quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Superlage (2014)




Superlage é global beat, respira música dos subúrbios e transpira latinidade. Junta músicos do Amazonas, Pará e Pernambuco, num caldo bem temperado de sons tropicais, misturado à bases eletrônicas preparadas com sabor bem brasileiro. Não é difícil identificar no som da banda o desejo de um baile onde pernas, braços, ventres, cinturas e sorrisos se confundam alegremente na pista de dança ou na rua, colorida e solar como os carnavais.

Nascida em Olinda, Pernambuco, Superlage é uma dupla que compõe, arranja, toca, mixa e produz canções baseadas na cumbia, miscigenada com reggae dancehall, baião e carimbó.

Formada pelo beatmaker DJ Incidental, pernambucano da gema, neto de mestre de brinquedo popular, uma biblioteca humana de cumbias de todos os estilos possíveis e Raimundo Alfaia, amazonense, baixista, cantor e produtor.

Para interpretar este primeiro leque de canções produzidas pela dupla, foi convidada Jana Figarella, cantora paraense com o sotaque do carimbó e da cultura ribeirinha amazônica, o que redefiniu e alargou a geografia emocional das canções, já tão miscigenadas nos ritmos latinos e nordestinos presentes nos beats eletrônicos da dupla.

Superlage mostra a cultura de festa de um Brasil afro-latino, integrado a um sentimento de revalorização da cumbia com modernizantes timbres eletrônicos, que inspiram jovens músicos e platéias por todo o mundo.

As canções têm sua poesia inspirada em cordéis, passagens urbanas de praias e coqueiros, o vento nos cabelos, estouro de fogos, carnavais…. Um convite ao mergulho num mar sonoro de alegria e cores vibrantes, produzidas cuidadosamente num ambiente de doce balanço tropical.

Superlage é um baile caliente!


Criado em 2012, o “Daft Punk da Cumbia” se prepara para sua estréia. Com as participações especialíssimas de Jana Figarella, em oito das 12 canções, e de Alessandra Leão na contagiante “Se O Teu Desejo É Amar”, o grupo chega botando quente. Imagine essa situação hipotética: a Margareth Menezes foi pro Pará, encheu a bagagem com licor da Jumburana e foi beber lá na Bodega de Véio. O som é cumbia, é tecnobrega, tem uma pitadinha de carimbó, de axé e é pop demais. Serve pro headphone, pro sistema de som, pra equipe de som, pro carro e pro sonzinho da cozinha, mas acima de tudo é pra dançar. Duvido você ouvir qualquer uma das músicas abaixo e não mexer pelo menos o ombrinho, companheiro(a).

A canção que abre os trabalhos é “O Teu Calor”, que recebe também um remix de Lúcio K no final. Na sequência “De Tanto Esperar” vem com um refrão que casaria perfeitamente na voz de Ivete Sangalo (produção, fica a dica). Com certeza você vai se pegar cantarolando De tanto esperar perdeu a vez. De tanto esperar ficou pra depois. “La Cicimila” traz uma cumbia mais crua, com areia nas chinelas. Bem da beira da praia. “Cumbia das Flores” tem um quê de reggae, ouça bem, lá no fundinho aquele teclado em looping. Coisa phyna mesmo.
A safadeza volta pesada em “Quero Brincar de Sol”. Na beira da praia, cabelo ao vento…

”Dia de Rei” vem com a voz de Raimundo Alfaia e com overdubs bem interessantes e mais referências jamaicanas. Um recorte de “A Message To You Rudy” do The Specials começa a ganhar força em “Baila Perfumada” e se encontra com uma batida pop da pesada. A instrumental “Uh La Lai” é dessas que nasceram com o DNA paraense regada a açaí e cupuaçu. “Se O Teu Desejo É Amar” tem um pezinho no forró e ganha brilho com a bela voz de Alessandra Leão. O quase axé “Trança de Raiz” tem um dos refrões mais legais do disco. É bom fazer trança de raiz pra não ver o vento desmanchar o penteado. E a cereja do bolo “Para de Chover” poderia ser da Gaby Amarantos, Gang do Eletro, mas nasceu em Olinda e tem potencial para ser hit no Brasil todo.

