sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Mundo Livre S.A. vs Nação Zumbi (2013)



Há 20 anos, quando a música popular brasileira vivia um daqueles seus momentos de impasse criativo, Recife acenou com uma luz no fim do túnel. Era o mangue beat, movimento cujos artistas costuravam samba, psicodelia, hip-hop, maracatu, funk e as novidades eletrônicas da época, embalados por um manifesto dos caranguejos com cérebro e suas parabólicas enfiadas na lama. Concluído o ciclo do mangue, os grupos que fizeram a revolução, Nação Zumbi (que continuou após a morte do líder Chico Science, em 1997) e Mundo Livre S/A, seguiram trajetórias paralelas, transformaram-se, evoluíram, mas não perderam a força criativa. O encontro no disco “Mundo Livre S/A vs Nação Zumbi”, em que um toca as músicas do outro, é mais do que uma celebração do movimento e das suas canções. É um exercício dos mais interessantes, feito por duas bandas bem diferentes, no topo de sua forma artística.
O clima de camaradagem colabora para o bom resultado dessa briga na lama fértil do mangue recifense. Dois cavalos de batalha da Nação com Chico, “A cidade” e “A praieira”, ganham melodia e um tanto de melancolia na interpretação do vocalista Fred 04. Já em “Rios, pontes e overdrives”, o Mundo Livre conjuga samba e punk hardcore para reviver uma das melhores canções de “Da lama ao caos” (1994), álbum de estreia de Chico Science & Nação Zumbi. O funk-maracatu “Etnia”, de “Afrociberdelia” (1996), por sua vez, vira um heavy-samba, daqueles que o ML sabe bem fazer. E “Meu maracatu pesa uma tonelada”, hit do Nação já com o vocalista Jorge Du Peixe à frente, renasce entre cavaquinho, sintetizadores, guitarra noise e vocoder, totalmente diversa, mas ao mesmo tempo fiel ao espírito do original. E assim o Mundo Livre S/A abre uma vantagem que parece difícil de recuperar. Mas não se pode esquecer que do outro lado está a Nação Zumbi.
Grupo calcado na força da cruza de guitarra e tambores (e na presença que Du Peixe impõe, conquistada ao longo de anos na missão de substituir Chico Science), a Nação vai à luta, conseguindo alguns resultados bem felizes em suas releituras do repertório do Mundo Livre. O heavy-samba “Livre iniciativa” (com o qual a banda começou sua trajetória na mídia, em 1994) ganhou leve embalo soul, com a bateria virtuosa de Pupillo, citando “Mr. Big Stuff”, clássico dos anos 1970 da americana Jean Knight. Jorge Du Peixe e o guitarrista Lucio Maia, por outro lado, conseguiram deslizar bem pelas sinuosidades de “Musa da Ilha Grande” (sucesso do primeiro disco do Mundo Livre, “Samba esquema noise”, de 1994), temperando de surf-music o samba praieiro. E a buliçosa “Bolo de ameixa” até pode ter perdido um pouco da sua malandragem original, mas ressurgiu com uma potente faixa da Nação Zumbi. Da mesma forma, “Girando em torno do sol” se encaixou muito bem no formato da banda, que pôde assim deitar e rolar na psicodelia dramática, e virar o placar nesse duelo de caranguejos gigantes em que não há perdedores, só ganhadores.




01. A Cidade (Mundo Livre S/A)
02. Praieira (Mundo Livre S/A)
03. Etnia (Mundo Livre S/A)
04. Meu Maracatu Pesa Uma Tonelada (Mundo Livre S/A)
05. No Olimpo (Mundo Livre S/A)
06. Rios, Pontes e Overdrives (Mundo Livre S/A)
07. Samba Makossa (Mundo Livre S/A)
08. Livre Iniciativa (Nação Zumbi)
09. Musa da Ilha Grande (Nação Zumbi)
10. Bolo de Ameixa (Nação Zumbi)
11. Girando Em Torno Do Sol (Nação Zumbi)
12. Pastilhas Coloridas (Nação Zumbi)
13. Seu Suor É O Melhor De Você (Nação Zumbi)
14. O Velho James Brown Jah Dizia (Nação Zumbi)

Download: Mundo Livre S.A. vs Nação Zumbi


domingo, 18 de agosto de 2013

Móveis Coloniais de Acaju - De Lá Até Aqui (2013)



De lá até aqui promove um rito de passagem simbólico. Como se registrasse a transição do púbere para o adulto, do acadêmico para o graduado, da garagem para o estúdio. Resultado de uma jornada que se perpetua há 15 anos e que agora se consolida sob a tutela de instrumentistas essencialmente brasilienses e profissionais. “Vivemos disso. Encontramos nosso lugar e assumimos quem somos”, reiterou André.

