sábado, 11 de abril de 2015

Warsaw Afrobeat Orchestra – Wëndelu (2015)



Dando seguimento ao seu muito bem recebido single “Bosq”, a Warsaw Afrobeat Orchestra entrega seu álbum de estréia nocauteando com a essência Africana. 

O título do álbum ‘Wëndelu’ significa “Wanderer” na língua nativa africana Wolof e é um nome apropriado que explora a ampla gama de sons que surgiram da diáspora africana misturando com as suas influências musicais. Faixas como “No Such Thing”, “Let It Flow”e Usurpation” refletem a óbvia influência do Reggae e Dub, enquanto “Close to Far e “Which Direction” se voltam para o Afro-Disco e Funk.


Formada em 2012, a banda é composta por 10 músicos que se interagem em diferentes projetos na cena underground da Polônia. Inspirado pelos mestres do Afrobeat, world music, assim como da música tribal africana, que é evidente em suas letras e refrões que se repetem e tecem de dentro e fora a profundidade dos grooves hipnóticos infundindo-lo com uma qualidade transcendental.

Download: Wëndelu


terça-feira, 7 de abril de 2015

Bixiga 70 III (2015)




Cinco anos depois de sua formação em São Paulo, a big band dançante Bixiga 70 viaja mais longe para se encontrar mais em casa em seu terceiro disco. Mala adesivada, desenhando os próprios mapas, o tenteto explora, escuta, cria, se reinventa a cada disco, a cada música, a cada show, dentro da inconfundível linguagem própria desenvolvida e conquistada em sua história, carregados de energia e sinergia. Expressões individuais e o todo maior que a soma das partes.
Dez músicos em suas identidades pessoais, dentro de um coletivo que engloba jazz, funk e música afrobrasileira, a partir de uma gama de fortes influências que passa por dub e reggae, cumbia e carimbó, ethio-jazz e samba-jazz. Empolgante máquina de ritmo, construindo-se em frases e solos, harmonias e dinâmicas, claves e improvisos. Altamente dançante, entre senso de humor e pensamentos políticos, o som da unidade formada por dez elementos é música instrumental, mas profundamente eloquente.
No terceiro disco do Bixiga 70, novamente produzido pela própria banda (novamente com mixagem de Victor Rice), todas as composições surgem assinadas e arranjadas por todos. Não é mero detalhe de ficha técnica: o processo de criação é descentralizado e o entendimento é a importância de cada um presente. O nome do álbum, assim como nos dois anteriores, é simplesmente “Bixiga 70”. Não-título, senso de continuidade: não é uma criação a cada ponto, mas uma linha constante de criação e evolução – conceitual, artística, musical, espiritual, pessoal.
Um intenso laboratório conjunto gerou as músicas e a gravação ao vivo em estúdio do disco, criação coletiva filtrando as melhores possibilidades, equilibrando as referências mais recentes e mais antigas de cada um e vivendo cada uma das diversas influências e individualidades.
Não passaram impunes as apresentações em lugares como França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Dinamarca, Suécia, EUA, Marrocos, além de Pernambuco, Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, Paraíba, Minas Gerais, Rio Grande do Sul – pra não citar as próprias ruas do Bixiga. Ao longo das nove faixas do álbum, fundem-se estilos e nascem sincretismos autorais em forma de afrofunk moderno, cumbia marroquina, spiritual jazz, adaptações de pontos de terreiro, blaxploitation cubano, movimento Black Rio em SP, dub árabe, tambores malinké com guitarra angolana e banda de pífano.
Se hoje há uma cena nacional instrumental e dançante, autoral e criativa, múltipla de gêneros e autosuficiente, o Bixiga 70 é influência e influenciado, desbravando as rotas à sua frente. Sem se preocupar com os caminhos estabelecidos, a banda trilha os percursos em que naturalmente cabem, encontrando espaços vazios clamando por ser ocupados. Acompanhando tudo, uma legião, divertindo-se junto embaixo e em cima do palco.

Download: Bixiga 70 III


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Cidadão Instigado - Fortaleza (2015)



“Nossas raízes são essas”, explica Fernando Catatau sobre o acento setentista impregnado no quinto disco de sua banda de rock, o Cidadão Instigado. “É o som que a gente sempre quis.”

Primeiro disco em seis anos, Fortaleza, trabalho mais pesado da banda, chega à internet e aos palcos no início de abril. A banda disponibiliza o disco para download gratuito ainda nesta semana em sua página do Facebook e se apresenta no palco do Sesc Pompeia nos dias 9 e 10 de abril. A banda se apresenta na capital cearense no próximo dia 30, abrindo a programação de aniversário do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. 