Um disco sólido, bem amarrado do começo ao fim e que em momento algum, repito, em momento algum, foge da proposta de te fazer dançar. Se permita, ouça o Superlage e se joga que vale a pena demais.

Peu Araújo


Download: Superlage


domingo, 21 de setembro de 2014

Aguardela (2014)




AGUARDELA é uma banda de amigos mineiros formada, em 2011, no Rio de Janeiro. Transitando de cantigas medievais ao swing latino, passando por ritmos folclóricos europeus até desembocar no post-rock grave, Pedro Salim, Daniela Santos, Sérgio Veloso, Thiago Oliveira e Fábio Nascimento já fizeram shows no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Juiz de Fora. Suas composições trazem um folk de melodias sutis e pegada de rock’n’roll, além de influências da música popular brasileira.

Download: Aguardela


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Tagore - Movido a Vapor (2014)



A banda foi formada em 2010 por Tagore Suassuna (violão e voz) e pelo multi-instrumentista João Cavalcanti. O primeiro registro oficial é o EP Aldeia, batizado com o nome do aprazível bairro onde as músicas do disco foram geradas. Completam a formação atual, Caramurú Baumgartner (percussão e voz), Emerson Calado (ex-Cordel do Fogo Encantado), João Cavalcanti e Júlio Castilho (líder e cantor da Feiticeiro Julião), que dividem baixo, guitarra e sintetizadores.

Em Movido a vapor, Tagore desfila uma série de canções bastante influenciadas pelo som setentista de artistas nacionais como Ave Sangria, Secos & Molhados, Zé Ramalho, Raul Seixas. Alceu Valença e Tom Zé foram homenageados com regravações de duas músicas marcantes da carreira: Morena tropicana, do pernambucano, e Todos os olhos, do baiano. A produção ficou sob responsabilidade de Clayton Barros (outro ex-Cordel) e Vinícius Nunes.

O disco também tem um jeitão de rock rural à Sá, Rodrix & Guarabyra, porém com toques mais contemporâneos. É o caso da bonita 2012, um quase bolero, com letra psicodélica ("E os pássaros também voaram em vão/ E o cogumelo ardeu meu coração"), finalizada por um viajante solo de sintetizador.

A crítica social aparece nos irônicos versos de Ilhas Cayman. Música que pode fazer levar o cidadão a refletir sobre a atuação de muitos políticos brasileiros. "Na eleição que vem/ Promento melhorar, porém/ Sem parar de roubar/ Pra praticar o bem/ Insisto em desviar/ Mais cem milhões pra passear". Diz trecho da letra.

Por AD Luna

Download:  Movido a Vapor


domingo, 31 de agosto de 2014

Estrelinski e Os Paulera - Leminskanções (2014)



Nada permanece tanto ao invisível quanto a genialidade do artista. Assim a multiplicidade do curitibano Paulo Leminski continua a reverberar sobre as clássicas e modernas mídia de difusão da linguagem. Poeta, escritor e desbravador dos temas da natureza humana e das relações escritas e vividas em seu universo de migrações de culturas e de artes, Paulo Leminski continua perene em sua essência, inegável na história e necessário inspirador ao novo. Além de sua importância poética, Paulo Leminski também permeou suas obras pelo viés da música. Aos pesquisadores de sua obra e astutos por sua linguagem, era sabido que alguns clássicos interpretados por Caetano Veloso, Arnaldo Antunes, Itamar Assumpção e Paulinho Boca tinham provincia “Leminskiana” em sua autoria, a mais jovem com mais negligência, porém, com mais interesse em sua redescoberta. O choque das gerações começa a conectar-se à origem dos pontos, à teia de sua série de mídias chega à um novo sentido sensorial, depois de seus clássicos literários, Paulo Leminski ganhou os museus mais importantes do Brasil e agora se apronta para o universo musical, tão intensa e representativa quando as precedentes.

