segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Nevilton - Sacode! (2013)



por José Julio do Espírito Santo

Trio paranaense mantém pique em segundo disco
Apesar do título, Sacode! chega mais calmo, mas tão bem resolvido quanto o independente De Verdade, primeiro álbum do Nevilton, de 2011. Baladas como “Crônica”, que abre o álbum, e o iê-iê-iê “Friozinho”, que canta a paixão de um amor duradouro, levam o som da banda paranaense a um terreno mais pop. Ainda assim, o novo trabalho, produzido pela dupla Carlos Eduardo Miranda e Tomás Magno, continua ancorado em riffs fortes, que fizeram a fama desde que o grupo apareceu em 2007. Em português simples, claro e muitas vezes inspirado, Sacode! carrega o gene dominante do rock. A faixa-título é o maior exemplo do som forte do trio, em uma conversa séria entre a guitarra de Nevilton de Alencar, o baixo de Tiago “Lobão” Inforzato e a bateria de Éder Chapolla. “Vou ver o Mar”, com a letra enraizada no cancioneiro nacional – tal qual uma faixa imaginária de Vinicius de Moraes e Toquinho, fossem eles criados ao som de Led Zeppelin –, e a fascinante “Porcelana”, com ares de moda de viola e bafo de pub rock, evidenciam influências díspares que o grupo reconfigura de maneira especial.

Download:  Sacode! 


Ricardo Herz Trio - Aqui é o Meu Lá (2012)



Em 2012, o violinista Ricardo Herz lançou seu quarto disco, “Aqui é o meu Lá – Ricardo Herz Trio”, com composições próprias e direção musical de Benjamim Taubkin. Acompanhado de Pedro Ito (bateria e percussão) e Michi Ruzitschka (violão 7 cordas), o violinista tem se apresentado nos principais teatros e festivais do Brasil e exterior, marcando o público com sua contagiante presença de palco: são solos endiabrados e melodias marcantes que fazem do show uma experiência única na música instrumental brasileira. Com esse disco, o Ricardo Herz Trio ganhou o Troféu Cata-Vento 2012, da Cultura Brasil, escolhido por Solano Ribeiro.

Em outubro deste ano o Ricardo Herz Trio teve uma importante missão: foi o único grupo a representar o Brasil na seleção oficial do Womex – The World Music Expo, a mais importante feira de música do mundo. Em cada edição são escolhidos somente 30 artistas pra fazer apresentações e mostrar seus trabalhos para os maiores produtores e programadores de salas e festivais do gênero. A edição deste ano vai foi em Tessalônica, Grécia.

Herz reinventou o violino. Sua técnica leva ao instrumento o resfolego da sanfona, o ronco da rabeca e as belas melodias do choro tradicional e moderno. Com a influência de Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Egberto Gismonti, Jacob do Bandolim entre outros, o violinista mistura ritmos brasileiros,  africanos e o sentido de improvisação do jazz mostrando a influência dos 9 anos em que viveu na França. Dali levou sua música para os 4 cantos do mundo: tocou em Festivais na Malásia, no México, na Holanda, em clubes de Jazz na Rússia, em Israel, na Dinamarca e gravou com músicos de diversos países.

Graduado em violino erudito pela USP, sua sólida formação também vem da renomada Berklee College of Music, nos Estados Unidos, e da Centre des Musiques Didier Lockwood, escola do violinista francês Didier Lockwood, uma lenda do violino jazz. Com Lockwood, tocou nas principais capitais brasileiras durante as celebrações do Ano da França no Brasil.

De volta ao Brasil, Herz tem participado de muitos projetos e colaborado com músicos de todo o país. Em 2011, se apresentou como solista ao lado de Dominguinhos, abrindo a temporada anual da Orquestra Jazz Sinfônica no Auditório Ibirapuera. Formou um duo com o vibrafonista, multi-instrumentista e compositor  mineiro Antonio Loureiro e foi selecionado no Rumos Música 2010-2012, do Itaú Cultural, onde nasceu mais um duo, desta vez com o gaúcho Samuca do Acordeon. Os dois projetos em breve virarão discos. Com a camerata Cantilena Ensemble tem tocado o repertório do seu disco infantil. Ricardo também tem dedicado parte de seu tempo no ensino e difusão do violino popular.

Atualmente dedica-se aos shows de lançamento do novo disco, “Aqui é o meu lá”, no Brasil e no exterior.