Fortaleza é o álbum mais ambicioso do Cidadão Instigado, cheio de riffs memoráveis, grooves de rock e coros de plateia. Saem os teclados do ensolarado disco Uhuuu! (2009) para a entrada de vocais e violões contemplativos. E, embora pesado em sua extensão, ele também traz momentos líricos.

O disco é o resultado de um processo que começou em janeiro de 2012, quando a banda passou 12 dias enfurnada em uma casa de praia de Icaraí de Amontada, próxima de Jericoacoara, no Ceará, fazendo arranjos em canções de Catatau.

Um ano depois, se reencontraram no estúdio paulistano El Rocha, onde gravaram as bases. As gravações prosseguiram nos estúdios caseiros da banda até o início deste ano.

“Foi um processo parecido com a mudança entre os discos Ciclo da Dê:Cadência (2002) e o Cidadão Instigado e o Método Túfo de Experiências (2005), de reinventar tudo”, conta o vocalista e guitarrista, ao ser lembrado pelos outros integrantes da época em que pensou até em mudar o nome da banda.

Mudanças
A mudança desta vez foi na formação: o guitarrista Régis Damasceno foi para o baixo, o baixista Rian Batista assumiu violões e teclados e o tecladista Dustan Gallas tomou conta da segunda guitarra.

Só Catatau, o técnico Kalil Alaia e o baterista Clayton Martin permaneceram nos mesmos lugares. A mudança traz novos ares ao grupo.

A banda cita Led Zeppelin, Black Sabbath, Raul Seixas e Thin Lizzy como influências. Além, claro, do Pink Floyd, já que as gravações ocorreram ao mesmo tempo em que a banda fazia apresentações tocando a íntegra do clássico The Dark Side of the Moon (1973).

“Começamos a reparar no desenho das músicas, como uma se encaixava na outra e como iam do estúdio para o palco”, explica Régis.

Clayton fala que o mapa de palco do grupo inglês --que toca alinhado horizontalmente-- ajudou o Cidadão a se reinventar ao vivo. O Pink Floyd também foi crucial para uma das marcas do novo disco: os arranjos vocais quase sempre naquele falsete de soft rock dos anos 1970, que ficaram a cargo de Rian.

Declaração de amor
O nome da capital cearense inevitavelmente levou à composição da faixa-título, uma declaração de amor à cidade natal da banda que ao mesmo tempo questiona os valores da sociedade atual.

“Não é uma música só sobre Fortaleza. Fala do que aconteceu com o mundo todo, essa cara de banheiro de shopping de Miami. Eu sou o único paulistano da banda e vi isso acontecer no meu bairro, a Mooca”, reforça o baterista Clayton sobre a música que ainda conta com a participação do guitarrista Dado Villa-Lobos, da Legião Urbana, nos violões.

A referência à capital cearense quase trouxe o arcano hotel Iracema Plaza para a capa do disco. Mas, como explica Régis, “o título não é um nome próprio, é um substantivo”, e eles optaram pela capa preta com o nome da banda escrito em letras pontiagudas para enfatizar sua raiz rock e exigir o trono do gênero no Brasil. As credenciais estão à mostra. (Alexandre Matias, da Folhapress)


Download: Fortaleza


domingo, 8 de fevereiro de 2015

Carnaval Baixa Funda (2015)



Postagem sugerida pelo camarada Pedro Philippe, da Cariri Revista, para uma coletânea arretada pra ser curtida neste e noutros carnavais.

Lista:

  1. A Bagaceira - Siba
  2. A Semente - Marcelo D2
  3. A Volta do Astro - Aldo Sena
  4. Afinando a Bateria - Maracatu New York
  5. Bolo de Ameixa - Mundo Livre S/A
  6. Ciranda de Maluco - Otto
  7. Elefante de Olinda - Ska Maria Pastora
  8. Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua - Sérgio Sampaio
  9. Exaltação a Mangueira - Chico Buarque
  10. Fire - Saravah Soul
  11. Madeira Que o Cupim Não Roi - Claudionor Germano
  12. Malunguinho - Abayomy Afrobeat Orquestra
  13. Não Vou Embora - Eddie
  14. O Telefone Tocou Novamente - Los Sebosos Postizos
  15. Rainha do Maracatu - Geraldo Júnior
  16. Saudade - Cordel do Fogo Encantado
  17. Segura o Coco - Di Freitas
  18. Tarja Preta - Fino Coletivo
  19. Tirar Onda - Think of One
  20. Tô Doidão - Orquestra Popular da Bomba do Hemetério
  21. Um Frevo Novo - Caetano Veloso
  22. Vô Batê Pá Tu - Baiano e os Novos Caetanos