A maturidade sonora aparece abusando dos gêneros e estilos, provocando um trabalho atípico, propositalmente diferente dos anteriores. Entre as 14 faixas que compõem o álbum, surgem uma homenagem ao rock oitentista de Brasília, influências de Beatles e elementos da disco music dos anos 1970. Eclético, porém harmônico. Os instrumentos ganham espaço e a destreza dos 10 integrantes fica mais nítida (e ousada), como a voz grave e peculiar de André. Cuidados lapidados pelos atenciosos músicos e por uma produção nacional disposta a apostar todas as fichas na banda.

“Quem nos conhece vai se surpreender. Quem ainda não ouviu, vai chegar na hora certa”, convidou o cantor. O inusitado agradou. Embora o disco físico ainda não tenha chegado às prateleiras, a banda disponibilizou, na semana passada, o conteúdo integral de De lá até aqui, na plataforma Deezer, em que é possível escutá-lo, mas não baixá-lo. O trabalho figura entre os mais ouvidos no país e goza de elogios generosos nas redes. A ordem é clara: “Fecha os olhos e vai!”, como proclama um trecho velado do álbum. Agora, exposto.

Download: De Lá Até Aqui

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Coitadinha Bem Feito – As Canções de Ângela Ro Ro (2013)




Participam do disco nomes como Lucas Santtana, Lirinha, Thiago Petit, Leo Cavalcanti, Tatá Aeroplano, Romulo Fróes, Kiko Dinucci, Gui Amabis, Adriano Cintra, Rodrigo Campos, Helio Flanders, Otto, Pélico, Juliano Gauche, Rael, Gustavo Galo e Daniel Black.

O repertório é focado em quatro dos cinco primeiros álbuns da carreira da homenageada, de 1979 a 1984.

"Eu estou muito lisonjeada, a escolha do repertório foi muito certa. Eu cantei aquelas músicas porque não tenho pudor. Até hoje tem muita cantora com dificuldade de cantar para o feminino."

"Amor, meu Grande Amor" - Lucas Santtana
"Renúncia" - Lirinha
"Came e Case" - Leo Cavalcanti
"Só nos Resta Viver" - Romulo Fróes
"Mares da Espanha" - Thiago Pethit
"Balada da Arrasada" - Tatá Aeroplano
"Coitadinha Bem Feito" - Otto
"Abre o Coração" - Gui Amabis
"Gota de Sangue" - Adriano Cintra
"Não Há Cabeça" - Pélico
"Fogueira" - Rodrigo Campos
"Tango da Bronquite" - Kiko Dinucci
"Perdoar-os, Pai" - Rael
"Fraca e Abusada" - Gustavo Galo
"Tola Foi Você" - Dani Black
"A Mim e a Mais Ninguém" - Juliano Gauche
"Me Acalmo Danando" - Helio Flanders

Ruspo - Esses Patifes (2013)


Há algo de novo na música brasileira. É Esses Patifes, o primeiro lançamento de Ruspo. Com 14 faixas feitas na estrada, é um disco em que as canções se dão como mapas. Escritas e gravadas durante os últimos dois anos entre as cidades de Santos, Campinas e São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Altamira e Belém (PA) e Campo Grande e Dourados (MS), as músicas acompanham os caminhos do autor, que é também jornalista, através dum Brasil de distâncias graves e silêncios longos.

A geografia invade também a sonoridade, num pastiche de sons mesclado a vinhetas de uma Europa pós-guerra e a possibilidades intertextuais imediatas com diversas escolas e expressões musicais – e ainda assim, absolutamente brasileiro. Uma brasilidade de ouvido aberto para o mundo, imersa num padrão criativo que dispensa as fronteiras. Por essa razão, este é um disco difícil de categorizar.

Os cruzamentos são tão inesperados quanto fantásticos, no sentido estrito do termo. Uma criança indígena cantando em Araweté junto de calmas guitarras de post-rock, em ALTAMIRA, a história da construção da hidrelétrica de Belo Monte pelos olhos de um operário!