“(…) o disco disputa seriamente como um dos melhores lançamentos instrumentais brasileiros do ano”
Irineu Franco Perpétuo – Guia da Folha – Folha de São Paulo – 28/07/12

“Um dos lançamentos mais inspirados da cena instrumental este ano”
Eduardo Tristão Girão – Estado de Minas 27/07/12

“Ricardo é desses moços que melhor toca ultimamente, toca pra valer. É um ótimo incentivo para a música brasileira, ainda mais por que, além de ser um excelente músico, tem um ‘molho’ único tocando violino no forró.”
Domiguinhos

“Cheio de sensibilidade e virtuosismo, swing e lirismo, Ricardo Herz está colocando os ‘pingos nos is’ na história do violino popular no Brasil! Tudo com muita musicalidade e a característica mais marcante em sua personalidade quando sobe ao palco: carisma! Sucesso de público e crítica”
Hamilton de Holanda

“Violino Popular Brasileiro é um título mais do que perfeito para o CD do Ricardo Herz. Com uma técnica apurada, passa por baião, forró (às vezes como se fosse rabeca), sambas, chorinhos e canções com autoridade e intimidade absolutas de quem conhece, de fato, o Brasil.”
Edu Lobo

“É de se espantar que o riquíssimo universo músical brasileiro poucas vezes tenha gerado grandes especialistas no violino, instrumento versátil e central na história do ocidente. É também de se espantar, por outro lado, que, mesmo sem uma longa tradição às suas costas, tenha surgido aqui um dos maiores violinistas da música popular mundial, o paulistano Ricardo Herz”
André Domingues – Diário do Comércio – SP- pag 24 – 26/06/12

“A música brasileira, sua especialidade, está aqui magnificamente representada com originalidade graças a seu grande talento de violinista”
Didier Lockwood


Download: Aqui é o Meu Lá 

Facção Caipira (2012)



A Facção Caipira nasceu em 2009 na cidade de Niteroi/RJ com a intenção de tocar o que gosta e cantar o que quiser. 
O quarteto formado por Jan Santoro (Voz/Resonator), Daniel Leon (Gaita), Vinicius Câmara (Baixo) e Renan Carriço (Bateria) participou dos maiores festivais da cidade, 
além de vencer os prêmios de melhor interprete, instrumentista, musica e banda no Festival Som na UFF 2012. 
O auto-intitulado EP foi lançado no fim do último ano em um show com ingressos esgotados no histórico Teatro Municipal de Niterói.

Telefone: (21) 8728-7385 (José Pantoja)


Gudicarmas - EP (2012)



A Gudicarmas, banda autoral surgida em 2011 no Recife, inicia o ano em plena produção. A singularidade de cada um dos integrantes, a saber Felipe Sitônio(violão, gaita e voz), Mateus Guedes (guitarra e voz), Otávio Carvalheira (baixo e voz), Pedro “Paca” Valença (percussão) e Rafael Cunha (bateria e voz) serão mescladas nas composições reunidas para o primeiro CD, a ser lançado no segundo semestre de 2013.

A Gudicarmas mostra suas abrangentes referências musicais como,
por exemplo, na música Azúis Blues, em que mescla a introdução de
WithinYouWithoutYou, dos clássicos Beatles e finaliza com a tranquila Doin Time, da californiana Sublime. As músicas, cujas letras falam sobre o cotidiano, o amor, a política e a natureza enquanto meio do homem, serão gravadas na própria cidade.

O nome da banda, aparentemente esquisito, reúne o conjunto de ações que resultam em consequências (o popular “Karma”) com as notas e arranjos ousados de algo muito bom (leia-se, do inglês, o “Good”). Daí, tem-se o abrasileirado "Gudicarmas".

A trajetória da banda ao longo do seu primeiro ano de existência contempla apresentações em eventos como a FeiraExpoideia, o PE Nova Música, a Terça Autoral do UK Pub, pocket-shows nas Livrarias Cultura e Saraiva e o projeto Peixe Sonoro do Nascedouro de Peixinhos, em parceria com a Aeso.

As músicas Quero Ar, Eu, ela e o mar, Azúis Blues, Doce Natureza, e as
recentes Almôndegas e Angelus estarão presentes no álbum de estreia da
banda. Esta última música, inclusive, participou do 14º FESTCINE, Festival de Vídeo de Pernambuco, com exibição no tradicional Cinema São Luiz, no centro do Recife, e foi classificada como uma das 10 revelações pela Joinha Records, selo colaborativo de artistas expoentes do cenário pernambucano, como China, Tibério Azul e Mombojó.

