segunda-feira, 19 de março de 2012

Nação Zumbi - Ao Vivo No Recife (2012)



Nação Zumbi no Recife é Beatles em Liverpool, Bob Marley em Kingston, Joy Division em Manchester e qualquer outra comparação entre natividade e punch musical possível. O show da banda pernambucana pesa uma tonelada em qualquer praça, mas é na Manguetown que o encontro com o público provoca faísca nos ares e a ciranda-pogo gira na velocidade psicodélica da luz. 


É o que testemunhamos neste concerto gravado no chão do Marco Zero, na ilha holandesa do Recife Velho ou Antigo, porta e farol da cidade para o mundo. Ouviram não só do Ipiranga, ouviram d´África, onde os tambores da Nação fazem reverberar o escambo de oferendas no terreiro afro-beat. 


Mais do que um show, o DVD mostra a liga orgânica entre a cidade e a banda. Rios, pontes, overdrives e impressionantes coreografias da massa vistas por câmeras aéreas. Os “extras” completam essa lição geográfica da fome afetiva com um rolê por alguns pontos como o Mercado de São José e o bairro de Peixinhos, Olinda, de onde veio a “cozinha” percussiva do grupo. 


No repertório, clássicos dos tempos de Chico Science são mesclados com a história da NZ até hoje. Fred 04, parceiro da origem do mangue beat; Siba com a loa-metal da sua Fuloresta; Arnaldo Antunes e Paralamas do Sucesso fazem participações especiais. 


Este DVD é um documento digno daquela que é, desde o nascedouro, nos anos 90, a melhor e mais expressiva banda brasileira. Não é fácil se manter com essa garantia e resistência do grupo formado por Jorge Du Peixe, Pupillo, Lúcio Maia, Dengue, Toca Ogan, Gilmar Bola 8, Da Lua e Marcos Matia. 


Talvez um verso de “Fome de tudo” consiga explicar o segredo: “A fome tem uma saúde de ferro”. Fastio é o que não falta aos meninos. Todos por uma Nação. 


Xico Sá



1. Fome De Tudo
2. Hoje, Amanhã E Depois
3. Bossa Nostra
4. Etnia
5. Inferno
6. Corpo De Lama
7. Trincheira Da Fuloresta Participação Especial: Siba E A Fuloresta
8. Cordão De Ouro
9. Infeste
10. Rios, Pontes E Overdrives Participação Especial: Fred 04
11. Salustiano Song
12. Antene-Se Participação Especial: Arnaldo Antunes
13. Maracatu Atômico
14. Jornal Da Morte (Uma Edição Extra)
15. Manguetown Participação Especial: Siba E A Fuloresta E Os Paralamas Do Sucesso


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Download: Ao Vivo No Recife

terça-feira, 13 de março de 2012

Trupe Chá de Boldo - Nave Manha (2012)


A trupe Chá de Boldo nasceu no início de 2005. Há variadas versões sobre sua emergência: uma festa de estudantes de arquitetura revolucionada pelos “muitos carnavais” de Caetano Veloso; o retorno, em um ônibus clandestino, de algum lugar ao sul; festa de ano novo realizada no dia 1º de janeiro. Difícil precisar. Em julho de 2007, a trupe gravou seu disco demo. Após o lançamento no Teatro Uranus recebeu o convite para se apresentar no Stúdio Sp, ainda localizado na Vila Madalena. E foi lá, depois no baixo Augusta, que a Trupe Chá de Boldo, afetada pelos neons e pequenos ladrões, guitarras, emos e pela convivência com Tatá Aeroplano, iniciou este bárbaro. O disco ganhou força com a presença de Alfredo Bello, que aceitou produzir o bando depois da temporada de um mês que o Boldo fez com Gero Camilo intitulada Love, Love, Love. Animada por este encontro, pelas festas organizadas com o Dj Tutú Moraes, shows no teatro Oficina e Sesc Pompéia, pelos pré-carnavais armados em parceria com Cérebro Eletrônico e Tulipa Ruiz, a Trupe desembarcou no terreiro Du passo, em agosto de 2009. Esta viagem contou com a companhia, entre outros tantos, de Alfredo Bello, Simone Sou, Gabriel Levy, Tatá Aeroplano, Gero Camilo e Leo Cavalcanti. ..