Em EUA – recriação de um microconto de Franz Kafka quase cantada por Paulo Diniz -, as únicas coisas consistentes na música são a linha de baixo de jazz estóica e repetitiva e as maracas terapêuticas. O resto muda e e se transforma constantemente. Tudo nessa música é excêntrico. Espere pelo solo de guitarra ridículo no final, que parece ter sido gravado por um menino de 14 anos que está lendo tablaturas pela primeira vez.

A tapeçaria das canções e seus intertextos, referências, cópias e colagens e sinapses que elas estabelecem, e os erros e ironias que carega, resulta numa tessitura multicor única e enigmática. É preciso ouvir pra sentir e entender. Ouvir Luzia Luluza de Gil discutir colonialidade com jambu em BELÉM, BELÉM. Bater palma com o sobrinho da Kátia Abreu no funk pseudo-barroco CHATUBA DO AGROBOY. Entender a lipogramática anti-eletricidade de ANASTÁCIO, parceria com o produtor inglês Mr. Bird, com suas escaletas distantes e soturnas e flautas de efeito hipnótico. Pegar a estrada junto com dois perdidos na atmosfera empoeirada da Rodovia Transamazônica, subvertida aqui num baixo digital de rádio FM dos anos 80 e guitarras debaixo d’água na faixa-título.

Chocalhos, blim-blons, gamelans, samplers, sintetizadores e uma sensibilidade aguçada para melodias, reorganizados em uma banda diferente a cada pista. Sem sobrar, sem ser over. Esses Patifes tem estilo e ouve-se do início ao fim, como obra, um pouco como antigamente, no sentido de se recostar para prestar atenção em alguma coisa.

Download: Esses Patifes






Tom Zé - Tribunal do Feicebuqui EP (2013)