Site oficial: http://gudicarmas.tnb.art.br/ 

Download: Gudicarmas 

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Saulo Duarte e a Unidade (2013)



Uma pitada de carimbó. Uma dose farta de guitarrada. Adicione um toque brega da música romântica brasileira dos anos 70. Misture com o romantismo de Roberto Carlos, o poderoso suingue do violão de Jorge Ben e o pop de Paul McCartney. O resultado é o primeiro disco de Saulo Duarte e a Unidade, que tem produção de Carlos Eduardo Miranda e acaba de ser lançado pela YBmusic.

Em fevereiro de 2010, Saulo Duarte (guitarra e voz), Klaus Sena (baixo), Beto Gibbs (bateria) e João Leão (teclados) se reuniram no estúdio Cambuci Roots para dar início às gravações do primeiro trabalho autoral da banda.

Do encontro casual com o produtor Carlos Miranda, o disco tomou outro rumo. “Conheci o Miranda em 2010 na Feira da Música de Fortaleza. Estava lá pra tocar com a Tita Lima e o Miranda viu o show. Depois apareceu no camarim e falei do trabalho que estava em produção. Mandei o que tinha gravado e ele curtiu bastante. Era algo ainda cru, precisando de alguns retoques e ele coordenou a gravação de uns overdubs e produziu o disco juntamente com o Mauricio Tagliari. Miranda é meu guru!”, comenta Saulo.

A maioria das composições tem assinatura de Saulo Duarte, com exceção de “Não vale a pena” (Saulo Duarte/Beto Gibbs), “Manda ela comprar um iglu” (Saulo Duarte/Klaus Sena/Beto Gibbs) e todos os arranjos são de autoria da banda.

De fora, vêm as participações especiais de Vitor Colares do Fóssil (“Onze horas” e “Não vale a pena”), João Eduardo(“Nada pra depois”, “Não vale a pena”, “Meu sonho e você”), Felipe Cazaux (“Amor e otras cositas más”), Diogo Soares do Los Porongas e Daniel Groove (“Que Massa”) que dividem também a autoria da canção e Tulipa Ruiz (“Onze Horas”).

“Moro em São Paulo há três anos e meio e a cidade talvez seja a principal influência do disco. As canções do disco são muito confessionais, de coisas que eu vivi e quase todas as canções foram compostas aqui. Há referência à ruas, bairros e até mesmo metrôs. A canção “Que Massa” foi feita pra São Paulo num hino de amor e ódio, reafirmação do sonho e certeza de que aqui cabe tudo isso”, complementa Saulo.

Download: Saulo Duarte e a Unidade

Café Tacvba - El Objeto Antes Llamado Disco (2012)



Café Tacvba (anteriormente chamado de Café Tacuba) é um grupo musical de rock alternativo radicado no México. Começaram a sua carreira musical em 1989. A banda teve de mudar seu nome para Café Tacvba devido a problemas legais com o Café de Tacuba, tradicional restaurante localizado no centro da Cidade do México.

Rubén Isaac Albarrán, também conhecido como "Juan", "Pinche Juan", "Cosme", "Anónimo", "Nrü", "Amparo Tonto Medardo In Lak’ech" (ou "At Medardo ILK"), "G3", "Gallo Gasss", "Élfego Buendía", "Rita Cantalagua", and "Sizu Yantra". (voz e guitarra)
Emmanuel "Meme" del Real (teclado, violão, piano, programador de música, voz, melotron)
Joselo "Oso" Rangel (guitarra e violão, voz)
Enrique "Quique" Rangel (baixo e contrabaixo, voz)
Alejandro Flores, intérprete de música folclórica, é considerado o quinto Tacvbo. Tocou violíno em quase todos os concertos do Café Tacvba desde 1994. Também, desde Turnê Del Vale Callampa Vale Callampa, Luis "El Children" Ledezma toca a bateria em todos os concertos mas não é considerado um membro oficial da banda.

