass Ensemble esteve no Brasil tocando em Salvador e Rio de Janeiro pelo festival de percussão Percpan. Mas este foi mais um dos frutos que Phil Cohran colheu pelos tempos de quando fazia suas crianças se dedicarem à música antes de irem à escola.


ChoiceCuts Live: Kryptonite (Hypnotic Brass Ensemble) from ChoiceCuts on Vimeo.