Download:Nave Manha 



Bárbaro (2010)



bárbaro, s. m. e adj. (Etim. Gr. barbar: eco de língua estranha). 1. música feita no encontro de doze jovens carnívoros; 2. (deriv.) se perder pela cidade com os ouvidos livres; 3. (Sex.) quebrar as paredes; 4. (v. Polít.) beijar a vida; 5. (sinôm.) exorcizar o emo dentro de nós; 6. estrangeiro; bruto 7. (pl.) não apostar na carreira solo; tudo que é solo desmancha no ar; 8. (pop.) bacana; 9. (Acúst.) noites de festa; 10. (Elétr.) tango rock n’roll carnaval; tudo em desperdício; 11. (Mitol.) 13 faixas, 13 ondas: a alegria é a prova dos 13; 12. disco gravado pela Trupe Chá de Boldo e produzido por Alfredo Bello no terreiro du passo; 13. É só o primeiro.


Download: Bárbaro


quinta-feira, 1 de março de 2012

Ska Maria Pastora - As Margens do Rio Doce (2012)


Formada em 2008, o Ska Maria Pastora é um projeto de música instrumental idealizado por amigos que têm em comum o gosto pelo ska, reggae e naturalmente pelo frevo. Aproveitando a semelhança entre esses estilos, a banda fez do principal ritmo de Olinda a base melódica para a composição do Ska, provando que musicalmente estamos muito mais pertos do que pensamos das outras culturas.Influenciada pelo The Skatalites, principal expoente do ska, que misturaram a música européia com a caribenha, os Pernambucanos do Ska Maria Pastora usam as harmonias de clássicos do frevo para "envenenar" a música jamaicana. O resultado é uma música efervescente que não deixa ninguém ficar parado.



“As margens do Rio Doce” é o nome do primeiro disco da banda pernambucana Ska Maria Pastora, que surge após o bem-recebido EP homônimo, lançado em 2008. Com produção musical de Yuri Queiroga, o álbum ganha lançamento virtual na próxima quinta-feira, dia 1º de março, sendo disponibilizado gratuitamente para download no site oficial da banda (www.skamariapastora.com), que também estreia neste dia.
Gravado no Fábrica Estúdios, o CD reúne 11 composições autorais, além de duas releituras para os clássicos do frevo pernambucano “Cabelo de Fogo” (Maestro Nunes) e “Elefante de Olinda” (Clidio Nigro e Clóvis Vieira). A Ska Maria Pastora, que realizou uma parceria inédita com Rogerman durante os shows de Carnaval, promete frevo e ska para o ano inteiro.
“As margens do Rio Doce” conta com a participação especial de alguns músicos convidados. São eles: Fabinho Costa (trompete) do grupo A Trombonada, Parrô Mello (sax) e Rafinha (sax soprano). O projeto gráfico de “As margens do Rio Doce” ficou a cargo do Estúdio Super Terra, que assinou também a identidade visual de discos da Caravana do Delírio, Caapora e Feiticeiro Julião, entre outros. Entre as composições autorais que marcam presença no disco, estão a faixa que dá título ao álbum de estreia da Ska Maria Pastora, além de “Fanfarra Dominicana”, “O Destino de Fidel” e “Skarnaval”.



Download: Ska Maria Pastora


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Bárbara Eugênia - Jornal de Bad