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Petit Mort - Bite The Hook (2015)



Depois de gravar 2 discos na Alemanha, ter feito 100 shows na Europa e 70 shows no Brasil, o power trio argentino Petit Mort veio morar na ilha da magia, Florianópolis/SC, e traz uma novidade para o público: um disco com 10 musicas inéditas para 2015. O novo disco BITE THE HOOK será lançado no Brasil e foi gravado em Buenos Aires, Argentina, e mixado na cidade de Geldern, Alemanha, nos estúdios Benthus. 12,13,14,15,16 de fevereiro a PETIT MORT vai apresentar o disco nos carnavais de Goias e Minas Gerais.

A banda argentina agora radicada no Brasil é um power trio com vocal feminino e foi formada em 2007 sob a influência da década de 90 de bandas como Nirvana, Pearl Jam, Incubus, Melvins, Pj Harvey, Faith No More, Rage Against the Machine, outros.

Ao todo, a Petit Mort se apresentou 70 vezes no Brasil, incluindo show nos festivais independentes mais importantes do país, como 26 shows nas edições do Grito Rock (o maior festival integrado do mundo, acontece em 300 cidades e 30 países nos meses de fevereiro e março) nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e também nos conhecidos Festival Do Sol (Natal,RN) e Vaca Amarela (Goiânia,GO).

A banda também fez a incrível marca de 100 shows na Europa. Em 2012 fizeram turnê pelo terceiro ano consecutivo no velho continente (Inglaterra, Holanda, Alemanha, França, Bélgica, República Checa, Suíça). Dois dos discos da Petit Mort, “Du Bist” e “Spit In“, foram produzidos, gravados e distribuídos na Alemanha pelo produtor alemão Olaf Zwar no mesmo estúdio. Os lançamentos dos discos causaram grande impacto em jornais europeus, como o alemão Sueddeutsche.

Petit Mort é:
Michelle Mendez: Guitarra / Voz
Juan Recio: Baixo
Jacques Blasetti: Bateria

Discos:
Petit Mort EP (2009) | Gravado e editado em Buenos Aires, Argentina
Spit In (2010) I Gravado e editado em Geldern, Alemanha
Du Bist (2011) | Gravado e editado em Geldern, Alemanha

Conheça mais a banda:





sábado, 31 de janeiro de 2015

Madame Rrose Sélavy - Carnaval dos Bichos (2015)



Eis que sexto não é terço e Madame Rrose Sélavy reza como os sambistas. CARNAVAL DOS BICHOS, nono álbum da banda, em seu sexto ano desafiando os pudores alheios, vem para fazer o rei Momo fugir do trono. O deus da sátira, do sarcasmo, do culto ao prazer e ao entretenimento, do riso, da pilhéria, das críticas maliciosas é invocado para tirar o sossego dos homens. Eletro frevo bossa punk pop experimental hardcore poderoso, cagando para a ganância que entorpece os sentidos, sonoridades que soam como selvagens travessuras. Sedução, psicopatia, erotismo e desilusão, todo dia é dia de frio na espinha. Absurdo e sensual, insano e dançante, exaltando a saudade, o amor cósmico e kármico, a banda instiga o tamanho da pândega para cantar que a vida é muito louca pra quem quer tanta coisa. Para ouvir em meio a confetes, serpentinas, lança-perfumes e foliões avenida afora.


Download: Carnaval do Bichos




domingo, 25 de janeiro de 2015

Dengue Fever - The Deepest Lake (2015)




Para os fãs de longa data, o som da Dengue Fever permanece intacto, mas The Deepest Lake encontra a Dengue Fever expandindo sua marca psych/surf cambojano com percussão Africana, vocais que fariam Exene e John Doe orgulhosos, melodias arrebatadoras e jams psicodélicas de até 5 a 6 minutos. A banda fez uma decisão consciente, em seu estúdio em casa, com o intuito de expandir seu som, seguindo seus instintos para explorar as novidades que saíram das demos. O resultado mostra lado musicalmente aventureiro da Dengue Fever, enquanto ainda permanecem fiéis ao seu som de outro mundo.

"The Deepest Lake é provavelmente o nosso disco mais desafiador até o momento", disse o baixista da Dengue Fever Senon Williams. "Estamos entrando em sua segunda década ...


Download: The Deepest Lake