Na Irará dos anos 1940, o menino Antônio José Santana Martins ouvia das tias comunistas a recomendação, ao sair de casa com dinheiro no bolso para gastar em uma guloseima qualquer: “Pode comprar gasosa (refrigerante), mas só guaraná. Não tome Coca-Cola de jeito nenhum, porque ela é o capitalismo”. Em março de 2013, o conselho voltou a ecoar na cabeça do moleque, agora um respeitável senhor de 76 anos (nem tão respeitável, nem tão senhor, ainda um tanto moleque) conhecido como Tom Zé. Um comercial da Coca-Cola do qual ele é o narrador gerou uma enxurrada de críticas nas redes sociais que o tachavam de “vendido”, “americanizado”, “traidor”, “velho bundão” e o acusavam, dizendo que ele agora, em vez do samba, “tá estudando propaganda” (uma referência a seu clássico disco “Estudando o samba”).
Tropicalisticamente digeridos, os xingamentos foram recortados e colados nos versos de “Tom Zé mané”, uma das faixas de “Tribunal do feicebuqui”, EP com cinco faixas (leia trechos abaixo) no qual o artista lança seu olhar sobre a polêmica — disponível a partir de amanhã em http://www.tomze.com.br/. Feito com nomes da nova geração como Emicida, Tatá Aeroplano, O Terno, Filarmônica de Pasárgada e Trupe Chá de Boldo, o EP é o ponto de partida de um álbum completo que deve sair entre agosto e setembro (quando será editado também um compacto em vinil de “Tribunal do feicebuqui”).
Apesar de nascer de um movimento de reação às críticas, o disco não é uma resposta raivosa a elas, ou mesmo uma resposta, como esclarece Tom Zé:
— Todas as músicas são relacionadas à literatura da internet surgida dessa polêmica, seja falando bem ou mal de mim, tudo tratado da mesma forma. Prezo as críticas e os elogios com o mesmo valor, não acho que os comentários negativos sejam patrulha ou nada parecido.
Inicialmente, porém, Tom Zé não viu nas críticas (e nas defesas e ponderações surgidas num segundo momento) estopim para criação. No dia 8 de março, ele escreveu em seu blog, na sua primeira manifestação sobre o caso: “Perco o sono por causa do assunto”. Profundamente chateado com a repercussão, ele ouviu a sugestão do jornalista Marcus Preto, que prepara a biografia do compositor: por que não transformar aquilo tudo num disco, um novo “Imprensa cantada” (álbum de 2003 feito num procedimento usado em diversos momentos de sua carreira, de canções criadas a partir de assuntos do momento, quase recortes de notícias)?
A ideia fermentou, e na madrugada seguinte, entusiasmado, Tom Zé conversou com Marcus sobre a possibilidade de convocarem músicos jovens para fazer com ele o disco.
— Liguei para quem já havia me dito que adorava Tom Zé ou que eu achava que podia ter sido influenciado por ele — conta Marcus. — Marcelo Segreto (da Filarmônica de Pasárgada), por exemplo, estava compondo uma música chamada “Estudando Tom Zé” quando o chamei. E me mostrou um funk carioca que tinha feito a partir da visão de Tom Zé sobre o gênero.
O numeroso grupo de artistas ocupou o estúdio que Tom Zé mantém num apartamento do prédio onde mora, transformando o local numa usina de criação. De espírito familiar, ressalta o baiano:
— Todo dia, todo mundo aqui, parece aquela casa que tem 15 filhos e 18 netos — brinca Tom Zé. — Todo mundo dando penada em tudo. Você sabe como é a convivência com os jovens: se a gente pensa que é sabido, tá fodido. Tem que estar ciente de que eles sabem demais. Mesmo que seja para discordar deles.
Os arranjos ficaram nas mãos dos “meninos”, com “penadas” de Tom Zé, que também encomendou a eles músicas (dando os motes) ou propôs parcerias. O EP começa com os xingamentos de “Tom Zé mané”, de Segreto, Tatá Aeroplano, Gustavo Galo (da Trupe Chá de Boldo), e Emicida.
O disco segue com “Zé a zero”, de Tom Zé, Segreto e Tim Bernardes (O Terno), que cita diretamente a polêmica (“A copa aqui co qui cale?/ É coco colá/ Aqui copa coca acolá/ Fazendo propaganda do Tom Zé”). Ao comentar a música, Segreto revela um tanto da mecânica do encontro com o compositor de Irará:
— A letra que mandei era: “Ô rapá qualé que é/ Era a Copa Coca-Cola fazendo propaganda pro Tom Zé”. Ele musicou pegando umas sílabas, repetindo, criando outros sentidos com as aliterações. Seu modo de trabalhar é muito livre.
“Taí”, que tem uma batida estilizada do tamborzão do funk carioca, era um jingle que Tom Zé compôs para o guaraná Taí (da Coca-Cola, aliás), quando trabalhou na agência de publicidade DPZ por seis meses. A melodia é a mesma de “Ta-hi”, marchinha de Joubert de Carvalho que se tornou clássica na voz de Carmen Miranda. Ela ganhou versos adicionais de Segreto.
Tim Bernardes compôs “Papa Francisco”, que canta com Tom Zé. Trata-se de um bem-humorado pedido de perdão à Sua Santidade. O pecado? “O povo, querida, com pedras na mão/ Voltadas contra o imperialismo pagão”. Num arranjo à la Mutantes, referências à tropicalista “Alegria, alegria”, de Caetano Veloso (“Já não penso mais em casamento/ Mas se tomo Coca-Cola acho que estou me vendendo”).
Acanção “Irará iralá”, que fecha “Tribunal do feicebuqui” (nome extraído do rap que Emicida faz em “Tom Zé mané”), é a que tem a ligação menos óbvia com o caso. Num arranjo que bebe nas trilhas western spaghetti de Ennio Morricone, a faixa, só de Tom Zé, lista nomes de personagens da cidade, o cenário que formou o artista (“Renato, filho de dona Ceci/ Não fosse ele eu não tava aqui”).
— Na voz das meninas ficou uma coisa estranhíssima, um iraraense quebra-língua, meio paulista, meio imitando sertanejo — diz Tom Zé.
Irará aparece em muitos versos dos novos parceiros de Tom Zé. Além disso, durante a confusão gerada pela campanha para a Coca-Cola, o artista decidiu doar o cachê do comercial para a banda da cidade.
— Sonho fazer o lançamento do disco lá, com todos os músicos que participaram dele.
“Irará iralá” também faz a ligação com o álbum de dez faixas que o artista prepara com o mesmo grupo de músicos — que tem ainda Daniel Maia comandando a mesa de som. Ela é a única que ficará no disco, descrito por Tom Zé como a “parte freudiana” da discussão em torno do caso Coca-Cola.
— Sou eu no inferno em que sou duplamente atacado pelo interesse de lealdade aos ideais e pelo interesse por fama, beleza, vida luxuosa — explica.
Várias canções do futuro disco serão recriações de músicas inéditas encontradas por Tom Zé numa fita de 1972. Ele as entregou aos jovens parceiros para que eles trabalhassem nelas à vontade. Só uma é de 1982, “Pour Elis”, que o baiano fez sobre um texto de Fernando Faro para Elis Regina.
— Milton Nascimento deve cantar essa — adianta.
Há ainda uma que Tom Zé pediu a Segreto, “Guga na lavagem”, uma carta a seu irmão.
— Passei 30 anos na mão de analistas, os psiquiatras de doido manso. Augusto sempre aguentou a barra sem isso, mas ano retrasado teve uma fossa muito grande. Por uma herança, a família brigou com ele, que foi se isolando, sem se cuidar, sem sair... Falei com Segreto, que me deu uma letra linda. Mostrei a música para Guga, que imediatamente se animou, falou que estará na próxima festa da lavagem de Irará.
O parceiro Segreto resume a ideia que atravessa “Tribunal do feicebuqui”, o EP e o álbum.
— A questão não é defender ou atacar Tom Zé. É incorporar essa tensão entre crítica e aceitação.