Não, amigo(a), para o bem ou para o mal, Bárbara Eugênia não é uma cantora/compositora “fofa” nem fez um disco idem. O mais fácil e confortável dos adjetivos da safra não lhe cabe, murmuro, digo, redundo, aposto, carimbo, cutuco: “Journal de BAD” vai além muito além, é disco grande.
Guardemos a tentação ou ideia de fofura no bolso ou no palato. Fichas na jukebox, moedas na radiola, prepare seu espírito flamejante para um trilha passional capaz de reacender, num curto-circuito, todos os corações de néon da cidade, esquinas, fachadas, motéis, lares, cabarés, tudo muito romântico.
“Bleeding my heart, oh no”, canta a moça, com a justa noção de que o amor cabe e estoura os gomos da pupila na levada psicodélica dos faróis. No acento do rock ou na chanson, principalmente nesta última, o amor cabe mais apertado ainda. Música cosmopolita contemporânea, maestro, devidamente matizada nas cores dos trópicos, com a Harley Davidson de Gainsbourg ao fundo, please, muito barulho nessa hora.
Não obrigatoriamente um(a) cantor(a) se parece mais verdadeiro(a) quando interpreta e masca os seus próprios vocábulos, caso da maioria das faixas deste disco. Bárbara Eugênia, carioca que vive em São Paulo cercada de gente do mundo todo, se parece sim, crença nas suas composições, como quem acorda, pega a trilha de sonhos e submete ao assobio do namoro novo ou afoga tudo na quentura da manteiga que derrete nos cafés das manhãs.
Na legítima fuga do amor que trava ou enferruja no calendário (“Agradecimento”) ou no medo do goleiro diante do pênalti (“A chave”), cuidado frágil – este lado para cima!-, aí vem a moça cronista do infortúnio e da ventura amorosa, cotidianos em desabridas letras.
“Journal de BAD” é também um disco novo com o melhor dos sintomas modernos da música que se faz hoje no Brasil e em São Paulo: o ajuntamento de artistas como Junior Boca (guitarra, violão, produção e direção musical), Dustan Gallas (baixo, piano, órgão, teclados, mixagem e produção) e Felipe Maia (bateria), só para citar um trio de frente.
Porque reparando ainda nos créditos, lá vem uma regravação de Fernando Catatau (“O Tempo”, Cidadão Instigado), uma composição de Junio Barreto, outra de Tatá Aeroplano, colaborações de Pupillo e Dengue (baixo e batera da Nação Zumbi), Otto na goela, Karina Buhr, Juliana R. Um mar de gente e de histórias.
Conheci o “Journal de BAD”, com este mesmo título, ainda como uma espécie de newsletter afetiva distribuída por Bárbara Eugênia aos amigos e conhecidos. Aí está a origem do batismo. É o que este CD reverbera com seus arrastões de epifanias e encantos.
Por Xico Sá
Download: Jornal de Bad

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Céu - Caravana Sereia Bloom (2012)



Arranjos inusitados, experiências sonoras e demais alquimias estéticas só fazem sentido se um disco, em sua essência, tiver canções bem construídas, belas e consistentes. É o que ocorre com o novo álbum de Céu, repleto de melodias, harmonias, ritmos, instrumentações e letras encantadores. Três anos após Vagarosa, a cantora e compositora paulistana volta a evoluir em Caravana Sereia Bloom, que transparece verdade e entrega. À primeira vista, o título pode soar como uma viagem de hippie chique. Mas não é: traduz com naturalidade o espírito do álbum, como se uma sereia, à frente de sua trupe, saísse por aí soltando a voz enfeitiçante e hipnótica.
À semelhança do que fazia nos trabalhos anteriores, Céu opta por registrar alguns temas-pílula, vinhetas efêmeras e bonitas, como Teju na Estrada, Sereia (dedicada a Rosa, sua filha com o músico Gui Amabis) e Fffree. A produção já não conta com Beto Villares, mas tem novamente Céu e Gui, além de Rica Amabis (na faixa Chegar em Mim, escrita por Jorge Du Peixe). O álbum ainda traz a excelente banda da cantora, que reúne nomes como Lucas Martins e Bruno Buarque. Entre os instrumentistas convidados, chamam a atenção Pupillo, Lúcio Maia, Dengue, Fernando Catatau, Curumin, Thiago França e Nahor Gomes. Também merecem destaque os coros etéreos do Negresko Sis, trio formado por Anelis Assumpção, Thalma de Freitas e pela própria Céu.
Odair José e Lupicínio Rodrigues
Outro ponto em comum com os dois primeiros CDs são as regravações. A intérprete já havia dado sua cara para Concrete Jungle (Bob Marley) e Rosa, Menina Rosa (Jorge Ben Jor). Agora, imprime sua assinatura em You Won’t Regret It (Lloyd Robinson e Glen Brown) e Palhaço (Nelson Cavaquinho, Oswaldo Martins e Washington Fernandes), que gravou acompanhada por seu pai, Edgard Poças, no violão e no assovio.
Como compositora, ela continua mostrando habilidade. Isso se evidencia em pelo menos quatro canções: Amor de Antigos (setentista e singela), Retrovisor (moderna e, ao mesmo tempo, lupiciniana),Baile de Ilusão (uma joia com ares de Odair José) e Asfalto e Sal (que exibe versos arrebatadores, como “eu vou lhe conservar no sal do meu mar”).
O sambista portelense Argemiro Patrocínio costumava dizer que, em “panela em que muito se mexe, a comida estraga”. Caravana Sereia Bloom segue a receita habitual, com temas simples, burilados na medida certa. Que Céu não demore mais três anos para compartilhar suas belezas.