“Leminskanções” é a nova obra projetada para além de sua vida. Após seis anos de pesquisas dedicadas aos arquivos musicais de Paulo Leminski, Estrela Ruiz Leminski, também escritora, poeta, compositora e cantora do “Música de Ruiz” em dueto com Téo Ruiz, acaba de concluir um belo álbum duplo com composições exclusivas e parcerias de um dos bigodes mais modernista da literatura brasileira. A obra é assinada por “Estrelinski” e “Os Pauleira” que também formam o elenco de corpo que apresenta e veste respeitosamente as canções do disco duplo juntamente com artistas integrados às obras do Paulo. “Os Paulera” compõe duas formações regionais entre Curitiba e São Paulo, onde aconteceram as gravações dos discos.

Um dos discos traz composições inéditas de Paulo Leminski e o outro canções em parceria e participação de outros amigos artistas como Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro, Morais Moreira, Zélia Duncan, Serena Assumpção, Ná Ozzetti, Bernardo Bravo e André Abujamra. No contraponto dos clássicos, o disco ainda aponta novos artistas que também participam nos coros de algumas faixas, são eles: Uyara Torrente (Banda mais Bonita da Cidade), Leo Fressato, Grace Torres (Grupo Fato), Iria Braga, Otto Nascarella, Juliana Cortes e Rogéria Holtz que integram a atual e vibrante construção da atual cena curitibana.

Para expandir as multiplicidades de um dos gênios que mais inspiram a geração vanguardista de artistas e apaixonados por arte contemporânea, esse duplo disco chega em boa hora. Na aparente impossibilidade de alterar as intenções de um artista, “Leminskanções” chega para mostrar as causas e as possibilidades visionárias que estabelecem a verdade e a força do amadurecimento genuíno de um ícone da arte reconstruído de diversas formas por diferentes tempos, lugares e olhares. A mais nova obra que chega ao nosso acervo musical brasileiro não se trata apenas da manchete do “inédito”, a seleção apresentada traz um panorama coerente ao universo e conexões já estabelecidas em vida pelo autor. Numa fibra orgânica composta por pessoas, lugares, arte e seus pensamentos, tudo se reencontra em nessa compilação, e que não é apenas bela, mas naturalmente compreendida em sua vontade que parece permanecer além de nós.

Por: Web Mota

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Download:  Leminskanções


Cordillera - Universe EP (2014)



Cordillera é uma banda brasileira de stoner rock autoral. O som é uma síntese contemporânea das influências clássicas do rock setentista e progressivo com a música alternativa dos anos 90. Em maio de 2014, de forma independente, a banda lança seu debut EP "Universe".



Download: Universe


terça-feira, 26 de agosto de 2014

Russo Passapusso - Paraíso da Miragem (2014)



O músico e compositor Russo Passapusso é um dos expoentes da nova geração da música popular brasileira produzida na Bahia. Natural de Feira de Santana, foi em Salvador que Russo entrou em contato com o rap, o reggae e a cultura sound system jamaicana, vertentes da música que o influenciaram no início da carreira. Integrado ao coletivo Ministéreo Público, que ocupa diversos espaços da cidade com festas e intervenções sonoras, começou a movimentar uma cena alternativa em Salvador e com isso conquistou um público grande e fiel.

Participou da criação e é frontman de um dos grupos mais relevantes para a vanguarda musical da Bahia, o BaianaSystem, que faz uma releitura contemporânea da guitarra baiana e já se apresentou em países como Japão, França, Dinamarca, Rússia, EUA e China, e em diversos estados brasileiros. Junto a Fael Primeiro e DJ Raiz integra o Bemba Trio, que mescla influências do rap e da música jamaicana com a sonoridade característica da música baiana. Polivalente, quebra as barreiras entre o engajamento e o entretenimento, a cultura popular e o pop.

Para celebrar uma trajetória de 10 anos de carreira, Passapusso lança em agosto de 2014 seu primeiro disco autoral. Com o título Paraíso da Miragem, o álbum traz canções com letras confessionais sobre a vida do compositor e conta com a produção e arranjos dos músicos Curumin, Zé Nigro e Lucas Martins e as participações especiais de BNegão, Edgard Scandurra, Anelis Assumpção e Marcelo Jeneci. No palco, Russo se apresenta ao lado dos produtores do álbum.