Download: http://www.tomze.com.br/

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Agenor - Canções de Cazuza (2013)



Cazuza tem uma lista de canções que todo mundo conhece. Ao mesmo tempo tem uma grande lista de obras desconhecidas. Tão desconhecidas quanto seu nome verdadeiro - Agenor de Miranda Araújo Neto.
E são justamente esses lados B e faixas raras que são destaque da coletânea "Agenor - Canções de Cazuza", que será lançada daqui a alguns dias no site projetoagenor.com.br para download.
Com curadoria da jornalista Lorena Calábria o projeto reuniu 17 nomes da música brasileira de hoje, em especial cariocas, “com uma certa licença geográfica". “Estava tudo muito claro na cabeça inquieta do Zé Pedro quando ele me chamou para esse projeto: um álbum com músicas de Cazuza, a maioria desconhecidas, recriadas por uma nova geração”.
O projeto dá sequência a uma série de discos tributos comandados pelo DJ Zé Pedro em sua gravadora Jóia Moderna, que já homenageou Marina Lima, Péricles Cavalcanti e Angela Ro Ro.
Na lista de participações estão Do Amor, Tono, China, Domenico, Felipe Cordeiro, Wado, Botika, Kassin, Letuce, Silva, Bruno Cosentino, Mombojó, Mariano Maronatto, Qinho, Catarina dee Jah, Brunno Monteiro e Momo.
A seleção busca várias épocas. O Mombojó ressuscita “Vem Comigo” do segundo disco do Barão Vermelho, enquanto China aparece com a faixa “Culpa de Estimação”, gravada em Só se for a dois (1987). Faixas raras também estão presentes, como "Doralinda", parceria de Cazuza com João Donato que só foi lançada no Box Cazuza, e "Sorte e Azar", recuperada recentemente para o relançamento do primeiro disco do Barão Vermelho. “Eu nem suspeitava que Cazuza tivesse feito uma rumba como 'Tapas na Cara', entregue a Angela Maria. Ou que a cantora Joanna fosse sua parceira em 'Nunca Sofri por Amor', diz Lorena.

01. Gatinha de Rua - Do Amor
02. Amor, Amor - Tono
03. Culpa de Estimação - China
04. Vingança Boba - Domenico
05. Tapas na Cara - Felipe Cordeiro
06. Down em Mim - Wado
07. Ritual - Botika
08. Doralinda - Kassin
09. Não Amo Ninguém - Letuce
10. Mais Feliz - Silva
11. A Inocência do Prazer - Bruno Cosentino
12. Vem Comigo - Mombojó
13. Incapacidade de Amar - Mariano Marovatto
14. Sorte e Azar - Qinho
15. Largado no Mundo - Catarina Dee Jah
16. Nunca Sofri Por Amor - Brunno Monteiro
17. Blues do Iniciante - Momo 

Download Rip: Agenor

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Ex-Exus: Xô (2013)



RELEASE
Maquiagens, monstrices, máscaras, ídolos, coragem e sal grosso é o que utilizam os Ex-exus para retirar da música os espíritos obscuros. Fazendo, refazendo e desfazendo trabalhos viciados sem medo de acusações de clichê, populismo ou vaidade. Ex-exus é um projeto de três ex-integrantes da Comuna: Bruno, Ricardo e Amaro, mais João Marcelo Ferraz, do coletivo TV Primavera.