Lucas Nobile é jornalista.


Download:Caravana Sereia Bloom

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Geraldo Junior - Warakidzã



Geraldo Junior - Warakidzã

Cantor, compositor, instrumentista e ator, Geraldo Junior apresenta um trabalho que pulsa ancestralidade. Seu show se confunde com um ritual, fundindo elementos tradicionais em urbanos. Força e delicadeza evidenciando as referências a sua terra natal, o Cariri Cearense. Sua obra parte do sertão, mas logo também se monstra fortemente urbana, assim, o poeta aglutina as artes populares através de uma leitura contemporânea, aliando suas várias influências da música do mundo e da própria música brasileira, servindo-se de elementos tradicionais como ferramenta para fundir e resignificar todas essas linguagens: Música de terreiro, reisado, banda de pífano, coco, cantoria, benditos, música virtual, eletrônica, digital, rave, drumbase, rock'n'roll... Expressão ilimitada de possibilidades. Tudo isso em um espetáculo de música, dança e performance.

Dane de Jade

Warakidzã

Afirma a tradição que o Cariri é o território mítico de Badzé – o deus do fumo e civilizador do mundo.
No princípio era a Trindade: Badzé o Grande - Pai, Poditã era o filho maior, que ensinou aos índios a reconhecer os frutos, a caçar animais, a fazer farinha de mandioca, a preparar utensílios de uso cotidiano, a dançar, a cantar e a fazer os rituais de pajelanças, e Warakidzã (senhor do sonho), o filho menor. Os dois irmãos habitavam a constelação de Órion.

Ficha Técnica

Álbum gravado no Estúdio Making OF Records - Rio de janeiro, por Fábio Mesquita, Ibbertson Estúdio - Crato CE e EtnoHaus - Rio de Janeiro.
Edição no Na Goma Estúdio São Paulo, e Mixagem e Masterização no Estúdio Zabumba no Cariri em Nova Olinda CE. Tudo com o grande André Magalhães.
Geraldo Junior: Direção, voz, vocal, flauta, trompete e percussão
Beto Lemos: Arranjos, violão, viola, rabeca, violoncelo e vocal
Gabriel Pontes: Sax tenor, soprano, flauta e vocal
Ranier Oliveira - Teclado, piano e sanfona
Eduardo Karranka: Guitarras e vocal
Cláudio Lima: Bateria e vocal
Filipe Müller: Vocal e baixo
Projeto Gráfico:
Luiz Eduardo Bonifácio
Fotos:
Joa Azria
Thailyta Feitosa
Participações especiais:
Kiko Horta - Sanfona
Joana Queiroz - Clarinete
Jonas Correa - Trombone
Eduardo Santana - Trompete
Marco Bz - Percussão Efeitos
Jefferson Gonçalves - Gaita
Fábio Mesquita - Baixo
Marcelo Müller - Baixo
Ranier Oliveira - Sanfona
Diogo Jobim - Sintetizador e Microkorg Kaospad



Produção Geraldo Junior

55 (21) 8250 8346 / 55 (21) 3546 6108

jbraiz@msn.com (Messenger)

producaogeraldojunior@gmail.com

www.geraldojunior.com.br

Rio de Janeiro - RJ – Brasil

Download: Warakidzã


domingo, 1 de janeiro de 2012

Siba - Avante (2012)




Pra dar o salto de Avante, foi necessário reunir um tanto de todos que já fui. Momentos distintos de vida. Recontar para mim mesmo minha história pessoal, essa que construímos dia a dia, reunindo, descartando, esquecendo, recriando e mesmo inventando.