Download: Paraíso da Miragem



Tuca - Psiconauta (2014)



Cineasta, músico, videodesigner, filmmaker, paraibano, cearense, mineiro e multiplo.
Dellani Lima, conhecido artisticamente como TucA, é o meu mais novo ponto de reflexão sobre a multiplicidade da música e, principalmente, da qualidade e propriedade em poder misturar quase tudo sem se perder no seu próprio universo. São tantas vontades e possibilidades disponíveis dentro da oferta e procura da música hoje, que a “reflexão” começou a perder seu posto de direção para a “estética sonora” em grande parte das obras, causando um estranheza de ideais e dando margem a apenas um panorama estético no novo. Um sintoma disso são os tapas na linguagem, postura e até aparência dos novos artistas nas redes sociais, e ficamos eternamente olhando uma bela cortina de ansiedade e surpresas que até chegam belas, mas sem verdade. Mas há as exceções, claro!

Depois de anos e anos atuando simultaneamente entre produção de vários projetos pessoais e também de parceiros e algumas instituições sobre arte (vale conferir a infinita lista de trabalhos e projetos artísticos com ação ativa do TucA em seu blog), ele acaba de nos apresentar o seu mais novo álbum autoral: “Psiconauta”. Uma produção totalmente independente, com concepção e produção própria moldado em seu próprio estúdio em sua casa em Belo Horizonte. Depois de ouvir o disco por dias e dias entre casas, caronas e cidades diferentes, resolvi tirar um tempo para prosear um pouco com o TucA para descobrir de onde veio tão bela energia causada neste álbum. Ele disse: “Queria um disco urbano, mas que tivesse algo de espiritualidade ou de busca… o pensamento de transgressão e transcendência nas métricas e nos timbres característicos da música urbana (disco, punk, rock) mas com melodias mais melancólicas… ou mesmo densas…nesse projeto a musicalidade híbrida, poesia inspirada nos poetas e compositores malditos brasileiros… tenho  muita influencia de Paulo Leminski, Cacaso, Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção, entre outros.”. Fiquei emocionado, pois não havia lido nada sobre a obra ainda, e a resposta é bem parecida com as minhas buscas memoriais. Além das referencias apontadas, ressalto a beleza que é perceber as mudanças de campo e o surgimento de novos elementos e timbres que vão aparecendo no decorrer da execução do disco completo e em sua ordem estabelecida. Uma ótima experiência de contemplação para aqueles que gostam de ouvir da forma que o artista quer que você experimente. Ouvir o álbum foi bom, foi saudável e energético. Sem contar a delicadeza da voz da Ana Mo que acompanha TucA colocando céu e ar em sua estrada de experimentações.

“Psiconauta” é espiritual, urbano e catalizador de timbres latinos em sua mais respeitosa harmonia. Um balde de política e poética para a caretice patrulhadora que não consegue desestrurar nada sem ter que vestir uma boa roupa, postar uma foto ou andar com figuras populares. TucA é uma espécie de gurú que conseguiu filtrar muito do que tenho recebido em forma de música. Depois de algumas experiências espirituais e ritualísticas, o artista trouxe mais emoções e sensações para sua concepção sonora. Música para pensar, sentir ou mesmo para dançar. Acho que acertei quando respondi o seu e-mail, e coloquei o seu disco para tocar. Na verdade, para me tocar!

Todas as músicas são de sua autoria, exceto “Eu Sempre Serie Aquele Cara” de Jonnata Doll e os Garotos Solventes e “Reduçao de Danos – Ministério da Saúde” de Grilowsky e Paulo do Amparo.

Ficha técnica de “Psiconauta”:
Vocais: Ana Mo & TucA
Guitarra: Porquinho
Guitarra e teclados: Lacerda Jr
Baixo: Alex Pix
Conceito, programação, pesquisa, e produção musical: TucA.

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Download:  Psiconauta


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Goma-Laca - Afrobrasilidades em 78 RPM (2014)




GOMA-LACA é um centro de investigações dedicado ao universo da música brasileira feita na primeira metade do século XX e registrada nos antigos discos feitos de cera de carnaúba e goma-laca que giravam a 78 rotações por minuto.