Contribuíram para as trilhas sonoras de filmes como Amores perros, Y tu mamá también, Crónica de un Desayuno, Piedras Verdes e Vivir Mata; assim como para discos de tributo a José José e Los Tigres del Norte. Café Tacvba também colaboraram com artistas como Plastilina Mosh, Kronos Quartet, David Byrne, Celso Piña, Inspector, El Gran Silencio e Ofelia Medina, e recentemente com Incubus, Beck, Enanitos Verdes, Gustavo Cerati e Los Tres. Rubén também tem participação no disco Carnaval na Obra, do Mundo Livre S.A. Em 2008 a música Volver A Comenzar foi tema do jogo LittleBigPlanet.

A música do grupo, de acordo com alguns críticos, é eclética: "Chilanga banda" (composição de Jaime López) tem ritmos de rap e faz uso do jargão da capital mexicana; "El fin de la infancia" utiliza instrumentos metálicos de vento e ritmo ska e "Desperté" tem melodias parecidas com as das novelas. Sua música foi influenciada em grande parte pela música folclórica da população indígena do México, mas também por outras bandas mexicanas e do Estados Unidos.

Provavelmente a característica mais distintiva de sua música é a voz anasalada de Albarrán, que, combinada com sua grande capacidade pulmonar (demostrada na canção "La ingrata"), marca um som distintivo, que pode parecer estranho para as pessoas não familiarizadas com o grupo. Cantam em castelhano.

Download: El Objeto Antes Llamado Disco

Capiba - O Poeta do Frevo



Pernambuco, e o Brasil , comemoram o centenário de nascimento de Capiba (28 de outubro de 2004). A Revivendo, não poderia ficar ausente dessa efeméride. E traz um régio presente para todas as gerações: Os melhores carnavais do Poeta do Frevo, gravações originais de Almirante, Angela Maria, Aracy de Almeida, Breno Ferreira, Carlos Galhardo, Carmélia Alves, Claudionor Germano, Cyro Monteiro, Expedito Baracho, Francisco Alves, Francisco Carlos, Jô Gomes, Leda Baltar, Mario Reis, Nelson Gonçalves, Odete Amaral, Orlando Silva.

Faixas:
01. NAO QUERO MAIS - (Jose Pato - Joca da Belleza) - Francisco Alves - 3´19"
02. VAMOS PRO FREVO - (Lourenco Barbosa (Capiba) - Grupo da Fanfarra do 1º Regimento de Artilharia Montada - 3´01"
03. TENHO UMA COISA PARA LHE DIZER - (Lourenco Barbosa (Capiba) - Jazz Band Academica de Pernambuco - 3´07"
04. MANDA EMBORA ESSA TRISTEZA - (Lourenco Barbosa (Capiba) - Araci de Almeida - 2´37"
05. EH! UA! CALUNGA - (Lourenco Barbosa "Capiba") - Mara - 2´59"
06. QUEM TEM AMOR NAO DORME - (Capiba) - Coro RCA Victor - 2´34"
07. GOSTO DE TE VER CANTANDO - (Capiba) - Cyro Monteiro - 2´31"
08. LINDA FLOR DA MADRUGADA - (Capiba) - Ciro Monteiro - 3´04"
09. DANCE COMIGO - (Capiba) - Cyro Monteiro - 3´02"
10. TEUS OLHOS - (Capiba) - Carlos Galhardo - 2´50"
11. NAO AGUENTO MAIS - (Capiba) - Nelson Gonçalves - 2´42"
12. SEGURE NO MEU BRACO - (Capiba) - Nelson Gonçalves - 2´47"
13. QUE SERA DE NOS - (Capiba) - Nelson Goncalves - 2´51"
14. VOCE FAZ QUE NAO SABE - (Capiba) - Francisco Carlos - 2´30"
15. E FREVO MEU BEM - (Capiba) - Carmelia Alves - 2´55"
16. OS MELHORES DIAS DA MINHA VIDA - (Capiba) - Carlos Galhardo - 2´42"
17. MADEIRA QUE CUPIM NAO ROI - (Capiba) - Bloco Mocambinho da Folia - 2´32"
18. SE VOCE ME QUISESSE - (Capiba) - Angela Maria - 2´45"
19. A CANCAO DO RECIFE - (Capiba - Ariano) - Jo Gomes - 3´51"
20. FREVO DA FELICIDADE - (Capiba) - Orlando Silva - 2´36"
21. DE CHAPEU DE SOL ABERTO - (Capiba) - Orquestra e Coro RCA Victor - 2´49

Download: Capiba - O Poeta do Frevo