Nenhum mapa, algum mapa. Mas qual?
Musical, poético, geográfico, literário, místico, racional? Qual o ponto de partida? A primeira audição do “Método Tufo”de Catatau, logo após a finalização de “Toda vez que eu dou um passo…”? Ali me vi pela primeira vez pensando que precisaria reaprender a escrever e cantar pra dar conta da complexidade de minha vida pessoal, antes que – Mute - perdesse a voz.


Muito antes, 20 anos antes, o rock havia morrido pra mim e eu iniciava uma peregrinação pela Mata Norte pernambucana - onde? - descobrindo aos poucos minha própria voz entre tantas obviedades invisíveis. Punk rock baque solto.


De volta ao mapa, passado mais próximo - o verso preso: Reaprender a tocar um instrumento abandonado há tantos anos foi tarefa difícil e fatalmente inacabada, que me sacudiu ao chão duro e frio dividido entre a musa ou a música. A Poesia, dama ciumenta e exigente, se afastou silenciosamente deixando em seu lugar o vazio da falta de convicção para escrever da única forma que eu sabia. Reaprendizados sobrepostos, fui aos poucos reunindo os cacos, colando o espelho que devolve os fragmentos sobreviventes a meus tantos esquecimentos de mim mesmo-sem moldura, pedaços ainda podem ser colados, cair...


O mapa de Avante teria que ter pistas confusas embaralhando Hendrix, Lemmy, Ivanildo Vila Nova e Manoel Chudu, Zé Galdino, Barachinha, o Sundiata do Mali, Franco, o Congo, Poemas Suspensos, Canções de repentistas na voz de Antônio Alves, Voltando a Minha Terra de Severino Feitosa, Super Rail Band, Thelonious Monk, Robab Afegão, Star Number One de Dakar, Biu Roque, Bembeya Jazz National, Jimmy Page, Os Solitários de Nazaré da Mata, Michele Melo cantando “essa noite eu vou ser toda sua…”, O Incandescente de Serres, a viagem de Ulisses, Cancão, rock Touareg, Jack White, Kasai All Stars, Ryad Al Sumbati, Cream, Menelik Wesnatcheu, meu pai assobiando de manhã cedo.
Outra coisa: Se ao abandonar-me à musa, anos antes, havia me feito experimentar a completude numa pequena cidade de 30 mil habitantes, ceder à música me sacudiu novamente na fragmentação da estrada. Assim, Avante tem um pouco de Rio de Janeiro, Dakar, Recife, Nazaré, São Paulo, Curitiba, Praia dos Carneiros, Teresópolis, Campina Grande, além de sombras de lugares que nunca fui: Kinshasa, as montanhas do Hindu Kush…


Foi gravado e mixado no estúdio Totem/SP, entre o final de 2010 e meados de 2011 por Yuri Kalil e produzido por Fernando Catatau, comigo ajudando e, às vezes, atrapalhando também. Léo Gervázio toca a tuba, elo de ligação com a Fuloresta e a música de rua do Recife. Antônio Loureiro toca teclados e um vibrafone que muito me ajudou na aproximação com a música do Congo que tanto ouvi nesses anos de gestação desse trabalho. Samuel Fraga toca a bateria. Os visitantes são Teco Cardoso e Lira. Catatau faz o solo de guitarra em Qasida. Ao vivo, o baterista é Serginho Machado.


“Avante” tem o patrocínio da Petrobras, através da seleção pública do Programa Petrobras Cultural. Este projeto foi contemplado com o Prêmio de Apoio à Gravação de Música Popular – Funarte.



Download: Avante



SIBA - Ariana from DobleChapa on Vimeo.