Em programas de rádio, artigos, seleções musicais, shows especiais e disco, a pesquisa propõe olhares e investiga contextos e contemporaneidades, buscando intercâmbio entre acervos e enfoques, épocas e gerações.

O álbum Goma-Laca – Afrobrasilidades em 78 rpm apresenta reinvenções a partir de temas do candomblé, capoeira, jongos, maracatus, emboladas e choro gravados originalmente entre as décadas de 1920 a 1950. Com direção musical e arranjos de Letieres Leite, participam do disco Karina Buhr, Lucas Santtana, Russo Passapusso e Juçara Marçal, acompanhados pelo contrabaixista Marcos Paiva,  Hercules Gomes ao piano,  Sergio Machado na bateria e o mestre de percussão Gabi Guedes. Sob a regência de Letieres, o grupo criou com os cantores arranjos de tons jazzísticos sobre ritmos afrobaianos, e tudo foi registrado ao vivo no Estúdio Traquitana, em São Paulo.

O repertório foi construído a partir de pesquisa de Biancamaria Binazzi e Ronaldo Evangelista e traz recriações de músicas originalmente gravadas em discos de 78 rotações, por intérpretes como Vanja Orico, Josué de Barros, Filhos de Nagô, Stefana de Macedo, Jararaca e Ratinho.  Entre as releituras de capoeira, embolada, canção praieira, coco-rojão, jongo, aparecem faixas como o tema “Batuque”, atribuído ao Quilombo dos Palmares, século XVII, e alguns dos primeiros temas de candomblé lançados em disco, como cantos para “Exu” e “Ogum”. Ao longo do disco, também revelam-se trechos e ecos de temas populares já relidos por nomes como Gilberto Gil, Tom Jobim, Milton Nascimento e João Donato. O CD inclui libreto com reprodução de todos os selos dos 78s originais e textos informativos sobre origens e caminhos das composições.

GOMA-LACA – Afrobrasilidades em 78 RPM (2014)

Concepção e pesquisa: Goma-Laca/Biancamaria Binazzi e Ronaldo Evangelista
Direção Musical de Letieres Leite
Produzido por Ronaldo Evangelista
Gravado no Estúdio Traquitana, SP, nos dias 10, 11 e 12 de fevereiro de 2014,
por Evaldo Luna, Décio 7 e Junior Zorato.
Mixado por Gustavo Lenza
Masterizado por Felipe Tichauer
Direção de Arte: Janaína Pinho e Henry Kage
Produção Gráfica: Valéria Hevia
Impressão: Indústria Gráfica Brasileira
Vídeos: Eugênio Vieira
RádioDocumentário: Biancamaria Binazzi
Produção Executiva: Agogô Cultural/Tatiana Dascal e Emilie Bloch
Realizado com o apoio do ProAC

Se você é professor, pesquisador, músico, jornalista e/ou representa um centro cultural, biblioteca, escola, centro de estudo, e quer uma cópia do disco, por favor escreva para disco@goma-laca.com

Download:Afrobrasilidades em 78RPM



terça-feira, 22 de julho de 2014

Chama Violeta EP (2014)



GRUPO CHAMA VIOLETA
“Chama Violeta” é o nome do grupo musical que se originou no sul do Brasil com um som original, profundo e transmutador. O grupo mistura ritmos e sensações em uma levada genuinamente brasileira, no entanto, mesclada às influências de todos os cantos do mundo. Este grupo trás, em suas músicas imagéticas e transcendentais, a preocupação com a vida, com o homem e com a terra. Entendendo que o homem é um agente importante na transformação do meio; e que seus pensamentos e ações modificam o presente, e projetam o futuro. “Chama violeta” o nome dado a este grupo é o fogo sagrado que transmuta a causa, o efeito, o registro e a memória do nosso passado histórico. Esta é a chama da transmutação e da liberdade. E motivados pelo significado simbólico desta Chama, que este jovem grupo inicia seus trabalhos buscando em seus anseios a reconstrução do hoje pela experimentação dos sons e dos sentidos. Assim tecem uma musicalidade que não se encaixa em um único gênero musical e desconhece seus limites. Elogiando a dúvida, exercitando o amor e cortejando a paciência; não porque o tempo sana, mas porque ela: a paciência, é generosa com o processo. E é burra a crença na finalidade.

ILHA
Pensando a ilha como um lugar autônomo e integrado, criamos este show. Assim, em uma ilha. Cercado de águas, no mato, com pássaros nos ensinando a cantar todos os dias. Assim, se deu o processo. Porém, ao longe podíamos ouvir os barulhos dos carros, os barcos cargueiros, o ir e vir das pessoas. E, propomos, então, uma conversa com a cidade, para lhe contar que logo ali se tem água pura para beber, silêncio e fruta madura no pé. E, diariamente, retornávamos à cidade onde, cotidianamente, tecíamos este diálogo. Talvez, acreditemos nas ilhas de desordens. E, foi na ilha que fizemos nosso primeiro show, e que chamamos igualmente de Ilha, onde pudemos evidenciar o processo. Este show traz a conexão com o sensível, a disposição com a vida e a predisposição para transformação. Procuramos com a nossa arte a sensibilização, o mergulho, o reencontro, um despertar. Misturando ritmos e estilos. Entre o samba, e o funk, com jazz, com reggae, no Soul, na Salsa. E, conversando com as nossas raízes nas músicas regionais. Brincando com o coco, com baião, com a ciranda, com boi bumbá, com o Sopapo, e o tambor de crioula. Tecendo uma musicalidade singular, cercada de ambiência, mergulhada em sensações. Buscando na terra, o enraizamento, a ancestralidade, a arte. No fogo, a força, a nutrição, a transformação. Na água, a fluidez, a continuidade, a calma. E, no ar, os sonhos, a potência. No grupo, músicos, atores, poetas e palhaços. Transposições de artes, diálogos entre linguagens. Titeu Moraes na guitarra; Paulo Liska, no baixo; Chirú, no violão e no vocal; Duda Cunha, na bateria; Rafael Pavão e Luana Fernandes, na percussão. Propomos um passeio por matarias, morros, rios, cidades, cachoeiras, e cascatas. Lugares longínquos, antigos, perpetuados no inconsciente. E, assim, talvez, consigamos acessar aquele ‘ponto tenro e sem nome que faz do seres humanos, seres humanos’.

REPERTÓRIO:
1- AGUA BENZÊ - Chama Violeta MINOTAURO (Chama Violeta)
2- AQUI AGORA EU SOU (Chama Violeta)
3- SEM MARCAÇÃO (Chama Violeta)
4- ESPERANÇA (Chama Violeta)
5- LEVANTE (Chama Violeta)
6- FIGUEIRA (Chama Violeta)
7- TERRA FOGO AGUA E AR (Chama Violeta)
8- ESTRANHAS CATEDRAIS (Chama Violeta)
9- AGEGÊ (Chama Violeta)
10- INDIO MULATO SADU (Chama Violeta)
11- CHAMA TUTU (Chama Violeta)
12- AVE DO CÉU (Chama Violeta)
13- PÉ DIREITO (Chama Violeta)
14- JUREMA (Chama Violeta)
15- BOIADEIRO (Chama Violeta)
16- MEU GUIA (Chama Violeta)
17- CASTELOS E PALAFÍTAS (Chama Violeta)
18- SAIGON (Chama Violeta)
*Todas as músicas do Grupo Chama Violeta são autorais. As letras são de Wagner Silveira dos Santos (Chirú), e a composição e arranjo foram construídos coletivamente pelo Grupo

FICHA TÉCNICA
Wagner Silveira dos Santos (Chirú) --- Letra, Voz e Violão
Rafael Pavão --- Percussão
Luana Fernandes --- Percussão
Titeu Moraes --- Guitarra
Paulo Liska --- Baixo
Duda Cunha --- Bateria
Mirco Zanini --- Iluminação
Otávio Moura --- Técnico de Som


Download: Chama Violeta