HISTÓRICO
Reunidos desde o final de 2008, os Ex-exus gravaram sua primeira demo, Terroristas Freelancers, em estúdio caseiro. As gravações desse primeiro trabalho foram disponibilizadas para download via internet no site da Trama Virtual e no Blog da banda, além de estarem disponíveis para audição gratuita no MySpace do grupo. A demo foi destaque no site da Trama Virtual e eleita como um dos 10 melhores lançamentos de 2009. Além da produção estritamente musical, durante esse curto período de existência, os Ex-exus já produziram sete vídeo-clipes e mais de 100 vídeos de divulgação da banda. Todos disponíveis no canal do You Tube da banda:
www.youtube.com/osexexus
Os Ex-exus fizeram sua estréia no festival Grito Rock Porto de Galinhas 2009. A partir daí, foram convidados para festivais como Noites Abrafin & Fora do Eixo, Observa e Toca Malakoff e No Ar: Coquetel Molotov 2009. Em pouco tempo de existência, a banda já obteve notoriedade para participar de um dos principais festivais independentes do país, o Coquetel Molotov, criando repercussão dentro e fora do Estado. Dividindo o palco com nomes importantes da cena musical do pais, como: Cidadão Instigado, Mombojó, etc. O segundo EP da banda foi o Pau, Brazil!, gravado no estúdio da Casona e lançado em 2010. O registro fonográfico tem 5 faixas, todas de autoria dos Exexus, transitando entre rock, pop, indie e brega. As letras, em sua maior parte
focadas no universo masculino, trazem uma nova forma de expressividade poética e política, sem concessões ou apelos a sentimentalismos e regionalismos.


Em 2011, os Ex-exus gravaram o primeiro disco cheio da banda, intitulado: Xô. Com produção do jornalista paulista Alex Antunes, do produtor paraense Léo Chermont e do estúdio Casona. Xô foi um disco mixado e finalizado em 2013. Processo feito por muitas mãos e guiado por Alex Antunes, o Xô tem participações de: Matheus Mota, Glauco César II, Grilowsky, Catarina Dee Jah,
Junior do Jarro, Raul Luna, Marie Carangi, Luiza Falcão e Demóstenes Macaco! Estão todos contemplados no encarte do disco! Por conta dessa turma toda existe o Xô... curtam, deleitem-se, esparramemse...
Nós Somos Vocês, Vocês Somos Nós!

Xô ----- Ficha Técnica:
1 - Estejam Sempre aqui
2 - O Bloco que você me deu
3 - Música Romântica/Xô
4 - Carne Humana
5 – O malvado
6 - No Escuro
7 - Clube da Encruzilhada
8 - A Culpa é Minha e Eu Boto em Quem Eu Quiser
9 - Desejo Louco
10 - Pra Ivete Cantar
11 – Estamos virando monstros, querida!
Todas as músicas de autoria de Ricardo Maia Jr. Exceto Música Romântica e Xô de Amaro Mendonça; Carne Humana e No Escuro, de João Marcelo Ferraz e Desejo Louco, de Fernando Mendes.
Produzido por Ex-exus e Alex Antunes.
Gravado no estúdio Casona, nos meses de Fevereiro e Março de 2011*.
Técnicos de gravação: Bruno Freire, Djalma Rodrigues, Léo Chermont e Arthur Soares.

Mixagem: Bruno Freire (Casona).
Masterização: Adelmo Tenório (Estúdio Unimaster).
*As participações vocais de Catarina, além de algumas vozes e teclados para Clube da Encruzilhada e vocais para Desejo Louco, foram gravadas no estúdio Base com Vinícius Nunes.
Arte Encarte: Ex-exus
Fotografias: Quel Valentim, Bruno Freire e João Marcelo Ferraz
Diagramação: A Firma de Design

CONTATOS
exexus@gmail.com
rmaiajr80@gmail.com
(81) 8822-3753 (Ricardo Maia)
http://soundcloud.com/exexus

Download: